10 FILMES QUE PARECEM TEREM SIDO DIRIGIDOS POR OUTRO REALIZADOR

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Quem nasceu, como eu, nos anos 70 e teve sua adolescência nos anos 80, e acompanhava cinema vorazmente, sabe das dificuldades em se obter dados dos filmes. Então, você meio que se acostumava com certas ideias (erradas) sobre filmes. Por exemplo, eu passei anos acreditando que Monstro do ártico foi dirigido por Howard Hawks, ou que Meu nome é ninguém foi realizado por Sergio Leone. 

Alguns clássicos da Sessão da tarde também não fugiam desta minha lista de ideias erradas; Howard o super-herói, por exemplo. Sempre tive certeza que foi dirigido por George Lucas ou Ewoks - Caravana na coragem, foi dirigido por George Lucas, ou Retorno de Jedi, foi dirigido por George Lucas...ou Willow, foi dirigido por Georg...

Bom, entenderam a ideia. Há varias razões para isto acontecer. Desde características na direção, ao elenco escolhido, passando pela história e finalmente a imagem do diretor associada ao filme, normalmente como produtor. 

O adolescente cresceu, e finalmente entendeu o porquê desta confusão: E vou explicar abaixo 10 casos que sempre me trouxeram dúvidas e citar outros que também lembrei no processo.

Boa sessão:

Devido ao suspense, a presença de Cary Grant, a estrutura do roteiro e o enredo similar, muitas pessoas acreditavam que este foi um filme de Alfred Hitchcock. E eu, um deles. Hitchcock não estava envolvido na produção do filme, obviamente. E um detalhe: ele fez com Grant a obra prima "Intriga internacional", pouco tempo antes.  Essa confusão levou os fãs do filme a chamá-lo de "o melhor filme de Hitchcock que Hitchcock nunca fez".

Ok. Não achei tão bom assim, mas este engano é realmente internacional. Não fui enganado sozinho...
 Não há duvidas que Richard Donner seja um grande diretor. Fez grandes obras no cinema. Mas se olharmos com carinho os seus filmes blockbuster, veremos um detalhe: Superman, Feitiço de Áquila, Máquina Mortífera são totalmente diferentes de outro grande sucesso do diretor: Goonies, que cá entre nós, é a cara do produtor do filme, Steven Spielberg - O Apropriador. Algumas sequências como a genial abertura ou as armadilhas na caverna, são cara de Spielberg. 

Sinceramente, acho que Donner tinha ido tomar um café na Austrália, e quando voltou, o filme estava pronto. Ele assinou, pegou o cheque e foi embora almoçar.

Não há dúvidas que Ron Howard é um diretor "pau mandado". Vide “Han Solo”. Sua completa falta de personalidade artística no filme até assusta. A grande sacada do filme, colocar o vilão Darth Maul, foi através de um brainstorming com o filho na mesa de café da manhã. 

Haters do diretor dirão que ele fez duas únicas coisas boas na vida: a filha Bryce Dallas Howard (de Jurassic World e Manderlay) e Willow - na terra da magia. Só que ambas tem algo em comum: foram paridas por outra pessoa!!! Pela atriz Cheryl Howard, no caso de Bryce e George Lucas - o Apropriador, no caso de Willow. Basicamente ele disse: "- Vai lá e dirige. Mas espera, deixa-me escolher este ator. Deixa-me escolher este ângulo...".

Por razões que a própria razão desconhece, cresci achando que Howard Hawks havia dirigido Monstro do Ártico. Até pelo pôster ter um "Howard Hawks presents". Me senti enganado quando descobri que era um tal de  Christian Nyby, que fez filmes como As nove vidas de Elfego Baca (hein?) e Taverna dos perdidos (Hein? Parte 2).

