7 BATMANS E SUPERMANS QUE NÃO DEVERIAM TER EXISTIDO NO CINEMA

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Para quem é fã de histórias em quadrinhos e como eu, cresceu nos anos 80 lendo-as, foi influenciado por personagens como Superman, Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Shazam, Flash. E na época, o grande acerto cinematográfico da história tinha sido Superman, de 1978, com um super elenco e uma continuação bem digna, repetida várias vezes na sessão da tarde. 

Ou seja, uma infância, basicamente, DC. Eu nunca quis ser o Thor nas brincadeiras, ou Homem de ferro. No máximo um Hulk. Por isto, quando a Marvel acertou o passo no cinema, um filme da Liga da justiça era tão sonhado. O sonho, evidentemente, virou pesadelo por culpa de uma direção seguida pela DC. Isto me fez rever o que de pior a DC fez até o embate da dupla Super vs Bat. E enquanto assistia, fiz algumas observações. Confira abaixo 7 grandes decepções que a DC levou aos cinemas.

Batman e eternamente (1995)
Direção: Joel Schumacher

O filme já começa com Alfred dizendo uma frase para tentar dissuadir Batman a levar um sanduíche na missão. Mas infame, impossível. Gothan parece um carnaval no Rio de Janeiro em seus piores momentos. Até as metralhadoras dos vilões tem um neon vermelho. Chega a ser incompreensível como um elenco tão bom foi parar numa bomba destas.

As soluções do roteiro na sequência inicial do helicóptero são sofríveis (diálogos, o cofre, a explosão do helicóptero). Jim Carrey esta péssimo, elevando o "overacting" ao máximo. O que dizer de Robin estendendo a roupa? Ou ainda a cena que Batman vai dar "umazinha" com Chase (Nicole Kidman) e toma um fora? São sequências tão desconectadas do todo, que só não são piores que o filme a seguir.

Batman e Robin (1997)
Direção: Joel Schumacher

Não sei o que deu em Joel Schumacher. Tão competente em seus filmes sérios, se meteu nesta roubada incrível. Direção ruim, roteiro vergonhoso, cenas piores ainda (Mr Freeze fumando charuto só porque Arnold fuma?) 

Os vilões começam a ser vilões sem mais nem menos, tipo a Hera, que é jogada em cima das flores e tubos de ensaio, como se fossem um liquidificador.

Um visual meio carnaval, meio Dick Tracy. Efeitos medianos para uma produção que tão cara.

Junta-se à pior abertura de um super herói no cinema (closes em pintos e bundas), um Robin com mais tesão que heroísmo, um Arnold mais preocupado em ser o primeiro nome no cartaz e pronto. Forma-se a bomba, com direito a bat cartão de crédito.

Há falhas imperdoáveis no filme, como a senha do pc do Bruce Wayne ser tão simples ou Alfred já prever que a moça invadiria a caverna, preparando de antemão um uniforme para ela.  E o que dizer do Robin com ela, depois da corrida de motos, pendurados no penhasco apenas pela ponta do pé? A cena corta e já estão na garagem, ignorando a dificuldade de sair daquela situação.

Santa porcaria Batman

Superman 3 (1983)
Direção: Richard Lester

Os primeiros minutos do filme, evoca as comédias de Richard Pryor, inclusive a trilha, o que por si já é um erro, pois o filme é outro. A direção fica a cargo do competente Richard Lester, que inexplicavelmente, erra feio no tom do filme. 

Com 24 minutos, você fica sem saber do que se tratará o filme. É um recorte de comédia estilo "Deu a louca no mundo" com Smallville em seus piores episódios. Richard Pryor e Robert Vaughn não se encaixam nem como vilões e nem como anti-heróis.  E mesmo assim, Superman parece coadjuvante no próprio filme.

Ahh, e já ia me esquecendo. Superman soldar o petroleiro foi fod@. Com todo aquele liquido inflamável, ele fecha o buraco (repare que não entorna uma gota enquanto isto) e solda com a visão.  E o que dizer da sequência que o vilão "ataca" Superman com mísseis, visualizando por uma tela de vídeo game, com direito a som de pac man e tudo? Ridículo.


Superman 4 - Em busca da paz (1987)
Direção: Sidney J. Furie

Cannon na estória não poderia dar certo. A ideia era boa. Retornar Luthor, colocar o elenco original e um super vilão. Mas o filme é constrangedor (repare na cena que Clark faz ginastica). Os velhos personagens não agregam. Os novos não somam. Parecem todos perdidos no imbróglio criado pela Cannon para tentar fazer sucesso, com baixo orçamento, efeitos de quinta e uma história que nunca funciona.

