RANDAL KLEISER - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS


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Através das 7 perguntas capitais eu conheci o mundo, literalmente. Consegui conversar com pessoas que eu jamais imaginaria que seria possível. Foi um projeto de 100 entrevistas, mas que terminou, depois de vários anos de muito trabalho e persistência. Foi cansativo, mas valeu a pena.

Por isto resolvi iniciar um novo projeto, desta vez com menos entrevistas (50 no total) e com um formato um pouco diferente, mas mantendo a ideia de serem 7 perguntas. Eu sempre fazia uma introdução do (a) entrevistado (a), mas desta vez será de outra forma. Vão conhecê-lo (a) ou saber mais sobre ele (a) através da entrevista.

E hoje, com vocês o diretor americano Randal Kleiser

Boa sessão:



1) É comum lembrarmos com carinho do início da nossa relação com o cinema. Os filmes ruins que nos marcaram, os cinemas frequentados (que hoje, provavelmente, estão fechados), as extintas locadoras de VHS que faziam parte do nosso cotidiano. Você é um apaixonado por cinema? Conte-nos um pouco de como é sua relação com a 7ª arte. 

R.K.: Minha relação começou quando meus pais me levaram para assistir O Mágico de Oz no cinema local em Wynnewood, Pensilvânia, quando eu era bem jovem. No ensino médio, no cinema Anthony Wayne em Wayne, Pensilvânia, fui introduzido a grandes obras com os filmes de horror da Hammer, Godzilla e a inesquecível Doris Day.

Um fato curioso aconteceu na era VHS. Nos anos 90, eu estava em uma locadora da rede Blockbuster, quando Jay Leno entrou com o cameraman da NBC "Tonight Show" e me perguntou se meu nome estava em alguma das fitas de vídeo da loja. Pegamos Grease e ele me entrevistou.


2) Muitos adoram fazer listas de filmes preferidos. Outros julgam que é uma lista fluida. Para não te fazer enumerar vários filmes, nos diga  qual o filme mais importante da sua vida. 

R.K.: A obra prima “Os Dez mandamentos” me fez interessar em me tornar um diretor de cinema. Eu tinha 10 anos e fiquei impressionado com o escopo, o design da produção, a música, o figurino e os efeitos especiais. Mais tarde, fui para a escola de cinema da USC, onde estudei atuação e direção com a atriz que interpretou "Bithia", chamada Nina Foch. Eu produzi um vídeo on-line do curso dela com meu colega de classe George Lucas. Acesse o link para ver o vídeo:  www.ninafochproject.com


3) "Amantes de verão" é um dos filmes mais legais dos anos 80. Curiosamente, é um dos filmes que me pai mais assistiu na vida.  "Lagoa Azul" é um dos filmes recordistas de reprises história da televisão brasileira. "Grease" é um dos filmes musicais mais cultuados do cinema. Como é saber que realizou obras tão significativas nas vidas das pessoas.

R.K.: Há um segredo sem dúvidas: eu faço filmes que eu gostaria de ver. Acho que meu gosto combina com o de muitas outras pessoas.Parece simples, mas não é.

M.V.: Sim. Realmente é um ponto interessante, até porque muitos estúdios não permitem a visão do diretor por medo do insucesso. Com isto, fazem filmes de sucesso, mas esquecíveis.


4) Algumas profissões rendem histórias interessantes, curiosas e às vezes engraçadas. E certamente, quem trabalha com cinema, tem suas pérolas. Lembra de alguma história legal que tenha acontecido  durante a execução de algum trabalho seu e que possa compartilhar conosco? Alguma história de bastidores por exemplo…

R.K.: Quando eu estava filmando Pee-wee - Meu filme circense, pegamos emprestada a girafa de Michael Jackson do rancho Neverland. A certa altura, ela escapou do set no rancho da Disney e começou a subir uma rampa da rodovia. Eu rapidamente disse para os dublês que fossem em cavalos atrás da girafa, e com laços, capturá-la. Eles foram capazes de pegá-la antes de chegar à estrada e trazê-la de volta. Fiquei aliviado por não ter telefonado para Michael Jackson para dizer que sua girafa de estimação estava espalhada por toda a rodovia 405.


5) Se pudesse, por um dia, ser um diretor (a) do cinema clássico (de qualquer país) e através deste dia, ver pelos olhos dele (a), uma obra prima sendo realizada, qual seria diretor e o filme? E claro…porque?

R.K.:
 Eu escolheria Federico Fellini no set de 8 1/2. Ficou claro que ele estava no controle durante a montagem de todas as cenas, colocando cada ator exatamente onde ele queria e instruindo alguns a olhar para a câmera no momento exato. Controle completo de sua visão cinematográfica  única.


6) Agora voltando à sua área de atuação. Qual trabalho realizado você ficou profundamente orgulhoso? 
E em contrapartida, o que você  mais se arrependeu  de fazer, ou caso não tenha se arrependido, teria apenas feito diferente?

R.K.: Existem alguns filmes que escrevi e dirigi com base em eventos da minha vida que me deixaram muito orgulhoso. Dois são: o da minha tese de mestrado na USC chamado "Peege" e o drama sobre AIDS chamado "It's My Party"..

Não me arrependo de nenhum dos meus trabalhos, porque aprendi com os que não funcionaram.


7) Agora, para finalizar, deixe uma frase famosa do cinema que te represente.

R.K.:
 Passei três anos fazendo uma série de realidade virtual chamada "DEFROST" (www.defrostvr.com). A frase que continuávamos repetindo enquanto lutávamos por esse empreendimento técnico extremamente desafiador era do filme "Campo dos sonhos", com o Kevin Costner: "- Se você construir, eles virão".

M.V.: Muito obrigado pelo excelente bate papo meu amigo. 

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