10 FILMES ESSENCIAIS DE 10 DIRETORES JAPONESES


Desde sempre o cinema nipônico atrai os olhares de cinéfilos e curiosos. Com grandes filmes e uma estética própria, muitos estão nas listas dos melhores filmes de todos os tempos. 
A lista de hoje são 10 indicações com filmes de diretores diferentes, sem repetições, o que nem sempre é justo com carreiras de gênios, como Kurosawa, afinal como escolher só um filme dele?
Confiram as indicações:

Japão, século XI. Durante uma forte tempestade, um lenhador, um sacerdote e um camponês procuram refúgio nas ruínas de pedra do Portão de Rashomon. O sacerdote diz os detalhes de um julgamento que testemunhou, envolvendo o estupro de Masako e o assassinato do marido dela, Takehiro, um samurai. Em flashback é mostrado o julgamento do bandido Tajomaru, onde acontecem quatro testemunhos, inclusive de Takehiro através de um médium. Cada um é uma "verdade", que entra em conflito com os outros.

Livremente inspirado em dois contos fantásticos de Akinari Ueda, é um dos filmes mais célebres de Mizoguchi. Durante a guerra civil japonesa, em 1583, nas redondezas do lago Biwa, um oleiro, Genjuro, e seu cunhado, Tobei, vão à capital para vender peças de cerâmica. Vendem todas as peças para uma dama aristocrática. Acabam se separando quando Tobei decide tornar-se samurai. Enquanto isso, Genjuro é recebido suntuosamente na casa da mulher rica e misteriosa. Tobei apodera-se da cabeça de um general decapitado e é promovido a um posto equivalente no exército. No entanto, desiste do poder ao saber que sua mulher foi obrigada a prostituir-se. Genjuro, por sua vez, descobre que a aristocrata é, na verdade, um fantasma. Outras surpresas ainda irão surgir no caminho dos dois homens.

Shikichi e sua esposa Tomi, já idosos, vêm de Onom para Tóquio, visitar os filhos, após uma ausência de 20 anos. Hospedam-se inicialmente com a família do filho mais velho, Koichi, médico e dono de um pequena clínica nos subúrbios de Tóquio. Entretanto, Koichi não dispensa de tempo e condições financeiras para oferecer aos pais a atenção necessária. Sentindo-se desprezados, eles mudam-se para a casa da filha mais velha, Shige. Shige é dona de um salão de beleza e vive demasiado atarefada para acompanhar os pais. Eles, percebendo a irritação da filha mudam-se. Será apenas Noriko, viúva do filho mais novo, Shoji, que lhes oferece a genuína hospitalidade.

Um homem na praia, coletando insetos, perde o ônibus que o levaria à cidade. Ao buscar um lugar para passar a noite, é levado por alguns moradores da região a uma escada de corda que o leva até uma casa, na base de um penhasco. Uma mulher solitária o recebe para passar a noite. De manhã, as escadas não estão mais lá, e o povo do vilarejo dança e comemora no alto do penhasco. A armadilha dá início a uma série de desesperadas tentativas de fuga. Com o tempo, porém, a perspectiva começa a mudar.

No Período Sengoku , um conflito pelo poder divide o Japão feudal. A guerra civil que se prolonga por mais de um século tem consequências sérias, sobretudo para os mais pobres: as terras são abandonadas e é difícil obter alimentos. Duas mulheres, sogra (Otawa) e nora (Yoshimura), vivem numa cabana no meio de um canavial, junto a um rio. O seu modo de vida consiste em matar os samurais feridos e moribundos que por ali passam, para trocarem armas e armaduras por comida. Um dia, Hachi (Sato), um vizinho que tinha partido para a guerra com o marido da mulher mais jovem, regressa, pondo em risco a manutenção da economia familiar.

Um oásis de beleza perdido dentro do gênero comumente conhecido como "horror" ou "terror", baseado na obra de Lafcadio Hearn, que no início do século XX transpôs várias das lendas fantásticas nipônicas para um livro homônimo,  e que foi, na verdade, o grande responsável por abrir os olhos do Ocidente para muitas das peculiaridades culturais do povo japonês. O nome Kwaidan está relacionado a "histórias de fantasmas" e, apesar disso não ser muito explícito logo que o filme começa, o sobrenatural representa a essência deste trabalho de Masaki Kobayashi, que aplica aos contos adaptados um admirável e inesquecível senso estético. Os contos são: O Cabelo Negro ; A Mulher da Neve ; Hoichi, o Sem Orelhas ; Em uma Xícara de Chá. 

Miyako Mizuki, esposa e mãe, começa um relacionamento com Kitano, um decorador de interiores. O que começa como um flerte simples logo se transforma em um apaixonado romance com encontros secretos em hotéis decadentes. Miyako permite que Kitano tire fotos dela nua como uma lembrança. Os negativos, no entanto, caem nas mãos de Ginpei Momoi, um professor que tinha visto os amantes em um hotel perto da escola onde leciona. Obcecado com Miyako, Ginpei passa a atormentá-la...

Um grupo de samurais matou todos os moradores de uma vila de pescadores e o samurai Magobei (Tatsuya Nakadai), indignado, abandona o clã, a esposa e a cidade onde morava. Três anos depois, os samurais do clã planejam um massacre semelhante e decidem matar Magobei para silenciá-lo. A partir daí começa o acerto de contas entre o clã e o ex-samurai.

Dois padres jesuítas vão ao Japão clandestinamente para pregar o evangelho, apesar do Cristianismo ter sido oficialmente banido do país. Além disso, os padres procuram informações sobre o seu mentor, um missionário que desapareceu há anos.
Em 1990, Martin Scorsese comprou os direitos do livro Silêncio para adaptação no cinema, mas o filme nunca saia do papel. O eterno "próximo filme" do diretor, com toda a sua demora,  se tornou uma lenda em Hollywood, saindo do papel em 2016.

Em uma aldeia japonesa por volta de 1895, Seki (Kazuko Yoshiyuki) decide assassinar seu marido com a ajuda do jovem amante Toyoji (Tatsuya Fuji). Eles estrangulam Gisaburo (Takahiro Tamura), se livram do corpo e mantêm o romance em segredo, para evitar suspeitas. Tempos depois, no entanto, as fofocas surgem, um inquérito é aberto e o fantasma do marido surge para assombrá-los. O filme é baseado em uma crônica policial, verdadeira, no Japão em 1896. Prêmio de Direção no Festival de Cannes 1978.




Tecnologia do Blogger.