FELIPE M. GUERRA - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS

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Através das 7 perguntas capitais eu conheci o mundo, literalmente. Consegui conversar com pessoas que eu jamais imaginaria que seria possível. Foi um projeto de 100 entrevistas, mas que terminou, depois de vários anos de muito trabalho e persistência. Foi cansativo mas valeu a pena. 

Por isto resolvi iniciar um novo projeto, desta vez com menos entrevistas (50 no total) e com um formato um pouco diferente, mas mantendo a ideia de serem 7 perguntas. Eu sempre fazia uma introdução do(a) entrevistado (a), mas desta vez será diferente. Vão conhecê-lo (a) ou saber mais sobre ele (a) através da entrevista. 

E hoje, com vocês, o cineasta Felipe M. Guerra

Boa sessão:


1) É comum lembrarmos com carinho do início da nossa relação com o cinema. Os filmes ruins que nos marcaram, os cinemas frequentados (que hoje, provavelmente, estão fechados), as extintas locadoras de VHS que faziam parte do nosso cotidiano. Você é um apaixonado por cinema? Conte-nos um pouco de como é sua relação com a 7ª arte.

F.M.G.: Sou de uma geração pré-internet e tive minha infância numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul onde não havia sala de cinema, então minha paixão pelo cinema surgiu primeiro com a televisão, e depois com a Era do VHS. Esta eu peguei praticamente desde o início, pois meu pai trouxe um daqueles primeiros modelos de videocassete via Paraguai. Ver filmes na época era uma aventura, porque ainda não haviam videolocadoras "legalizadas", então dependíamos de uma espécie de "banco de dados de fitas piratas itinerante": era um caixeiro-viajante que passava por estas cidadezinhas com um catálogo de filmes, onde você escolhia os que queria e, uns dias depois, ele voltava com as fitas para você assistir e devolver, tipo, em uma semana.


Na época eu não tinha noção das coisas, mas devia ser tudo fita pirata, porque dessa maneira eu vi filmes como "Força Sinistra" do Tobe Hooper, que nunca saiu oficialmente em vídeo no Brasil, e "Os Aventureiros do Bairro Proibido" e "Comando para Matar" muito antes de serem oficialmente lançados no país. Um tempo depois, por volta de 1987 ou 1988, começaram a aparecer as videolocadoras legalizadas, com as tradicionais fitas seladas, na minha cidade e região, e a partir de então passei a viver uma considerável parte da minha rotina diária nestes templos de amor ao cinema.

É bom lembrar que ser cinéfilo nesta época era uma aventura de descoberta. Não havia internet, IMDB ou coisa que o valha, então você nunca sabia, por exemplo, quando estava vendo um filme do Jess Franco, que assinava suas produções com duzentos nomes diferentes. Quando eu vi "Manhunter - O Sequestro", que ele dirigiu, jurava que tinha sido feito por um cara chamado "Clifford Brown", um dos pseudônimos dele; o Guia de Vídeos Nova Cultural, na época única referência para pesquisar sobre cinema, também. Às vezes você pegava um filme e descobria que ele era continuação de outro, mas a distribuidora não tinha colocado "Parte 2" na capinha, e o primeiro filme ainda não havia sido lançado no Brasil (as Partes 2 e 3 de "Sleepaway Camp" saíram em VHS no Brasil como "Acampamento Sinistro" 1 e 2, e a Parte 1 verdadeira nunca saiu por aqui em vídeo!). Entre muitas outras lambanças, eu vi "A Hora do Pesadelo 2", "Fantasma 2" e "O Massacre da Serra Elétrica 2" bem antes dos originais estarem acessíveis nas videolocadoras do país!


