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    ACERTANDO O PASSO (2017) - FILM REVIEW


    O filme

    Quando ‘Lady’ Sandra Abbott (Imelda Staunton) descobre que seu marido, com quem é casada há 40 anos, está tendo um caso com sua melhor amiga, ela busca refúgio com sua irmã Bif (Celia Imrie), com quem tem pouco contato. Elas não poderiam ser mais diferentes – Sandra é um peixe fora d´água perto de sua irmã, que não tem papas na língua, fica com quem tem vontade e se sente livre.

    Mas diferente é tudo que Sandra precisa, e ela relutantemente deixa Bif a arrastar para sua aula de dança, onde ela gradualmente começa a encontrar seus pés... e também encontra romance.

    Nessa hilária e emocionante comédia moderna, um colorido grupo de ‘baby-boomers’, provocadores e cheios de energia mostra a Sandra que a aposentadoria é só o começo, e o divórcio pode dar a ela uma nova visão de vida – e do amor

    ACERTANDO O PASSO tem direção de Richard Loncraine, o diretor britânico também conhecido por Richard III, Wimledon: O Jogo do Amor e por outros trabalhos na televisão, incluindo os indicados ao Emmy The Gathering Storm e My House in Umbria.


    Escrito por Meg Leonard e Nick Moorcroft (Urban Hymn, Escola para Garotas Bonitas e Piradas), ACERTANDO O PASSO é produzido por John Sachs, Andrew Berg, James Spring e Charlotte Walls.
    Os produtores executivos são Brian Berg, Lynne Berg, Gideon Lyons, Graham Begg, John Stevens, Charles Low, Adam Thrussel, Hay Firestone, Andrew Boswell, Sunny Vohra e Richard Whelan.

    A equipe é composta pelo editor Johnny Daugkes, Designer de produção Jon Bunker, Figurinista Jill Taylor e diretor de fotografia John Pardue

    SOBRE A PRODUÇÃO

    A tocante e inspiradora história por trás de ACERTANDO O PASSO nasceu da vida real. Os roteiristas e produtores Nick Moorcroft e Meg Leonard foram inspirados por um grupo de teatro da Grã-Bretanha para criar a história fictícia em torno da aula de dança para idosos.

    Moorcroft e Leonard mandaram sua ideia para os produtores John Sachs e Andrew Berg, que imediatamente viram seu potencial. “Os roteiristas tiveram a ótima ideia de contar sua história e ter seus personagens nesse ambiente”, nota Sachs. “Eu entendi na hora e disse ‘Vamos fazer isso’”
    Dada a popularidade ampla de shows como Strictly Come Dancing, os produtores perceberam que a história não só ia agradar a terceira-idade, mas tinha o potencial de alcançar todas as idades. “Senti na veia que seria algo como o filme O Exótico Hotel Marigold”, diz Berg

    A sua colega, a produtora Charlotte Walls concorda: “A história tem uma mensagem fantástica para todos”, ela diz. “O foco primário é em pessoas de certa idade, mas alcança muito mais que isso. É sobre dar uma segunda chance à vida, e acho que essa mensagem vai tocar em todas as audiências”.


    A história realmente tocou o celebrado diretor Richard Loncraine, que não hesitou em aceitar fazer o projeto. “Os filmes são sempre sobre roteiro e elenco”, ele diz. “São como pirâmides, a base é o que os mantém estáveis. Os atores terão aceitado pois gostaram do roteiro, eu fiz porque amei o roteiro”.
    Embora a dança tenha um papel central na história, ele diz, o filme vai ser um sucesso pelo fato de ser sobre pessoas reais. “Tem alguns momentos tristes e outros alegres nessa história”. 

    “Mas realmente é um filme sobre pessoas e esse é o melhor tipo de filme. Você realmente se importa com essas três pessoas e se apaixona por elas. Acredito que temos um filme com um coração real”
    As três pessoas são Sandra (Imelda Staunton), Charlie (Timothy Spall) e Bif (Celia Imrie) e eles são o que estão no coração da história.

    PERSONAGENS E ELENCO

    Sandra é uma pessoa certinha, muito bem-sucedida e faz parte do “Tennis Set” de Surrey. Ela vive em uma rua cheia de casas milionárias. “Ela criou uma família e esteve ao lado de seu marido através de toda sua carreira como policial, na qual ele alcançou o status de Comissário”, explica Moorcroft. “Ela é o caso clássico de uma ´mulher por trás do grande homem’”, adiciona Leonard.

