FRITZ LANG - 10 FILMES ESSENCIAIS

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Realizador de origem austríaca, naturalizado americano, nasceu em Viena de Áustria, em 5 de Dezembro de 1890.

Filho de um arquiteto, Lang estudou muito arquitetura na Universidade  de Viena. Em seguida viajou o mundo com os pais.  Aos 20 anos estudou arte em Munique e posteriormente em Paris. Só não seguiu carreira nas artes plásticas porque fez amigos que trabalhavam com cinema . Mestre do cinema expressionista,  é um dos diretores mais importantes do século XX, abordando questões políticas e sociais em suas obras. 

Há pelo menos 20 filmes essenciais para conhecer a carreira do diretor, mas separamos apenas 10, para ficar a lista mais enxuta possível. 

Lang morreu em Los Angeles, em 2 de agosto de 1976.


Num vilarejo europeu do século XIX, a Morte leva um jovem quando ele estava prestes a se casar. Sua noiva, aos prantos, suplica que devolva a vida do seu amor. A Morte decide dar uma chance à jovem desesperada, prometendo devolver a vida do noivo se ela conseguir evitar a morte de uma das três vidas prestes a perecer. Lang mostra, então, a história das três luzes; na exótica Pérsia, na Veneza Renascentista, e na China Imperial. Três tentativas de esperança. Três conflitos entre o amor e a morte.


Filme icônico do diretor Fritz Lang, conta a estória de uma organização criminal liderada por Mabuse (Rudolf Klein-Rogge), um misterioso psicanalista, cuja diversão é brincar com homem ricos através de técnicas de hipnose. Ele joga cartas com os ricos, hipnotiza-os e faz com que apostem todo o dinheiro que tem.  Para um último crime, eles selecionam o milionário Edgar Hull (Paul Richter). No entanto, o comissário Wenk (Bernhard Goetzke) começa uma investigação para descobrir quem é o Dr. Mabuse. 


Siegfried aprende com Mine, o ferreiro, a arte de forjar armas. No caminho à Worms, onde Siegfried quer conquistar a bela Kriemhild, ele torna-se invencível depois de banhar-se no sangue do dragão que acabou de matar na floresta. Continuando sua jornada, enfrenta e vence Alberich, ganhando o fabuloso tesouro dos Nibelungos. O Rei Gunther, com a ajuda de Siegfried, conquista a rainha da Islândia, Brunhild, e como recompensa, Siegfried ganha a mão de Kriemhild. A partir daí inicia-se um intrigante conflito humano, regado a ódio, ciúmes, amor e morte.


Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície, onde há o Jardim dos Prazeres, destinado aos filhos dos mestres. Os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Trabalhadores. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos.


Franz Becker (Peter Lorre) é um assassino em série de crianças, que se aproxima das suas vítimas enquanto assobia sempre uma mesma música. Depois de diversos crimes, a cidade é tomada pelo frenesi da investigação policial, e se torna um caos, enquanto o assassino vive uma vida simples e normal. A cobertura da imprensa, a ação de vigilantes e a pressão política acabam por atrapalhar o trabalho dos policiais. Na caçada ao homem que mata crianças, além de toda a sociedade e a polícia, os bandidos marginalizados também se juntarão.


Um famoso criminoso (Rudolf Klein-Rogge, fenomenal como o enigmático vilão Dr. Mabuse), encerrado numa clínica psiquiátrica, é suspeito de uma série de falsificações. Na cela, ele escreve uma "Bíblia do Crime" (alusão ao livro nazista de Hitler) e domina mentalmente o doutor que cuida do seu caso, terminando por influenciar para o mal uma série de pessoas. Tendo como base sua ampla influência sobre um grupo de criminosos sob seu domínio, o Dr. Mabuse passa a agir para construção de seu "Império do Crime".


Joe Wilson (Spencer Tracy) viaja em direção ao encontro de sua noiva, Katherine Grant (Sylvia Sidney), que trabalha em outra cidade. Mas, no meio do caminho, Joe é confundido com um sequestrador de crianças e é preso. Uma multidão raivosa, sabendo que pegaram o tal "criminoso", invade a delegacia, querendo linchar o homem, e acabam incendiando o local. Desaparecido, Joe é considerado morto, mas, na verdade, ele está vivo, escondido e planejando sua vingança contra aqueles que tentaram matá-lo.


Eddie Taylor (Henry Fonda) passou boa parte de sua juventude ganhando a vida com a delinquência, até que foi preso e precisou passar uma temporada na prisão. Mas, após muita influência de sua namorada, Joan (Sylvia Sidney), que trabalha na Defensoria Pública, ele volta para a rua e decide se livrar totalmente da criminalidade. O problema é que, do lado de fora, o preconceito e as dificuldades vão acabar trazendo de volta seu passado obscuro.


Almas Perversas é um remake do magnífico La Chienne, de Jean Renoir. Nele se conta a história de Christopher Cross (interpretado pelo genial Edward G. Robinson), protagonista de uma vida banal na qual transporta o ônus de um casamento infeliz. Mas tudo irá mudar quando conhece Kitty (interpretada por Joan Bennett, fabulosa na densidade que transmite à personagem e na ideia de mal que lhe consegue associar), com quem irá ter uma aventura que o conduzirá ao abismo.


Dave Bannion (Glenn Ford) é um detetive da polícia extremamente honesto, que fica sabendo que outro detetive cometeu suicídio. Ao conversar com Bertha Duncan (Jeanette Nolan), a viúva, Bannion fica sabendo que ele ficou muito deprimido após saber que era um doente terminal. Porém a amante do morto, Lucy Chapman (Dorothy Green), tinha outra história para contar. Ela afirma que, ao se matar, deixou uma nota detalhando uma complexa trama de corrupção no departamento, que é comandada por Mike Lagana (Alexander Scourby). 

Menção honrosa: Um retrato de mulher (1944)

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