ANNA KARENINA - ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA E TV

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Anna Karenina é um romance do escritor russo Liev Tolstói. A história começou a ser publicada por meio da revista Ruskii Véstnik entre janeiro de 1875 e abril de 1877, mas seu final não chegou a ser publicado nela por motivos de desacordo entre Tolstói e e o seu editor, Mikhaíl Katkov, sobre o final do romance. Portanto, a primeira edição completa do texto apareceu em forma de livro ainda em 1877.

Anna  tem uma história longa no cinema, praticamente desde o início do mesmo até os dias atuais. Há várias versões perdidas datadas no início do século XX ou com cópias muito ruins e quase nenhum material de divulgação como é o caso da primeira versão soviética de Vladimir Gargyin, feita em 1914, da primeira versão americana, de 1915, dirigida por J. Gordon Edwards e estrelada por Betty Nansen ( considerado perdido).


Há versões com metragens menores, como a de 1911, dirigida pelo francês Maurice Maître com 10 minutos e a de 1918, dirigida pelo húngaro Márton Garas, de 50 minutos (quase um milagre encaixar a história em durações tão curtas). Mas o fato é que listamos abaixo todas as versões para o cinema ou tv, incluindo séries e minisséries, que haja dados sobre as produções e possibilidade de serem assistidas. Há versões também que não vamos incluir por não serem cinematográficas, como a de 1975, que é uma apresentação filmada do balé de Bolshoi ou a versão de 1953, que nada mais era que um teatro filmado (muito comum na época).

Boa sessão:

Direção: Karen Shakhnazarov

Durante a guerra russo-japonesa, em 1904, Sergey Karenin (Kirill Grebenshchikov), chefe de hospital, descobre que um dos oficiais feridos sob sua supervisão é o conde Vronsky (Max Matveev), a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina (Elizaveta Boyarskaya). Agora, ele procura maiores informações sobre o amante da mãe e que razão a levou a desistir da vida.
As gravações do longa foram feitas simultaneamente às de uma minissérie homônima com oito episódios, todos também dirigidos por Karen Shakhnazarov.

Direção: Karen Shakhnazarov

Com a mesma sinopse e elenco do filme, as gravações do longa foram feitas simultaneamente às de uma com oito episódios, longa. A série tem 8 episódios e mostra, obviamente os mesmos acontecimentos do filme, porém mais detalhados. 
Algo semelhante aconteceu no Brasil com a o filme Auto da compadecida, que também pode ser vista no formato de série de Tv.

Direção: Christian Duguay

Anna e Kitty. Duas vidas. Uma paixão desesperada que termina em tragédia, a outra, uma existência tornada real através do amor. Dois destinos que se entrelaçam, dando origem a duas histórias tão diferentes, mas que viveram em busca do mesmo desejo - encontrar um amor que as permita viver plenamente sem ter que se conformar às pretensões da sociedade.
Situado na alta sociedade russa do final do século 19, a aristocrata Anna Karenina (Vittoria Puccini) entra de cabeça em um caso tórrido que muda sua vida radicalmente, com o rico e bonito conde Vronsky. 
Minissérie em dois episódios.

Direção: Joe Wright

Século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que passa a cortejá-la. Apesar da atração que sente, Anna o repele e decide voltar para sua cidade. Entretanto, Vronsky a encontra na estação do trem, onde confessa seu amor. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles.

Direção:  Sergey Solovev

Anna Karenina (Drubich) é a jovem e bela esposa do Sr. Karenin (Yankovsky), que é 20 anos mais velho. Ela conhece o belo conde Vronsky (Bezrukov), e eles se apaixonam um pelo outro. Anna está dividida entre seu amor pelo Conde Vronsky e seu casamento sem amor com o Sr. Karenin. Seu marido, Karenin, não lhe dará o divórcio, porque ele quer manter a mãe de seu filho.O romance terá consequências trágicas.
A minissérie tem 4 episódios.Uma curiosidade: Tatyana Drubich tinha 47 anos quando participou da produção, mas seu personagem no livro tinha 26.

Direção: David Blair 

Abandonando seu casamento vazio com Karenin (Stephen Dillane), Anna (Helen McCrory) começa um caso imprudente e apaixonado com o impetuoso oficial militar Conde Vronsky (Kevin McKidd). Em contraste com a carnalidade de Anna e Vronsky, Levin (Douglas Henshall) luta para encontrar um sentido espiritual para sua existência adotando um estilo de vida rústico e desejando um relacionamento com a inocente Kitty. E o casamento de Oblonsky (Mark Strong), irmão de Anna, com Dolly, é colocado sob constantes provações por seu obsessivo comportamento mulherengo e as repetidas traições. 

