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    UM LUGAR SILENCIOSO (2018) - FILM REVIEW


    "Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado."
                                                                                                                               Sófocles
    O filme

    2018 esta sendo um ano feliz para o horror. Filmes como Hereditário, As boas maneiras e este Um lugar silencioso, mostraram que há vida além das besteiras que o cinema produz diariamente. Hoje vamos tratar de "Um lugar silencioso". Na trama, que se passa em um futuro próximo, criaturas  possuem uma característica: são atraídas pelo som. Qualquer barulho deve ser evitado, especialmente quando se está distante de lugares com ruídos constantes, como rios e cachoeiras. Com boa parte da população e animais do planeta dizimados, a obra rapidamente expõe o perigo que os humanos restantes correm. Em pouco tempo, o público está imerso em silêncio, temendo que cada barulho tenha sido alto demais para ser ouvido pelas criaturas.
    Não dá para acreditar que "Um lugar silencioso"  seja tão bom. Simples assim.  Parece leviana esta afirmação, mas não é. 


    Vamos avaliar alguns pontos, começando pelo diretor  John Krasinski. Seu nome é mais associado a dramas e comédias românticas, só que atuando, não dirigindo. Antes, ele havia realizado apenas um filme que ninguém viu em 2009, chamado "Brief Interviews with Hideous Men " e outro, que quase ninguém viu, em 2016: Família Hollar. E convenhamos, não havia nenhum talento visível ali.

    Segundo: Michael Bay. Dá para imaginar que o diretor, famoso por ser o único realizador na história a ser conhecido pelo excesso de explosões em seus filmes, produzir um que fosse justamente em silêncio? Talvez, a maior ironia do cinema atual.

    John Krasinski e Bay trabalharam juntos em "13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi", no ano de 2016, que é inclusive um dos melhores e mais sérios filmes do diretor (mas com o mesmo número de explosões). Dali surgiu a amizade e parceria vindoura.


    O filme é totalmente apoiado no quarteto central, vivido pelo ator/diretor/produtor/roteirista John Krasinski, pela atriz Emily Blunt (o "faz tudo" Krasinski ainda arrumou tempo para se tornar marido dela), e pelas crianças Millicent Simmonds (que ficou surda com um ano de idade) e Noah Jupe Interessante ressaltar que todos falam a linguagem de sinais, assim como é na vida real da atriz. Sua mãe, ao constatar a condição definitiva da filha, promoveu um curso intensivo para toda a família (literalmente), afim de que sua filha nunca se sentisse isolada em sua comunicação com os familiares. 

    A produção se apoia em dois momentos, principalmente: primeiro, num dia específico, que parece um dia qualquer, até que uma tragédia acontece; o outro, muito tempo depois, também pontuando um momento específico, traçando um paralelo entre morte e (re) nascimento, mostrando como o casal lida, naquele mundo modificado, com as duas situações. 

    A tensão crescente, marcada pela trilha de Marco Beltrami (Guerra mundial Z, Águas rasas e Logan, só para citar alguns), torna o filme um exercício de controle para os ávidos a um bom suspense. Os monstros aparecem pouco, fazendo valer a máxima "menos é mais". Pode-se afirmar que um filme sem diálogos, é justamente o que mais dialoga com o público neste ano. 


    Curioso é que a narrativa oferece inúmeras possibilidades para continuações (uma delas já encaminhada para 2020, devido ao estrondoso sucesso do filme, tendo custado 17 milhões de dólares, rendendo 352 milhões !!!). A produção inclusive termina com um gancho, que soa desnecessário, devido à riqueza da história, mas é um mal menor para nós, acostumados com os season finales de séries como Walking Dead.

    "Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo."
                                                                                      Oscar Wilde
    Aprendendo com o passado

    Krasinski e os roteiristas certamente olharam para as origens do cinema, onde o que não era falado, era dito com mais ênfase. Grandes gênios como Chaplin e Buster keaton, se comunicavam como ninguém no cinema mudo. O som só viria em 6 de outubro de 1927 com a exibição de "O Cantor de Jazz" (The Jazz Singer), de Alan Crosland, em Nova York. O filme foi o primeiro a ter passagens faladas e cantadas e a usar um sistema sonoro eficaz, conhecido como Vitaphone, lançado um ano antes, em 1926, pela Warner Bros. 


    Dando um salto nas referências, o filme nos leva à Val Lewton, que trabalhou  para a RKO Pictures, onde produziu filmes de horror que se tornaram clássicos do gênero, entre eles estão os filmes Sangue de Pantera (1942), A Morta-Viva (1943),O Homem-Leopardo (1943), A Sétima Vítima (1943), A Maldição do Sangue de Pantera (1944) e O Túmulo Vazio (1945). Filmes que se apoiam totalmente na....atmosfera. Não eram mudos, mas o horror estava na sugestão e na tensão criada pelas imagens e pelo que não se via.

    O filme também evoca produções como  Alien, o Oitavo Passageiro, que mesclam horror com solidão, causando , mesmo num ambiente aberto, a sensação de claustrofobia. É provável que a película te deixe da mesma forma que os personagens: com vontade de gritar. Mas ao final, com o resultado, fique sem palavras. 

    Que venham as sequências....


    A Paramount Home Media Distribution  lançou um dos filmes mais aclamados do ano em Blu-ray e DVD no dia 11 de Julho! "Um lugar silencioso", que foi um dos filmes mais assistidos no Brasil no seu fim de semana de estreia, aclamado pelo público e com reações positivas da imprensa, críticos e redes sociais. O filme levou mais de 350 mil pessoas aos cinemas, arrecadando um total de R$ 5,9 milhões no seu primeiro fim de semana. O sucesso do longa de Krasinski também se repetiu nos EUA, onde estreou em primeiro lugar, arrecadando U$ 50 milhões entre sexta e domingo, sendo uma das melhores bilheterias de um filme de suspense/terror dos últimos tempos e a segunda melhor estreia do ano nos cinemas americanos, atrás apenas de “Pantera Negra”.

    Informações técnicas:

    Diretor: John Krasinski
    Elenco: Emily Blunt,  John Krasinski e Millicent Simmonds
    País: Estados Unidos
    Ano de produção: 2018

    DVD Colorido
    Gênero: Suspense
    Duração: 90 minutos
    Formato de Tela: Widescreen 2.40:1 Anamórfico
    Áudio: INGLÊS (DD 5.1), ESPANHOL (DD 5.1), PORTUGUÊS (DD 5.1)
    Legenda: INGLÊS e INGLÊS (SDH), PORTUGUÊS, ESPANHOL
    Classificação Indicativa: 14 anos

    Data de Lançamento: 11 de Julho de 2018
    Preço Sugerido: R$39,90
    Bônus: Não há bônus neste disco.


    Blu-ray Simples
    Gênero: Suspense
    Duração: 90 minutos
    Formato de Tela: Widescreen 2.40:1
    Áudio: INGLÊS (DD 5.1), ESPANHOL (DD 5.1), PORTUGUÊS (DD 5.1)
    Legenda: INGLÊS e INGLÊS (SDH), PORTUGUÊS, ESPANHOL
    Classificação Indicativa: 14 anos

    Data de Lançamento: 11 de Julho de 2018
    Preço Sugerido: R$49,90
    Bônus: Não há bônus neste disco.

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