13 CURIOSIDADES SOBRE O FILME "VESTIDA PARA MATAR (1980)"

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A década de 80 foi um primor para Brian de Palma. Fez um único filmes esquecível chamado "Quem tudo quer, tudo perde", de comédia. Vestida para matar foi o filme que iniciou esta fase quase perfeita do diretor. 

Na história, o Dr. Robert Elliott, terapeuta, enfrenta um grande problema quando um psicopata começa a atacar as mulheres de sua vida usando uma navalha roubada de seu consultório, e o envolve num mundo de escusos e perturbadores desejos.

Veja abaixo 13 curiosidades sobre esta obra prima:

1) Quando jovem Brian De Palma, incitado por sua mãe, seguiu seu pai com equipamento de gravação, para tentar flagrá-lo com outra mulher. Este fato serviu de inspiração para Vestida para Matar
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2) Nos anos 70 Brian De Palma escreveu um roteiro baseado no artigo "Cruising", de Gerald Walker, que falava de uma série de assassinatos brutais no universo gay de Nova York. De Palma não conseguiu os direitos do artigo e, com isso, adaptou alguns elementos de seu roteiro para Vestida para Matar. William Friedkin teve mais sucesso e conseguiu lançar a adaptação do artigo em 1980, com Al Pacino. No Brasil é conhecido como "Parceiros da noite". Curiosamente, ambos os filmes saíram em 1980 e tiveram graves problemas com a censura.


3) Angie Dickinson (Kate Miller) disse que a cena em que sua personagem é seduzida no banco de trás de um táxi foi filmada nas ruas da cidade de Nova York. Vários curiosos observaram a cena e gritaram: "Vamos lá, mulher policial!" referindo-se ao seu papel anterior na televisão, em que interpretou a Sargento Suzanne 'Pepper' Anderson. A série "Police Woman" durou 4 temporadas, de 1974 a 78. O programa foi um spin off de Os Novos Centuriões (1973–1987), que por sua vez, foi uma adaptação do filme homônimo com  George C. Scott, Stacy Keach.


4) Na cena do chuveiro no início do filme com Kate Miller (Angie Dickinson), foi usado uma dublê de corpo. Quando o filme foi lançado, os produtores orientaram Dickinson, então com 48 anos, a afirmar que o corpo era dela. No entanto, logo saiu na imprensa que era realmente da modelo e Playmate do ano de 1977 da Penthouse,  Victoria Lynn Johnson.


5) Robert Elliott é interpretado por Michael Caine. Mas Brian De Palma queria Sean Connery para o papel. Ao oferecer, o ator adorou a ideia, mas ele teve que recusar por conta de compromissos anteriormente firmados. Mas tarde, De Palma conseguiu escalá-lo para Os Intocáveis (1987), pelo qual Connery recebeu seu único Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, como o inesquecível Malone. Curiosamente, Caine e Connery haviam feito duas obras primas anos antes: O homem que queria ser rei (1975) e Uma ponte longe demais (1977). E até hoje são amigos.


6) Tanto Vestida para matar (1980) e Carrie, a Estranha (1976), começaram com uma cena no chuveiro e terminaram com o despertar de uma sequência de sonhos.

7) Em 1982, este filme teve sua estreia na televisão pela NBC. Durante esta transmissão, o seguinte diálogo passou pelos censores e foi ao ar para milhões: Dr. Robert Elliott (Sir Michael Caine): "Quando foi a última vez que você teve relações sexuais com sua esposa, tenente?" Detetive Marino (Dennis Franz): "Agora, que porra é essa para você?" 

Já no Brasil, foi exibido na Tela Quente, em seu ano inaugural, 1988. Na época, apelidei o filme de "Pelada para matar", já que atriz fazia de tudo, menos ficar vestida...


8) O produtor original Ray Stark queria escalar Suzanne Somers no papel de Liz Blake. Brian De Palma rejeitou a ideia de Somers ser escalado, porque ele escreveu especificamente o personagem para Nancy Allen, sua esposa na época. Eles se casaram em 1979 e ficaram juntos até 1984. A separação veio a público justamente no ano do lançamento de "Dublê de corpo", que ela curiosamente não participou (denotando que o casal já estava em crise, já que ela participava de todos). Fora isto, diversos boatos cercavam De Palma na época que ele fazia testes para cenas mais explícitas. Será que estes boatos foram o estopim? Possivelmente...


9) A conversa entre Liz Blake (Nancy Allen) e Peter Miller (Keith Gordon) no final do filme sobre cirurgia de homem para mulher, foi filmada no Windows on the World, no World Trade Center. 

O Windows on the World foi um luxuoso restaurante instalado no 106º e 107º andares da Torre Norte do World Trade Center. Abriu em 1976 e suas instalações ruíram junto com a Torre Norte nos atentados de 11 de Setembro de 2001.


10) Brian De Palma originalmente queria começar o filme com um transexual na história. Seria o assassino escondido pela penumbra, realizando sua própria operação de mudança de sexo no banheiro. A cena foi alterada para a que conhecemos, com Angie Dickinson "fantasiando" no chuveiro.


11) A explicação de Kate Miller sobre a história da pizza de Napoleão para seu filho Peter é uma completa licença poética. Não há evidências  de que o general francês tenha algo a ver com napolitano. O nome vem da cidade de Nápoles. A pizza napolitana começou a ser vendida pelas ruas a partir de 1700. .Ao contrário da Pizza de Margherita. Em 1889, o cozinheiro Raffaele Esposito deu o nome à pizza em homenagem à Rainha da Itália Margherita di Savoia.


