MAX OPHULS 10 FILMES ESSENCIAIS

max-ophuls-10-filmes-essenciais

Maximillian Oppenheimer  foi um diretor de cinema nascido na Alemanha que trabalhou na Alemanha (1931-1933), França (1933-1940 e 1950-1957) e Estados Unidos (1947-1950). Sua nacionalidade é confundida por muitos, já que as pessoas a associam ao país de origem de alguma produção.

Ele começou carreira de ator pensando em segui-la, mas ventos fortes levaram-na para lados melhores. Depois de um vai e vem de países e grandes filmes deixados neles, morreu precocemente de doença cardíaca reumática em 26 de março de 1957, aos 54 anos.

Deixou a marca de um estilo refinado e preciosista que podem ser confirmados assistindo aos 10 filmes indicados de hoje.

Boa sessão:

Na Viena do início do século 20, o tenente de cavalaria Fritz Lobheimer está prestes a terminar seu caso com a baronesa Eggerdorff quando conhece e se apaixona pela jovem Christine, filha de um violinista da ópera. Porém, quando o barão descobre a traição que sofreu, ele desafia Fritz para um duelo.


Com a chegada dos nazis ao poder, Max Ophuls deixou a Alemanha e, até . Em 1890, uma mulher de origem nobre é forçada a trabalhar como gueixa para sustentar a família. Apaixonado por ela, um homem que puxa um riquexó tenta reunir a quantia de dinheiro necessária para resgatá-la, mas ao perceber que ela está apaixonada por um tenente russo denuncia-os.


O filme conta a história de uma mulher que, após um casamento fracassado se vê desesperada a ponto de trabalhar em uma boate ou bordel, dançando nua para os clientes. Ela se expõe tanto para, principalmente, criar o seu jovem filho. Ela começa, então, a questionar sua vida, quando uma antiga paixão chega por acaso em Paris, de forma que ela se relembre da sua vida e imagem, não reconhecendo-a mais. É então que ela faz de tudo para sustentar uma antiga mentira a sua antiga paixão, ocultando a sua nova vida.


A história acontece em Viena, no início do século XX. Um famoso pianista, Stephen Brand (Louis Jourdan), se hospeda em um hotel e recebe uma carta de uma mulher desconhecida. Ao começar a lê-la, ele se lembra de Lisa (Joan Fontaine), por quem foi apaixonado e com quem teve uma tumultuada história de amor.
O filme é um remake de Narkose (1929), dirigido por Alfred Abel.


A jovem aspirante a modelo Leonora (Barbara Bel Geddes) faz aulas de etiqueta e sonha em encontrar um marido rico. Um dia seu sonho torna-se realidade, quando o milionário Smith Ohlrig (Robert Ryan) lhe propõe casamento. Porém nem tudo são flores, pois seu marido revela-se um homem ciumento e controlador. Uma possível mudança em sua vida surge quando ela, em busca de independência, resolve procurar um emprego e é contratada como recepcionista de um médico idealista, Larry Quinada


Quando o aproveitador namorado de sua filha aparece morto em circunstâncias suspeitas, a dona de casa Lucia Harper (Joan Bennett) decide se livrar do corpo, com medo da repercussão do caso. A situação se complica quando Martin Donnelly (James Mason), parceiro do falecido, surge com cartas incriminatórias e começa a chantageá-la. Com o conforto e a segurança de seu mundo em perigo, logo tudo começa a desmoronar.


Uma adaptação livre da peça de Schnitzler, a obra é composta de 10 breves episódios amorosos entrelaçados por um narrador amável e irônico, interpretado por Anton Walbrook, que sob uma aparência frívola oferece uma visão satírica e, às vezes, amarga da futilidade da libertinagem e dos jogos amorosos.


O filme é dividido em 3 contos: na primeira história, intitulada "A Máscara", é uma visão melancólica de um homem que não consegue lidar com o envelhecimento, continuando a comportar-se como um jovem. Segue-se "A Casa Tellier", sobre um grupo de prostitutas que descobrem o prazer de uma vida simples no campo. "O Modelo" encerra a trilogia, apresentando um jovem pintor que se apaixona por uma mulher que lhe serve de modelo e só consegue casar com ela quando esta fica incapaz de lhe dar prazer.


