ESCAPE ROOM (2019) - FILM REVIEW

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De tempos em tempos, surgem pérolas no cinema de horror. Filmes normalmente com baixíssimos orçamentos, boas idéias e que fazem sucesso com o público. E quase sempre, continuações se seguem, diminuindo o charme, filme a filme, do original. Afinal, quem não se lembra de "Cubo", "Premonição", "Jogos mortais"? Muitas vezes, a verossimilhança é posta de lado em prol do resultado. Mas a diversão, na maioria das vezes é o que importa. Sendo assim, Escape room é mais um filme a encorpar este universo, porém com um ponto, de certa forma, negativo: o ineditismo. Ele é uma mistura, quase literal, de Cubo com Jogos mortais. Nos elementos bons e nos ruins. 

A história segue seis estranhos que recebem um convite que os deixa intrigados e acabam entrando num escape room: trancados em uma imersiva sala enigmática cheia de armadilhas, eles ganharão um milhão de dólares caso consigam sair. Mas quando percebem que os perigos são mais letais do que imaginavam, precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas.

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Este é um daqueles filmes que um David Fincher faria com maestria (vejam "Vidas em jogo" se tem dúvidas...). Mas o cargo aqui ficou por conta de Adam Robitel, que fez o ótimo A "Possessão de Deborah Logan" em 2014, e o horroroso  "Sobrenatural: A Última Chave" em 2018. Ele também fez o roteiro do pior Atividade paranormal, o Dimensão Fantasma, de 2015, sepultando a franquia (por hora, claro). Mas aqui, ele acerta, realizando um filme tenso, engenhoso, emocionante, com um elenco competente.

Taylor Russell (Zoey) é conhecida do público recente da série/remake Perdidos no espaço, onde ela faz Judy Robinson. Ela já havia feito vários trabalhos, como na série Falling Skies e nos filmes "Antes que Eu Vá" e "Corredor Assombrado", mas é em "Escape room" que ela assume o protagonismo. Logan Miller (Ben Miller), que também trabalhou em "Antes que Eu Vá" tem uma carreira um pouco mais experiente, tendo trabalhado em produções como "Com amor, Simon ",  "The Walking Dead ", "Quatro vidas de um cachorro ", "O experimento de aprisionamento de Stanford ", "Como sobreviver a um ataque zumbi" e "Bling Ring: A gangue de Hollywood ". Deborah Ann Woll (Amanda Harper), talvez a mais conhecida do público, é a Karen Page das séries da Marvel na Netflix. Ela aparece em Defensores e Demolidor. Ela também fez "True Blood" e outras várias participações em séries famosas, como Mentalist, CSI: Investigação Criminal, My name is Earl, Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais e Plantão médico.

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Nik Dodani (Danny Khan) é visto em Atypical (imperdível série sobre um garoto autista). Ele já havia trabalhado com Logan Miller em "O bom vizinho", de 2016. Jay Ellis (Jason Walker), que faz um tipo de yuppie, versão 2019, também tem uma carreira pautada em participações em séries, e poderá ter seu lugar ao sol na continuação de Top Gun.  E finalmente, Tyler Labine (Mike Nolan), nome mais experiente do grupo, tendo participado de  obras como "Planeta dos Macacos: A Origem" e "Tucker e Dale Contra o Mal" .

O grupo forma uma mistura heterogênea, ligada por uma particularidade em comum: são sobreviventes. Daí entra alguns pontos de "Premonição" e até mesmo "Vidas em jogo". Não há como negar que o grande "furo" do filme, que pode ser explicado em alguma continuação, é de como os idealizadores do "Escape room" sabiam de detalhes dos acontecimentos das vidas dos participantes. Detalhes íntimos. Se imaginarmos que eles não teriam como saber que tais eventos aconteceriam, só terá lógica se a firma que produz o Escape room esteja por trás também dos acidentes que fizeram dos protagonistas, sobreviventes. Ai sim, imaginando que estivessem sendo monitorados, teriam condições de saber alguns detalhes capitais. E isto, é bem possível, caso explorem estes acontecimentos em uma continuação.

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Mas no final das contas, o filme é montada à partir de obras conhecidas, e se por um lado, é tenso, divertido e vale o ingresso, por outro, peca justamente pela falta de ineditismo. Mas isto quem julgará é o público, e considerando que a produção custou 9 milhões e já rendeu 115, a resposta já foi dada. E que venham as continuações.

Escape room

E para quem acha que somente a ficção inspirou a ficção, esta enganado. Os "escape room" são uma febre mundial, já chegou no Brasil, inclusive. É como se você estivesse num videogame da vida real. Cada sala tem um enredo misterioso. Numa, seu objetivo é desvendar um assassinato. Na outra, você é um detetive tentando recuperar as joias da coroa. Ou um arqueólogo em busca de um tesouro perdido há 2 mil anos. Na seguinte, tem que descobrir o antídoto para um vírus com potencial para dizimar a humanidade.O tempo?  60 minutos. Se você e seus amigos não conseguirem solucionar o mistério e sair da sala antes disso, fique tranquilo. A equipe do escape room vai soltar vocês. Mas há um preço: uma foto do time na galeria dos perdedores. Ficou com vontade de jogar? Há 8 casas em São Paulo.

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