    De fato, Sandra exibe o fato de que seu marido acabou de receber a honraria de Cavaleiro, o que é mostrado quando o filme começa em uma festa para celebrar sua aposentadoria. Sandra tem planejado a aposentadoria de ambos nas últimas três décadas.

    “É aí que começamos a contar nossa história”, conta Leonard. “É uma dessas histórias onde as mulheres perdem sua identidade esperando se reinventar, quando não precisam mais apoiar mais ninguém. É aí que nosso filme começa, às vésperas da aposentadoria de seu marido e, espera Sandra, que começa a nova vida que ela esteve planejando pelos últimos 35 anos.


    Mas aí ela perde o chão. “Ela descobre que sua melhor amiga tinha um caso com seu marido pelos últimos cinco anos”, continua Moorcroft. “e de repente, o futuro que ela havia imaginado é tirado dela. E isso leva a um desafio, a dramática pergunta para a personagem, que é: ela conseguirá se recriar e se redescobrir?”

    Para interpretar Sandra, os produtores escolheram uma das mais experientes atrizes em atividade, Imelda Staunton. “Na minha opinião, Imelda é provavelmente a mais versátil e talentosa atriz que temos na Inglaterra”, diz Sachs.

    “Sou fã dela. E a personagem precisava de tudo – pathos, que é paixão, excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento, sentimento e também precisava de humor. Precisava ritmo no corpo todo. Nos a jogamos em Hampstead Ponds, a mandamos dançar em Picadilly Circus. Ela fez tudo”.

    Loncraine, entretanto diz que a habilidade de Staunton é palpável. “...tanto que você não vê quando ela se transforma de uma desagradável esnobe de classe média alta para uma mulher acessível, simpática e generosa”, ele nota.

    “Eu assisti nosso filme muitas e muitas vezes e não dá para ver mesmo. Não tem uma cena onde acontece. Imelda foi capaz de distribuir essa mudança de emoções e de personalidade através do filme todo, o que é brilhante”.


    Staunton diz que ela se identificou imediatamente com o papel “É ótimo interpretar um papel onde tenho minha própria idade”, ela começa. “E é ótimo ver que pessoas de uma certa idade têm uma vida, elas têm desilusões amorosas, elas têm humor e elas têm um futuro”.

    “Temos a riqueza das pessoas que tiveram uma vida, mas que ainda podem ter muito acontecendo em suas vidas conforme seguem em frente”.

    Com sua vida como um redemoinho, Sandra precisa escapar dessa situação horrível. Mas para onde ela vai? Seu orgulho não a permite ficar em seu círculo social em Surrey. Ela precisa voltar para sua família, especificamente sua irmã, Bif. O problema é que Bif é, por fora, o exato oposto em todos os aspectos. “Sandra prefere confiar em si mesmo do que em sua irmã”, nota Staunton. “Sandra é mandona, e existe muito atrito”.

    Bif certamente parece a antítese de sua irmã, nota Loncraine. “Elas estão sem se falar desde que brigaram sobre uma marcha pelo desarmamento nuclear, muitos anos atrás”, o diretor diz. “E muito do filme é realmente sobre esse amor fraternal entre essas irmãs e como elas se conectam novamente”. 

    Bif é do contra, independente e até mesmo uma bon vivant. “Ela não liga a mínima para o que os outros pensam”, diz Leonard. “isso enquanto a vida de Sandra girava em torno de manter as aparências, e conseguindo favores das pessoas certas”.


    Por conta disso, Sandra está com vergonha quando aparece no flat de Bif, em Londres. “Em seu coração, essa é uma clássica história de peixe fora d´água”. Diz Moorcroft. “Sandra é jogada em um novo mundo, o qual ela acha incrivelmente difícil e realmente diferente”

    Não é fácil para Bif também. “Para começar, vemos que elas não têm muito respeito pela outra, julgam e são muito intolerantes no início”, diz Moorcroft. “E mesmo assim, as irmãs descobrem uma a outra novamente, e descobrem a si mesmas através da outra”, adiciona Leonard. 

