10 FILMES DECEPCIONANTES LANÇADOS PELA NETFLIX

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Numa breve olhada na internet, você se depara com vários sites e blogs que postam sobre os 10, 15, 20 piores filmes da Netflix. Analisando as listas pensei em ir por um caminho diferente, propondo relacionar expectativa com a ruindade do filme. Por exemplo, quase todos os filmes feitos da parceria Adam Sandler com a Netflix são fracos. Alguns ruins, outros horríveis e a maioria são piores que qualquer filme de nossa publicação. Mas afinal, quem espera algo de um filme de Adam Sandler? E quando aparece um "Jóias brutas" o pessoal se choca. 

Então, os 10 filmes de hoje tem a ver com elenco, direção e barulho que a produção fez antes de ficar disponível aliada à decepção causada pela falta de impacto da obra. Por isto, um dos maiores medos que tive na vida, foi uma certa produção de Martin Scorsese. E ainda que o medo tenha se dissipado com meia hora de filme, ficou o ranço da estranheza daqueles efeitos especiais aplicados no rejuvenescimento dos atores. 

Fique com os 10 filmes. Mas desta vez, não vou dizer "-boa sessão".

Caso assista, fique apenas com um "-eu avisei".

Dada a beleza e a importância de "O tigre e o dragão", obra prima premiadíssima de Ang Lee, chega a ser ofensivo produzir uma continuação. E O tigre e o dragão: A espada do destino foi o cartão de boas vindas da Netflix (como a Disney fez com Mandaloriano e Dama e o Vagabundo). Não podia dar errado. Não tinha que dar errado. Não deveria dar errado. Deu errado. Infelizmente.
Sobre a trama: Dezoito anos após a morte de Li Mu Bai, Yu Shu Lien (Michelle Yeoh) é chamada para ajudar a proteger a espada do destino. Forjada na dinastia Qin e repleta de detalhes esverdeados, ela possui a fama de ser a mais poderosa espada de sua época e é agora alvo de Hades Dai (Jason Scott Lee), um perigoso déspota local que envia o jovem Tiefang (Harry Shum Jr.) para roubá-la. O que ele não contava era que a espada seria também protegida por Snow Vase (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem de passado misterioso, e Silent Wolf (Donnie Yen), que possui uma forte ligação com Shu Lien.

Máquina de Guerra veio com muita expectativa. O diretor  David Michôd havia feito  "Reino Animal" e "The Rover - A Caçada" e no elenco, um inspirado Brad Pitt na escolha dos seus projetos, que vinha de uma sequência de anos de ótimos filmes. Tanto atuando como produzindo. Bom, desta lista de 10 filmes, este é o único que eu não veria de novo de jeito nenhum. E olha que adoro dar outras chances a filmes, anos depois. 
Sobre a trama: O general Glen McMahon (Brad Pitt) é um militar respeitado que comanda os norte-americanos na invasão americana ao Afeganistão. Em uma estratégia radical, ele junta sua equipe de subordinados e assessores de imprensa em uma investida para fazer aliados em todo o mundo, pedindo reforços, negociando no campo de batlha e driblando a imprensa durante a guerra. Mas McMachon encontra menos apoio do que imaginava.

Nesta lista, há filmes menos ruins, muito ruins e esquecíveis. Cargo fica num meio termo, porém mais próximo do esquecível. Baseado no curta de Yolanda Ramke e Ben Howling, que leva o mesmo nome, a trama dramática de zumbis dá sono mais que encanta. Para ter uma ideia, eu, que amo filmes de zumbis, gosto muito mais de Maggie, aquele com Arnold Schwarzenegger. Ambos são dramas focados na jornada de um pai em meio a inevitabilidade do fim. Não é bom. Não é ruim. Não recomendo. Mas tudo bem se assistir e gostar.
Sobre a trama:  Andy (Martin Freeman) corre contra o tempo para salvar sua filha. Infectado por um vírus de uma pandemia zumbi, ele tem apenas 48 horas para encontrar um lugar seguro a fim de proteger a criança. A salvação que o pai procura pode estar em um tribo aborígene isolada, mas para ter acesso ao grupo, ele terá que ajudar uma jovem indígena em uma missão perigosa.

Desde que o diretor David Ayer defendeu o indefensável "Esquadrão suicida" com comentários esdrúxulos, ele ganhou um hater. Não só pelos comentários, mas por estragar bons filmes com sua péssima direção, culminado com Esquadrão suicida que é uma bomba sem precedentes no cinema de heróis atual. Acredite, é pior que Quarteto fantástico. Mas por causa do sucesso comercial do Esquadrão, ancorado pelas cores da Arlequina, seu ego encheu. O mais curioso é que Bright está em todas as listas de piores da Netflix, mas eu não achei tão ruim. Talvez por eu não esperar nada. Acabei matando as saudades do clássico dos anos 80 "Missão Alien".
Sobre a trama: Em um mundo futurista, seres humanos convivem em harmonia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário, infrações da lei acontecem e um policial humano (Will Smith) especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

