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    UTØYA - 22 DE JULHO (2018) FILM REVIEW


    Baseado na tragédia de 22 de julho de 2011, quando um terrorista invade e atira em centenas de jovens, deixando 77 mortos na ilha de Utoya, na Noruega. Distribuído pela Califórnia Filmes, “UTøYA - 22 DE JULHO”, do diretor norueguês Erik Poppe, estreou no país dia 29 de novembro.

    A trama se passa no pior dia da história norueguesa moderna. Kaja (Andrea Berntzen) se diverte com sua irmã mais nova Emilie (Elli Rhiannon Müller Osbourne), 12 minutos antes da primeira bomba chegar ao acampamento de verão na ilha Utøya. Foi o segundo ataque terrorista de Anders Behring Breivik, em menos de duas horas. Kaja representa o pânico, medo e desespero dos 500 jovens enquanto busca sua irmã na floresta.

    A partir do primeiro tiro é possível entender os sonhos, o comprometimento e os desejos dos jovens que estavam naquela realidade. Correndo para salvar suas vidas, todos são tomados pelo pânico e o desconhecido faz com que se escondam em vários lugares ao redor da ilha. A tentativa de escapar e mudar de esconderijo para esconderijo mostra alguns dos amigos da garota e outras novas amizades. O denominador comum de quem está ali é a forma pela qual cada um está tentando lidar com a situação e encontrar uma solução para sobreviverem.



    Enquanto o filme é a estreia da atriz Andrea Berntzen nas telonas, o cineasta Erik Poppe é conhecido pela direção do drama “Mil Vezes Boa Noite” (2014) e do suspense “Águas Turbulentas” (2008).

    Há certa urgência em trazer para as telonas certos temas que estão em evidência. Estupros, terrorismos, discussões políticas, participação da mulher na sociedade...E claro, há ingredientes que fazem com que a experiência cinematográfica seja mais imersiva e de certa forma, rouba do espectador a visão do todo. Saindo do macro para o micro, o diretor de Utoya faz exatamente isto: nos joga no horror enfrentando pelos personagens.

    Ao longo do filme, entendemos que não faz grande diferença os diálogos ou mesmo quem é o terrorista (fato mostrado no filme de Paul Greengrass, que trata o tema de forma macro). Sentimos todo aquele desespero tomando conta da tela. Suor, sujeira, gritos, tudo na perspectiva de uma única personagem, e sendo assim, limitados ao seu horror.



    Oliver Stone fez algo semelhante em "As torres gêmeas", onde todo o desastre é visto pelos olhos dos bombeiros soterrados (e quase imóveis).  Tal como fazemos em uma montanha russa, o negócio é se jogar sem questionar o porque daquilo tudo. O que vale aqui é o desespero sentido ao estar no meio de um horror que parece não ter fim.

    O filme traz detalhes incríveis, como a quantidade exata de tiros que o terrorista deu em todo o ataque, bem como todo o caminho que ele percorreu. Inclusive alguns sobreviventes foram consultores nas filmagens, dando o máximo de realismo e credibilidade ao resultado final.

    O diretor optou em fazer o filme todo num gigantesco plano sequência, porque ao entrevistar sobreviventes, ele percebeu como o fator tempo foi importante para delimitar o horror que passaram e da mesma forma, pareciam 72 minutos intermináveis. Por este motivo, ele introduziu o elemento no filme.

    Não percam !!!


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