SHAKESPEARE NO CINEMA: AS 10 MELHORES ADAPTAÇÕES

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William Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon, no condado de Warwick, Inglaterra, no dia 23 de abril de 1564. Filho de John Shakespeare e de Mary Arden, seu pai foi comerciante de lã e chegou a tesoureiro e prefeito de Stratford. Estudou no colégio da cidade e com 13 anos, a família empobreceu, o jovem teve que deixar os estudos e trabalhar no comércio do pai. Com 18 anos, casa-se com a aldeã Anne Hathaway, nove anos mais velha que ele. Cinco meses depois, nasce sua primeira filha Susan, e em seguida os gêmeos Judith e Hamnet. Nessa época, Shakespeare já escrevia versos e assistia todas as representações das companhias que chegavam a Stratford.

A arte de Shakespeare compreende 37 peças teatrais, entre comédias românticas, tragédias e dramas históricos. As obras de Shakespeare foram divididas em três fases que acompanham o amadurecimento do dramaturgo. Compreende também dois poemas narrativos: “Vênus e Adonis” (1593) e “Lucrécia” (1594), dedicados ao seu protetor Henry Wriotherly, conde de Chamberlain, e 154 sonetos, escritos provavelmente entre 1593 e 1598.

É quase leviano indicar apenas 10 adaptações cinematográficas de William Shakespeare. Digo isto por dois motivos. Primeiro: muitos diretores competentes entregaram obras excepcionais de algum trabalho do autor inglês; Alguns como Laurence Olivier, Kenneth Branagh e Orson Wells fizeram várias versões. Como são mais de mil adaptações, seria impossível não deixar algo bom de fora. Veja como ficou:


Macbeth - reinado de sangue

Direção: Orson Welles

Adaptado da peça teatral homônima de William Shakespeare, Macbeth (Orson Welles) encontra-se com três bruxas que preveem, dizendo que ele se tornará arquiduque e, em seguida, rei. Acreditando nas profecias após o atual arquiduque de Cawdor ser preso e o ducado dado a ele, Macbeth conta a história a sua esposa (Jeanette Nolan) e os dois passam a tramar a morte do Rei Duncan.
Os atores que interpretaram as bruxas também fizeram outros papéis no filme, Peggy Webber fez Lady Macduff, Lurene Tuttle fez a dama de companhia e, um homem, Brainerd Duffield, fez o primeiro assassino.


Hamlet

Direção: Laurence Olivier

O príncipe dinamarquês Hamlet (Laurence Olivier) deseja vingar a morte de seu pai, o antigo rei. O problema é que Hamlet descobre, através de uma aparição fantasmagórica de seu próprio pai morto, que o assassino é o seu tio, Cláudio (Basil Sydney), homem que assumiu o trono e casou-se com a mãe de Hamlet, Gertrude (Eileen Herlie).
Este Hamlet foi a primeira versão sonora para os cinemas da clássica história de William Shakespeare;- Ao longo de toda a história do cinema, já foram realizadas mais de 70 adaptações de Hamlet.

Otelo

Direção: Orson Welles

Otelo (Orson Welles), herói militar mouro, foge com Desdemona (Suzanne Cloutier), a filha de um aristocrata de Veneza. Enciumado, o subjugado Iago (Michael McLiammoir) age contra Otelo, Conhecendo as fraquezas dele, Iago faz um esquema para que Otelo acredite que Desdemona está sendo infiel com o tenente da equipe do militar.
Adaptação da obra de Shakespeare filmada por Welles, em Veneza e no Marrocos, entre 1949 e 1952. Prêmio de melhor filme no Festival de Cannes.

Júlio César

Direção: Joseph L. Mankiewicz

Em Roma, (exatamente nos idos de março de 44 A.C., como tinha sido previsto) César (Louis Calhern) é assassinado, pois os senadores alegam que sua ambição o transformaria em um tirano. Mas Marco Antonio (Marlon Brando) consegue, em um inflamado discurso, reverter a situação e os conspiradores são obrigados a fugir. A partir de então dois exércitos são formados, um comandado por Marco Antonio e Otávio (Douglass Watson) e o outro por Cássio (John Gielgud) e Brutus (James Mason), sendo que este segundo exército é numericamente inferior, mas os conspiradores preferem cometer suicídio a serem capturados.

