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    ROBIN HOOD: O INVENCÍVEL (1960) - FILM REVIEW


    Como sempre digo, gosto de produzir textos úteis e informativos sobre o mundo que cerca a produção do filme em questão. Não sou fã de simplesmente indicar ou não um filme, pois acho que todo filme merece ser conhecido, por pior que pareça, pois a percepção de uma obra é individual. Hoje, vou falar um pouco do filme Robin Hood. Mas antes, vamos conferir um pouco da história da lenda que o filme se baseia.

    O arqueiro e a flecha

    Robin Hood é um daqueles casos literários que torcemos para ser verdadeiro. Mas corre o sério risco da lenda ser mais interessante que a vida real. E claro, imprima-se a lenda.

    Era o tipo de herói que gostaríamos de ver hoje no Brasil, morando em brasília: saqueando os ricos (políticos, mas precisamente) e dando aos pobres. Doce ilusão. Robin era um anti-herói, que fazia exatamente isto: tirava dos ricos e dava aos pobres. Era tratado como criminoso, claro, mas os pobres os endeusavam. Robin Hood se tornou uma lenda tão interessante graças ao cinema, aos livros, às hq's e à Tv. 

    A história começa quando o rei Ricardo Coração de Leão, foi deposto de seu trono ao voltar das Cruzadas, Robin Loxley  que era um simples cidadão de Nottingham, começa a liderar um grupo de protestantes contra o novo rei, fazendo roubos na realeza da cidade, no ano de 1193. Robin era extremamente ágil no arco e flecha, vivendo escondido na floresta dos arredores de Sherwood (local que, desde o século 17, atrai turistas justamente pela fama por trás da lenda). Segundo o folclore inglês, ele e seu grupo vagueavam na floresta como ciganos e sempre fugindo das autoridades. Por supostamente roubar caravanas de comerciantes ricos e distribuir entre os miseráveis, ganhou o status de um dos maiores heróis ingleses e o apelido de “príncipe dos ladrões”.

    Naquele período a pobreza era extrema entre os feudos de toda Europa. A população trabalhava para pagar impostos aos senhores feudais, à realeza e à Igreja, além de dividir parte da produção agrícola de subsistência. A miséria, a fome e a doença eram companheiras constantes dessa população. Neste cenário, Robin era a figura ideal para se tornar popular por defender uma camada social até então “invisível” nas prioridades dos governantes.

    De acordo com a história contada, Robin Locksley, filho do Barão Locksley, é um cruzado que vê sua família ser destruída pelos ministros do Rei Ricardo I. Não tendo onde morar, ele encontra um grupo de homens que vivem na floresta e os lidera em uma batalha contra aquele regime. Ele quer reaver sua posição nobre e também ajudar aos que se tornaram pobres graças a ganância da nobreza. O apelido Hood veio por ele usar um tipo de chapéu de pena. 

    Robin começou sua cruzada em um poema épico conhecido como “Piers plowman”, escrito por William Langand em 1377. Em 1400 já era uma lenda bem comum em toda Inglaterra. 

    Robins

    Segundo os registros de comparecimento aos tribunais, podem ter existido vários “príncipes dos ladrões” na mesma época. Há meia dúzia de diferentes homens que, nestes registros, afirmam ser Robin Hood. Talvez eles tenham se apropriado da fama de anti-herói.


    De acordo com a investigação de Joseph Hunter, em 1852, Robin era Robert Hood e tornou-se fugitivo por ter ajudado o Conde de Lancaster, que se rebelara contra a cobrança abusiva de impostos do Príncipe João, que por sua vez, usurpara o trono de seu irmão, o Rei Ricardo. Em 1998, Tony Molyneux-Smith publicou um livro onde sustenta que a origem da lenda é Robert Foliot, lorde de uma família que escolheu usar o nome de Robin Hood para esconder a sua verdadeira identidade como proteção numa sociedade violenta.