Também era preciso criar sistemas próprios para descobrir novos filmes de diretores ou atores que não eram muito conhecidos, pois seus nomes não apareciam em destaque nas capinhas das fitas, e os guias de filmes publicados no Brasil só traziam a filmografia das celebridades. Quando vi "Reanimator" e me apaixonei pelo trabalho do Stuart Gordon, por exemplo, fui obrigado a ler as resenhinhas do Guia de Vídeos Nova Cultural uma a uma para identificar outros trabalhos do diretor - inclusive fiquei felicíssimo quando descobri "Do Além", um outro filme dele, na locadora da minha cidade. Enfim, era uma aventura e um processo diário de descoberta.

Por conta disso, as videolocadoras funcionavam como um ponto de encontro onde as pessoas dividiam este conhecimento. "Descobri outro filme de diretor tal ou com atriz tal", a gente trocava esse tipo de informação. Naquela idade, também dividíamos descobertas sobre quais filmes tinham maior quantidade de mulher pelada  e cenas de sexo. Ao contrário de hoje, quando você pode baixar literalmente tudo e ficar com centenas de arquivos por assistir no computador, naqueles tempos você ficava tão pilhado para ver algum filme que, ao pegar na locadora, você o assistia imediatamente, não guardava para depois, como se faz hoje.


Algumas histórias curiosas da minha vida de cinéfilo vêm da dificuldade de se encontrar determinadas fitas. Levei 13 anos para ver "Paganini Horror", do Luigi Cozzi, desde o momento em que eu li a resenha no Guia de Vídeos Nova Cultural até o momento em que finalmente assisti ao maldito filme. O mesmo aconteceu com "Liquid Sky", mas este levou uns 15 anos para conseguir ver. Nem precisa dizer que acabei um tanto frustrado com ambos porque, nesse tempo todo alimentando a vontade de vê-los, eu imaginei e reimaginei umas 50 versões diferentes destes filmes na minha cabeça...

A ausência de internet também nos obrigava a criar turmas e núcleos de cinefilia REAIS para ter com quem discutir os mesmos filmes que a gente gostava. Foi uma briga para convencer meus amigos a ver "O Massacre da Serra Elétrica" e "Hardware - O Destruidor do Futuro", mas depois passávamos dias discutindo as obras. Obriguei amigos a verem a série "Twin Peaks", que gravei da TV em uma cacetada de fitas, porque queria ter com quem debater minhas teorias sobre quem tinha matado Laura Palmer.


Enfim, parece que estamos falando de cem anos atrás, mas foi logo ali, faz só trinta anos. Aí apareceu a internet e tudo mudou, tornou-se muito mais fácil encontrar pessoas e comunidades com gostos em comum, e principalmente descobrir informações sobre os filmes. Quando eu cheguei aqui na internet tudo ainda era mato, então fui um dos primeiros a escrever textos em português sobre filmes como "Cannibal Holocaust" e a série "Sexta-feira 13". Hoje existem centenas, quiçá milhares, mas me orgulho de perceber que fui um dos desbravadores desse admirável mundo novo.

A cinefilia certamente era mais trabalhosa e complicada nos anos 1980 e começo dos 1990, mas por outro lado também era recompensador por pequenas coisas, como descobrir um novo filme de um diretor desconhecido, ou visitar uma cidade vizinha e encontrar uma videolocadora com acervo mais completo e aquele filme que você procurava há anos. Não tem PirateBay que compense estas pequenas vitórias.


2) Muitos adoram fazer listas de filmes preferidos. Outros julgam que é uma lista fluida. Para não te fazer enumerar vários filmes, nos diga  qual o filme mais importante da sua vida. E há uma razão para a produção que citar ser destacada?

F.M.G.: Eu odeio listas, não consigo resumir milhares de filmes que me marcaram durante uma vida dedicada à cinefilia em "10 melhores", nem mesmo "100 melhores". Já tentei fazer a pedido de sites ou grupos de Facebook, e sempre esqueço algum título de que gosto muito e depois fico puto. Sem contar que listas mudam muito com o passar do tempo, meus filmes preferidos de cinco anos atrás já não são mais os mesmos, embora alguns sigam me acompanhando pela vida inteira.