O que dá para dizer da briga entre o vilão e Superman? E aquele raio reconstrutor da muralha? As caras e bocas do vilão são simplesmente ridículas. Não dá mesmo para discutir qual é o pior, pois este posto o filme da Cannon leva com louvor. Impressionante como eles não aprenderam nada com o clássico de 1978. E o que tentaram copiar (cena do voo com Lois) foi tão ridícula que causa certa vergonha. Reparem, com 1h 13 min, um hidrante explode, mas sem o menor esforço, você percebe que ele é de isopor.

Superman - o retorno (2005)
Direção: Bryan Singer

Um dos maiores pecados deste filme é a falta de identidade (o que sobre, por exemplo, nos filmes de Zack Snyder). Já na primeira cena, colocam a voz de Marlon Brando. Os letreiros são os mesmos, para forçar identificação (Nolan por exemplo, não precisou  emular nada de Tim Burton). Brandon Routh emula Christopher Reeve até nas pequenas nuances. Da mesma forma Lex Luthor, como se aquele filme de 1978 fosse o padrão (a primeira aparição do Superman foi em Junho de 1938, então...).

Curioso é que a escolha da direção não foi arriscada. Bryan foi um dos responsáveis diretos por filmes como Vingadores, já que seu X-men (2000) serviu de boom para os filmes de heróis, assim como Homem aranha (2002).

Outro grande problema do filme é a trama meio...antipática, por vezes confusa.  Os efeitos são outro problema. Estamos falando de um filme feito em 2000, bem depois dos dinossauros de Steven Spielberg mostrarem ao mundo que estão vivos.

A cena do avião é feita de maneira burra, já demonstrando o que viria pela frente. Primeiro, o avião caindo, pegando fogo, e Superman não apaga? E depois ainda tenta controlar o avião segurando na asa? Era óbvio que ela iria quebrar, o que de fato acontece. Repare que até uma tomada fora de contexto tem, envolvendo Frank Langella.

Se cortasse 1 hora de filme, ainda sim, faltaria objetividade na história...

O Homem de aço (2013)
Direção: Zack Snyder

Reconheço que nesta lista, Homem de aço é o menos odiado. Mas não é menos problemático. Primeiro por se tratar do primeiro filme do universo (desesperadamente) compartilhado da DC.  Os primeiros filmes vieram a "toque de caixa", com más escolhas, principalmente na direção e roteiro.  Tudo isto por conta do sucesso da Marvel. Criou-se até uma linha de defesa da DC na internet, culminando quase como partidos políticos que não se suportam. Mas quem ganha com bons filmes somos nós, assim como quando fazem estas bombas, perdemos.

No caso de Homem de aço, Snyder é um diretor com uma visão de cinema muito particular, estilo tantos outros, e como aconteceu com Tim Burton, deveria ter entrado no projeto, saído e virado lenda urbana. Infelizmente, isto não aconteceu. E ele não só fez este, como realizou "Batman vs Superman - O dia que descobrimos que somos amigos porque nossa mãe tem o mesmo nome" e o próximo, meu sonho de cinéfilo, Liga da justiça. Uma tragédia pessoal o tirou do filme, já é pós produção, e quem chamaram? O diretor de "Os Vingadores", da Marvel.  

O filme em questão não é dos piores (Superman 3 e 4 são mais descabidos). Mas isto não é, necessariamente, um elogio.

Batman vs Superman: A origem da justiça (2016)
Direção: Zack Snyder

Batman Vs Superman foi controverso em muitos sentidos. Como o Batman, que é nos quadrinhos um exímio investigador, nunca ter ouvido falar no Clark Kent, sendo que, como mostrado no filme, um mora no Rio e o outro em Niterói?

Porque usar no título um conflito fake, que ocorre por motivações erradas e se dissipa de forma infame por conta do nome de suas mães serem: Martha. 

Como o vilão tem os símbolos dos heróis num arquivo? A própria escalação de Jesse Eisenberg como Lex Luthor já foi duvidosa e se mostrou coerente em cena com os "achismos" prévios.  

E são tantos, mas tantos erros, que só não piores que Liga da justiça e Esquadrão suicida. E a seguir, veio um Shazam que se mostrou mais próximo dos filmes da Marvel, o que escancarou que a DC não sabia o que fazia e quis copiar o que estava dando certo. E se consideramos que colocar Joss Whedon (de Vingadores) para terminar o corte de Snyder, que estava ruim, resultando em algo pior ainda e levaram o diretor de Guardiões da Galáxia para realizar "Esquadrão suicida 2", mostra que a DC não se deu conta que tem os melhores heróis da história, mas não tem as melhores pessoas que produzem ideias neste Universo Compartilhado. 


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