    Para trazer Bif à vida, os produtores escolheram a festejada atriz de teatro e cinema Celia Imrie, com quem Loncraine trabalhou no filme sobre Winston Churchill The Gathering Storm. “Celia foi a minha primeira escolha”, o diretor diz. “Ela é uma atriz incrível”

    Sobre seu papel, Imrie amou a dinâmica entre as duas irmãs. “Elas levaram duas vidas bem separadas”, ela nota. “Sandra viveu uma vida bem convencional; Bif não. Quando estão juntas novamente não é fácil, mas é maravilhoso quando você tem duas irmãs que parecem muito diferentes, mas que no fundo não são nada diferentes”

    Imrie e Staunton se conhecem há muito tempo, trabalhando nos palcos em Cabaret, como Kit Kat Girls, em 1978. “Foi ótimo trabalhar novamente com Imelda”, diz Imrie. “e são personagens bem interessantes”.


    “Eu mesma tenho três irmãs, e não podemos esquecer nossos anos de formação, eles sempre te moldam”, ela continua. “E, nessa história, sendo a mais velha, Bif tem a coragem de empurrar Sandra para um caminho que ela não quer percorrer. Também você pode ser muito mais rude com uma irmã do que seria com uma amiga, porque você tem toda a história juntas”.

    Enquanto tenta se ajustar à nova vida, Sandra encontra os amigos de sua irmã, incluindo seu melhor amigo Charlie, um restaurador de móveis que gosta de um baseado, amante de jazz e que mora em um barco em Maida Vale.

    “Tem uma razão pela qual ele vive em um barco, tendo vendido sua casa, que é uma história que revelamos conforme o filme passa”, explica Moorcroft. “É algo que é mantido em segredo de todos, exceto de Bif, que é sua confidente e sua melhor amiga nas aulas de dança que eles frequentam”.

    Charlie tem um cinismo arraigado. Ele vê o mundo por necessidade com um senso de humor seco. “Ele é um personagem divertido, mas bem reservado”, Leonard explica. “Lentamente aprendemos sobre sua história. E sua reação inicial a Sandra é que ela é ridícula!”

    Mas, lentamente, seu relacionamento se aquece, e um romance floresce. “Como em qualquer comédia romântica clássica”, diz Leonard. “nenhum deles se imagina junto ao outro”.

    Os opostos se atraem. “E nos divertimos muito com isso”, diz Moorcroft, que, junto com Leonard, viram filmes clássicos do gênero – A Costela de Adão, Levada da Breca, Melhor é Impossível.


    “Você se diverte com o conflito, e tem muito conflito”, ele continua. “leva uma boa hora antes do relacionamento começar a se formar, onde eles reconhecem um ao outro pelas pessoas que elas são. Embora no começo parece que eles são opostos, na verdade eles tem muito em comum”.

    Para o papel de Charlie, os produtores elencaram o amado ator Timothy Spall. Na verdade, foi Loncraine que proporcionou a Spall sua grande estreia, elencando no seu primeiro filme, o filme para a TV de 1980 The Vanishing Army, logo depois que ele deixou a RADA. ACERTANDO O PASSO é o quarto projeto em conjunto do diretor e do ator.

    “Tim Spall é uma lenda”, diz Berg. “e assim que soubemos que ele gostou do roteiro, sabemos que tínhamos nosso trio”.

    Spall não só gostou da história, como também estava feliz de interpretar alguém que se parecia com ele mesmo. “Acabando de interpretar o reverendo Ian Paisley em Crusoé e David Irving em Negação, interpretar alguém da minha idade e que parece um pouco comigo, fala um pouco como eu, se veste um pouco como eu foi muito bom”, ele ri.

    Em relação ao relacionamento de Charlie com Sandra, ele gostou muito “eu não me entrego de cara”, ele diz. “Sandra não tem certeza sobre Charlie porque ele é um relaxado”.


    Eles se encontram pela primeira vez quando ele está arrumando o flat de Bif. “Então ela encontra ele depois dele ter fumado um baseado, e está fazendo coisas excêntricas. E aí ele comete o erro de dar conselhos a ela, o que a ofende”. 

    Ao lado de Bif, o outro melhor amigo de Charlie é seu vizinho de barco Ted, que é interpretado por David Hayman. “Ted é um enigma, um mauricinho, um roqueiro envelhecendo”, diz o ator. “seus anos dourados foram nos anos 50 e 60. Ele é muito solitário, tendo perdido sua esposa no último ano”. 

    “Ele e Charlie se juntam nos seus barcos-casa, fumam muitos baseados e se recusam a aceitar que a luz está se apagando!”

