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    A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (2018) - FILM REVIEW


    Problemas familiares...

    O que move as obras primas suecas, o filmaço de David Fincher e esta nova obra de Paco Cabezas são os problemas familiares. Tanto da parte dos investigadores quanto dos investigados. Com a estreia do novo filme de Lisbeth Salander, Mikael Blomkvist e Cia, hoje vamos pincelar tudo que foi feito deste universo ate agora nos cinemas. Há uma série de Tv mas vou procurar assistir ela toda e comentar depois.

    Quem foi Stieg Larsson...

    Karl Stig-Erland Larsson foi um jornalista e escritor sueco. Ganhou notoriedade pelo mundo pela publicação de livros policiais de sua trilogia "Millennium", que também se tornou filme dos mais elogiados pela crítica. Ele nasceu em Skelleftehamn, Suécia, no dia 15 de agosto de 1954. Viveu praticamente toda a sua vida em Estocolmo. Sua profissão de jornalista não fez com que fosse um escritor profissional, porém, escreveu nas horas vagas alguns rascunhos que, mais tarde, tomaria forma: a trilogia "Millennium" publicada depois de sua morte.

    Millennium deve sua fama à personagem Lisbeth Salander, uma hacker que se veste como punk e tem problemas graves de sociabilidade, além de impulsos violentos. Stieg Larsson tinha grande interesse em política e em movimentos de extrema-direita, tema que pesquisou e esteve presente numa das obras de sua trilogia. Lutou em prol dos direitos humanos, e por conta disso, recebeu muitas ameaças de morte.

    Existiram rumores de que a morte de Stieg Larsson foi provocada por grupos extremistas por conta de suas opiniões contestadoras, mas a hipótese foi descartada por falta de provas. Stieg Larsson faleceu em Estocolmo, Suécia, no dia 9 de novembro de 2004, vítima de infarto. Sua trilogia Millennium publicada após sua morte se tornou um fenômeno editorial.


    O homens que não amavam as mulheres

    No filme, Salander é contratada pela Milton Security para fazer uma investigação a fundo do jornalista  investigativo que trabalha na revista Millennium.  Mikael Blomkvist , em nome de Henrik Vanger. Blomkvist foi acusado de forjar provas contra um empresário chamado Hans-Erik Wennerström. Salander está convencida que a história é mais profunda que a mídia conta e que Mikael é inocente.

    A investigação tem por finalidade ter certeza que Mikael esta limpo na história para investigar o desaparecimento de Harriet Vanger (Ewa Fröling) há 36 anos, sem deixar pistas, na ilha de Hedeby. O local é de propriedade quase exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. 

    Mesmo após tanto tempo, seu tio ainda está à procura de Harriet. Ele resolve contratar Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), Mikael que não está em um bom momento como dito acima, aceita o trabalho, recebendo a ajuda de Lisbeth Salander (Noomi Rapace) à principio de forma distante. 

    Paralelo a isto, Salander também tem seus problemas. Ela descobre que tem um novo guardião (que é alguém indicado para proteger indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos) chamado Nils Bjurman , que substitui, Holger Palmgren., que teve um derrame e não pode continuar com seus deveres Porém, Nils é um assediador, estuprador, que piora ainda mais a situação de Lisbeth, já que ele fará tudo para dificultar a vida dela, caso ela não cumpra suas exigências sexuais.

    Lisbeth e Blomkvist embarcam na alma da família Vanger, descobrindo aos poucos o sórdido mundo que eles habitam.


    Seguido por A Menina Que Brincava com Fogo (2009) e A Rainha do Castelo de Ar (2009).

    Como pode ser visto acima, a complexidade do filme é notada nas linhas acima, pois é uma produção em camadas, tratada com maestria pelo  diretor Niels Arden Oplev, e os roteiristas Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg, que criaram uma história dinâmica e que condensou bem a primeira parte da obra de Stieg Larsson. Noomi nos dá uma Lisbeth única, cheia de medos, dúvidas, inseguranças ao mesmo tempo que transborda certezas, seja quando está bancando o Sherlock Holmes, seja quando vai a campo resolver tudo na mão.

    Em uma entrevista no programa BBC, Noomi Rapace afirmou que ela se preparou por sete meses para seu papel. Ela estava em uma dieta rigorosa, teve aulas de kickboxing e teve sua sobrancelha e nariz perfurados. Até mesmo uma licença de motocicleta como preparação para o filme ela conseguiu. Ela "imergiu" tanto no papel que mãe de Lisbeth, Agneta, é interpretada por Nina Norén , que é a verdadeira mãe de Noomi Rapace .