Esta interessante história gira ao redor de um par de brincos dados a uma mulher, Louise, pelo seu marido e os quais ela tem de vender para pagar dívidas pessoais, sem o marido saber. Por sua vez, o marido compra-os de novo e através de sua amante, os brincos vão parar nas mãos de um diplomata (interpretado por Vittorio de Sica) por quem Louise se apaixona.


A história se passa no século XIX e o centro é um circo em Nova Orleans onde o apresentador anuncia uma atração insólita: uma dançarina, a Lola Montès do título, cuja conduta dissoluta entreteve a crônica internacional durante meio século. A partir dela como centro de um espetáculo circense, na arena de um circo, rodeada de palhaços, trapezistas, acrobatas, anões e um público ávido, sedento, Ophuls faz desfilar a sua vida, que é vista, no filme, através de flash-backs.


A Versátil lançou “A Arte de Max Ophüls”, caixa em luva reforçada com 2 DVDs que reúne 4 clássicos em inéditas versões restauradas do mestre Max Ophüls (“Lola Montès”, “Carta de uma Desconhecida”), um dos maiores diretores do cinema mundial e um dos cineastas favoritos de Stanley Kubrick. Quase duas horas de vídeos extras, incluindo especiais e depoimentos. Edição Limitada com 4 cards.

Disco 1

☛ CONFLITOS DE AMOR
(La ronde, 1950, 93 min.)
Com Anton Walbrook, Simone Signoret, Serge Reggiani, Daniel Gélin.

Viena, 1900. Um cenário de sonho... Um apresentador faz girar a ronda dos amores. Mulheres, aristocratas, soldados... todos dançarão no mesmo passo. Obra-prima de Ophüls baseada na peça de Arthur Schnitzler (“De Olhos Bem Fechados”).

☛ SEM AMANHÃ
(Sans lendemain, 1939, 82 min.)
Com Edwige Feuillère, George Rigaud, Daniel Lecourtois.

Após casamento infeliz, mulher vira dançarina num cabaré para sustentar o filho. Realizado no crepúsculo do realismo poético francês, esse belíssimo melodrama de Ophüls traz suas brilhantes composições visuais e movimentos de câmera.

Disco 2

☛ O PRAZER
(Le plaisir, 1952, 97 min.)
Com Jean Gabin, Danielle Darrieux, Simone Simon.

Nessa adaptação de contos do escritor francês Guy de Maupassant, acompanhamos três histórias sobre o mesmo tema: “le plaisir” (o prazer). A fluidez e a elegância dos movimentos de câmera da obra-prima de Ophüls são primorosos.

☛ YOSHIWARA
(Idem, 1937, 100 min.)
Com Pierre Richard-Willm, Sessue Hayakawa, Michiko Tanaka.

No século XIX, em Yoshiwara, o bairro da prostituição de Tóquio, acompanhamos um triângulo amoroso entre uma gueixa, um tenente da marinha russa e um puxador de riquixá. Lindo romance com ecos da ópera “Madame Butterfly”.


Informações da edição:

Títulos em português: Conflitos de Amor, Sem Amanhã, O Prazer, Yoshiwara
Títulos originais: La Ronde, Sans lendemain, Le Plaisir, Yoshiwara
País de produção: França
Ano de produção: 1937-1952
Gênero: Drama
Direção: Max Ophüls
Elenco: Anton Walbrook, Simone Signoret, Serge Reggiani, Daniel Gélin, Edwige Feuillère, George Rigaud, Daniel Lecourtois, Jean Gabin, Danielle Darrieux, Simone Simon, Pierre Richard-Willm, Sessue Hayakawa, Michiko Tanaka.
Idioma: Francês
Áudio: Dolby Digital 2.0
Legenda: Português
Formato de tela: Fullscreen 1.33:1
Tempo de duração: 370 min.
Região: 4
Preto & Branco
Faixa etária: 14 anos

Extras

Análise de “Conflitos de Amor” (35 min.), Depoimento do ator Daniel Gélin sobre “O Prazer” (12 min.), Análise de “Sem Amanhã” (20 min.), Análise de “Yoshiwara” (21 min.), Todd Haynes apresenta “O Prazer” (17 min.), Depoimento de Marcel Ophüls sobre “Conflitos de Amor” (6 min.)



”Versátil

Tecnologia do Blogger.