Analisando a história por trás do mito, não havia mito. Howard Hawks assumiu a direção de Christian Nyby (seu ex-editor) durante a produção, e sempre foi reconhecido por Nyby que Hawks era a mão orientadora. Mais tarde, Hawks começou a reivindicar cada vez mais créditos pela direção do filme, e que o filme completo tem muito mais marcas registradas dele que o trabalho posterior de Nyby. O que, convenhamos, é evidente.

George Lucas - O Apropriador foi sem dúvidas um visionário. Mas não era um grande diretor. A maioria considera "Império contra ataca" o melhor Star Wars, e não foi dirigido por ele. Já Retorno de Jedi, enxergamos ali que o diretor fez o que faz melhor: se apropriar de tudo no filme, tornando um filme seu assinado por outro. 

Caravana da coragem não foi diferente. Até porque é um spin off de uma apropriação... e dirigido por um desconhecido, o que era praticamente um atestado de Lucas dizendo quem eram que mandava. 

Bom, se eu fosse o diretor John Korty (quem??) aceitava tudo e falava "- Amém".

E ainda agradecia...
Não é novidade que Paul Thomas Anderson é admirador de Robert Altman. Sua filmografia, basicamente, emula com bastante personalidade, o estilo de direção de Altman. 

Mas o inimaginável aconteceu. Paul ficou o verão de 2005 auxiliando na direção e atuando na produção executiva do que seria o último filme de Robert Altman, "A Última Noite", que foi contratado pelo próprio Altman, que queria um substituto caso tivesse algum problema de saúde. Altman faleceu logo depois (no mesmo ano do filme), e a obra tem muito mais "cara" de Anderson que de Altman.

Para quem é fã de Sergio Leone, ao assistir Meu nome é ninguém (1973), tem um choque. Parecemos estar diante de um quadro falso de Leone. Parece dirigido por ele, com músicas dos filmes dele, com atores dos filmes dele, com cenas idênticas aos filmes dele, só que com algo errado no meio. O erro se chama Tonino Valerii. Mas não se engane, estamos diante do melhor filme da saga Trinity no cinema e justamente por que Leone dirige várias cenas, que é creditado como roteirista (junto com Ernesto Gastaldi, que tive o prazer de entrevistar) e produtor.

O mesmo acontece com Trinity e seus Companheiros (1975), "dirigido" por  Damiano Damiani, segundo melhor filme da saga Trinity.

Em Poltergeist acontece exatamente a mesma coisa que em Goonies. A diferença é que sai de cena Richard Donner e entra Tobe Hooper. Fica mais fácil ainda tirar a dúvida quando olhamos a filmografia do diretor, que traz obras como O Massacre da Serra Elétrica, Devorado Vivo, Pague para Entrar, Reze para Sair, Invasores de Marte e Força Sinistra. Poltergeist parece que não se encaixa nesta filmografia. 

Mas lá estava Steven Spielberg - O Apropriador, como "produtor", dirigindo enquanto Tobe tomava café com a família na África.

The Better Angels (2014) é um daqueles filmes que quase ninguém assistiu. Mas eu estava numa época frenética de tudo que saia para baixar, eu mandava para o HD e assistia. O chocante é que com 5 minutos (de um filmão, sejamos justos), você está se perguntando se A.J. Edwards é algum pseudônimo de Terrence Malick, tamanha a semelhança.

Fica evidente quando surge o nome do produtor e adivinhem Terrence Malick. Tanto que A.J. só realizou dois filmes em sua "carreira". Certamente, uma pessoa que Malick quis apadrinhar, mas falhou duplamente, pois acabou dirigindo o filme e isto não garantiu a visibilidade merecida ao filme.

"Sonhos de um sedutor" é um típico filme Woody Allen: roteiro de Allen, baseado numa peça de Allen, protagonizado por Allen e  Diane Keaton, mas com Herbert Ross na direção.

Eu sou destes que comprou o box com todos os filmes dirigidos por Woody e dei falta de "Sonhos de um sedutor". Na realidade, Allen fez tudo, mas não quis assinar a direção justamente por tentar passar um olhar diferente de sua peça, já que ela e o filme têm o mesmo elenco, além de sua direção e roteiro. 

