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    O FASCISMO DE TODOS OS DIAS - FILM REVIEW

    O Fascismo teve sua origem na Europa, a partir de 1919, e ganhou força principalmente após a Primeira Guerra Mundial. Tendo sido desenvolvido por Benito Mussolini, líder italiano, foi um sistema político que ganhou muita força. Na Alemanha Adolf Hitler se tornou o símbolo dessa forma de governo, vindo futuramente a se chamar de Nazismo. 

    A palavra fascismo tem origem na palavra fasci que significa, em italiano, "feixe". O feixe de lenha amarrado foi um símbolo muito usado em Roma Antiga. Simbolizava a força na união, pois um galho sozinho pode ser quebrado, porém unidos tornam-se bem resistentes. Benito Mussolini resgatou este símbolo ao fundar o Partido Nacional Fascista em 1922. O símbolo deste partido era o feixe de lenha com um machado, tendo de pano de fundo as cores da bandeira italiana. Na Itália os fascistas também ganharam a denominação de “camisas negras”, já que usavam esse tipo de uniforme.

    Em maio de 1921, a associação nacionalista que havia sido fundada transformou-se em Partido Nacional Fascista, concorrendo nas eleições ao parlamento e conseguindo 35 assentos. O movimento teve o apoio da classe média e também de receosos do socialismo e comunismo, enquanto isso os donos de terra e industriais o viam como uma possível defesa contra a militância trabalhista. No ano seguinte, Mussolini ameaçou provocar uma “Marcha sobre Roma”, conquistando assim a liderança de um governo de coligação de direita que incluía a princípio os membros do partido popular, pro-igreja. Quando ocorreram as eleições de 1924, os representantes fascistas ganharam a maioria do parlamento, o que desagradou os socialistas, que denunciaram a estratégia democrática fascista alegando que havia ocorrido fraude. Isso resultou no assassinato brutal do socialista Giacomo Matteotti, morto por partidários fascistas.


    Mussolini passou desde então a tomar atitudes que minassem as instituições representativas italianas. Como o poder legislativo estava enfraquecido, o novo governo publicou a Carta de Lavoro, que apresentava as intenções da nova facção instalada no poder. Entre os itens explícitos, o documento falava que a liderança soberana de Mussolini resolveria os problemas do país. Quando em 1926 ocorreu um atentado contra o líder fascista, o partido ficou ainda mais forte.

    As atitudes de Mussolini foram extremas: Todos os partidos políticos, com exceção do fascista, eram tidos como ilegais, os órgãos de imprensa foram fechados, a pena de morte foi legalizada e os camisas negras passaram a incorporar as forças de repressão oficial. Portando todos os poderes, o Estado fascista prendeu, deportou e matou milhares de civis entre os anos de 1927 e 1934.

    Este sistema terminou com a derrota do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

    Principais características e ideias do fascismo:

    Totalitarismo: o sistema fascista era antidemocrático e concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo. Este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem consultar políticos ou representantes da sociedade. 

    Nacionalismo: entre os fascistas era a ideologia baseada na ideia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, que são consideradas inferiores.

    Militarismo: altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.

    Culto à força física: Nos países fascistas, desde jovens os jovens eram treinados e preparados fisicamente para uma possível guerra. O objetivo do estado fascista era preparar soldados fortes e saudáveis.

    Censura: Hitler e Mussolini usaram este dispositivo para coibir qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao sistema, poderia ser veiculada em jornais, revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados a morte.

    Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e jornais) para divulgarem suas ideologias. Os discursos de Hitler eram constantemente transmitidos pelas rádios ao povo alemão. Desfiles militares eram realizados para mostrar o poder bélico do governo.

    Violência contra as minorias: na Alemanha, por exemplo, os nazistas perseguiram, enviaram para campos de concentração e mataram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e até mesmo deficientes físicos.

    Antissocialismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos.

    Sabiam?

    Embora Itália e Alemanha tenham sido os exemplos mais nítidos de funcionamento do sistema fascista, em Portugal (governo de Salazar) e Espanha (governo de Francisco Franco), neste período, características fascistas se fizeram presentes. 
    Na atualidade:

    Embora tenha entrado em crise após a Segunda Guerra Mundial, alguns aspectos da ideologia fascista ainda estão presentes em alguns grupos e partidos políticos. Na Europa, por exemplo, existem partidos políticos que defendem plataformas baseadas na xenofobia (aversão a estrangeiros).

    “Num mundo inseguro existem apenas duas coisas em que se pode confiar: na insegurança da Itália e na de Mussolini.” 
    Adolf Hitler

    A  CPC Umes filmes lançou este mega documentário sobre o tema, imperdível para quem quer conhecer mais sobre os efeitos deste sistema louco. Confiram detalhes da edição, que pode ser adquirida clicando no nome do filme, diretamente no site deles.
    U+21F0.gif Sinopse:

    Intercalando imagens do presente (1965) e material capturado do arquivo do Ministério de Propaganda do III Reich, da coleção pessoal de Hitler e fotografias apreendidas de soldados alemães da SS, Mikhail Romm, diretor e também narrador do filme, desenvolve uma aguda reflexão sobre a natureza do fascismo, enquanto reconstrói a trajetória de sua ascensão e queda. “O Fascismo de Todos os Dias” é de longe o mais profundo, criativo e impactante documentário realizado sobre o tema.

    U+21F0.gif Direção e Argumento Original: Mikhail Romm (1901-71)

    Mikhail Romm Ilich nasceu na cidade siberiana de Irkutsk, serviu no Exército Vermelho durante a Guerra Civil (1918-21), graduou-se em escultura pelo Instituto Artístico-Técnico de Moscou. Em 1931 ingressou no Mosfilm Estúdio, atuou como produtor e diretor. No Instituto Estatal de Cinematografia (VGIK), desde 1962, foi professor de proeminentes cineastas como Andrei Tarkovsky, Grigori Chukhrai, Gleb Panfilov, Elem Klimov. Realizou 18 longas, entre os quais “Bola de Sebo” (1934), “Treze” (1936), “Lenin em Outubro” (1937), “Lenin em 1918” (1939), “Sonho” (1941), “Garota nº. 217” (1945), “A Questão Russa” (1947), “Missão Secreta” (1950), “Nove Dias em Um Ano” (1962), “O Fascismo de Todos os Dias” (documentário, 1965). Recebeu o Prêmio Stalin nos anos de 1941, 1946, 1948, 1949, 1951. De seu filme “Sonho” disse o presidente Franklin Roosevelt: “é um dos maiores do mundo”.

    Fontes: Site CPC Umes, Wikipédia, Uol

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