    A menina que brincava com fogo

    Se por um lado, o título do filme anterior mostra que realmente Os homens que não amavam as mulheres, o segundo filme nada mais é que a consequência dos atos de Salander, já que a produção mostra como as atitudes dela do primeiro filme (e antes inclusive) vão afetá-la de alguma forma nesta continuação.

    Após um ano viajando pelo mundo, Lisbeth Salander (Noomi Rapace) retorna à Suécia. Logo ela é acusada pela morte de Dag Svensson (Hans Christian Thulin) e sua namorada Mia (Jennie Silfverhjelm). Dag estava preparando uma matéria investigativa sobre tráfico humano para a revista Millennium, enquanto que Mia estava terminando um livro sobre as conexões dos agentes secretos da extinta União Soviética no restante da Europa. Lisbeth é também acusada pela morte de Nils Bjurman (Peter Andersson), seu guardião (e porco estuprador), que queria recuperar um vídeo comprometedor que está com ela. Após encontrar os corpos de Dag e Mia, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), o editor da Millennium, passa a investigar o caso para provar a inocência de Lisbeth.


    A produção expande o universo vivido por Salander, discutindo suas conturbadas relações familiares. O filme mostra também o par central num momento bem diferente do filme anterior. Mikael Blomkvist estava desacreditado e prestes a ser preso. Salander, ferrada financeiramente a ponto de se sujeitar às taras do guardião. Muita coisa mudou no tempo que passou. Mas os fantasmas interiores continuam implacáveis.

    Curioso que Michael Blomqvist e Lisbeth Salander na verdade não compartilham uma cena até o clímax com 2 horas de filme. Na direção, saiu Oplev, entrou Daniel Alfredson, que é irmão  de Tomas Alfredson, diretor de Deixa ela entrar (2008) e O espião que sabia demais (2011).

    A rainha do castelo de ar

    Após quase ser morta pelo próprio pai, Lisbeth Salander (Noomi Rapace) é levada para o hospital em estado grave. Lá também está internado o pai dela, Alexander Zalachenko (Georgi Staykov), que se tornou uma grande ameaça devido às informações que possui. Alexander era um agente soviético que trabalhava para um restrito grupo sueco, que agora teme o que ele possa revelar às autoridades. Para eliminar a ameaça, é enviado ao hospital um homem com pouco tempo de vida, que tem por objetivo matar Alexander e Lisbeth. Entretanto, ele apenas consegue matar Zalachenko e, logo em seguida, se suicida. A partir de então Lisbeth se recupera fisicamente para enfrentar um processo nos tribunais, recebendo a ajuda do editor da revista Millennium, Mikael Blomqvist (Michael Nyqvist).


    Ao contrário do primeiro filme, que funciona de forma independente, este terceiro é totalmente dependente dos dois primeiros filmes, o que de certa forma, não ajuda a fluência do filme. Lógico que isto acontece com muitos e muitos filmes e isto não diminui a força do resultado. Basta lembrar a divertida trilogia "De volta para o futuro".

    Curioso como o filme, ainda que continue exatamente do ponto que terminou o segundo filme, ele começa aparando arestas e levando a história para outro caminho, com novos personagens e uma história bem diferente, mesmo que ela pontue a todo tempo particularidades dos personagens, mostradas nos dois primeiros filmes. Até a própria edição torna o filme diferente. Com blocos mais longos, mais diálogos, e menos momentos investigativos e de suspense como no primeiro. 

    Sem dúvidas, uma das mais perfeitas trilogias do cinema, e não à toa, deu origem a um remake.

    O homens que não amavam as mulheres

    Certamente um dos melhores remakes já feitos no cinema. Ainda que muitos prefiram o original (até por mania de preferir o fator: origem).

    Atentos ao potencial do filme sueco de 2009, os americanos não pensaram duas vezes e partiram para um refilmagem hollywoodiana num curto espaço de tempo. As atrizes Carey Mulligan, Ellen Page, Kristen Stewart, Mia Wasikowska, Keira Knightley, Anne Hathaway, Olivia Thirlby, Emily Browning, Eva Green, Emma Watson, Evan Rachel Wood, Sophie Lowe, Sarah Snook, Léa Seydoux  e Katie Jarvis  estavam na lista de nomes considerados para o papel de Lisbeth Salander. Algumas desistiram da ideia, outras foram rejeitadas pelos produtores e quem acabou ficando com o personagem foi a atriz Rooney Mara.


