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    MARIO BAVA - 10 FILMES ESSENCIAIS


    “Quando eu faço filmes de horror, meu objetivo é assustar as pessoas, mas ainda assim eu sou um covarde de coração fraco. Talvez por isso que meus trabalhos ficam tão bons em apavorar o público, pois eu me identifico com meus personagens… Seus medos também são os meus”.

    Um dos grandes expoentes do cinema de horror e o maior diretor do cinema italiano da chamada Era de Ouro (período que vai de 1957 – com o lançamento de I, Vampiri – a 1979 – onde termina o estilo gótico e inicia a popularidade sobre o grafismo de produções como Zombie 2, Demons e Cannibal Holocaust), Mario Bava é um herói da resistência, um homem que por amor a arte abriu mão de salários, regalias e ambição, com o tipo de caráter forte que segue todos os que foram influenciados por seu trabalho, tais como Lucio Fulci, Tim Burton e Quentin Tarantino.

    Bava era um profissional incompreendido por estar à frente do seu tempo, mas hoje é cultuado, pois o exigente público atual percebe que uma vez que se assiste a qualidade de um filme de Mario Bava, quer se assistir a todos. E você conhece o Mario? Se não conhece, aproveite a oportunidade e conheça mais sobre a vida e trabalho dele (aqui)

    E abaixo confiram suas obras mais influentes, através dos seus...



    Na Moldávia do séc.XVII, a diabólica princesa Asa é condenada a morte por bruxaria e vampirismo, junto com seu irmão Igor. Acidentalmente, 200 anos depois, dois médicos que viajam para participar de uma Convenção, de passagem pela região, descobrem a cripta da princesa Asa e presenciam sua ressurreição.

    • Na versão em língua italiana, a princesa Asa e Igor são irmãos, o que sugere uma possível relações incestuosa entre ambos. Mas não na versão em inglês (aqui incluída);
    • Na edição 17-23, de outubro de 1998 do "TV Guide", o diretor Tim Burton declarou que este era seu filme de terror favorito;
    • Bava afirmou que uma produtora americana tentou convencê-lo a fazer um remake à cores. Ele recusou;
    • Barbara Steele (Princesa Asa) não tinha conhecimento prévio do script: era dado a ela uma folha por dia.


    Nora é uma jovem turista que está viajando por Roma e testemunha um homicídio cometido por assassino em série que a polícia tem procurado durante anos. Em pouco tempo, a moça se vê com um grande problema: a polícia quer sua cooperação para pegar o assassino e o criminoso a escolhe como sua próxima vítima.

    • O filme é considerado parte do chamado "Giallo", gênero literário e cinematográfico italiano de suspense e romance policial que teve seu auge entre as décadas de 1960 e 1980.
    • Essa foi a última produção em preto e branco de Mario Bava.
    • Mario Bava era um grande fã de Alfred Hitchcock e ele serviu de inspiração em vários momentos do longa. Uma dessas influências se seu pela participação do diretor  na cena em que Leticia Roman está em seu quarto na casa de Ethel. O retrato na parede com os olhos que a seguem é o de Mario Bava.


    Quando Kurt Menliff (Christopher Lee) regressa ao castelo da sua família, gera-me o mau estar. É que ele for a banido depois de seduzir e abandonar ao suicídio a filha da criada Georgia (Harriet Medin), e ameaça agora a herança do seu irmão Christian (Tony Kendall), recém-casado com Nevenka (Daliah Lavi). É que Kurt fora amante de Nevenka, relação agora secretamente reatada, com doses de sado-masoquismo. Isto até se perceber que Kurt tem os dias contados devido a uma vingança que o espera.


    Uma trilogia de três contos de terror independentes, baseadas nos contos dos escritores Aleksei Tolstoy, Ivan Chekhov e F.G. Snyder. Na primeira estória, O Telefone, uma prostituta recebe uma série de telefonemas misteriosos de um ex-cliente morto. Na segunda,O Wurdalak, uma família do interior da Rússia tenta lutar contra uma linhagem de vampiros quando recebe a visita de um conde russo do século XIX. Por último, A Gota d’Água, em que uma enfermeira rouba o anel do cadáver de uma médium, enquanto o prepara, despertando a fúria da falecida. 