Trono manchado de sangue

Direção: Akira Kurosawa

Transposição da peça Macbeth de Shakespeare para o Japão feudal. Macbeth se transforma no General Washizu que, ao voltar vitorioso de um combate com seu companheiro de armas Miki, perde-se na floresta. Ali encontram um espírito feminino espectral, que profetiza para Washizu uma ascensão rápida ao poder e a Miki uma glória mais lenta, porém mais durável: seus filhos prevalecerão no trono. Instigado pela mulher, Asaji, a quem contou a predição, Washizu assassina o soberano e ocupa seu lugar; Miki será a segunda vítima. Numa segunda visita à feiticeira, esta diz a Washizu que ele será invencível enquanto a floresta não se mover. O filho de Miki ataca o castelo, camuflando os guerreiros com pedaços de árvores da floresta e Washizu e Asaji perdem suas vidas.

Amor sublime amor

Direção: Robert Wise

No lado oeste de Nova York, à sombra dos arranha-céus, ficam os guetos de imigrantes e classes menos favorecidas. Duas gangues, os Sharks, de porto-riquenhos, e os Jets, de brancos de origem anglo-saxônica, disputam a área, seguindo um código próprio de guerra e honra. Tony (Richard Beymer), antigo líder dos Jets, se apaixona por Maria (Natalie Wood), irmã do líder dos Sharks, e tem seu amor correspondido. A paixão dos dois fere princípios em ambos os lados, acirrando ainda mais a disputa.

Romeu e Julieta

Direção: Franco Zeffirelli

Em Verona, Romeu (Leonard Whiting), um jovem, fica apaixonado e é correspondido por Julieta (Olivia Hussey), uma donzela que pertence a uma família rival. No entanto, este amor profundo terá trágicas conseqüências uma vez que nenhuma das duas famílias, cada vez mais envolvidas em um conflito sangrento, não deixará que os dois consumem a paixão.
 Na vida real, Leonard Withing era loucamente apaixonado por Olivia Hussey. “- Eu era loucamente apaixonado por ela. Mas nossos caminhos não coincidiram, infelizmente. Ninguém entende o motivo, mas é verdade. Eu gostava muito dela”, disse Leonard, em uma entrevista em 1995.


Ran

Direção: Akira Kurosawa

Japão, século XVI. Hidetora (Tatsuya Nakadai), o poderoso chefe do clã dos Ichimonjis, decide dividir seus bens entre os três filhos: Taro Takatora (Akira Terao), Jiro Masatora (Jinpachi Nezu) e Saburu Naotora (Daisuke Ryu). Com o primeiro fica a chefia do feudo, as terras e a cavalaria. Os outros dois ficam com alguns castelos, terras e o dever de ajudar e obedecer Taro. Saburu, prevendo as desgraças que viriam, se mostra contrário à decisão paterna. Expulso do feudo e acaba sendo acolhido por Nobuhiro Fujimaki (Hitoshi Ueki), de quem se torna genro. Hidetora vai ao seu antigo castelo, que agora é de Taro, e não é bem recebido. O mesmo acontece ao visitar Jiro e, isolado em seu ex-império, Hidetora se aproxima da insanidade.

Henrique V

Direção: Kenneth Branagh

Após pacificar a Inglaterra e consolidar sua autoridade, o jovem Rei Henrique V (Kenneth Branagh) decide invadir a França do Rei Charles VI (Paul Scofield), julgando-se o verdadeiro herdeiro do trono. Combatendo junto aos soldados ele enfrentará o numeroso exército francês na famosa batalha de Agincourt.
Gérard Depardieu dublou Kenneth Branagh na versão francesa do filme. Ele também ajudou na negociação da distribuição do filme na França. Kenneth acabaria por dirigi-lo em outra adaptação de Shakespeare, Hamlet (1996).
A loja londrina Angels & Bermans providenciou grande parte dos figurinos, assim como já havia feito 45 anos antes em Henrique V (1944), de Laurence Olivier.

