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    EDINHO PASQUALE - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS


    Edes Pasquale Landim é administrador de empresas e jornalista. Ele é também um destes cinéfilos que temos a sorte de encontrar pelo caminho, sempre dedicando seu tempo à sétima arte, seja vendo filmes ou falando sobre.

    E hoje, é nossa vítima das 7 perguntas capitais. Boa leitura, e não deixem de acessar seu portal de cinema, que inclusive, tem uma coluna minha lá (link aqui.):

    1.Quando nasceu sua paixão pelo cinema? Houve aquele momento em que olhou para trás e pensou: sou cinéfilo !!?? 

    E.P.:Minha paixão pelo cinema começou cedo, ainda na escola fui ver nos cinemas “2001: Uma Odisséia no Espaço”, para um trabalho. E no ano da estreia do filme por aqui. Antes já havia visto alguns desenhos da Disney no cinema, mas acho que foi a partir de “2001” é que comecei realmente a gostar de cinema. Era a época da conquista espacial, o homem recém tinha chegado na lua, vi na TV. Fui me dar conta poucos anos depois, ainda com 13, 14 anos que além de ir ao cinema e ver os filmes na TV (por vezes escondido, de madrugada) eu ficava recortando críticas de jornais e as colando em um caderno, dando também a minha cotação. Assim fui fazendo uma lista dos filmes, com suas notas. Foram vários cadernos... Talvez na época não conhecia bem o termo cinéfilo, mas acho que foi ali.



    2.Coleciona filmes, cds ou algo relacionado à 7ª arte ? Quem curte cinema, costuma ter suas relíquias em casa...

    E.P.:Sem dúvida. Comecei com filmes Super 8, nos anos 70. Eram poucos e em geral comédias de O Gordo e O Magro etc. Depois vieram os anos 80 e a chegada do vídeo-cassete (VHS). Aí começou a paixão de colecionar filmes. As novas tecnologias foram mudando e eu continuando com a coleção, mudando apenas o formato. Muitos anos depois, com o trabalho, só fui aumentando a quantidade.


    O difícil é armazenar e organizar tudo, infelizmente meus VHS, Laser Disc e Super 8 eu perdi em um incêndio, mas os DVDs já passam de 11 mil. Blu-ray mais de 1500... Claro que além dos filmes em si tenho as memorabilias e livros, mas sem o mesmo exagero! Confesso que não sei se é coleção ou vício. Se for, pelo menos é saudável!



    3.Você criou o site DVDMagazine, que é um portal de notícias, críticas e ainda é composto por várias colunas de críticos, alguns renomados como o Rubens Ewald Filho. Como nasceu o projeto, que já está há mais de 15 anos on line?

    E.P.:O projeto começou em 2002 por alguns amigos de Porto Alegre como Marcelo Hugo da Rocha, que fizeram o site por hobbie. Eram todos advogados que adoravam cinema. Em seguida me chamaram para cobrir o lançamento de um DVD em São Paulo, eu trabalhava em outra área, com projetos de multimídia. Mas já cinéfilo, como disse. Aceitei e em seguida fui realizando outras matérias, acabei me tornando o Editor.


    Neste início haviam muitos problemas nas edições em DVD, como formato de tela inadequados, legendas ruins ou inexistentes, defeitos de fabricação etc. Éramos então uma ponte entre os leitores e as distribuidoras. Demos uma ótima contribuição para o mercado, sem falsa modéstia. Alguns recalls foram feitos as partir das nossas matérias. E com tudo isso, a credibilidade e isenção de sempre para fazer resenhas dos produtos e as críticas dos filmes. Em 2005 fiquei como único sócio do site e desde então ele continua on-line, sem apoio comercial. Mas sigo em frente. A tecnologia muda, mas a paixão e a veia jornalística continuam.



    4.Qual sua experiência dentro do universo cinematográfico que mais te marcou?

    E.P.:Acho que a primeira, que contei anteriormente com “2001”, foi uma delas. Depois vieram as entrevistas, algumas viagens para conhecer os estúdios.


    Mas a maior delas foi de ter a honra de ser amigo de Rubens Ewald Filho. Lembra que contei que recortava matérias de jornal quando adolescente? Pois é, o crítico que as escrevia era principalmente ele. Muitos anos depois quando trabalhava com multimídia fizemos o nosso primeiro trabalho juntos, um CD-ROM (alguns terão que pesquisar no Google o que é isso...) sobre a História do Cinema, distribuído para as escolas estaduais de SP. Foi o início desta longa amizade e, pra mim, a honra de além de conhecer seu ídolo, poder trabalhar junto com ele.



    5.Existe uma lista dos "filmes da sua vida"? Ou pelo menos, uns 10 que tenham marcado você...

    E.P.:Nunca fiz as minhas listas pessoais. Mas claro que tenho filmes que me marcaram mais, alguns talvez nem sobrevivam ao tempo, se revistos. Mas posso citar Casablanca, Blade Runner, 2001:Uma Odisséia no Espaço, A Doce Vida, Bonequinha de Luxo, Os Caçadores da Arca Perdida, De Volta para o Futuro, filmes de Jerry Lewis e Peter Sellers, Chaplin (principalmente Luzes da Ribalta), Metrópolis, Manhattan, a série de James Bond (principalmente até os anos 90), Star Wars (principalmente o hoje 4º, na verdade o primeiro lançado), E o Vendo Levou, Cantando na Chuva, Psicose, O Poderoso Chefão, Cinema Paradiso, enfim, são tantos, claro que devo estar esquecendo vários! Ah!, gosto muito do cinema de animação também.




    6.Fale um pouco sobre os seus próximos projetos, ou algum que esteja trabalhando neste momento.

    E.P.:Neste exato momento estou com alguns projetos que finalmente poderei concretizar, voltados para cursos e livros no formato digital e uma grande surpresa do DVDMagazine, na área de lançamentos de produtos. Não posso adiantar muita coisa, mas acho que os cinéfilos irão gostar!



    7.E se pudesse deixar uma lição da sua vida dedicada à arte, qual seria?

    E.P.:Eu acho que a maior lição que ficou foi que a arte sempre pautou a minha vida, com idas e vindas, mas sempre convergindo para o cinema e música. Sempre foram meus companheiros. Tenho certeza que ao se entrar em uma sala de cinema, ao se assistir um filme pelo Netflix ou ao ouvir uma boa música ou um show nos faz crescer, aprender algo, bom ou ruim. Nunca é tarde para sonhar e aprender. Hoje fico preocupado com esse mundo digital que virou uma terra sem lei, cada um fala o que quer, sem base, sem conhecimento. Principalmente sem conhecer as histórias, o passado. Claro que não estou generalizando, os benefícios do mundo digital são enormes também. Mas a arte é um dos caminhos para ajudar a se tornar um ser humano melhor, de adquirir conhecimentos, de ter esperança no futuro. Para os mais jovens, fica a dica: leiam, vejam filmes, conheçam um filme em Preto e Branco, tenham o prazer de conhecer o mundo que aconteceu antes de vocês. Isto certamente só lhes dará o prazer de serem seres melhores, mais sábios, tolerantes. O que acho que foi o que de certa forma aconteceu comigo, tenho ainda muito que aprender, sonhar. Ainda bem!

    M.V.:Obrigado amigo. Foi um prazer

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