CARL THEODOR DREYER - 10 FILMES ESSENCIAIS


Carl Theodor Dreyer foi um cineasta dinamarquês. Começou a filmar do final da década de 1910, até os anos 1960. É considerado um dos maiores cineastas de todos os tempos e o mais importante do cinema Dinamarquês. Seus filmes foram considerados muitos sombrios para a época. Desde seu primeiro filme já abordava temas como: a responsabilidade da separação dos pais no amadurecimento dos filhos, idealização do auto-sacrifício e da mulher oprimida.

E hoje é tema dos nossos...


O juiz de um vilarejo na Dinamarca vê sua filha ilegítima frente a um julgamento pelo assassinato de seu bebe, e está convicto que ela será condenada à morte. Ela engravidara de um aristocrata que não se casou com ela, sendo que sua mãe acontecera o mesmo, porém, uma promessa de família impedia que seu pai, o juíz, se casasse com uma plebeia. Ao saber que sua filha poderá pegar a pena de morte este juíz terá que decidir entre condená-la ou condenar a si próprio e salvá-la.


Sofren, um aspirante a pastor, está noivo de Mari, mas o pai não permitirá o casamento até que o rapaz esteja a frente de uma igreja. Ele é nomeado para uma congregação rural e descobre que, de acordo com os hábitos locais, a viúva do pastor falecido pode casar com o seu sucessor. Sra. Margarida, uma senhora que já havia enterrado três maridos, insiste no seu direto de manter-se na casa. Para manter sua verdadeira namorada, Sofren leva Mari à paróquia, alegando tratar-se de sua irmã. O plano dos dois é esperar a morte da Sra. Margarida. Quando tudo indica que isto não acontecerá tão cedo, Sofrem começa a aprontar uma série de armadilhas tolas para acelerar a morte da velha.


Satã é exilado do Paraíso por Deus e condenado a ficar na Terra. Deus estabelece que para cada alma que cair em tentação, sua sentença aumenta em cem anos; para cada alma que resista a tentação, sua sentença é reduzida em mil anos. Satã é seguido por momentos sombrios da história de humanidade: a traição de Jesus por Judas; a Inquisição Espanhola; a Revolução Francesa; e a Guerra Civil Finlandesa de 1918.


Baseado no romance de Herman Bang, com sutil inspiração no clássico da mitologia grega que narra a relação de Júpiter com Ganimedes. A história conta um triângulo amoroso entre o renomado pintor e escultor Zoret (o diretor de Haxan, Benjamin Christensen), seu belo protegido e modelo Miguel (Walter Slezak) e a princesa Zamikoff (Nora Gregor). Atraído e seduzido pela beleza da jovem princesa, Miguel começa a distanciar-se de Zoret, e este, começa se amargurar com a solidão.


O desgaste de um casamento. A ruína de um lar. Uma mulher escravizada. O amor em dor. Foi-se o tempo das juras apaixonadas, do respeito, do companheirismo. Quando um homem se torna um tirânico patriarca de sua família, a mulher da casa decide ensiná-lo uma lição sobre gratidão.


A jovem camponesa Joana D'Arc (Maria Falconetti) é condenada à morte por ter liderado o povo francês contra o exército invasor inglês, dizendo que foi inspirada por Jesus e São Miguel. Ela passa pelas suas últimas horas de vida em que é capturada pelos ingleses, levada à prisão, torturada, vai à julgamento por heresia e por fim é executada. Durante todo esse tempo, ela sofre por causa das acusações e também devido ao abandono da Igreja Católica e dos seus compatriotas franceses.


A história gira em torno do jovem Allan Grey, estudioso sobre satanismo e vampirismo, que chega a uma cidade para investigar o sobrenatural e acaba numa estalagem semi-abandonada. O jovem envolve-se em uma trama metafísica de atmosfera onírica, com um velho doutor e duas estranhas irmãs. Um filme de horror banhado numa claridade puríssima. Um filme sonoro que reinventa a noção de cinema mudo.


Em uma vila dinamarquesa do século XVII, uma velha mulher é acusada de bruxaria. Enquanto é caçada para ser lançada à fogueira, a jovem esposa do pastor da vila apaixona-se pelo filho de seu marido. A confissão do ato ilícito leva o pastor à morte e, durante o funeral, a mãe do pastor acusa a viúva de bruxaria.


A história é simples. Um fazendeiro viúvo, religioso, tem três filhos. O mais velho é ateu. O mais novo quer se casar com a filha do alfaiate, mas ela é de outra religião e o pai dela não permite. O do meio, para não fugir da sina de rebelde, foi estudar para ser padre, mas, remoído de dúvidas, é acometido de um transe teosófico e pensa que é Jesus Cristo. A aparente loucura do filho é motivo de incômodo para toda a família, que se desmorona quando a mulher do filho mais velho, Ingrid, morre ao tentar dar a luz ao filho. É quando o louco, pensando ter os poderes de Cristo, tenta ressuscitá-la. 


No mundo elegante de artistas e músicos, Gertrud (Nina Pens Rode) é uma mulher idealista que só aceita o amor incondicional, sincero e exigente. Por isso mesmo, ela rejeita os três homens que a amam: seu marido, um poeta e um jovem músico. Acaba por escolher a vida celibatária em Paris, onde toda sua dedicação não vai à homem algum, e sim ao aperfeiçoamento da mente.


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