    Em todos os casos, o herói escolheu a vida clandestina da floresta depois de ter sido injustiçado e a sua opção faz escola, acabando por formar um exército com o qual se opõe à maldade que o rodeava. Os pobres veem-no como livre e generoso, os ricos e poderosos temem-no. Na história de Pyle, tal como em muitas outras, Robin veste de verde, maneja o arco como ninguém, não teme nada e vive livre e feliz, rodeado de amigos que se ajudam a cada nova ameaça.

    A lenda espalhou-se nas festas medievais, passou aos poemas e chegou ao teatro. A história foi escrita, ilustrada, encenada e filmada muitas vezes.


    O invencível

    Robin Hood: o invencível, não poderia ter sido levado ao cinemas de forma mais incomum. Através de um estúdio notório por filmes de horror, com um diretor reconhecido no gênero e com um ator marcado...pelo gênero.

    A Hammer Film Productions é uma empresa britânica de produção cinematográfica com sede em Londres. Fundada em 1934, a empresa é mais conhecida por uma série de filmes de terror  feitos em meados da década de 1950 até a década de 1970. Fizeram muitos filmes com personagens de terror clássicos, como Frankenstein ,  Drácula  e a Múmia, foram para as telonas em cores pela primeira vez. A Hammer também produziu ficção científica, thrillers, cinema noir e algumas comédias  e, em anos posteriores, séries de televisão. Durante seus anos mais bem sucedidos, Hammer dominou o mercado de horror, desfrutando de ótima distribuição mundial e um sucesso financeiro considerável. Esse sucesso deveu-se, em parte, por causa das parcerias de distribuição com os principais estúdios dos Estados Unidos, como a Warner Bros.

    O filme é dirigido por Terence Fisher. Fisher foi, sem dúvida, um dos diretores de filmes de terror mais influentes da segunda metade do século XX. Primeiro a imprimir o estilo gótico com a tecnologia a cores da Technicolor, com ênfase no sangue, na sensualidade e horror explícito que, se hoje parecem moderados, foram uma inovação em seu tempo.


    Apesar de sua temática ser sombria e escatológica, seus filmes foram comercialmente bem sucedidos, mesmo que a crítica sempre o desdenhasse, ao longo de sua carreira. Somente após sua morte é que houve um justo reconhecimento por seus trabalhos.

    No filme Robin Hood, há um nome que chama a atenção: Peter Cushing, o premiado e renomado ator britânico de cinema, teatro e televisão. Durante a década de 1950 chegou a se tornar familiar na televisão inglesa, aparecendo em numerosos filmes, iniciando um trabalho com a lendária Hammer Film Productions em suas novas versões do terror clássico de 1930. Seu trabalho na produtora está intimamente relacionado ao diretor Terence Fisher, realizando papéis relevantes em filmes.

    Enquanto a maioria dos filmes da Hammer desse período foram filmados na casa da empresa, a Bray Studios , Robin Hood - o invecível foi feito no Ardmore Studios, Condado de Wicklow , na Irlanda.

    Na produção, o xerife de Nottingham (Peter Cushing) planeja confiscar a propriedade do Lorde de Bawtry, um nobre que morreu nas Cruzadas. O arcebispo de Canterbury, Hubert Walter (Jack Gwillim), se posiciona contra este plano e o xerife planeja eliminá-lo. Robin Hood é solicitado para assassinar o arcebispo para os conspiradores, liderados pelo conde de Newark (Richard Pasco) e o Lord Melton (Oliver Reed), mas ao perceber quem é o alvo pretendido, resolve ajudar o arcebispo ao invés de matá-lo.


    Richard Greene já era um nome reconhecido do público por conta do personagem, que ele havia interpretado na tv na série As aventuras de Robin Hood, em seus 144 episódios que foram ao ar de 1955 a 1960. Terence Fisher mesmo chegou a dirigir 11 episódios da série, mas em seu filme, não manteve o elenco, só o ator principal.

    Este é mais um filme essencial para conhecer um pouco mais do lendário Robin Hood na sua longa trajetória no cinema.


    A classicline lançou este filme essencial para colecionadores, que pode ser adquirido nas melhores lojas ou no próprio site da empresa. Não deixem de conferir também as promoções imperdíveis que eles promovem todo mês.






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