    Natalie Portman desistiu da ideia por estar muito exausta para pegar outro projeto. Scarlett Johansson foi descartada por David Fincher ele considerá-la muito sexy. Já Jennifer Lawrence perdeu a chance por ser muito alta. O ator Max Von Sydow era a escolha original para viver Henrik Vanger, mas desistiu, sendo substituído por Christopher Plummer.Craig chegou a desistir do papel porque as filmagens iriam coincidir com o 007 - Skyfall previsto para novembro de 2012. A sorte foi que o 23º filme de James Bond sofreu novos atrasos e aí deu tudo certo.

    Pelo desempenho na trilogia sueca dando vida a Lisbeth Salander, a atriz Noomi Rapace chegou a ter uma campanha capitaneada por críticos, pedindo o seu retorno para o papel, mas ela mesma recusou a ideia, declarando insatisfação de repetir o mesmo personagem por três vezes nas mesmas histórias.O ator Stellan Skarsgård, que é sueco, aparece nesta refilmagem, mas não participou do original de 2009. Ele é muito parecido com o ator do filme original.

    A produção levou um susto quando se deparou com a presença de Ellen Nyqvist trabalhando em um restaurante onde rodavam uma cena com Daniel Craig/Mikael Blomkvist. A jovem é simplesmente a filha de Michael Nyqvist, que fez Blomkvist na versão sueca e acabou sendo convidada para uma participação numa cena criada para ela interagir com o sucessor de seu pai.


    Na trama, Harriet Vanger (Moa Garpendal) desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, em uma ilha no norte da Suécia. O local é de propriedade exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio Henrik Vanger (Christopher Plummer) ainda está à procura e decide contratar Mikael Bomkvist (Daniel Craig), um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Bomkvist, que não está em um bom momento por enfrentar um processo por calúnia e difamação, resolve aceita a proposta e começa a trabalhar no caso. Para isso, ele vai contar com a ajuda de Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma investigadora particular incontrolável e antissocial.

    O filme, que é muito parecido, eliminando apenas alguns cenas do original, tem uma identidade visual muito forte, característica de Fincher. Agora, se o suficiente para ser revisto sempre ao invés do original, aí é outra história.

    Garota na teia de aranha

    Graças às matérias escritas por Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) para a revista Millennium, Lisbeth Salander (Claire Foy) ficou conhecida como uma espécie de anti-heroína, que ataca homens que agridem mulheres. Apesar da fama repentina, ela se mantém distante da mídia em geral e levando uma vida às escondidas. Um dia, Lisbeth é contratada por Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador chamado Firefall, que dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico. Balder criou o programa para o governo dos Estados Unidos, mas agora deseja deletá-lo por considerá-lo perigoso demais. Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas não esperava que um outro grupo, os Aranhas, também estivesse interessado nele.

    Baseado no livro homônimo escrito por David Lagercrantz, parte da série literária "Millenium", criada por Stieg Larsson. Stieg Larsson planejou escrever dez livros sobre Salander e Blomkvist, e o material estava com sua parceira, Eva Gabrielson. No entanto, eles não eram casados, e sendo assim, seu pai e irmão herdaram os direitos de sua propriedade literária após sua morte, e as duas partes nunca chegaram a um acordo sobre a direção da série. A família contratou outro escritor para criar novas histórias.


    O filme é uma continuação direta do filme de David Fincher, mas ninguém do elenco retornou. O curioso é que a história se assemelha bastante a um filme de 1998, com Bruce Willis, chamado "Código para o inferno". Assistam e tirem suas conclusões.

    A tal "teia de aranha" é apropriadamente chamada, na medida em que existem várias vertentes que desenrolam simultaneamente antes de gradualmente se unirem. Esses incluem o jornalista Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason), que procura ajudar Lisbeth. E paralelo a isto, um agente de segurança nacional americano (Lakeith Stanfield), que viaja para Estocolmo buscando recuperar o item roubado para os EUA.

    Foy vai muito bem como Salander, sendo que fez recentemente um papel totalmente diferente em Primeiro homem (leia a crítica aqui). Mas ainda que o todo agrade, o filme custou 43 milhões e rendeu apenas 9 nos EUA e 8 de bilheteria mundial, somando apenas 17, o que é um golpe duro nas intenções de uma franquia. Para terem uma ideia, o primeiro custou 90 e rendeu 232 milhões. Os produtores certamente estão com dores de cabeça agora por não terem chegado a um acordo com o elenco do filme anterior.

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