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    FOLHAS MORTAS (1956) - FILM REVIEW



    Joan Crawford é uma atriz lendária. Não só pelo talento, e pelos filmes, mas por sua richa com a atriz Bette Davis (que virou recentemente uma série) e seus problemas familiares. Foi casada quatro vezes. Os três primeiros casamentos foram com os atores Douglas Fairbanks Jr., Franchot Tone e Philip Terry e o quarto com o empresário Alfred Steele, maior acionista da Pepsi Cola e de quem ela ficou viúva em 1959, exercendo por vários anos o cargo de presidente do conselho da empresa. Não teve filhos mas adotou quatro crianças: Christina, Christopher e as gêmeas Cynthia "Cindy" e Cathy. 

    No seu testamento escrito pouco tempo antes de sua morte, Joan Crawford deserdou os seus dois filhos mais velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna, avaliada em cerca de dois milhões de dólares, aos outros dois. Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou Mommie Dearest (Mamãezinha Querida), um livro autobiográfico best-seller em que descreve Joan como péssima e abusiva mãe, dela e de seu irmão. Segundo Christina, a mãe era obcecada por limpeza e não tinha nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de Crawford.


    E quando um nome como Robert Aldrich se une a Joan, toda nossa atenção precisa ser voltada para o resultado. Aldrich nos deu filmes como O Imperador do Norte , Doze condenados, O Que Aconteceu com Baby Jane?, Vera Cruz , Morte num beijo, então...todo trabalho do diretor merece nossa atenção. 

    Aldrich era um workaholic, chegando a fazer dois filmes por ano. E Folhas mortas não fugiu a regra (fez Morte Sem Glória no mesmo ano). O filme, que lhe rendeu Leão de Prata de Direção no Festival de Berlim, conta a história  de uma mulher (Joan) de meia-idade cuja vida carece de amor e afeto. A sua existência solitária muda quando ela conhece Burt Hansen, um carismático jovem. Tão cedo quanto Burt a conquista e pede sua mão em casamento, surge a desconfiança de que o noivo de Millicent sofre de sérios transtornos mentais. As coisas complicam ainda mais para Millicent quando uma mulher alegando ser a primeira esposa de Hansen bate à sua porta.


    Confiram abaixo a resenha do filme (com spoilers obviamente):

    Millicent Wetherby (Crawford) é uma mulher solteira e solitária que passa o dia trabalhando como estenógrafa, no condomínio onde mora. Quando um de seus clientes lhe presenteia com um ingresso para um concerto, como reconhecimento por um trabalho bem feito, ela o assiste sozinho. A música melancólica a faz relembrar de um tempo, anos atrás, quando ela sacrificou o amor de um pretendente, em potencial, para cuidar de seu pai doente. Depois do concerto, ela entra num Café, repleto de clientes, e se senta na última mesa disponível. Numa máquina de jukebox ela escolhe a canção “Autumn Leaves". Burt Hanson, um jovem bem apessoado, entra no Café e, percebendo um lugar vago na mesa de Milly, pede licença para se juntar a ela. Depois que Milly relutantemente consente, numa tentativa de puxar conversa, Burt comenta que ela parece solitária e afirma que, tendo sido dispensado do exército, mudou-se para Los Angeles em busca de emprego. Algum tempo depois, quando Milly se prepara para deixar o Café, Burt insiste em acompanhá-la até a casa dela e a convida para a praia no dia seguinte. Embora inicialmente relutante, Milly termina aceitando o convite e, na manhã seguinte, os dois vão à praia e acabam se abraçando apaixonadamente. Porém, mais tarde, o adverte para sair com alguém de sua idade, pedindo-lhe para não voltar a procurá-la.


    Um mês depois, ao entrar em seu condomínio, ela ouve a canção “Autumn Leaves" vindo de seu apartamento e, ao chegar em casa, ela encontra Burt que a espera. Quando ele a convida para um filme e um jantar em comemoração ao seu novo emprego em uma Loja de Departamentos, Milly hesita até que ele lhe assegura que está se encontrando com mulheres da idade dele, achando-as todas muito jovens. Durante o intervalo do filme, Burt abruptamente anuncia que deseja se casar com ela e a pressiona por uma resposta. Atordoada, Milly o chama de impulsivo e insiste em voltar para casa. No entanto, quando ele se despede e começa a ir embora, ela muda de ideia e aceita sua proposta. Impaciente, Burt sugere que se casem no México no dia seguinte, mas quando ele afirma, na licença de casamento, que Chicago é seu local de nascimento, Milly mostra-se confusa porque ele antes lhe contara que nascera em Wisconsin. 