    Como Bif e Charlie, Ted também é membro das aulas de dança para idosos – assim como a memorável personagem Charlie, interpretada por Joanna Lumley. “Jackie era uma advogada muito boa em fazer divórcios”, diz Lumley sobre seu papel. “Ela tem um bom dinheiro, se casou cinco vezes, então não deve ser a melhor pessoa de se conviver, mas é muito corajosa e ama pertencer a esse clube de dança”

    O outro notável membro do clube de dança é a instrutora, Corrinna, interpretada por Indra Ové. “Ela ama ensinar aqueles acima de 50”, diz a atriz sobre sua personagem. “e ela se envolve muito. Foi muito interessante, porque enquanto eu estava aprendendo as coreografias com o resto do elenco, eu tive de assistir aos coreógrafos para ver como eles ensinavam e foi muito divertido”.


    A AULA DE DANÇA E OS DANÇARINOS

    As aulas de dança e os recitais dos quais o grupo participa, são parte integral de ACERTANDO O PASSO. E embora o diretor Richard Loncraine interpretou a dança nos comerciais que ele fez no início de sua carreira, ele nunca trabalhou com tantas cenas de dança. “A dança foi meu maior medo em todo o filme”, ele diz. “Temos muita dança!”

    Uma das principais preocupações era o nível no qual os atores deveriam desempenhar. “Para começar, o elenco principal e as pessoas que eles devem interpretar não são dançarinos profissionais”, continua o diretor. “Eles deveriam ser bons, mas não tão bons que pareceriam ridículos”.

    Foi, ele diz, um equilíbrio fino. “Eles tinham que ser melhores que a maioria das pessoas por que você não quer ir ao cinema e ver a vida real. Você quer ver algo um pouco melhor que a vida real”.

    Outro ponto importante foi que a dança deveria integrada à história principal, não só um show adicional. Portanto, para Sandra, assistir às aulas de dança de sua irmã não só a arrasta para fora de sua zona de conforto, mas também a coloca em contato com pessoas novas também.

    “Para Sandra, a dança a permite ser mais livre, e a permite libertar coisas que estavam presas a muitos e muitos anos”, diz Staunton. “Você encontra mulheres e homem que estão presos em péssimos casamentos e não percebem que se acostumaram mal”.


    “Acredito que muitas mulheres sacrificam muitas coisas para manter seu casamento e manter seu parceiro, permitindo que suas vidas serem o elemento mais forte, e minha personagem fez isso. Se libertar disso e ser exposta à sua irmã, que é tão livre e fácil é maravilhoso, e a dança dá a Sandra uma chance real de libertação”.

    A aula de dança também abre as portas para um novo romance. “É na hora que Charlie e Sandra dançam pela primeira vez juntos que uma conexão real é estabelecida”, diz Spall. “Você acha que sabe qual tipo de pessoa pertence a um grupo de dança, mas esse filme introduz a uma miríade de experiências, e você vê do que os personagens são feitos”.

    “Isso que essas pessoas fazem juntas é algo central, é onde eles se encontram”, ele adiciona. “eles levam isso a sério o suficiente para fazer tudo certo, é como um grupo de autoajuda”.
    De fato, para todos os personagens que a audiência conhece, o grupo de dança age como um alívio para seus problemas. “É como um remédio”, diz Spall. “é algo social, um hobby com esses benefícios”.

    “E tem algo muito sincero nisso, uma mistura de habilidade e charme. As vezes, me senti tocado assistindo à dança, vendo todos os triunfos individuais e arrependimentos, e términos – esse monte de experiência nessa idade, quando você não é mais conhecido por ser interessante mais”.


    “Nos mostram essa imensa quantidade de vida que está passando por trás dessa dança, não é sem graça, tem humor, mas tem também sinceridade”

    Staunton concorda: “Essas pessoas indo para uma aula de dança não são só engraçadas, é algo tocante”, ela diz. “Não é quão bem elas estão dançando, é sobre pessoas não ficando isoladas”

    “Ser parte de um grupo é realmente importante. Estamos vivendo mais. Essas pessoas são vorazes. Eles podem lutar e tem esperança e acho que todas essas coisas tem um grande apelo. A dança nesse filme é uma metáfora para todos os nossos sentimentos”.

    Lumley diz que ela amou a ênfase nas pessoas mais velhas dançando “É abraçar pessoas e dançar com pessoas, fazer pessoas idosas levantar e dançar. De fato, acho que dança devia ser obrigatória na escola!”