Aniquilação é o típico filme pretensioso. Quer ser um cult de ficção, mas é confuso até o fim. Produzido pela Skydance Media, DNA Films e Scott Rudin Productions e distribuído pela Paramount Pictures, a Netflix achou que seria uma boa ideia adotar o filho para chamar de seu.  É ruim. Mas o elenco feminino vale o ingresso. Até para ver de novo e continuar achando ruim.
Sobre a trama: Uma bióloga (Natalie Portman) se junta a uma expedição secreta com outras três mulheres em uma região conhecida como Área X, um local isolado da civilização onde as leis da natureza não se aplicam. Lá, ela precisa lidar com uma misteriosa contaminação, um animal mortal e ainda procura por pistas de colegas que desaparecem, incluindo seu marido (Oscar Isaac).

J.J.Abrahms é o diretor da atualidade que melhor emula os tempos áureos de Steven Spielberg. Mas ele sempre dá uma inventada de moda aqui e ali. Cloverfield é um achado. Mas ele quis pegar vários roteiros que nada tinham a ver um com o outro, chamar de Cloverfield e criar uma antologia de filmes de horror/ficção. Deu certo com o segundo. Já o terceiro, de tão ruim, fez o estúdio desistir de distribuir. Veio a Netflix, assumiu o filme, pagando por ele e distribuindo. Ou seja, assumiu a bomba como se fosse dela. Mais um erro grosseiro da empresa e acabamos pagando a conta com o aumento da mensalidade.
Sobre a trama: Experimento científico envolvendo um acelerador de partículas dá resultados inesperados e os astronautas acabam ficando isolados a bordo de uma estação espacial. Diante da descoberta que afeta diretamente as vidas de cada um e também todo o conceito do que é real, a equipe precisa encontrar uma maneira de sobreviver.

Duncan Jones é um artista. Conseguiu fazer dois filmaços (Lunar, Contra o tempo) e estragou este Mudo com dois talentos afundando juntos ( Alexander Skarsgård, Paul Rudd).
Não entendi nada. Esqueci o que vi. E não verei novamente para lembrar.
Sobre a trama: Berlim, 2056. Leo (Alexander Skarsgard) é um bartender mudo e completamente apaixonado pela namorada, Naadirah (Seyneb Saleh). Quando ela desaparece, Leo parte em uma jornada pelo submundo que o leva a lidar com cafetões, um médico desertor do Exército (Paul Rudd) e seu melhor amigo (Sam Rockwell), que possui uma forte tendência à pedofilia.

Andrew Niccol fez filmes memoráveis. Gattaca, uma experiência genética é o melhor deles, mas O Senhor das Armas tem muitos fãs, Simone também foi cult. Então, quando juntou Clive Owen e Amanda Seyfried no elenco da ficção Anon (Reparem como a Netflix tem paixão por nomes estranhos no título: Anon, Okja, Velvet Buzzsaw, Arq, Tau..Cargo ...por ai vai.), parecia barbada. Resultado: tudo é esquecível, ainda que não seja ruim como Cloverfield: Paradoxo. Anon é o típico filme que viraria cult com os anos, nas locadoras. Como não há locadoras ...
Sobre a trama: Em um mundo futuro onde não há crime por causa de um sistema de vigilância extrema, um detetive (Clive Owen) acaba encontrando uma mulher (Amanda Seyfried) que descobriu uma falha no regime de não-privacidade e que ameaça toda a construção da sociedade.

Adaptações de Graphic Novel vem sempre carregadas de expectativas. Com Mads Mikkelsen ainda, já imaginamos que algo incrível vai tomar nossas duas horas sentados, comendo uma pipoca, tomando um refri, preferencialmente no frio, para aclimatar. O resultado é um filme ruim, confuso e esquecível.
Sobre a trama:  Duncan Vizla é um dos maiores assassinos de aluguel do mundo, mas por conta da idade avançada e da exaustão física e mental que trazem a sua profissão, o homem está em vias de se aposentar. No entanto, seus planos são interrompidos quando seu antigo chefe o convoca para uma missão trabalhosa. Ele precisa liquidar uma trupe de jovens assassinos sanguinários, mas a tarefa se mostra cada vez mais difícil.

Velvet Buzzsaw é um daqueles filmes que não tinham como dar errado. A reunião do elenco e diretor do fantástico "O abutre", com destaque para um Jake Gyllenhaal imersivo em seus papéis e a direção segura de  Dan Gilroy, que depois dele fez o excelente Roman J. Israel, com Denzel Washington. Não tinha erro. Final de copa do mundo. Time de vencedores. E... bom, conhecemos o resultado. Velvet Buzzsaw é uma bomba até no nome.
Sobre a trama: Quando o mercado da arte colide diretamente com o mercado do comércio, artistas e investidores milionários encontram-se em um duro embate financeiro que pode sacrificar muito mais do que suas carreiras.

Como é um mundo imperfeito...vou postar sobre outros 10 em breve. E também os 10 melhores filmes de ação..


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