Sorry Woody, mas falhou miseravelmente. Continuou sendo um filme Woody Allen.



Obras-Primas do Cinema lançou LENDAS DO FAROESTE: Coleção que reúne 4 clássicos de um dos gêneros mais populares do cinema! Estão presentes nesta coleção, 4 nomes lendários do gênero: James Coburn em “Pat Garret & Billy the Kid; John Wayne em “Caminho Fatal”; Robert Mitchum em “Armado Até os Dentes”; e “Meu Nome É Ninguém” protagonizado por Terence Hill e como co-protagonista Henry Fonda. Todos remasterizados, acomodados em uma linda edição em digipak com 2 DVD’s e 4 card’s.

Disco 01:

☛Pat Garrett e Billy the Kid
(Pat Garrett & Billy the Kid | 1973 | 2.35:1 | Áudio: Inglês 2.0 | Legenda: Português e Inglês | Colorido | 121min.)
Direção: Sam Peckinpah. Elenco Principal: James Coburn, Kris Kristofferson, Richard Jaeckel.

Novo México, 1881. Pat Garrett (James Coburn), um antigo fora da lei, é agora o xerife local. Seu principal desafio é capturar - e matar - seu amigo dos tempos de vida criminosa, o mítico Billy the Kid (Kris Kristofferson).

☛Caminho Fatal
(In Old California| 1942| 1.37:1| Áudio: Inglês 2.0 | Legenda: Português e Inglês |Preto e Branco| 82min.)
Direção: William C. McGann. Elenco Principal: John Wayne, Binnie Barnes, Albert Dekker.

O farmacêutico Tom Craig (John Wayne) sai de Boston para trabalhar em Sacramento, onde entra em conflito com o conservador líder local Britt Dawson (Albert Dekker). As inovações e técnicas modernas de Craig são boicotadas por Dawson, que – irritado com a falta de reação do químico - chega ao ponto de trocar seus remédios por veneno.


Disco 02:

☛Meu Nome é Ninguém
(Il mio nome è Nessuno | 1973 | 2.35:1 | Áudio: Inglês 2.0 e Português 2.0 | Legenda: Português e Inglês | Colorido | 115min.)
Direção: Tonino Valerii. Elenco Principal: Terence Hill, Henry Fonda, Jean Martin.

O jovem e ambicioso pistoleiro conhecido como "Ninguém" está de olho em seu ídolo, Jack Beauregard, que já pensa em se aposentar. Decidido a evitar que seu herói deixe o cano do revólver esfriar, ele lhe prepara uma emboscada com os piores bandidos do Oeste, apenas para vê-lo em ação pela última vez.

☛Armado Até os Dentes
(Man with the Gun | 1955 | 1.85:1| Áudio: Inglês 2.0 | Legenda: Português e Inglês |Preto e Branco| 83min.)
Direção: Richard Wilson. Elenco Principal: Robert Mitchum, Jan Sterling, Karen Sharpe.

Quando um notório pistoleiro é contratado pelos cidadãos para se livrar dos pistoleiros que os expulsam de suas terras, ele descobre que a madame local é uma velha amiga. Western exótico, com um enredo fantástico, obra-prima do gênero.


Extras:

Desconstruindo Pat e Billy
Kris Kristofferson em: A trilha original de Pat Garret e Billy the Kid

Informações técnicas da edição:

Título: Lendas do Faroeste
País de Produção: Estados Unidos - Itália
Gêneros: Faroeste | Drama | Comédia.
Duração Total Aproximada: 401 minutos
Região: Aberto para todas as zonas (Livre)
Formato da Coleção: Digipak com 2 Painéis + Luva
Total de Cards: 4
Faixa Etária: 16 Anos, Contém: Violência, Nudez, Consumo de bebidas alcoólicas.



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