    “O filme celebra a amizade e o otimismo”, ela adiciona. “Essas pessoas que entram para clubes e se envolvem com os outros se divertem. E tem mais, elas dançam de um jeito que você não espera que pessoas de 60 ou 70 dançam”.


    Pediram ao grupo que tentasse danças tão variadas como uma Valsa Vienense, Jazz, Discoteca e Salsa. Tem até um movimento inspirado nos “nutty boys”. “é como uma pizza variada de dança”, sorri Spall. “Definitivamente não é uma marguerita. É uma havaiana com muitos extras!”

    O coreógrafo australiano Ashley Wallen colocou todos os elementos da dança juntos no filme. Ele trabalhou com estrelas como Sugarbabes, Kylie Minogue, Will Young, Robbie Williams e Mariah Carey.

    “Ashley verificou a capacidade dos atores e quanto tempo precisariam de ensaios”, disse o produtor Andrew Berg. “Eles já eram bons no começo, Celia Imelda e Joanna eram brilhantes. Foi uma questão de confiança”.

    O coreógrafo assistente Mark Jennings lidou com o trabalho do dia-a-dia. “Não é só a dança de salão comum”, ele insiste. “Uma hora tínhamos os rapazes fazendo a dança do robô e movimentos de hip-hop. Foi um de A a Z que eles percorreram”.

    “Acho que as plateias vão ficar ligeiramente chocados e embasbacados pela performance. Os atores deram tudo de si, você realmente quer participar!”.
    Para completar o time de atores principais e coadjuvantes, a aula é completada com 15 ex-dançarinos profissionais.


    Loncraine explica: “Tínhamos 20 pessoas na trupe – 5 do elenco e 15 ex-dançarinos profissionais, que participaram em shows como Chorus Line – Em Busca da Fama e Hair”.

    Jennings completa: “Dançarinos geralmente pensam que tudo está acabado aos 35, mas alguns dos nossos tem 66 anos e continuam com tudo! Isso trouxe a eles uma nova visão da vida”. A camaradagem entre os atores principais e a trupe de dança era palpável, ele diz. “todos eram iguais”.

    De fato, Staunton conhecia alguns dos dançarinos profissionais por anos. “Quando interpretei Dorothy em O Mago de Oz na RSC em 1986, um dos rapazes estava lá”, ela lembra. “Me senti muito confortável e estávamos todos nessa juntos”.

    Imrie diz que que assistir aos ex-dançarinos trabalharem novamente na pista de dança foi revigorante e tocante. “Me senti realmente tocada de ver esses cavalheiros dançando pois eles já têm uma certa idade”, ela se lembra.

    “É claro que, pela maneira que deslizam pelo palco, que eles dançaram a vida toda. Agora, eles tiveram uma chance de fazer tudo de novo e é algo incrivelmente tocante vê-los dando tudo de si”.


    “As mulheres são maravilhosas também, mas tinha algo não comum sobre assistir aos rapazes, já que tinham tanto tempo de vida”.

    Os ex-dançarinos que participaram das aulas de dança estavam muito felizes de participar. Mas de 150 dançarinos apareceram nos testes e os que chegaram à seleção final incluíram Basil Patten, um veterano de Oliver e O Violinista no Telhado. Ele tem 74 anos de idade. “Fazer parte desse filme nesse estágio da minha carreira foi realmente maravilhoso”, ele diz.

    Com apenas um ano a menos, Christopher Malloy, 73, partilha do mesmo sentimento. “Estive em muitos e muitos shows, mas estou especialmente empolgado com esse pois chegou em um estágio tão avançado da minha carreira”, ele diz.

    A exuberante performance em tela dos dançarinos, porém, tem um preço. “Estava aposentada já tem um tempo”, diz Christina Avery, 67. “Me diverti muito – é como férias – mas isso me rendeu juntas doloridas, especialmente minhas costas, pescoço e pés”

    Todos os dançarinos tiveram carreira nas telas e palcos e Fred Folks, por exemplo, esteve em Britain´s Got Talent, como um grupo chamado Old Men Grooving. Ele recentemente trabalhou em Children in Need.


    Já o elenco principal aproveitou a oportunidade para aumentar sua experiência. “Atores podem se sentir vulneráveis enquanto dançam”, nota Jennings. “Mas o elenco realmente se envolveu e deu tudo de si”.

    Para Staunton e Imrie, que foram coristas em sua juventude, as sequências de dança foram um prazer. “Eu mesma sou uma corista”, sorri ao dizer. “Comecei de maneira teatral e eu sempre amei a dança”.