Direção: Bernard Rose

Anna Karenina (Sophie Marceau) é uma mulher jovem e elegante que é casada com Alexei Karenin (James Fox), um homem rico e nobre, e 20 anos mais velho que ela. Ela se sente infeliz na relação matrimonial, e vive apenas para o seu filho. Uma noite, durante um baile, Anna conhece o charmoso Conde Alexei Vronsky (Sean Bean), que logo se encanta por ela e começa a persegui-la. Inicialmente ela recusa suas investidas, mas depois cede aos sentimentos, e se torna sua amante. Eles são felizes juntos, mas a relação dos dois desanda quando Anna aborta o filho que esperava de Vronsky.

Direção: Simon Langton

Clássico romance de Leon Tolstoi, já filmado em 1935 e 1948, numa correta produção para TV. Tolstoi ambienta sua história na Rússia czarista de 1875 e cria uma personagem que chega a ser irritante: é maníaca-depressiva, ciumenta e quebrou as regras da aristocracia ao arrumar um amante. O final é um dos mais trágicos da literatura. Ótimo o par formado por Bisset e Christopher Reeve.

Direção: Basil Coleman

Anna Karenina é uma jovem esposa casada com um marido bem mais velho. Ela não resiste aos encantos do conde Vronsky e tem um caso com ele. Seguindo seus desejos, Anna complica sua vida de forma irreversível.
Anna Karenina é uma adaptação televisiva da BBC do romance de Tolstoi. É estrelado por Nicola Pagett como Anna, Eric Porter como Karenin e Stuart Wilson como Vronsky. Consistiu em 10 episódios de 50 minutos, e assim pôde incluir mais do enredo original do que algumas adaptações. 

Direção: Sandro Bolchi

Anna Karenina é um drama televisivo produzido pela RAI e transmitido entre novembro e dezembro de 1974 .São seis episódios ao longo dos seus 390 minutos.Sua produção ocorreu em conjunto com o centenário da publicação da obra de Tolstoi, que narra a impossível busca pela felicidade e os pecados de uma mulher, precisamente Anna Karenina (Lea Massari), apaixonada por uma pessoa fora do casamento, numa sociedade puritana que ninguém via esta atitude com bons olhos.

Direção: Aleksandr Zarkhi

A trama gira em torno do caso extra-conjugal da personagem que dá título à obra, uma aristocrata da Rússia Czarista que, a despeito de parecer ter tudo (beleza, riqueza, popularidade e um filho amado), sente-se vazia até encontrar o impetuoso oficial Conde Vronski. Com fotografia, figurinos e cenários maravilhosos e com ótima atuação de Tatyana Samojlova (Quando Voam as Cegonhas) esse é sem dúvida umas das maiores obras do cinema soviético da década de 60.
Considerada a melhor transposição para o cinema da obra de Leo Tolstoi.

 Direção: Rudolph Cartier

Enquanto ajuda seu irmão adúltero a reparar as relações com sua esposa, a aparentemente feliz casada Anna Karenina (Claire Bloom) mergulha de cabeça em um caso com um belo soldado (Sean Connery). O romance leva seu marido diplomata russo (Marius Goring) tomar providências, dando contornos trágicos À história de amor que nascia.
Adaptação para a televisão da BBC do romance intemporal de Leon Tolstoi.

Direção:  Ezzel Dine Zulficar

O filme é a adaptação egípcia de "Anna Karenina" de Leo Tolstoy. Nawal, uma garota do campo é casada com um rico aristocrata chamado Taher Basha (Zaki Rostom). Nawal fica cada vez mais deprimida devido ao frio e cruel comportamento do marido, apesar de sua vida luxuosa. As coisas dão uma reviravolta (tanto para melhor como para pior) quando ela encontra Khaled (Omar Sharif), um oficial do exército jovem e bonito.

Direção: Julien Duvivier

Anna Karenina (Vivien Leigh), uma jovem russa é requisitada por sua irmã, Dolly Oblonsky (Mary Kerridge), para ajudar na conciliação com seu marido, após uma briga entre os dois. Karenina embarca para Moscou a fim de consolar e ajudar a irmã. No trem ela conhece a Condessa Vronsky (Helen Haye), cuja chegada é aguardada por seu filho, Coronel Vronsky (Austin Trevor). Ao chegar na estação, Vronsky e Karenina se apaixonam no instante em que seus olhares cruzam. Eles continuam a se esbarrarem em festas e eventos sociais, até que o sentimento se torna incontrolável e eles decidem se encontrar a sós. No entanto, Karenina é uma mulher casada e eles precisam ter cautela para não serem descobertos. 