A obra mais importante da minha vida também mudou muito com o andar dos anos. Já foi "Cinema Paradiso", do Giuseppe Tornatore; já foi "Coração Selvagem", do David Lynch; já foi "Pulp Fiction", do Tarantino; já foi "Metrópolis", do Fritz Lang, e já foi até "O Massacre da Serra Elétrica", do Tobe Hooper (pelo que muitas pessoas me condenavam especialmente nos primórdios da internet, naquelas salas de bate-papo sobre cinema onde todo mundo achava que cinefilia se resumia a Bergman ou Nouvelle Vague).


Mas hoje, mais velho e tendo visto um pouco de tudo, digo sem medo de errar que meu filme preferido de todos os tempos é "Era uma Vez no Oeste", do Sergio Leone. As razões são muito objetivas e particulares, certamente. Mas esta é uma daquelas obras-primas que eu assisto sabendo que estou vendo algo mágico e especial, e costumo terminar com lágrimas nos olhos não exatamente pela história em si, mas pela experiência, pela beleza das cenas, da sua união com a música, do aspecto operístico da coisa toda - foi o mais perto que o cinema chegou da imortalidade de uma ópera, certamente.

"Era uma Vez no Oeste" é algo tão potente que volta-e-meia me pego revendo não o filme inteiro, mas cenas específicas no YouTube. Me dá vontade de ver aquela cena inicial com o Charles Bronson chegando na estação de trem, ou a cena do duelo final do Bronson com o Henry Fonda, só porque elas são tão lindas, e a música tão impactante. A cena do ataque à fazenda da família, quando sobra só um garotinho vivo; a maneira como a trilha do Morricone entra e vai subindo até atingir o ápice à medida que os pistoleiros entram no quadro, vale por uma faculdade de cinema (só de escrever sobre esta cena, já fui correndo para o YouTube com vontade de rever!).


Enfim, para mim "Era uma Vez no Oeste" é uma catarse e sintetiza o motivo pelo qual o cinema existe. Talvez não seja o "melhor filme", e obviamente eu não vi todos os filmes já feitos para julgar, mas certamente é um dos filmes mais bonitos e melhor dirigidos de todos os tempos, um negócio de arrepiar mesmo quem acha que cinema é só diversão e pipoca.

3) Você criou o blog "Filmes para Doidos" que é simplesmente sensacional. Você conseguiu produzir textos enormes de sobre filmes que nem diziam tanta coisa assim. O que te motivou a fazer este trabalho?

O “Filmes para Doidos” surgiu como uma brincadeira e acabou virando uma dor de cabeça. Brincadeira porque em 2008, quando criei o blog, havia dezenas de blogs sobre cinema em português, mas todos falavam sobre as mesmas coisas, geralmente as produções que estavam chegando aos cinemas. Criei o “Filmes para Doidos” como uma resposta a essas "pautas idênticas", procurando resgatar e resenhar títulos mais cult, ou mais obscuros, ou simplesmente bizarros. Aí, por exemplo, enquanto todo mundo estava falando/escrevendo sobre o "Drive" do Nicolas Wilding Refn, eu publicava um textão sobre outro "Drive" (um baita filme de ação de 1997 com o Mark Dacascos que tinha o mesmo título). E eu sempre achei o máximo redescobrir e escrever sobre estas pérolas.


Foi quando o “Filmes para Doidos” virou uma dor de cabeça. Porque ele surgiu como uma brincadeira, mas eu comecei a levar o blog muito a sério, talvez mais do que deveria para algo que sequer é monetizado. Nunca ganhei um centavo com ele, mas mesmo assim comecei a produzir resenhas e artigos cada vez maiores e mais completos, para os quais faço uma pesquisa praticamente obsessiva que tenta esgotar o assunto. Um amigo descreveu de maneira genial o Filmes para Doidos por esses dias: "O Guerra escreve dez páginas de Word sobre filmes com os quais ninguém se importa". É basicamente isso, e dá um trabalhão.