    Staunton, no entanto, que recentemente arrasou no palco com o sucesso musical Gypsy, em Londres, admite que pela experiência, a dança foi longe de ser fácil. “Foi dolorido pois, mesmo eu já tendo feito musicais, eu nunca tinha feito grandes cenas neles”, ela diz.

    “Dito isso, quando nós batalhamos juntos, ajuda a manter a união. Esse é um trabalho, e é trabalho duro!”

    Spall também partilha desse sentimento. “Na hora que você se senta, já tem alguém te puxando para fazer algum passo de dança”, ele diz. “Na verdade, a única hora que descansamos é quando estamos atuando”. 

    Hayman nota que ele não dançava desde que o fez no teatro, 25 anos atrás. “Dizia à minha esposa que gostaria que me chamassem para Strictly Comes Dancing, mas agora, depois de passar por esse processo, eu nunca o faria”, ele ri.


    LOCALIDADE DA DANÇA, LOCALIDADE DAS FILMAGENS

    A sequência de dança em Piccadilly Circus é uma das cenas mais memoráveis do filme. Envolve uma aparição relâmpago de toda trupe de dança, e foi filmado em uma tarde de domingo, no inverno, no meio de uma das áreas mais cheias de turistas de Londres.

    Na história, o grupo de dança vai tentar conseguir doações para a AGE UK, uma entidade filantrópica que cuida de idosos, e sua campanha Espalhar o Calor. “A citação ao AGE UK é muito relevante. A vida foi feita para viver, e não há limite de idade para isso”, diz Berg.

    Originalmente, a sequência de dança se passava em uma estação de trem, mas isso se mostrou impraticável. Os produtores então tentaram o South Bank e depois, pegando o touro pelos chifres, Piccadilly Circus.

    “A cena em Piccadilly Circus foi muito ambiciosa”, continua Berg. “Tinha que ser algo na história que pudesse se espalhar, se tornar viral, e fazer com que o grupo de dança fosse convidado para um grande festival de dança na Europa”.

    “E, claro, Piccadilly é icônico. Parabéns ao nosso time de locações por que isso não foi fácil de se conseguir”>

    A cena foi filmada com 20 dançarinos profissionais, 50 extras e a plateia foi composta de 600 pessoas reais. Loncraine usou uma seleção de câmeras que eram muito leves, e filou a cena cinco vezes em duas horas. Os produtores tiveram sorte, pois não começou a chover até eles terem quatro cenas prontas!”

    A sequência de dança em Piccadilly Circus termina com o grupo sendo convidado para se apresentar em um festival de dança em Roma.

    “A apresentação em Roma é mais formal do que a que vemos em Piccadilly Circus”, diz Loncraine, que teve que fazer dois approaches na sequência filmada em outro país.

    “Primeiros, fizemos a cena da dança do ponto de vista da plateia. Temos esse arco no palco então não queria tomadas em lugares estranhos, pois não é o que a audiência veria”. Essa parte da cena de dança foi filmado de maneira tradicional, da perspectiva da plateia. “Mas, ao mesmo tempo, temos a história com Bif, onde ela deve dançar, e lá estava eu, no palco, usando câmeras pequenas”.


    Loncraine diz que tentou filmar toda a coreografia em um take “...para que eu pudesse pular de uma tomada a outra. Temos uma fotografia bem mais interessante no filme, temos mais estilo”.

    “É o que fazem em grandes filmes, como Quem tem medo de Virginia Wolf?. Você não vê a fotografia. Fui criticado por meus filmes não terem direção. Bem, isso é um elogio. Não quero ver direção, não gosto de diretores que se exibem”.

    “Com os atores que tinha, era como ter incríveis ginastas. Não queria estar no palco, segurando-os pela mão”.

    Outra localidade chave para Loncraine e seu elenco foi Hampstead Ponds, um dos locais preferidos de Bif. Em um determinado momento, ele incentiva Sandra a tentar um mergulho.

    Outro é o bairro Soho, em Londres. Nesse, o diretor diz que tiveram “muita filmagem de guerrilha”.
    “Tivemos cenas de Imelda e Tim andando em Soho no Natal. Normalmente, você controla a rua e tem extras e iluminação, mas com as câmeras modernas conseguindo trabalhar com tão pouca luz, conseguimos uma sensação bem natural”.

