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    15 FILMES IMPERDÍVEIS SOBRE JAZZ


    O jazz surgiu entre 1890 e 1910 em Nova Orleans. É relativamente difícil estabelecer uma definição para esse estilo musical, porém podemos dizer que ele é marcado pela improvisação, pelo swing e os ritmos não lineares. O jazz tem suas raízes na música negra americana pouco antes de 1850. A maior influência do jazz foi o Blues, também derivado das canções de trabalho dos negros, que por sua vez, veio de hábitos criados durante a escravidão (quando os escravos festejavam diversas cerimônias com seus cantos e tambores).

    A partir dos anos de 1910 os brancos ouviam e tocavam jazz, mas somente a partir de 1920 que a manifestação artística passou a ser fazer parte da cultura branca.

    A primeira forma de jazz foi o swing, criado por Falcon durante a década de 1930, quando o jazz era bastante popular. Na década de 40, nasce o bebop e o hard bebop, porém foram de pouco agrado aos ouvidos populares.


    Posteriormente surgiu um jazz mais intelectual e de grande aceitação: o cool jazz. Na década de 60 surgiu o free jazz, com elementos de composição autorais e arrítmicas e muita improvisação, sendo assim, uma fase experimentalista do estilo.

    Com o passar do tempo a popularização do Jazz foi inevitável, surgiam as primeiras bandas que tinham uma formação composta de trombone, contrabaixo, piano, corneta, clarineta. Uma banda em particular foi a responsável por propagar a nomenclatura “jazz” e tornar o estilo mais conhecido, essa banda era a “Original Dixieland Jass Band”.

    Após o surgimento de outros estilos como o rock, o funk e o pop, o jazz passou a se fundir com esses estilos, dando origem ao que chamamos de fusion. Assim, o estilo passou a incorporar elementos eletrônicos, samplers e sequenciadores utilizados na mistura do drum'n'bass e do techno, dando origem ao jazz contemporâneo.


    A Classicline lançou no mercado 3 dos filmes  da lista  (foto abaixo) , sendo que um deles em bluray. Todos estão disponíveis no site da empresa (só clicar no link). Todos baseados em histórias reais, e imperdível para qualquer fã de cinema.
    E boa aproveitar as promoções da empresa, que fez uma especial para o dia das mães. Confiram lá.


    E agora, vejam nossas dicas:


    Cinebiografia conta a história da lenda do jazz, o trompetista Chet Baker (Ethan Hawke), que sempre se envolvia com drogas, sexo e violência. Isso o leva em direção ao isolamento e ele acredita que sua carreira chegou ao fim. No entanto, ele busca forças para voltar aos palcos com a ajuda do amor, quando se apaixona por Jane (Carmen Ejogo).

    • Chet Baker ganhou projeção quando começou a tocar com outra lenda do jazz, Charlie Parker.
    • O músico usava drogas, em especial a heroína e foi preso várias vezes. Ele fez dívidas para comprar drogas e foi espancado por isso, perdendo vários dentes. Baker chegou a vir ao Brasil em 1985 para se apresentar no Free Jazz Festival. Ele morreu em 13 de maio de 1988, ao cair da janela de um hotel. As circunstâncias de sua morte nunca foram descobertas.
    • O ator Ethan Hawke teve aulas de trompete e também aparece em cena cantando.
    • O diretor do longa, Robert Budreau, já abordou o universo do jazz nos filmes Dream Recording (2004), sobre o pianista de jazz David Braid, e The Deaths of Chet Baker (2009), que, curiosamente, gira em torno da morte de Chet Baker.

    Nos anos 30, em Nova York, Emmet Ray era considerado um excelente guitarrista de jazz, sendo superado apenas pelo lendário Django Reinhardt. Apesar de toda a sensibilidade para a música Ray no início era um parasita, que por trás dos bastidores ganhava a vida como cafetão antes de obter fama. Quando Emmet conhece Hattie, uma mulher muda e humilde que lava roupa para viver, descobre que ela ama sua música e prontamente se apaixona. No entanto, sua incapacidade de ser fiel, sua convicção arrogante de que um músico não deveria se casar e sua crença que ele é melhor que Hattie fazem a relação fracassar. 

    • Poucas e Boas demorou mais de um ano para ser lançado nos cinemas brasileiros, devido a problemas com a distribuidora nacional que o havia comprado.
    • Woody Allen presta uma pequena homenagem ao filme La Strada (1954), do diretor Federico Fellini. Os personagens Emmet e Hattie correspondem aos personagens Zampano e Gelsomina na trama italiana. Além disso, a cena final dos dois filmes é semelhante.
    • Samantha Morton recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante mesmo sem falar nenhuma palavra ao longo do filme.
    • O título original do filme é baseado na canção "Sweet and Low-Down", do compositor George Gershwin. A música está presente em outro filme de Woody Allen, Manhattan (1979).
    • Neste filme, Sean Penn toca um violão Selmer Maccaferri modelo 1932. É o mesmo tipo de instrumento que o famoso Django Reinhardt costumava usar.