    • O filme inspirou o nome da banda de heavy metal do cantor Ozzy Osbourne, Black Sabbath.
    • Eugenio Bava, pai do diretor Mario Bava, foi o responsável por criar e esculpir a cabeça usada para o fantasma do segmento A Gota D’Água.
    • O filme foi relançado em 2006 pela Paradiso Home Entertainment para DVD, em uma coletânea das obras de Mario Brava. 
    • O primeiro conto, "O telefone" foi o primeiro filme de terror filmado em cores e não preto e branco. 


    Isabel, uma modelo na chique casa de moda Haute Couture, que é de propriedade da recente viúva Condessa Christina Cuomo e gerenciada por Massimo Morlacchi, é assassinada brutalmente por um assaltante desconhecido. A investigação subseqüente da polícia, representada pelo arrogante inspetor Sylvester, revela a casa como um verdadeiro antro de drogas, corrupção e chantagem. Quando se descobre que Isabella mantinha um diário que detalhava estas indiscrições, tudo é jogado em dúvida.

    Num futuro próximo, as espaçonaves Argos e Galliot são enviadas ao espaço para investigar o misterioso planeta Aura. Assim que a Galliot pousa no planeta, seus tripulantes tornam-se hostis uns aos outros devido a uma estranha energia liberada pelo planeta, com uma diabólica forma de vida alienígena invadindo suas mentes e lutando para se apossar de seus corpos.

    • Esse é o primeiro filme em que o diretor Lamberto Bava trabalhou como assistente de seu pai, Mario Bava, iniciando sua carreira no cinema. 
    • Para conseguir mesclar miniaturas e atores reais, o diretor Mario Bava utilizou a técnica de Schüfftan Process, que consiste na utilização de um espelho específico para criar a ilusão dos atores interagindo com as miniaturas. 
    • O filme testou mais de 15 títulos diferentes antes de decidir que ele se chamaria Planeta dos Vampiros.
    • O filme foi o maior influenciador do filme Alien - o 8º passageiro, sendo que algumas cenas são idênticas, porém Ridley Scott nega, dizendo que nem conhecia o filme. Sei...



    O Dr. Eswai (Giacomo Rossi-Stuart) é chamado a uma remota aldeia dos Cárpatos, onde uma estranha morte levou à investigação do Inspector Kruger (Piero Lulli). Só que, tanto Kruger como Eswai deparam com a relutância dos locais em colaborar e em consentir a autópsia da falecida (Mirella Pamphili). Quando Kruger, assistido pela também recém-chegada Monica Schuftan (Erika Blanc), fazem a autópsia, encontram uma moeda no coração da vítima. Tal aponta para bruxaria, e para Ruth (Fabienne Dali), que tenta convencer Eswai a deixar a aldeia.


    John é um jovem sedutor, dono de uma Maison voltada para vestidos de casamento para a alta costura. Logo no início do filme ele já se anuncia como um serial killer que mata as noivas na véspera do casamento delas. Ele usa um facão Machado de cozinha para mutilar suas vítimas. Um trauma de infância o fez se tornar nesse assassino que consegue sempre se safar da investigação policial.


    Em uma baía a condessa Donati, dona do local, é assassinada, provavelmente por alguma pessoa que tenha interesse na sua fortuna. Após a sua morte, uma onda de assassinatos assola o local com a intenção de reduzir as possíveis pessoas a herdar a fortuna da condessa.

    • Um dos filmes que mais influenciaram os slashers movies. Há cenas idênticas aos primeiros "Sexta feira 13", por exemplo.
    • No Brasil o filme foi lançado em VHS duas vezes, como "Banho de Sangue" e como "A Mansão da Morte" (título estranho, uma vez que o filme é ambientado numa baía, não numa mansão.


    Após um assalto violento, um grupo de criminosos tenta fugir de carro, com vários reféns. Com trama em tempo real, esse tenso policial é uma verdadeira aula de direção e montagem de Bava. Uma experiência cinematográfica única.


    Último filme do mestre Mario Bava, que foi filmado cinco anos antes de sua morte em dezesseis milímetros (Bava queria um filme ágil e seco), mas que não pode ser completado por causa da morte de um dos financiadores principais. Questões legais fizeram o projeto ser esquecido por algum tempo. Em 1998, os negativos foram encontrados e o filme pode ser finalmente editado, tal como Bava o imaginou, seguindo fielmente as anotações deixadas por ele. Lamberto Bava, filho de Bava e seu assistente no filme, acompanhou a edição final.


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