15 FILMES QUE MOSTRAM A PAIXÃO ENTRE DUAS MULHERES - PARTE 2

O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é uma data estabelecida no Brasil criada por ativistas lésbicas brasileiras e dedicada à data em que aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas - Senale, ocorrido em 29 de agosto de 1996. A criação desta data tem como principal objetivo focar na luta pelo combate contra a lesbofobia.

Em homenagem ao dia, seguem mais 15 dicas de belos filmes.

Senhoritas em uniforme
Direção: Leontine Sagan, Carl Froelich

Manuela é uma jovem ingênua que está começando a conhecer o mundo quando é enviada para um internato que aceita apenas mulheres. Uma vez lá, Manuela entra em um novo ambiente e logo conhece o amor: o problema é que ela se apaixona por uma de suas professoras, um afeto que pode colocar Manuela em um caminho trágico.
Olivia 
Direção: Jacqueline Audry

O filme "Olivia" capta as paixões de uma adolescente inglesa que foi enviada por um ano para uma pequena escola fora de Paris. A inocente mas atenta Olivia desenvolve uma paixão por sua diretora, Mademoiselle Julie, e através dessa tela de amor, observa o tenso romance entre Mademoiselle Julie e a outra diretora da escola, Mademoiselle Cara, nos seus últimos meses.
Embora não seja estritamente autobiográfica, "Olivia" baseia-se em experiências da autora em escolas dirigidas pela carismática Mademoiselle Marie Souvestre, cuja influência viveu através de ex-alunas como Natalie Barney e Eleanor Roosevelt. 
Colette Audry escreveu o roteiro para a adaptação cinematográfica de 1951 do romance.
Senhoritas de uniforme 
Direção: Géza von Radványi

Manuela é uma jovem que é enviada para um rígido internato - que aceita apenas mulheres - após a morte de seus pais. Se sentindo sem rumo, tudo o que a jovem busca é alguém que possa amar, alguém que possa cuidar dela. Em busca deste afeto, ela encontra a resposta na figura de uma de suas professoras. No entanto, o amor proibido pode colocar a vida de Manuela em um rumo trágico e perigoso.
Infâmia
Direção: William Wyler

Karen Wright (Audrey Hepburn) e Martha Dobie (Shirley MacLaine) são amigas há muitos anos e, juntas, administram um colégio interno só para meninas. Depois de ser punida pelas professoras por contar mentiras, uma aluna reclama com sua avó e inventa que Martha tem ciúmes de Karen, que é noiva do médico Joe Cardin (James Garner). A senhora fica horrorizada e tira a menina da escola, além de espalhar o boato. As duas mulheres começam um batalha contra essas acusações, e suas consequências. 
O diretor William Wyler cortou várias cenas que insinuavam a homossexualidade de Martha, por medo de não receber o sela de aprovação para a exibição. Na época, qualquer história sobre homossexualismo era proibida.
Manji 
Direção:Yasuzô Masumura

Sonoko, uma dona de casa de meia-idade, casada, se apaixona perdidamente pela jovem Mitsuko. Elas se conhecem na escola de artes e começam a viver um amor proibido. Incapaz de pensar racionalmente no que deseja, Sonoko torna-se mais e mais obcecada por sua nova amante. Entretanto, Eitaro, namorado de Mitsuko na história, surge e Sonoko se desespera. Primeira reprodução literal do romance homônimo de Junichiro Tanizaki, que narra fielmente conflitos sexuais.
Apenas uma mulher
Direção: Mark Rydell

Lésbicas, Jill e Ellen vivem numa cabana em local remoto, rodeada por neve. Ellen domina a relação, mas se sente insatisfeita e já não tem certeza se quer mesmo continuar com Jill. Certo dia, aparece por ali um estranho belo e viril, Paul. Paul mata uma raposa predadora -- e simbolicamente toma seu lugar: logo inicia um caso com Ellen, o que leva a um destrutivo confronto entre os três.
Baseado na novela homônima de D. H. Lawrence, publicada em 1923, o filme aborda temas controversos, como masturbação e lesbianismo, sem sensacionalismo gratuito, sendo apenas levemente mais explícito que o texto literário.
Therese e Isabelle
Direção: Radley Metzger