    Bleek Gilliam (Denzel Washington) sonhava desde criança em ser músico, mas sua mãe insistia para que ele não largasse os estudos. Já adulto, ele torna-se um trompetista de sucesso e forma a sua própria banda de jazz. No entanto, sua rivalidade no palco com Shadow Henderson (Wesley Snipes) e seus problemas com mulheres levam Bleek a conhecer o fracasso. 

    • A atriz Joie Lee é irmã do diretor do filme, Spike Lee. Na cena de seu casamento, ela é entregue ao noivo pelo personagem interpretado por seu pai na vida real , Bill Lee. 
    • O uso do título original, "A Love Supreme", foi negado pela viúva de John Coltrane, o compositor da canção de mesmo nome.  
    • Denzel Washington e Wesley Snipes foram treinados para fingir que estavam tocando seus instrumentos (trompete e saxofone) pelo músicos Terence Blanchard e Donald Harrison. Além disso, os músicos ainda tocavam no lugar deles, fazendo uma espécie de dublagem musical. 

    O filme constitui um tributo à memória do músico Charlie Parker, um virtuoso do saxofone que revolucionou o jazz nos anos 40. Conhecido pela carinhosa alcunha de "Bird", Parker e o trompetista Dizzy Gillespie formaram em 1944 o primeiro dueto de bebop. Parker viciou-se no consumo de heroína e álcool e a sua vida privada foi uma sucessão de falhas e tragédias, contrastando com o sucesso que obteve como músico. Acabaria por morrer, vítima de ataque cardíaco, com apenas 34 anos.


    Forest Withaker, que protagoniza "Bird", ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 1988.


    Na década de 1950, Dale Turner, um negro saxofonista talentoso e alcoolatra e deixa Nova York e sua família, mudando-se para Paris. Lá, ele toca para um público amante de jazz sem ser julgado por sua raça e tranquilamente envelhece em paz. Sem a intenção de se afastar de seus vícios, Dale, no entanto, torna-se o projeto de um fã francês que tenta ajudá-lo a combater o alcoolismo, inspirando tanto Dale quanto sua música.

    • O músico Dexter Gordon interpreta o jazzista solitário e alcoólatra. Por sua vez, a trajetória desse personagem foi baseada em fatos reais da vida do pianista Bud Powell e do saxofonista Lester Young. 
    • Além de Dexter Gordon, o filme de Bertrand Tavernier contou com grandes jazzistas: Ron Carter, Wayne Shorter, Freddie Hubbard, Herbie Hancock entre outros.
    • "Por Volta da Meia-Noite" recebeu o Oscar de Melhor Trilha Sonora.

    Apesar da infância difícil e de ter que trabalhar como faxineira e até mesmo prostituta em um bordel, Billie Holiday nunca desistiu de seu sonho de se tornar uma cantora de jazz. Certo dia, ela consegue um contrato em um clube do Harlem onde começa a cantar e a encantar as plateias de toda a cidade, demonstrando um talento que ultrapassou todas as tragédias passadas.


    Dois músicos de jazz americanos, Ram Bowen (Paul Newman) e Eddie Cook (Sidney Poitier), escolheram exercer suas carreiras em Paris. Lá eles conhecem duas americanas, Lillian Corning (Joanne Woodward) e Connie Lampson (Diahann Carroll), que estão em férias. Eles se apaixonam por elas e são correspondidos, no entanto elas exigem que eles retornem aos Estados Unidos se desejam algo mais sério. Assim eles se vêem obrigados a avaliar o modo de vida deles e suas carreiras, para então poderem comparar com o amor que sentem por elas.


    A história do lendário baterista de jazz, Gene Krupa. Desde sua juventude, tudo o que Gene queria era tocar bateria e fazer música. Isso era algo que seus pais não aprovariam, querendo que ele fosse um padre. Quando o pai de Gene morre, ele promete entrar para o seminário. Ele logo percebe que não pertence àquele lugar, sai do seminário e entra para banda de seu amigo Eddie. Ethel, a namorada de Eddie, convence Gene a se mudar para Nova Iorque para tentar algo maior. Os dois se apaixonam e Gene monta sua própria banda. Logo atinge o sucesso e começa uma vida de bebidas, álcool e drogas. E deixado por sua mulher, Gene precisa enfrentar a realidade, tocando em bares locais.


    Cinebiografia melodramática do pistonista de jazz Loring Red Nichols. Vale pelos duetos instrumentais com o grande Louis Armstrong. O pistonista Nichols (Danny Kaye) chega do interior para a cidade grande, cheio de amor para dar a uma orquestra qualquer. Logo casado com uma dançarina (Barbara Bel Geddes) e descoberto por Armstrong, ele faz sucesso e revela talentos como os dos bandleaders Glenn Miller e Artie Shaw. De súbito, algo o rouba de seu sôfrego caminho para a imortalidade no show business. Os solos dublados por Kaye foram dublados pelo próprio Nichols.


    Dave e Dora Goodman estão determinados a garantir uma boa educação para seus filhos. