10 VEZES QUE O SEXO ROLOU NAS CENAS


Costumo dizer que a classe conservadora costuma tratar sexo como uma coisa de outro mundo, quando se trata de posts de páginas.
Porém, esta mesma classe que critica, curte filmes clássicos como "Ultimo tango em Paris"...vai entender.
Este é o primeiro post "explícito" que faço. Não é desespero por visualizações, mas é um post pertinente com a página e uma situação recorrente no cinema.
Além do que, os filmes abaixo são ótimos e valem a pena serem vistos.
Enjoy...

1) NINFOMANÍACA (2013)

DIRETOR: LARS VON TRIER

Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua autoavaliação.


Ninfomaníaca é dividido em duas partes, sendo que a sua segunda, lançada em março de 2014 com mais de 2 horas de duração. O filme veio causando bastante polêmica pelo o tema abordado, e claro, pelas cenas de sexo explícito com a atriz Charlotte Gainsbourg e vários atores do elenco do filme.


2) THE BROWN BUNNY (2003)

DIRETOR: VINCENT GALLO

Piloto de motos Bud Clay aceita realizar uma cross-country, depois de uma corrida em Nova Hampshire, a fim de participar de uma corrida na Califórnia. Todo o tempo ele é assombrado por memórias de sua ex-amante, Daisy. Em sua jornada ele encontra três mulheres, mas Bud parece ser uma alma perdida, e ele é incapaz de formar uma conexão emocional com qualquer uma delas. Ele encontra pela primeira vez Violet em um posto de gasolina em New Hampshire e convence-a a se juntar a ele em sua viagem para a Califórnia

Em uma entrevista do The Guardian Sevigny disse de cena de sexo: "Não foi tão ruim para mim, eu fui íntima com Vincent antes." A versão do filme exibido nos EUA foi reduzido em cerca de 25 minutos em relação à versão mostrada em Cannes, a remoção de uma grande parte da cena inicial na pista de corrida (cerca de quatro minutos mais curto), cerca de seis minutos de música e tela preta tela no final do filme e cerca de sete minutos de condução antes da cena na Bonneville Speedway.


3) INTIMIDADE (2001)

DIRETOR: PATRICE CHÉREAU

Jay (Mark Rylance) e Claire (Kerry Fox) são um casal que vive uma relação passional e encontram-se todas as tardes de quarta-feira por um único motivo: sexo. Fazem sempre o mesmo ritual: despem-se, fazem amor, vestem-se e partem sem dizer uma só palavra. Sentem-se sempre um pouco embaraçados, mas nada têm a dizer um ao outro e também nada sabem sobre a vida de cada um. Um dia, Jay decide conhecer melhor sua parceira. Segue-a e descobre que ela é uma actriz, casada e com um filho. O seu marido é um simpático taxista, com quem Jay faz amizade. Ao saber do facto, Claire desaparece. Mas Jay não se conforma e parte no seu encalço.

A trilha sonora primorosa conta com canções de David Bowie, Tindersticks, The Clash, Iggy Pop, Nick Cave, entre outros. Mark Rylance venceu o Oscar em 2016 pelo filme "Ponte de espiões (2015), de Steven Spielberg"

4) ANTICRISTO (2009)

DIRETOR: LARS VON TRIER

Casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) devastado com morte do único filho muda-se para uma casa no meio da floresta para superar o episódio. Mas os questionamentos do marido, psicanalista, sobre a dor do luto e o desespero de sua esposa desencadeiam uma espiral de acontecimentos misteriosos e assustadores. E as consequências dessa investigação psicológica são as piores possíveis. 

O único diretor na lista que entrou com dois filmes, mas ambos são importantes no contexto. E curiosamente com a mesma atriz.


5) 9 CANÇÕES (2004)

DIRETOR: MICHAEL WINTERBOTTOM

O filme narra uma moderna história de amor, ao longo de um período de doze meses em Londres, Inglaterra, de um jovem casal: Matt, um climatólogo britânico, e Lisa, uma estudante de intercâmbio americana. A história é construída a partir de uma reflexão pessoal da perspectiva de Matt, quando ele está trabalhando na Antártica. O principal interesse do casal é a paixão pela música ao vivo, sendo que eles frequentam concertos de rock juntos. O filme retrata o casal ou Matt sozinho, assistindo a nove músicas, intercaladas por cenas de sexo explícito, todos esses shows realizados na Brixton Academy.

O filme foi controverso na seu lançamento, devido ao seu conteúdo sexual, que incluía sequência, não simulada, de relações sexuais e sexo oral, bem como uma cena de ejaculação, entre Kieran O'Brien e Margo Stilley. Segundo o Guardian, 9 Canções foi o filme popular mais sexualmente explícito até a atualidade, em grande parte porque inclui várias cenas de atos sexuais reais entre os dois atores principais.


