ABEL GANCE - 10 FILMES ESSENCIAIS


Cineasta, poeta e dramaturgo francês nascido em Paris, lançador da tela panorâmica e do som estereofônico, tornando-se um dos mais ilustres cineastas do período situado entre as duas guerras mundiais. Começou no cinema como ator em Molière, de Leonce Perret (1909), foi roteirista de Paganini e fundou uma produtora, para a qual dirigiu La Digue (1911), Le Nègre blanc (1912) e La Folie du docteur Tube (1915). O sucesso veio com Mater Dolorosa (1917) e La Dixième Symphonie (1918).

Sua obra-prima e um dos grandes clássicos do cinema foi Napoleão, que levou quatro anos para ser rodado. Abel Gance faleceu em 10 de novembro de 1981, aos 92 anos após uma carreira reconhecida, que tramitou com louvor entre o cinema mudo e o falado.

Abel é nosso homenageado de hoje. Confiram seus 10 filmes essenciais.


A história gira em torno do drama de dois homens: Jean e François. François é casado com Edith. E Jean, um poeta pacifista, torna-se seu amante. Os dois homens lutam lado a lado nas trincheiras da Grande Guerra e suas angústias se tornam um microcosmo de todos os horrores da guerra. 

Este épico magistral de Abel Gance ainda é uma impactante declaração anti-guerra, o primeiro grande filme pacifista do cinema. Foi também a primeira afirmação importante em termos artísticos a condenar a insanidade da Primeira Guerra Mundial, e continua a ser uma acusação severa contra a ambição insensata e a tendência militarista e agressiva do ser humano.


Em um acidente de trem, o engenheiro ferroviário Sisif (Séverin-Mars) salva a pequena Norma (Ivy Close) e a cria como sua filha. Com o passar do tempo, e Norma já crescida, ele acaba se apaixonando por ela, mas o problema é que seu filho Elie (Gabriel de Gravone) também nutre sentimentos pela menina. Ao perceber isso, Sisif casa Norma com um homem rico, mas ela está mesmo é apaixonada por Elie.


A intensa vida de Napoleão Bonaparte (Albert Dieudonné). Da infância escolar por volta de 1780, quando já era estrategista, passando por Córsega e a Revolução Francesa, até a triunfante invasão da Itália em 1796. Pelas suas modernas técnicas narrativas e de filmagem, o filme de Abel Gance é considerado um dos mais memoráveis filmes mudos da história. A cinebiografia seria a primeira de uma série de seis filmes, que não chegaram a ser realizados.


Jean e Martial Novalic são dois irmão divididos pelo amor à mesma mulher, Genevieve. O primeiro é um poeta obcecado com a morte; o segundo, um astrônomo que descobre um cometa em rota de colisão com a Terra. A notícia de que a humanidade tem apenas mais uma centena de dias antes da destruição do planeta gera o caos, mas também acirra o triângulo amoroso entre os irmãos Novalic, que têm reações bastante diversas sobre a tragédia iminente.


Este cinema conta a história de duas das grandes paixões da vida de Beethoven e de suas desilusões amorosas.  O músico sente a potência dionisíaca da criação e com ela vive no limiar da desrazão, o que lhe possibilita uma ampliação em sua arte de criar.

Nesta malha de afetos, Gance mostra com maestria a genialidade, a loucura, a velhice e a progressiva surdez de Beethoven, o que é uma verdadeira aula de psicologia e filosofia. 


Após a luta nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, o trauma de Jean Diaz (Victor Francen/Romuald Joubé) é tão grande que este abdica do amor e do prazer pessoal para dedicar-se a uma investigação científica que procura desenvolver uma máquina que impedirá um novo conflito. Quando o ex-combatente está quase cumprindo sua meta, o governo descobre sua descoberta e a derruba. Enquanto isso, a Europa parece caminhar para uma inevitável Segunda Guerra Mundial. Desesperado, Diaz invoca os fantasmas dos soltados mortos na Primeira Guerra para marchar contra o novo conflito.


Antes da Segunda Guerra Mundial, em Paris, o artista Pierre LeBlanc (Fernand Gravey) se apaixona por Janine (Micheline Presle), uma assistente de costureira. Ele gosta de desenhar roupas, e, junto com sua amada, vive em um paraíso feliz até a guerra nascer. Durante o combate, Pierre se tornará soldado.


Clarisse, cantora de um cabaré, ama Madère, dono de um antigo barco que ele administra com a ajuda de seu amigo chamado Ulisses. Clarisse está esperando um filho. Ao  ir no oftalmologista, ele revela a ela que ela está prestes a ficar cega. Ela decide deixar Madère e ir embora, fazendo-o acreditar que ela o traiu. Para complicar a situação, Clarisse dá à luz uma menininha que morre um tempo depois e não muito depois, ela perde a visão ...

Napoleão Bonaparte (Pierre Mondy) é o comandante supremo das forças armadas francesas que, após retornar vitorioso das batalhas na Itália, reencontra com sua família e sua musa Josephine (Martine Carol) em Córsega. Baseado em mais um capítulo na história de Napoleão Bonaparte, ''Com Sangue se Escreve a História'' é mais um clássico com a assinatura do lendário Abel Gance (diretor e escritor francês que revolucionou o cinema europeu) e de atores memoráveis como Pierre Mondy e Claudia Cardinale.


Em 1642, num contexto de tramas que agitavam o reinado de Luís XIII, Cyrano de Bergerac juntou-se aos Cadetes da Gasconha e encontrou D'Artagnan, o Mosqueteiro do Rei. Os dois Gascons se tornam amigos e vivem várias aventuras e histórias amorosas. A história segue as conexões fictícias dos dois heróis com Ninon Lenclos e Marion Delorme, que envolve-os durante a conspiração de Cinq-Mars contra o Cardeal Richelieu .
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