Hamlet

Direção: Kenneth Branagh

Após terminar seus estudos Hamlet (Kenneth Branagh), Príncipe da Dinamarca, retorna para o Palácio de Elsinore e encontra seu tio Claudius (Derek Jacobi) casado com Gertrude (Julie Christie), sua mãe. Bernardo (Ian McElhinney), Horatio (Nicholas Farrell) e Marcellus (Jack Lemmon), três amigos de Hamlet, falam a ele sobre um fantasma que parece ser seu falecido pai, que morreu há poucos meses.
Hamlet acaba vendo aparição e a segue através do bosque. Ao encontrá-la, ela diz que precisa ser vingado, pois, apesar de se ter tido que o falecido monarca morreu devido uma picada de cobra, a aparição afirma que a serpente que picou seu pai usa agora sua coroa e que, de uma única vez, tudo lhe foi tirado: a vida, a coroa e a rainha. Hamlet jura vingança e quando o rei e a rainha mandam vir amigos de Hamlet, para ver o que está com ele, o jovem príncipe assume um ar de louco e faz alguns atores representarem "A Morte de Gonzaga" que, com algumas modificações, fica bastante similar ao assassinato de seu pai. A reação de Claudius comprova que ele matou realmente o ex-soberano e a vingança agora uma questão de tempo. Mas várias tragédias estão reservadas para Elsinore.


Shakespeare no Cinema - Edição Limitada com 6 Cards
(Box com 3 DVDs)

A Versátil lançou SHAKESPEARE NO CINEMA, caixa em luva reforçada com 3 DVDs que reúne 3 premiadas adaptações para o cinema de peças do genial William Shakespeare dirigidas por Akira Kurosawa, Roman Polanski e Laurence Olivier em inéditas versões restauradas, além de quatro horas de vídeos extras, incluindo documentários e entrevistas. Edição Limitada com 6 cards.

Disco 1:

RAN (Idem, 1985, 161 min.)
De Akira Kurosawa. Com Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu.

⇨ SinopseEm uma obra-prima de rara beleza pictórica, o mestre Akira Kurosawa transpõe “Rei Lear” (1605), uma das grandes tragédias de Shakespeare, para o Japão feudal do século XVI, onde o idoso Lorde Hidetora anuncia sua intenção de repartir as terras do seu clã entre os três filhos, o que gera uma guerra brutal pelo poder entre os três herdeiros. Vencedor do Oscar de Melhor Figurino.


  
Disco 2:

MACBETH (The Tragedy of Macbeth, 1971, 140 min.)
De Roman Polanski. Com Jon Finch, Francesca Annis, Martin Shaw.

⇨ SinopseLogo após o bárbaro assassinato da esposa, Sharon Tate, nas mãos do bando de Charles Manson, Roman Polanski realizou esta belíssima e sangrenta adaptação de “Macbeth” (1606), a maldita “peça escocesa” do bardo. Após profecia de bruxas – que dizem que ele será rei –, Macbeth mata o soberano e assume o trono. Só que, em seu reinado de sangue, ele jamais alcançará a paz.

Disco 3:

HAMLET (Idem, 1948, 153 min.)
De Laurence Olivier. Com Laurence Olivier, Jean Simmons, John Laurie.

⇨ SinopseConsiderado por muitos o maior intérprete shakespeariano do século XX, Laurence Olivier dirigiu e protagonizou esta brilhante adaptação freudiana de “Hamlet” (1599-1601). Um príncipe dinamarquês quer se vingar da morte do pai, provocada pelo tio, que o assassinou para conseguir o trono, e depois se casou com a rainha. Vencedor de 4 Oscar, incluindo melhor filme e melhor ator.


Informações técnicas da edição:

Títulos em português: Ran, Macbeth, Hamlet
Títulos originais: Ran, The Tragedy of Macbeth, Hamlet
País de produção: Japão, Inglaterra, Estados Unidos
Ano de produção: 1948-1985
Gênero: Drama
Direção: Akira Kurosawa, Roman Polanski, Laurence Olivier
Elenco: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Jon Finch, Francesca Annis, Martin Shaw, Laurence Olivier, Jean Simmons, John Laurie.
Idioma: Japonês, Inglês
Áudio: Dolby Digital 2.0
Legenda: Português
Formato de tela: Widescreen anamórfico 1.85:1, Fullscreen 1.33:1
Tempo de duração: 454 min.
Região: 4
Colorido e Preto & Branco
Faixa etária: 14 anos
Extras: Documentários e entrevistas sobre “Ran” (133 min.), Making of de “Macbeth” (60 min.), Olivier & Shakespeare (48 min.)




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