6) KEN PARK (2002)

DIRETOR: LARRY CLARK

O filme começa com o suicídio público de Ken Park, um jovem garoto ruivo, em um local onde os skatistas da cidade costumam ir para andar de skate. Então, o filme apresenta quatro amigos: Shawn, Tate, Peaches, e Claude. O filme mostra a sociedade disfuncional em que esses quatro jovens vivem, e, acima de tudo, mostra a interação (ou a falta dela) desses quatro jovens com suas famílias. Este filme é famoso por retratar, de forma bastante natural, temas extremamente controversos, como sexualidade, experimentações sexuais, incesto, suicídios, assassinatos, ménage à trois, alcoolismo, drogas, e muitos outros.


Shawn, às escondidas, vive um relacionamento com a mãe de sua namorada. Tate, que é dono de um cachorro com apenas três pernas, tem compulsão por masturbar-se. Claude é criado por um pai violento e alcoólatra, que, frequentemente, o acusa de homossexualidade, e que em uma noite ele tenta abusar de Claude. Peaches, a única garota do grupo, é agredida pelo seu pai fanático religioso, após ser vista transando com o seu namorado. 

O título "Ken Park" não se refere exatamente a uma locação, e sim a um personagem da história, cuja morte é usada como enredo ao final do filme. O enredo do filme é não-linear, e muitas vezes alterna entre diferentes personagens ao longo do tempo. O filme foi censurado por suas cenas de sexo explícito e até hoje é muito difícil de encontrá-lo, até mesmo na internet. No entanto, "Ken Park" continua sendo um grande filme do cinema underground, feito por profissionais do teatro.

7) LÚCIA E O SEXO (2001)

DIREÇÃO: JULIO MEDEM

Lucía (Paz Vega) é uma jovem garçonete em meio a uma relação ardente e conturbada com um escritor chamado Lorenzo (Tristán Ulloa). Mas ele desaparece às vésperas de uma viagem do casal para uma ilha no mediterrâneo, há muito esperada. Perturbada, Lucía parte só. Sob o sol tropical, numa idílica pousada, ela mergulha em si mesma e no tempo para decifrar suas paixões encontrando a cada dia rascunhos de lembranças perdidas e de personagens do romance de sua vida.

Talvez o filme menos "sexual" da lista, não por ter poucas cenas de sexo, mas pelo contexto dramático ser mais importante, de forma que as cenas estão plenamente inseridas na história.



8) LOVE (2015)

DIRETOR: GASPAR NOÉ

Murphy (Karl Glusman) está frustrado com a vida que leva, ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram.


“Love” começa sem rodeios mostrando o protagonista Murphy deitado enquanto Electra o masturba por minutos. A cena não tem cortes e só termina quando ele ejacula. Mais tarde, em outra cena, há um momento em que Murphy ejacula em direção à câmera — e tudo fica muito bem evidenciado em efeitos em 3D.


9) AZUL É A COR MAIS QUENTE (2013)

DIRETOR: ABDELLATIF KECHICHE

Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente.

O filme não passou sem controvérsia. Em entrevista ao site francês Télérama, o próprio realizador manifestou o seu arrependimento na concepção do filme: "O filme não deveria sair. Ele é muito sujo". Kechiche admitiu que ganhar a Palma de Ouro só lhe trouxe um "breve momento de felicidade". E acrescenta: "Logo de seguida senti-me humilhado, uma rejeição da minha pessoa. Vivo como se estivesse sob uma maldição".


Para o cineasta, o sexo real impedirá que o espectador assista ao filme "com o coração limpo e com um olhar atento". "Eles [o público] vão dizer, 'será que esse homem não abusou dessas atrizes? Será que elas também não gostaram [de fazer sexo] e não querem falar?'", desabafou. As próprias atrizes manifestaram a sua frustração face às dificuldades sentidas durante as rodagens: "Kechiche é um gênio, mas torturado. Ela [Léa Sey­doux] estava me batendo tantas vezes, e [Kéchiche] gritava: Bate nela! Bate nela outra vez!", disse Adéle Exarchopoulos ao Daily Beast. Também Léa Seydoux, em entrevista ao Folha de S.Paulo, reconheceu-se explorada pelo realizador, pelas forma como este conduzia as filmagens.


10) A GANGUE (2015)


DIRETOR: MYROSLAV SLABOSHPYTSKIY

O filme conta a história de um garoto surdo-mudo (Grigoriy Fesenko) recém chegado num internato especializado em alunos com a sua deficiência. Ele logo é recebido com hostilidade pelos veteranos, mas aos poucos passa a se inserir na dinâmica dos colegas, muitos deles envolvidos com crimes e até mesmo com a prostituição. O local também se mostra muito menos hospitaleiro do que parece, com seus ambientes sujos e mal cuidados, o  que ajuda a criar o clima de frieza, que é a grande característica do filme.

A produção não possui diálogos, pois todo o elenco é constituído de atores surdos-mudos. Isso mesmo que você está pensando: toda as "falas" do filme são mostradas através da linguagem de sinais, e mais do que isso, sem nenhuma legenda. Genial de forma que resolvi apostar nele nesta lista, desbancando filmes como Ano Bixesto (2010) e Short Bus (2008).

E "A última ceia", que seria meu primeiro na lista , não consegui a confirmação de Halle Berry transou em cena, já que é bem claro isto na versão uncut, mas não confirmei.



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