Na Suiça, Therese decide visitar o colégio onde estudou há 20 anos e decide visitá-lo. A visita traz lembranças da época de adolescente, quando no colégio feminino, conheceu Isabelle com quem descobriu e iniciou a vida sexual além de se envolver amorosamente
O filme é uma adaptação do livro homônimo de Violette Leduc.
Triângulo feminino
Direção: Robert Aldrich

Depois de ser demitida da grande novela que protagoniza, a atriz June Duckbridge (Beryl Reid) vê sua carreira e vida amorosa irem por água abaixo. Além de não conseguir nenhum outro papel relevante na televisão, June começa a desconfiar de que sua namorada, Childie (Susannah York), está tendo um caso com uma outra mulher.
Na época de seu lançamento, o filme recebeu a classificação indicativa mais alta de todas devido a homossexualidade feminina. Alguns anos depois ele passou de +18 para +16.
A cena de sexo lésbico chocou tanto o compositor Frank De Vol que ele se demitiu do filme e ficou anos sem trabalhar com as pessoas da equipe.
Escravas do desejo
Direção: Harry Kümel

Uma angelical e manipuladora Condessa, Elizabeth Bathory (Delphine Seyrig) e sua belíssima e enigmática amante, Llona (Andréa Rau), são os pilares de uma complexa jornada ao vampirismo erótico, perversidade e morte. Quando elas decidem seduzir um casal hospedado num barroco e extravagante hotel, inicia-se um frenético e violento jogo de sedução e desejos. 
As lágrimas amargas de Petra von Kant
Direção: Rainer Werner Fassbinder

Adaptado da peça homônima do próprio Fassbinder, Petra von Kant é uma estilista de sucesso extremamente arrogante e egocêntrica, que tem como única pessoa próxima sua secretária. Num dia, ela se apaixona por uma jovem aspirante à modelo chamada Karin, que vai morar em sua casa e usá-la até não precisar mais.
Filmado em apenas dez dias.O filme é a adaptação da peça homônima do diretor Rainer Werner Fassbinder.
Eu, tu ele, ela
Direção: Chantal Akerman

Em seu primeiro longa de ficção, Akerman assume o papel de personagem. Uma mulher sozinha em seu apartamento escreve cartas a um destinatário desconhecido, depois sai e se encontra com um motorista de caminhão e com uma amante.
Nesse filme mais erótico, e consequentemente o o filme mais ousado de sua carreira, Chantal Akerman, autoral como sempre, assume sua posição sexual para o seu seleto público por meio de sua personagem principal, interpretada por e certamente inspirada em ela mesma.
As criadas 
Direção: Christopher Miles

Adaptação da peça teatral do francês Jean Genet. Solange (Glenda Jackson) e Claire (Susannah York) são irmãs que trabalham como empregadas domésticas. Na casa de uma rigorosa senhora (Vivian Merchant), elas odeiam seus empregadores. Quando eles não estão em casa, elas fazem um jogo de encenação em que revezam os papéis de empregada e se vestem como Madame para insultá-la.
O filme tem um subtexto ousado que insinua uma paixão entre as duas personagens.
Maldita paixão
Direção: Gordon Willis

Emily é o alvo de uma perversa obsessão por uma vizinha lésbica, Andrea, que não só  cobiça ela, mas também contrata um estuprador para conseguir fitas de áudio de seus gemidos.
De acordo com Woody Allen, o título deste filme (Windows) foi originalmente uma das escolhas para o seu filme de 1978 "Interiores", que foi fotografado por Gordon Willis (diretor de Windows). 
Papel forte da atriz Talia Shire, conhecida principalmente pelos trabalhos em Rocky e Poderoso chefão. 
Corações desertos
Direção: Donna Deitch

Década de 1950, Nevada. A professora universitária Vivian Bell (Helen Shaver) se estabelece em Reno para finalizar seu divórcio. No rancho em que está hospedada ela conhece Cay Rivvers (Patricia Charbonneau), inquieta jovem que trabalha em um cassino da região. Inicialmente reclusa, Vivian aos poucos vai se abrindo para uma interessada Cay e o relacionamento das duas fica cada vez mais intenso, o que incomoda Frances Parker (Audra Lindley), proprietária da hospedagem.
Amigas do colégio
Direção: Lukas Moodysson