    Duas semanas mais tarde, Burt a cobre com presentes e afirma ter sido promovido a gerente. Quando um dos clientes de Milly, Coronel Hillyer, a procura para deixar um manuscrito, Burt discute suas experiências de combate com o oficial, deixando Milly perplexa, que acreditava que seu marido teria servido em uma divisão de não combatentes. Depois que Burt sai para o trabalho, uma senhora bate à porta e se apresenta como sendo sua ex-mulher, Virginia. Como Burt lhe havia dito que nunca se casara, Milly afirma que deve haver um engano, até que Virginia lhe mostra uma fotografia de Burt com o pai, que ele alegara estar morto. Virgínia explica que Burt a abandonou depois de ser acusado de furto e que ela e o pai chegaram à Los Angeles para encontrá-lo. Em seguida, ela entrega à Milly um documento de propriedade que Burt precisa assinar. Depois de avisá-la que ele é um mentiroso inveterado, Virginia vai embora deixando Milly enojada e com medo.


    Pouco tempo depois, perturbada, Milly visita o pai de Burt em seu hotel. Na ocasião, fingindo preocupação com o filho, o Sr. Hanson avisa Milly que Burt é uma alma perdida que deve ser institucionalizada. Depois que Milly vai embora, Virginia procura seu ex-sogro e o abraça carnalmente. Quando Burt chega do trabalho, Milly lhe diz que descobriu que ele é um auxiliar de escritório e não um gerente, e o acusa de roubar os presentes que ele lhe deu. Quando ele fica a olhar para ela, espantado, Milly lhe pergunta por que ele nunca lhe falou sobre Virginia. Mostrando-se agitado, ele lhe diz que o casamento não significava nada para ele e relembra o dia em que voltou para casa mais cedo, para surpreender Virginia, desmaiando em seguida. Quando Milly insiste que ele deve procurar o pai, Burt derrama-se em lágrimas, mas finalmente atende ao seu desejo. 

    No dia seguinte, ela vai ao hotel para falar com o Sr. Hanson e o encontra à beira da piscina aos abraços com Virginia. Percebendo a extensão da traição de seu sogro, Milly se esconde no corredor enquanto os pombinhos sobem para sua suíte. Logo depois, Burt chega ao hotel, e quando descobre que ele está indo ver o pai, Milly tenta fazer algo para poupar o marido. No entanto, ao chegar ao andar do Sr. Hanson, ela encontra Burt caído junto à porta da suíte. Ao voltar para casa, ele mostra-se retraído e pouco comunicativo. Logo depois, Virginia e o Sr. Hanson chegam e pedem para vê-lo. Enquanto Burt ouve às escondidas, Milly ordena que eles vão embora, mas o Sr. Hanson ameaça entregar o filho, a menos que ele passe a propriedade que herdou de sua falecida mãe para o nome de Virginia.


    Milly bate a porta de seu apartamento, chamando-os de monstros, sendo acusada por Burt de estar agindo contra ele. Enfurecido, ele a derruba com um soco e, em seguida, esmaga sua mão com uma máquina de escrever. Depois que ela grita em agonia, Burt lhe implora seu perdão. As lesões de Milly são tratadas pelo Dr. Masterson, que recomenda que Burt seja visto pelo Dr. Malcolm Couzzens, um psiquiatra. Ela resiste aos conselhos dele até uma noite, quando Burt revive a traição de Virgínia e começa a soluçar incontrolavelmente. No dia seguinte, uma angustiada Milly procura o Dr. Couzzens, que diagnostica Burt como portador de esquizofrenia, aconselhando sua internação. Quando o psiquiatra adverte que Burt está regredindo à infância, Milly finalmente concorda em interná-lo, embora tema que, uma vez curado, ele não venha mais precisar dela. Meses depois, ela recebe uma carta informando-a que Burt vai receber alta do sanatório. Certa de que ele, a essa altura, já não mais a ama, ela vai ao sanatório se oferecer para enviar suas roupas e se despedir. Ao deixar a instituição, no entanto, ela é seguida por Burt que, ternamente, beija sua mão ferida e a abraça.


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