V - A MINISSÉRIE (1983) - SÉRIE REVIEW

v-minisserie-1983-serie-review

Alien Invasion

As invasões alienígenas proliferaram nos cinemas na década de 50, principalmente por conta da paranoia da Guerra Fria nos EUA, que influenciou tanto os filmes daquela época.

Com o fim da Segunda Guerra em 1945, travada entre os países do Eixo (que eram basicamente, Alemanha, Itália e Japão) contra os Aliados (resto do mundo...). A vitória (óbvia?) dos Aliados, gerou um virtual novo conflito, novamente pelo poder e controle: a Guerra Fria, entre os vitoriosos EUA e URSS. 

É chamada "fria" porque não houve uma guerra direta entre as duas superpotências. A corrida armamentista pela construção de um grande arsenal de armas nucleares foi o objetivo central durante a primeira metade da Guerra Fria, estabilizando-se na década de 1960 até à década de 1970 e sendo reativada nos anos 1980 com o projeto do presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan chamado de "Guerra nas Estrelas". Nesta época houve toda a questão espacial, gerando muitas teorias de conspiração, inclusive uma de que os EUA não foram à Lua como exibido na Tv, sendo aquilo um filme dirigido por Stanley Kubrick !! para iludir as pessoas sobre a suposta superioridade  norte americana na corrida espacial . Para quem não lembra, a URSS já havia mandado Yuri Gagarin no espaço, saindo na frente da corrida.


O feito de Gagarin, primeiro homem a orbitar a Terra, não foi transmitido ao vivo, como a posterior viagem à Lua, mas repercutiu em todo o planeta. “Nunca antes na história um ser humano via o seu mundo deste ponto de vista exterior. Um novo ambiente passou a ser explorado naquele dia. A volta que Yuri Gagarin deu ao mundo foi um passo vital para a conquista espacial”

Mas voltando...

A guerra, como dito, não ocorreu. Mas os efeitos da Guerra Mundial e da iminência de um novo conflito gerou pavor, tensão e paranoia na população. E as manifestações artísticas, eram fortemente influenciadas por esta questão. E o cinema não ficou de fora, claro. O conflito foi reinterpretado em vários e vários filmes, principalmente nos filmes de ficção. Geralmente tratavam de temas como morte coletiva, monstros radioativos, testes nucleares, bases subterrâneas, mísseis, satélites, supercomputadores e até mesmo o "botão vermelho".

A ideia era que as pessoas refletissem sobre o assunto. Como nessa guerra tudo era invisível e secreto, a imaginação sobre como as instituições estariam se comportando ou deveriam se comportar preencheu a falta de informações reais. De certa forma, o filme concretizava os pesadelos do pós-guerra, como fragmentação social, guerras com bombas atômicas, colapso social e econômico, perda da humanidade, excesso de racionalismo, invasões alienígenas, fim da privacidade, militarismo, fim do mundo. 

Afinal, como esquecer filmes como "O Dia em que a Terra Parou",  "Vampiros de Almas" e "Guerra dos mundos"?


Portanto, este cinema proliferou com um propósito, mas evidentemente, caiu nas graças do público com os anos. Uma das temáticas mais interessantes neste contexto é a de alienígenas substituindo humanos por suas cópias exatas, fazendo uma invasão silenciosa. Há filmes antológicos como  Vampiros de almas de  Don Siegel (já citado logo acima), Invasores de corpos, de Philip Kaufman (seu remake, mas tão essencial quanto) e Eles vivem, de John Carpenter.

Independence Day

Neste rastro, veio "V". Já no começo, vemos como a obra influenciou diretamente um dos maiores sucessos do cinema: ID4 - Independence Day de Roland Emmerich. As cenas iniciais são idênticas. 

A minissérie, realizada por Kenneth Johnson em 1983, tinha dois capítulos.  Na produção, a Terra recebe a visita de uma raça alienígena. De início, eles parecem amigáveis, mas algumas pessoas começam a suspeitar de suas reais intenções. Quando seus objetivos ficam mais claros, as pessoas começam a se organizar em uma resistência.

A estrela da série é Marc Singer, um ator americano nascido no Canadá , mais conhecido por seus papéis na série de filmes "O príncipe guerreiro" , como Mike Donovan na série V e seu papel em Dallas como Matt Cantrell.


A campanha de marketing da série foi genial. Cartazes apareceram nas estações de trem de um homem sorridente atrás de óculos escuros, com outros rindo junto com ele, com apenas um lema  para explicá-lo :"Os visitantes são nossos amigos". Dias depois, esses cartazes tinham um "V" vermelho ( "vitória") pintado por eles. Nada sugeria que este fosse um anúncio de um programa de TV, o que tornava o marketing ainda mais intrigante. 

A série pretendia relembrar (literalmente) a tomada nazista de vários países e o movimento de resistência contra eles (nada de alienígenas neste contexto). No entanto, devido à popularidade da saga Star Wars e outros sucessos de ficção científica, bem como a crença entre os executivos da rede NBC de que os cidadãos americanos não acreditariam em uma tomada fascista, eles fizeram os produtores mudarem para uma minissérie de ficção científica. Como podem observar, o símbolo dos visitantes é na verdade uma suástica modificada.


Poltergeist

Dá para imaginar que a série foi um mega sucesso para empresa né? Só que ela começou de forma trágica. Em 30 de outubro de 1982, Dominique Dunne , que havia assinado o papel de Robin Maxwell, estava em sua casa com David Packer revisando textos para as filmagens do dia seguinte, quando seu namorado John Sweeny chegou inesperadamente e  a sufocou. Dunne ficou em coma e cinco dias depois, em 4 de novembro de 1982, ela morreu. 

O caso se tornou mais um dos eventos infelizes que giraram em torno do filme Poltergeist, de Tobe Hopper. 

Blair Tefkin foi escalado para substituir Dunne como Robin, e todas as cenas que foram filmadas com a atriz foram refeitas. De acordo com um documentário sobre a série, Dunne ainda é visível de costas em uma cena quando um grupo ocorre no momento que os visitantes chegam à Terra.


A série é interessante para quem nunca viu e essencial para quem quer rever (principalmente porque há disponível a dublagem clássica no dvd).


A Dark flix / One movies lançou a minissérie. Veja detalhes da edição: 

Apresentada pela primeira vez em formato de tela Widescreen em sua versão integral, sem cortes, contendo 7 minutos de cenas adicionais. 


⇰ Informações técnicas da edição:

196 minutos – Original em Inglês (2.0 Dolby Digital Estéreo) – Dublado em português e francês (2.0 Dolby Digital Estéreo) - Legendas em inglês, francês, espanhol e português – Colorido  – Formato de tela: Widescreen 16 X9 – Livre

⇰ Extras: Comentários em áudio do diretor e roteirista Kenneth Johnson; Documentário Inédito: Behind-the-Scenes; Galeria de Fotos; Trailer Original

⇰ Embalagem: Amaray box translúcido + luva em cartão 350 gramas empastado laminado com aplicação de verniz local.



Tecnologia do Blogger.