Na pequena cidade de Amal, na Suécia, vivem duas garotas. Elin (Alexandra Dahlström) é a garota mais popular do colégio. Ela está cansada da pacata rotina do lugar onde mora e que não seguir o rumo da maioria das mulheres que conhece: virar uma solitária dona de casa. Já Agnes (Rebecka Liljeberg) é a novata da escola. Tímida, não tem grandes amigos, mas tem uma paixão platônica por Elin. Quando a família de Agnes insiste em fazer uma festa de 16 anos para a jovem, ela tem certeza de que será um fracasso. Até que Elin surge em sua porta e, inesperadamente, lhe dá um beijo por conta de uma aposta com sua irmã. Começa então uma série de crises de identidade entre as jovens, que não sabem como assumir o que realmente sentem.


A Versátil lançou “Mulheres na Direção”, digistack com 2 DVDs que reúne 4 filmes inéditos dirigidos por mulheres: a belga Agnès Varda, a escocesa Lynne Ramsay, a inglesa Ida Lupino e a norte-americana Donna Deitch,  além de quase uma hora de extras, com destaque para “Resposta das mulheres: nosso corpo, nosso sexo” (1975), curta feminista de Varda. Edição Limitada com 4 cards.

Disco 1:

UMA CANTA, OUTRA NÃO
(L’une chante, l’autre pas, França, 1977, 121 min.)
De Agnès Varda. Com Thérèse Liotard, Valérie Mairesse, Robert Dadiès.

⇨ Sinopse: A partir da frase “não se nasce mulher, torna-se mulher”, de Simone de Beauvoir, acompanhamos as vidas cruzadas de duas amigas na França da década de 1970, tendo como pano de fundo a luta do movimento feminista.

LAÇOS DE SANGUE
(Hard, Fast and Beautiful, EUA, 1951, 78 min.)
De Ida Lupino. Com Claire Trevor, Sally Forrest, Carleton G. Young.   

⇨ SinopseQuando a jovem Florence Farley demonstra talento para o tênis, sua mãe e um ex-campeão pretendem agenciar sua carreira, a fim de tirarem proveito de seu sucesso. Complexo drama de Lupino sobre a ambição em família.


Disco 2:

CORAÇÕES DESERTOS
(Desert Hearts, EUA, 1985, 92 min.)
De Donna Deitch. Com Helen Shaver, Patricia Charbonneau, Audra Lindley.

⇨ SinopseAcima

O LIXO E O SONHO
(Ratcatcher, Escócia, 1999, 93 min.)
De Lynne Ramsay. Com Tommy Flanagan, Mandy Matthews, William Eadie.

⇨ SinopseNa Glasgow dos anos 70, acompanhamos a vida de um menino pobre, que luta para conciliar seus sonhos com a miserável realidade que o cerca. Pequena obra-prima que marca a estreia da diretora de “Precisamos Falar sobre o Kevin”.

Informações técnicas da edição:

Títulos em português: Uma Canta, Outra Não, Laços de Sangue, Corações Desertos, O Lixo e o Sonho
Títulos originais: L’une chante, l’autre pas, Hard, Fast and Beautiful, Desert Hearts, Ratcatcher
País de produção: França, Estados Unidos, Reino Unido
Ano de produção: 1951-1999
Gênero: Drama
Direção: Agnès Varda, Ida Lupino, Donna Deitch, Lynne Ramsay
Elenco: Thérèse Liotard, Valérie Mairesse, Robert Dadiès, Claire Trevor, Sally Forrest, Carleton G. Young, Helen Shaver, Patricia Charbonneau, Audra Lindley, Tommy Flanagan, Mandy Matthews, William Eadie
Idioma: Francês, Inglês
Áudio: Dolby Digital 2.0
Legenda: Português
Formato de tela: Widescreen anamórfico 1.85:1, Fullscreen 1.33:1
Tempo de duração: 384 min.
Região: 4
Preto & Branco
Faixa etária: 14 anos
Extras: Especiais (41 min.), Curta-metragem “Resposta das mulheres: nosso corpo, nosso sexo”, de Agnès Varda (8 min.)




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