Tempos atrás eu queria escrever sobre o "Conquista Sangrenta", do Paul Verhoeven. Poderia publicar apenas minhas impressões sobre o filme, como todo mundo faz, mas aí seria mais uma postagem opinativa normal sobre "Conquista Sangrenta". Então comecei a pesquisar sobre o filme e percebi que havia muito pouco material, mesmo em inglês. E de repente me flagrei comprando um livro importado sobre a obra do Verhoeven só porque tinha um capítulo inteiro sobre o "Conquista Sangrenta", e até hoje eu nem consegui escrever a maldita resenha!


Aí me bateu um momento de reflexão tipo viciado em drogas: "Opa, fui longe demais, é melhor parar com isso". Quando constatei que estava levando algo que faço de graça mais a sério do que muito jornalista que efetivamente ganha dinheiro para escrever sobre cinema, resolvi dar um tempo. O “Filmes para Doidos” ficou quatro anos parado, de 2014 até 2018, quando resolvi voltar para comemorar o aniversário de dez anos. Mas reduzi consideravelmente o ritmo: se antes eu postava quatro ou cinco resenhas por mês, agora é uma, no máximo duas. Em tese deveria dar menos trabalho, mas eu continuo um débil mental. Escrevendo sobre o "Combustão Espontânea" do Tobe Hooper, por exemplo, me dei ao trabalho de arrumar o roteiro original do filme para ler e descobrir a quantidade de mudanças que foram feitas durante as filmagens! Ninguém mais está escrevendo resenhas tão complexas e detalhadas sobre esses filmes - pelo menos não aqui no Brasil -, mas confesso que não sei se isso é uma coisa boa ou se estou ficando louco mesmo...

M.V.: É um trabalho único. Portanto, genial.


4) Todo cinéfilo tem histórias marcantes para contar. Principalmente quem consegue mesclar a paixão, o hobby e ainda trabalhar com o cinema. Lembra de alguma história legal que possa compartilhar?

F.M.G.: Acho que toda a minha trajetória com o Fantaspoa - Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, ajudando na organização e também participando ativamente do festival, é um sonho de cinéfilo que se tornou realidade. Graças a essa parceria, eu pude interagir - e conversar sobre seus filmes - com diretores e roteiristas cuja obra sempre amei, como Luigi Cozzi, Lamberto Bava, Ruggero Deodato, Stuart Gordon, William Lustig, Frank Henenlotter, Richard Stanley, e muitos outros. Foi lindo conversar com Stuart Gordon sobre as adaptações de Lovecraft que ele tentou fazer com a Empire Pictures/Full Moon, do Charles Band, mas que não saíram do papel por falta de grana. Foi emocionante ouvir Richard Stanley contar cara a cara as histórias mirabolantes sobre seu abortado "A Ilha do Dr. Moreau", e ainda levá-lo para comprar botas de gaúcho e artefatos de macumba no centro de Porto Alegre! E foi gratificante ouvir do Frank Henenlotter que seu cineasta preferido é Jess Franco, um dos meus mestres.


Também vi alguns desses caras completamente bêbados, ou drogados, ou contando fofocas cabulosas de colegas de trabalho e celebridades, ou ainda os acompanhei a puteiros de quinta categoria, em histórias inacreditáveis que por motivos óbvios não posso compartilhar.

Então eu diria que já tive experiências muito gratificantes no mundo do cinema, como cinéfilo e como cineasta independente, e quando era criança e vivia na locadora nunca poderia esperar chegar aonde cheguei. Estou vivendo o sonho, mesmo sem estar cheio de prêmios ou de dinheiro para fazer filmes, e pra mim já basta.