    A sensação natural aumenta a qualidade do filme. “Acho que esse filme é único”, conclui Staunton. Nada é igual. Mostramos pessoas da melhor idade tentando resgatar o resto de suas vidas. Todos tiveram desapontamentos ao longo da vida, mas todos os personagens estão agora tentando ter um futuro.

    Spall concorda, adicionando: “O filme tem a dança no centro, e é o que essas pessoas fazem para se ajudar. Mas não é só isso. A história é sobre pessoas de uma certa idade se divertindo e vivendo em uma das melhores cidades do mundo. Tenho certeza que as pessoas se identificarão com isso”.

    BIOGRAFIA DO ELENCO

    IMELDA STAUNTON– Sandra

    Depois de estudar na Royal Academy of Dramatic Art, Imelda Staunton começou sua carreira no teatro, onde ganhou quatro prêmios Olivier. No cinema, ela ganhou prêmios BAFTA e Screen Actor Guild, e indicações ao Oscar, Golden Globe, BAFTA, Screen Actor Guild, Emmy e Primetime Emmy.

    Staunton atuou em uma variedade de peças e musicais em Londres, ganhando quatro prêmios Olivier, três por melhor atriz em um musical por seus papeis como Mamma Rose em Gipsy, como Srta. Lovett em Sweeney Todd, como esposa do padeiro em Into the Woods e um por melhor performance coadjuvante por seu trabalho em A Chorus of Disapproval e The Corn is Green, em 1985. Sua presença nos palcos em The Beggar´s Opera, O Mago the Oz, Uncle Vanya, Guys and Dolls, Entertaining Mr. Sloane e Good People. Também recebeu onze indicações ao prêmio Olivier.

    Outros papéis dignos de nota no teatro incluem Marty em Circle Mirror Transformation, no Royal Court, Claire, em A Delicate Balance, Ines em Life x 3 e Nora, em Calico.


    Staunton ganhou elogios da crítica e reconhecimento por seu papel principal em O Segredo de Vera Drake, pelo qual ganhou um BAFTA de Melhor Atriz Europeia, Prêmio BIFA de melhor atriz no Festival Internacional de Veneza e também uma indicação ao Oscar. Também estrelou nos bem-sucedidos filmes Harry Potter e a Ordem da Fênix, Escritores da Liberdade, Malévola, Orgulho e Esperança, O Despertar, Um Ano Mais e Aconteceu em Woodstock.

    Staunton teve sucesso também na televisão. Sua performance em My Family and Other Animals rendeu a ele uma indicação ao Emmy Internacional de melhor atriz, enquanto seus papéis em Return to Cranford e The Girl a renderam indicações ao prêmio BAFTA de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme. Também estrelou em sitcoms Up the Garden Path e Is it Legal?. Outros créditos na TV incluem That Day we Sang, Psychoville, Cranford Chronicles, Fingersmith, Strange, Cambridge Spies, David Copperfield, The Singing Detective, Frank Stubbs e A Bit of Fry and Laurie.

    TIMOTHY SPALL – Charlie

    Timothy Spall é um dos atores mais amados e talentosos da Inglaterra. Ele foi aclamado por seu papel como J.M.W Turner no filme Sr. Turner, pelo qual ganhou sete prêmios internacionais, incluindo o prêmio de melhor ator no Festival Internacional de Cannes. Ele estudou no National Youth Theatre e na RADA, e começou sua carreira no teatro, com temporadas no Birmingham Rep e no RSC.

    Timothy talvez seja mais conhecido pelo seu papel como Peter Petigrew na série de filmes Harry Potter. Outros filmes nos quais trabalhou incluem O Discurso do Rei, Maldito Futebol Clube, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, O Lavador de Almas, Agora ou Nunca, Um Golpe de Sorte, Topsy-Turvy – O Espetáculo e Segredos e Mentiras. Créditos na TV incluem The Enfield Haunting, Blandings, The Syndicate, The Fattest Man in Britain, Oliver Twist, The Street, Bodily Harm, Auf Weidersehen Pet, Perfect Strangers, Shooting the Past, Our Mutual Friend, e seu próprio documentário Timothy Spall:Somewhere at Sea.

    Timothy também interpretou o amado personagem Fungus The Bogeyman em uma minissérie da Sky1 e foi aclamado pelo papel de The Caretaker no The Old Vic. Outros créditos incluem Denial, com Rachel Weisz e Tom Wilkinson, The Journey e Away.

