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    terça-feira, 22 de janeiro de 2019

    DEAD MAN (1995) - FILM REVIEW

    Dead man (1995) - Film review


    Dead man (1995) - Film review

    Hoje vamos falar um pouco da obra prima Dead man - homem morto, talvez o melhor filme dirigido por Jim Jarmusch e certamente um dos melhores de Depp. Na produção, Depp é  William Blake, um contador na cidade de Cleveland, que após perder seus pais, muda para uma cidade menor com uma promessa de emprego em uma metalúrgica, que acaba não se concretizando. Perdido e sem dinheiro, envolve-se com uma mulher, é injustamente acusado do assassinato dela e de seu ex-noivo. Em fuga e com uma bala alojada no peito, recebe a ajuda de um estranho índio chamado Ninguém. Juntos partem para uma jornada que mistura o misticismo e a realidade.

    Para começar, nesta viagem surreal de Jarmusch, o William Blake é um personagem...real. 

    O poeta e artista plástico inglês William Blake nasceu em Londres, capital da Inglaterra, no Soho, famoso bairro londrino, no dia 28 de novembro de 1757. Nesta cidade ele passou boa parte de sua existência. Seu pai era um próspero comerciante, um produtor no ramo da confecção, enquanto sua mãe zelava pela formação dos quatro filhos. Ele dedicou boa parte de sua infância à leitura e ao desenho. Ao completar dez anos ele entrou em uma escola de desenho e passou a produzir estampas em reproduções de imagens de objetos antigos da Grécia, adquiridas pelo seu pai, e a criar ilustrações para poemas escritos por ele mesmo.  A Bíblia exerceu grande influência e representou fonte de inspiração em sua vida.


    Em 1779 ingressou na Royal Academy of Arts. Desenvolveu uma técnica de impressão utilizando uma placa de cobre que denominou “impressão iluminada”. E com ela publicou diversos poemas ilustrados, entre eles, “Cantos da Inocência” (1789) e “Cantos da Experiência” (1794). Foi subvencionado por vários mecenas. Morou em Sussex, época em que produziu diversos poemas.

    Suas ilustrações consistiam geralmente de temas religiosos. Embora fosse bastante religioso, rejeitou a moral da época e a igreja institucionalizada. Em 1826 ilustrou o “Livro de Jó”, da Bíblia, que se tornou sua obra mais célebre. William Blake faleceu em Westminster, Inglaterra, no dia 12 de agosto de 1827, deixando incompleta a série de gravuras que ilustrariam a “Divina Comédia”, de Dante. Ele foi considerado um dos maiores nomes do Romantismo inglês.

    Existem múltiplas referências no filme à poesia de William Blake . "Ninguém" recita de vários poemas de Blake, incluindo Auguries of Innocence , O Casamento do Céu e do Inferno e O Evangelho Eterno . Quando o caçador de recompensas Cole adverte seus companheiros contra a ingestão de água parada, ele faz referência ao Provérbio do Inferno (do Casamento acima mencionado ), "Espere o veneno da água parada". O nome de Thel é também uma referência ao livro de Blake, The Thel of Thel.. As cenas com Thel culminando na cena do assassinato do quarto visualmente encenam o poema de Blake, "A Rosa Doente:" Ó rosa, tu estás doente! / O verme invisível / Que voa na noite, / Na tempestade uivante, / Descobri teu De sua carmesim alegria, / E seu amor secreto e sombrio / Sua vida destrói? ”O álbum da trilha sonora do filme e o vídeo promocional também trazem Depp recitando passagens da poesia de Blake para a música composta por Neil Young para o filme.


    Embora o filme tenha sido ambientado no século XIX, Jarmusch incluiu várias referências à cultura americana do século XX . Benmont Tench, o homem no acampamento interpretado por Jared Harris , leva o nome de Benmont Tench , tecladista de Tom Petty e os Heartbreakers . O personagem de Billy Bob Thornton, Big George Drakoulias, é nomeado para o produtor musical George Drakoulias . Os marechales que perseguem Blake são chamados Lee Hazlewood e Marvin Throne-berry, depois de Lee Hazlewood e Marv Throneberry , e também é uma alusão ao ator americano Lee Marvin . O nome do Ninguém ("Quem fala alto, não diz nada") é uma referência à música de James Brown " Talkin 'Loud and Sayin' Nothing ".  O personagem de Michael Wincott é mostrado em posse de um urso de pelúcia . Além disso, quando perguntado seu nome, Exaybachay afirma: "Meu nome é ninguém". My Name is Ninguém foi um filme ocidental italiano de 1973, estrelado por Henry Fonda e Terence Hill , e a prolífica resposta de Ulisses ao Ciclope quando fez a mesma pergunta .

    É bastante interessante (e curioso) como Jarmusch constrói a narrativa.William parece uma figura desconexa daquele mundo, ao mesmo tempo que está se inserindo naquele ambiente. E simultaneamente à sua inserção, parece continuar desconectado (William permanece à margem da realidade, já que seu principal amigo e companheiro de viagem se chama "ninguém" e ele o confunde com o poeta citado acima todo o tempo). 

    Ele adentra na narrativa  na cena da briga do casal.  Assim,  toma as rédeas do protagonismo, ao mesmo tempo que toma uma bala no peito (mas que não penetra completamente). É uma analogia clara ao título (homem morto), pois a história que se segue é o caminho até que a morte toma o lugar da sua vida. Blake precisa atingir um estágio de compreensão de vida e morte. Ele passa por uma transição, surgindo de forma irreal, num mundo real, para então adquirir entendimento e só então partir.


    Os personagens parecem extraídos de uma fábula, entrando na história meio que jogados, para dar sentido (ou tirar, justamente, o sentido) à trama. É como se eu dissesse que cada um é formado por muitas camadas, mas todas vazias. E esta ambiguidade segue o filme até o fatídico e inevitável final.



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