5) Se pudesse, por um dia, ser um diretor(a) famoso (a) do cinema, e através deste dia, ver pelos olhos dele, uma obra prima sendo realizada, qual seria o diretor (a) e o filme?

F.M.G.: Eu ia responder que queria ser Jess Franco na fase em que ele fazia dois ou três filmes ao mesmo tempo, porque sempre quis ver um gênio do improviso trabalhando. Mas não vai dar: depois de ler o livro do Michael Benson sobre as filmagens de "2001 - Uma Odisseia no Espaço", acho que eu ia curtir muito ser Stanley Kubrick por um dia, rodeado das pessoas mais incríveis, criativas e inteligentes do mundo do cinema, das ciências e da astronomia, filmando uma obra-prima completamente revolucionária com efeitos e técnicas nunca antes tentados, e fazendo todo mundo acreditar que o espaço era daquele jeito. Deve ter sido uma experiência fantástica, e eu teria a sensação de estar fazendo algo realmente especial, miraculoso e imortal.


6) Relacionado à sua vida cinematográfica, há algo que realizou que ficou profundamente orgulhoso? E em contrapartida, o que você  mais se arrependeu  de fazer?

F.M.G.: Antes de qualquer coisa, eu não me arrependo de nada que fiz, mas me arrependo do que não fiz e, se pudesse, faria todos os meus filmes de novo. Porque eles sempre foram produzidos, filmados e finalizados no impulso e no improviso, com o que tinha e da melhor forma que dava, mas hoje, quando revejo alguns deles, fico pensando que deveria ter tirado um dia a mais para filmar aquela cena que faltou, ou refilmar aquela outra cena um pouco melhor, ou mudar várias coisas. Mas enfim, eu sempre preferi fazer as coisas ao invés de ficar pensando muito em como fazer ou porque fazer. Para o bem e para o mal, meus filmes todos saíram e estão por aí para serem achincalhados. Como eu disse só me arrependo dos filmes que não fiz, ou parei no meio. Estes volta-e-meia me assombram, porque lamento o tempo perdido.

Retomando a primeira parte da pergunta, tenho muito orgulho dos filmes que fiz em parceria com o Fantaspoa, trabalhando com pessoas cujos filmes cresci vendo. Já produzimos documentários em longa-metragem sobre as carreiras do Luigi Cozzi ("FantastiCozzi", lançado em 2016 e exibido praticamente no mundo inteiro) e do Ruggero Deodato ("Deodato Holocaust"), e vem aí um documentário sobre mulheres que fazem cinema de gênero (se tudo der certo, neste 2020).


Mas acho que o ponto alto da minha filmografia, mesmo tendo sido um filme pouco visto e comentado, foi a oportunidade de ter dirigido o veterano ator espanhol Antonio Mayans no curta "Bring Me the Head of Antonio Mayans" (2017). Foi, disparado, um dos momentos mais emocionantes da minha vida de cinéfilo e de cineasta, porque ele é um ator que já apareceu em 200 filmes, curtas e séries de TV, que já fez de tudo, que foi dirigido por mestres como Anthony Mann, Samuel Fuller e Nicholas Ray, e que teve uma relação profissional e de amizade muito longa com um dos meus diretores preferidos de todos os tempos, Jess Franco.

Então eu passava horas conversando com Antonio, que tinha histórias inacreditáveis sobre cada um dos 200 filmes de que participou. Se pudesse, conversaria muito mais. Poder dirigir uma lenda viva como ele num filme, e acompanhado de outras pessoas incríveis, foi algo que fez valer toda essa trajetória, certamente.


7) Para finalizar, deixe uma frase famosa do cinema que te represente.

F.M.G.: "Faça o que fizer na vida, ame-a como amou a cabine do Paradiso quando era pequeno."
Frase dita por Alfredo (Philippe Noiret) em "Cinema Paradiso".

M.V.: Muito obrigado amigo. Mais que um prazer, foi uma honra.

F.M.G.: Toda minha.



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