12) Foi o último filme de Anneka Di Lorenzo.  Marjorie Lee Thoreson foi uma atriz marcada por uma tragédia. Ela foi para Los Angeles, em torno de 1965, para tentar ganhar a vida. Foi recepcionista, garçonete e stripper. Durante esse tempo, ela assumiu vários pseudônimos e foi sob o nome de Priscilla Shutters, ainda na adolescência, que ela foi condenada por acusações como roubo de carros, porte de uma arma de gás lacrimogêneo e identidades falsas. 

Aos 17 anos, ela apareceu nua na Pix. Em 1973, ela começou a modelar para a Penthouse com o nome de Anneka Di Lorenzo. Partiu para o cinema e fez apenas 6 filmes. Após o final de sua carreira glamourosa, Di Lorenzo viveu fora dos holofotes. Em janeiro de 2011, ela foi encontrada afogada no mar perto de Camp Pendleton em circunstâncias que indicavam suicídio ou assassinato. Caso até hoje inexplicado.


13) É sabido que De Palma é fã de Alfred Hitchcock. A construção dos personagens de Vestida para matar é semelhante a Psicose.  No filme de Hitch, um jovem introvertido e sua mãe são os vilões. O psiquiatra é o mocinho, que chega no final para resolver o crime e explicar as maneiras tortuosas de assassinato e mostrar que Norman se transveste. Já no filme “Vestida para Matar”, o psiquiatra é o vilão, que também é um assassino em série e traidor. O jovem introvertido e sua mãe são os mocinhos. E como eu disse acima, na primeira versão da história, o início seria com um... travesti.



A Versátil lançou “De Palma Essencial”, luva reforçada com 2 discos Blu-ray (ambos de 50Gb, dupla camada). que reúne quatro obras-primas em inéditas versões restauradas do mestre Brian De Palma, um dos diretores mais talentosos da Nova Hollywood, e 2 DVDs com mais de oito horas de vídeos extras, entre especiais e entrevistas. Edição Limitada com 1 pôster de “Carrie” e 4 cards (“Carrie”, “Um Tiro na Noite”, “Dublê de Corpo” e “Vestida para Matar”).

Disco 1 
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☛ CARRIE, A ESTRANHA
(Carrie, 1976, 98 min.)
Com Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving.

A tímida e sensível adolescente Carrie sofre bullying na escola e ainda é reprimida em casa pela mãe, uma religiosa fanática. Quando acontecimentos estranhos lhe acontecem, ela suspeita ter poderes sobrenaturais. Baseando-se no romance de Stephen King, De Palma criou uma obra-prima visual do horror.

☛UM TIRO NA NOITE
(Blow Out, 1981, 108 min.)
Com John Travolta, Nancy Allen e John Lithgow.


O sonoplasta Jack Terry registra, sem querer, o som do que parece ser um acidente de automóvel, mas, ao analisar a gravação mais tarde, percebe que se trata de um assassinato político. De Palma relê o clássico “Blow Up”, de Michelangelo Antonioni.

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Disco 2 
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☛ VESTIDA PARA MATAR
(Dressed to Kill, 1980, 105 min.)
Com Michael Caine, Angie Dickinson, Nancy Allen.

Um assassino mata uma dos pacientes de um psiquiatra e depois começa a perseguir uma prostituta de luxo que testemunhou o assassinato. Com elementos de giallo e uma trilha sensacional de Pino Donaggio, De Palma relê brilhantemente “Psicose”.
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☛ DUBLÊ DE CORPO
(Body Double, 1984, 114 min.)
Com Craig Wasson, Melanie Griffith, Gregg Henry.

A obsessão de um jovem ator em espionar uma mulher bonita que mora no prédio em frente leva a uma série de eventos imprevisíveis. Desta vez, De Palma relê “Janela Indiscreta” em mais um thriller hitchcockiano visualmente fascinante.
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Extras: 

Especiais sobre “Carrie” (190 min.), Especiais inéditos sobre “Um Tiro na Noite” (72 min.), Especiais sobre “Dublê de Corpo” (104 min.), Especiais sobre “Vestida para Matar” (140 min.)


Informações técnicas da edição:

Títulos: Carrie, A Estranha, Um Tiro na Noite, Vestida para Matar, Dublê de Corpo
Títulos originais: Carrie, Blow Out, Dressed to Kill, Body Double
País de produção: Estados Unidos
Ano de produção: 1976-1984
Gênero: Terror, Suspense
Direção: Brian De Palma
Elenco: Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving, John Travolta, Nancy Allen,  Michael Caine, Angie Dickinson, Nancy Allen, John Lithgow, Craig Wasson, Melanie Griffith, Gregg Henry
Resolução: 1080p High Definition
Idioma: Inglês, Português
Áudio: Inglês (DTS HD MA 5.1), Inglês (LPCM Mono 2.0). Português (Dolby Digital 2.0)
Legenda: Português
Formato de tela: Widescreen anamórfico 1.85:1 (“Dublê de Corpo”, “Carrie”), Widescreen anamórfico 2.35:1 (“Vestida para Matar”), Widescreen anamórfico 2.40:1 (“Um Tiro na Noite”)
Tempo de duração: 425 min.
Região: A
Colorido
Faixa etária: 14 anos

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