RICARDO GHIORZI - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS


Através das 7 perguntas capitais eu conheci o mundo, literalmente. Consegui conversar com pessoas que eu jamais imaginaria que seria possível. Foi um projeto de 100 entrevistas, mas que terminou, depois de vários anos de muito trabalho e persistência. Foi cansativo mas valeu a pena. 

Por isto resolvi iniciar um novo projeto, desta vez com menos entrevistas (50 no total) e com um formato um pouco diferente, mas mantendo a ideia de serem 7 perguntas. Eu sempre fazia uma introdução do(a) entrevistado (a), mas desta vez será diferente. Vão conhecê-lo (a) ou saber mais sobre ele (a) através da entrevista. 

E hoje, com vocês, o cineasta Ricardo Ghiorzi
Boa sessão:


1) É comum lembrarmos com carinho do início da nossa relação com o cinema. Os filmes ruins que nos marcaram, os cinemas frequentados (que hoje, provavelmente, estão fechados), as extintas locadoras de VHS que faziam parte do nosso cotidiano. Você é um apaixonado por cinema? Conte-nos um pouco de como é sua relação com a 7ª arte.

R.G.: Acho que como qualquer apaixonado por filmes, a relação começa na infância. Me lembro de ver os filmes de monstros em stop-motion criados por Harry Harryhausen na tv, na sessão da tarde da Globo (sim, eles passavam na sessão da tarde!!!). Foi dai que meu gosto por filmes fantásticos/terror ganhou forma. Depois, um pouco mais adolescente, me lembro de ficar acordado até altas horas da madrugada só para ver os filmes da Hammer, com vampiros, lobisomens, etc. Nesta época também colecionava muitas revistas em quadrinhos de terror, e isso ajudou bastante. E no cinema, sem dúvida, o meu primeiro impacto cinematográfico foi ver Tubarão, nos anos 70.


2) Muitos adoram fazer listas de filmes preferidos. Outros julgam que é uma lista fluida. Para não te fazer enumerar vários filmes, nos diga qual o filme mais importante da sua vida.

R.G.: Posso citar uns 5 filmes fundamentais para mim. Que no meu caso, como gosto bastante de filmes fantásticos, tem muito a ver com minha formação da sétima arte. São eles; Tubarão, O Exorcista, O Bebê de Rosemary, O Enigma do outro mundo e Um lobisomem americano em Londres.


3) Como apaixonado por cinema de horror, diretor de filmes independentes, roteirista, editor, faz efeitos especiais e maquiagem, acostumado com a ralação para conseguir financiamentos dos filmes, qual o conselho deixaria para quem está começando na área? Quais são os erros mais comuns que um diretor iniciante deveria evitar?

R.G.: Um conselho muito importante que dou, que no decorrer do tempo a gente vai aprendendo e acredita nisso, é que mesmo sem conseguir financiamento em editais para seus filmes, primeiro tenha uma boa ideia. Se a ideia for boa, com certeza poderá arregimentar amigos, profissionais e colegas que podem viabilizar o projeto, pois acreditam no potencial da coisa. E sem dúvida, não se esquecer de realizar com boa qualidade técnica, de som e imagem. Hoje em dia, um filme que tenha os pré-requisitos básicos de qualidade técnica/artística sempre tem mais chances de serem adquiridos por canais de entretenimento, saindo do esquecimento do seu HD do computador para ganhar o mundo.


4) Algumas profissões rendem histórias interessantes, curiosas e às vezes engraçadas. E certamente, quem trabalha com cinema, tem suas pérolas. Lembra-se de alguma história legal que tenha acontecido durante a execução de algum trabalho seu e que possa compartilhar conosco? Alguma história de bastidores, por exemplo...

R.G.: Opa, tenho sim. É meio bizarra. Bem no início, quando comecei a fazer efeitos especiais de maquiagem, esperei 12 horas para aplicar as próteses de maquiagem em um ator. Sim, 12 horas de espera!!! Entrei no set de filmagens às 6 da manhã e fui chamado às 18 horas para a cena. No início de carreira a gente se submete a cada coisa (risos).


5) Se pudesse, por um dia, ser um maquiador ou técnico de efeitos especiais do mais famosos do cinema, e através deste dia, ver pelos olhos dele, uma grande momento do cinema acontecendo, qual profissional seria? E claro... Qual filme? 

R.G.: Sem dúvidas, do filme “O Enigma do outro mundo”.


6) Agora voltando à sua área de atuação. Qual trabalho realizado você ficou profundamente orgulhoso? E em contrapartida, o que você mais se arrependeu de fazer?

R.G.: Gostei muito de fazer os efeitos especiais de um curta chamado “A princesa”. Foi realizado em Porto Alegre. E o que me arrependi,... bem, leia a resposta número 4 (risos).


7) Para finalizar, deixe uma frase famosa do cinema que te represente.

R.G.: "Existe algo mais importante que a lógica: a Imaginação. Se a ideia é boa, jogue a lógica pela janela." Alfred Hitchcock

M.V.: Muito obrigado. Sucesso para você.



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