    CELIA IMRIE – Bif

    Celia Imrie atriz e ganhadora do prêmio Olivier e indicada ao Screen Actors Guild. Em 2015, ela estrelou no filme O Exótico Hotel Marigold 2, como Madge Hardcastle, uma performance que o Daily Telegraph declarou como brilhante. O filme recebeu elogios da crítica e alcançou indicações a Melhor Filme dos prêmios The Hollywood Foreign Press, BAFTA e Screen Actors Guild, esse último por melhor elenco. O filme é a sequência do sucesso O Exótico Hotel Marigold.

    Em 2015, Imrie fez sua estreia como novelista, com Not Quite Nice, que foi o título mais vendido na Bloomsbury, um best seller do Sunday Times, alcançou o quinto lugar do iBooks na categoria livros pagos e sexto na lista de best sellers da Amazon. Em março de 2016, Bloomsbury publicou a espirituosa e encantadora sequência Nice Work (If You Can Get It).


    Também em 2016, Imrie repetiu seu papel como Una Alconbury, em O Bebê de Bridget Jones, assim como interpretou Claudia Bing no esperado filme Absolutely Fabulous: O Filme. Imri também estrelou como Joan Erikson em Year by the Sea, adaptado do best seller de Joan Anderson. Outras notáveis participações são em filmes como Calendar Girls, Um Plano Brilhante, Wimbledon, O Jogo do Amor, Nanny McPhee, a Babá Encantada e Escola para Garotas Bonitas e Piradas.

    Imrie também apareceu no filme de Gora Verbinski, o horror supernatural A Cura, e fez o papel de Mr. Green no filme Hush: A Morte Ouve, dirigido por Olaf de Fleur Johannesson. Ela também pode ser vista como Phyllis na primeira temporada da séria da FX Better Things, co criada e estrelada por Pamela Adlon.

    No final de 2016, Celia retornou para os palcos em King Lear no The Old Vic, como Goneril. Ela também estrelou em Noises Off, Polar Bear, Unsuspecting Susan, que foi para a Broadway, Thej School for Scandal, Dona Rosita the Spinster, Habeas Corpus, Hangover Square, In Pursuit of the English, Particular Friendships e Sea, esse ultimo lhe rendendo um prêmio The Clarence Derwent por melhor atriz coadjuvante. Ela reprisou seu papel na TV de Miss Babs em Acorn Antiques: The Musical em 2005, e ganhou o prêmio Olivier por melhor performance coadjuvante em um musical.

    BIOGRAFIA DO DIRETOR – RICHARD LONCRAINE 

    Richard Loncraine é reconhecido por seu trabalho em filme, televisão e comerciais.

    Ele começou sua carreira como um escultor, com seu trabalho exibido de tempos em tempos no Institute of Contemporary Art, depois de ser um diretor de comerciais premiado. Desde então ele dirigiu diversos e aclamados filmes e produções televisivas. 

    Seu trabalho inclui Blade on the Feather, pelo qual recebeu uma indicação ao BAFTA, Richard III, pelo qual ganhou o Urso de Prata de melhor diretor no Festival Internacional de Cinema de Berlim, a minissérie ganhadora do Emmy Band of Brothers, para Stephen Spielberg, os filmes The Gathering Storm e My House in Umbria, pelos quais recebeu indicações ao Directors Guild Award, o thriller Firewall – Segurança em Risco, estrelado por Harrison Ford, a comédia romântica Wimledon: O Jogo do Amor, com Kirsten Dunst e Paul Bettany e a comédia Tudo por Você, estrelada por Renee Zellweger.


    Ele continuou seu trabalho com seu terceiro filme para a HBO, The Special Relationship, com Michael Sheen, Dennis Quaid e Hope Davis, ganhando cinco prêmios Emmy e três indicações ao Golden Globe, e recentemente dirigiu Ruth & Alex, estrelado por Morgan Freeman e Diane Keaton.

    Richard também é inventor, e suas criações incluem um Pêndulo de Newton cromado e a câmera Hot Head, controlada remotamente, invenção que lhe rendeu, junto de seus parceiros, um Oscar técnico.

    Seus créditos incluem:

    2014 Ruth & Alex
    2012 Playhouse Presents – City Hall (Série para TV)
    2010 The Special Relationship
    2009 Tudo por Você
    2006 Firewall – Segurança em Risco
    2004 Wimledon: O Jogo do Amor,
    2003 My House in Umbria
    2002 The Gathering Storm 
    1995 Richard III
    1987 Bellman and True
    1982 Enxofre & Melaço




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