Direção: Clarence Brown

Anna Karenina (Greta Garbo) é a esposa de um oficial czarista (Basil Rathbone), e é constantemente protegida pelo marido. Com a intenção de dissuadir o cunhado (Reginald Owen) de uma vida libertina, ela é desviada de sua "missão" ao conhecer o Conde Vronsky (Fredric March), por quem se apaixona. Esta ligação indiscreta arruína o seu casamento e sua posição na sociedade russa do século XIX, já que ele se recusa a dar-lhe o divórcio e a proíbe de ver seu filho (Freddie Bartholomew). Enquanto isso, a cunhada de Anna, Kitty, passa por uma crise no casamento e espera chamar a atenção de Vronsky, que é solteiro e bem relacionado.

Direção: Edmund Goulding

A jovem Anna está descontente como marido. Ela tem um filho que ela ama além da medida. Depois de conhecer o aventureiro e herói, o oficial Vronsky, ela começa um caso com ele, que logo se torna uma conversa sobre a cidade. O escândalo faz com que o marido se separe de sua esposa. A tragédia se abate quando Vronsky escolhe sua carreira militar em detrimento à Karenina.


A parceira CPC Umes filmes lançou mais esta versão do clássico, agora em dvd e bluray, imperdível para os fãs da obra de Tolstoi e do bom cinema.

Para quem não sabe, Liev Nikolaevich Tolstoi, considerado um dos mais importantes autores da literatura realista de todos os tempos, nasceu em Yasnaia Polyana, na Rússia, em 9 de setembro de 1828. Com nove anos ficou órfão de pai e mãe, sendo criado por tias e educado por diversos preceptores. Em 1843, iniciou o curso de letras e direito na Universidade de Kazan, mas abandonou os estudos 4 anos depois.  Em 1851 iniciou carreira de oficial, no Exército de Cáucaso. No ano seguinte lutou na Guerra da Crimeia, entre russos e turcos, e nessa época escreveu suas primeiras obras: “Infância” (1852) e “Adolescência” (1853). 

Em 1856 deixou o Exército. Nesse mesmo ano escreveu “Crônicas de Sebastopol” e “Juventude”, completando sua trilogia autobiográfica. Ao regressar de uma viagem à Europa, isolou-se em sua propriedade rural, determinado a se dedicar à literatura. Casou-se nesse período com Sofia Bers, com quem teve nove filhos. Em 1865 iniciou, no formato de folhetim, a publicação de “Guerra e Paz”, uma das maiores obras literárias de todos os tempos. 

A publicação do romance completo viria 3 anos depois. Em 1877 lançou “Ana Karenina”, outro dos seus romances de grande repercussão. Isolando-se da sociedade e distanciando-se cada vez mais da família, Tolstoi decidiu entrar para um mosteiro. Planejou sua fuga de casa e em 31 de outubro de 1910 finalmente embarcou num trem, levando apenas a filha Aleksandra e um criado. Com a saúde abalada, foi obrigado a descer na cidadezinha de Astapovo. O fato tornou-se público, e telegramas e visitas chegaram de toda a Rússia e outras partes da Europa. Liev Tolstoi resistiu mais alguns dias, mas faleceu pouco depois.  



O filme tem direção de Karen Shakhnazarov. Nascido em Krasnodar, na região de Kuban, no Cáucaso, Karen Georgievich Shakhnazarov formou-se, em 1975, pelo VGIK (Instituto Estatal de Cinema). Em 1987, seu filme "O Mensageiro" recebeu prêmio especial no 15o. Festival Internacional de Moscou. Dirigiu 13 longas-metragens, entre os quais "Cidade Zero" (1988), "O Assassino do Tzar" (1991), "Sonhos" (1993), "A Filha Americana" (1995), "A Cidade dos Ventos" (2008), "A Enfermaria Número 6" (2009), "Tigre Branco" (2012), e “Anna Karenina. A História de Vronsky” (2017). Com muitos prêmios nacionais e internacionais, seus filmes apresentam uma densa reflexão crítica sobre a restauração do capitalismo e o desmembramento da União Soviética. Assumiu em 1998 a direção geral do Mosfilm, o maior estúdio de cinema da Rússia.




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