AMEI UM ASSASSINO (1948) - FILM REVIEW

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Amei um assassino conta a história  de Bill Saunders (Lancaster), um ex-prisioneiro de guerra que agora vive na Inglaterra, cujas experiências o deixaram instável e violento. Ele entra em uma briga de bar na qual ele mata um homem e depois foge. Ele se esconde com a ajuda de uma enfermeira, Jane Wharton (Joan Fontaine), que acredita em sua história de que o assassinato foi um acidente.

Saunders se envolve em outra briga, desta vez com um policial. Ele acaba atrás das grades, mas Jane, que agora está apaixonada por Saunders, consegue um emprego para ele dirigir um caminhão entregando remédios para sua clínica médica quando ele for liberado.


Enquanto isso, o bandido Harry Carter, que testemunhou a briga no bar, ameaça expor Saunders à polícia. Em troca de seu silêncio, Carter exige que Saunders coopere com um roubo usando seu caminhão para transportar. Jane se mete nesta história, tentando impedir que Bill faça algo de errado, porém isto os trará consequências com Carter.

A produção tem elementos do clássico noir, mas começa como uma autêntica obra de suspense no melhor estilo Hitchcock. O filme é marcado também pela cena em que Lancaster é açoitado. Ela foi considerada uma das 100 cenas mais marcantes do cinema envolvendo pessoas chicoteadas.


Burt

Este filme nada seria sem o carisma do astro Burt (Burton Stephen Lancaster). Este icônico ator nasceu em Nova York, vindo de uma família de emigrantes irlandeses. Seu interesse por ginástica o levou a ganhar uma bolsa de estudos como esportista para a Universidade de Nova York, tornando-se um jogador de basquete. Mais tarde, formou uma dupla acrobática com Nick Cravat, passando a se apresentar em circos.

Depois de servir na 2ª Guerra Mundial, fez um teste na Broadway e dali veio convite para estrelar seu primeiro filme. Sua vida foi marcada por problemas cardíacos, sendo que ele faleceu  em seu apartamento de um terceiro ataque cardíaco aos 80 anos de idade em 1994.

Sua carreira e seu carisma carrega produções nas costas e com Amei um assassino não foi diferente.


Do outro lado, a beleza inigualável de Joan Fontaine, fazendo o contraponto do personagem de Burt. Fontaine começou sua carreira no palco em 1935 e assinou um contrato com a RKO Pictures, naquele mesmo ano. Nascida no Japão, de pais britânicos, se mudou para a Califórnia em 1919. Fontaine viveu em Carmel-by-the-Sea, Califórnia, onde possuía uma casa, Villa Fontana. Foi lá que ela morreu de causas naturais na idade de 96 em 2013.

Joan de Beauvoir de Havilland (sim, ela é irmã de Olivia, que inclusive está atualmente com 102 anos)  foi a única atriz que conseguiu levar um Oscar de melhor atriz principal por um desempenho em um filme do diretor Alfred Hitchcock. Ela era filha mais nova da também atriz Lillian Fontaine.

Beije o sangue das minhas mãos

Curioso como o gênero policial se desdobra. Como esquecer o drama de Martin Riggs em Máquina Mortífera? Ou os lances cômicos na mesma quadrilogia? "Amei um assassino" é recheado de direções e aproveita bem todas elas. É um filme de gângster, suspense, drama, noir.

Para quem não sabe, em 1946, o crítico francês Nino Frank identificou semelhanças estéticas em filmes norte-americanos dos anos 1930 e 1940 e os batizou de filmes noir (do francês, filme preto). Estes filmes teriam surgido no final da década de 30, pouco tempo depois da crise da bolsa em 1929, como um reflexo da recessão que assolava os EUA e criava um ambiente propicio para o crime. Os jovens críticos franceses da revista Cahiers du Cinema (entre eles Godard e Truffaut) adoraram o termo e passaram a utilizá-lo com frequência, levando o conceito de film noir para os EUA, onde eram muito respeitados.


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