FRED WILLIAMSON - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS

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Através das 7 perguntas capitais eu conheci o mundo, literalmente. Consegui conversar com pessoas que eu jamais imaginaria que seria possível. Foi um projeto de 100 entrevistas, mas que terminou, depois de vários anos de muito trabalho e persistência. Foi cansativo, mas valeu a pena.

Por isto resolvi iniciar um novo projeto, desta vez com menos entrevistas (50 no total) e com um formato um pouco diferente, mas mantendo a ideia de serem 7 perguntas. Eu sempre fazia uma introdução do (a) entrevistado (a), mas desta vez será de outra forma. Vão conhecê-lo (a) ou saber mais sobre ele (a) através da entrevista.

E hoje, com vocês o ator Fred Williamson

Boa sessão:


1)  É comum lembrarmos com carinho do início da nossa relação com o cinema. Os filmes ruins que nos marcaram, os cinemas frequentados (que hoje, provavelmente, estão fechados), as extintas locadoras de VHS que faziam parte do nosso cotidiano. Você é uma apaixonado por cinema? Conte-nos um pouco de como é sua relação com a 7ª arte.

F.W.: Eu não sou apaixonado pelo cinema. Sou apaixonada pelo que expresso como uma pessoa que representa uma figura negra forte que não desafio e nego. Eu nego limitações do que posso e do que não posso fazer.

M.V.:.: Sim, talvez não aceitar o sistema seja maior que desafiá-lo.


2) Muitos adoram fazer listas de filmes preferidos. Outros julgam que é uma lista fluida. Para não te fazer enumerar vários filmes, nos diga qual o filme mais importante da sua vida. Ou mesmo, algum que tenha atuado ...

F.W.: Não tenho listas. Nunca faço listas. Todos os meus filmes são importantes porque só faço o que gosto, não com base em quanto dinheiro vai ganhar. Minha integridade não está à venda. Quando o dinheiro acaba, ainda resta você para ficar de pé.


3) Quem trabalha com cinema no nosso país, certamente o faz por amor.  Mas precisamos ter também talento e sorte para estar no lugar certo. Como foi este processo na sua carreira?

F.W.: Depois de 10 anos de jogador profissional de futebol e ser chamado de martelo por causa do meu jogo duro, foi uma transição natural.


4) Sua carreira é calcada em filmes de ação ao longo dos anos. O que te levou a este gênero em particular?

F.W.: No mundo cinematográfico, você tem sorte se o que você está interpretando é exatamente o que os fãs querem ver. E claro, o mais importante é que você também goste do que está fazendo.


5) Se pudesse, por um dia, ser uma ator do cinema clássico (de qualquer país) e através deste dia, ver pelos olhos dele, uma obra prima sendo realizada, qual seria ator e o filme? E claro…porque?

F.W.:
 Meus diretores favoritos são os italianos. Eles realmente tentam fazer obras de arte sem os milhões de dólares que os americanos gastam. Enzo Castellari é um diretor muito criativo e sabe contar uma história. O cinema mais importante na maioria dos países estrangeiros é justamente este: que sabe contar uma boa história.

Então, respondendo à sua pergunta, qualquer filme do Enzo.


M.V.: Algum filme em especial do Enzo?

F.W.: Obviamente não, Mas eu experimentei sua criatividade, sem um grande orçamento, em Bastardos Inglórios e Guerreiros do Bronx, então, presenciei duas grandes obras sendo feitas.

6) Agora voltando à sua área de atuação. Qual trabalho realizado você ficou profundamente orgulhoso? E em contrapartida, o que você  mais se arrependeu  de fazer, ou caso não tenha se arrependido, teria apenas feito diferente?

F.W.:
 Essa é pessoal demais e pode ofender outras pessoas envolvidas. Mas existem muitos. Prefiro nem dizer quais trabalhos eu gostei mais pelo mesmo motivo: para não entristecer os não incluídos ou mesmo, esquecidos neste momento.


7) Agora, para finalizar, deixe uma frase famosa do cinema que te represente.

F.W.:
 Eu nunca me vendi. Meus filmes são a expressão da minha vida e minhas crenças e dinheiro nenhum pode mudar isto. Esta é a lição que deixo.

Ai está meu amigo. Bom ou ruim, sou o que sou: The Hammer

M.V.: Obrigado pela entrevista. Foi uma honra



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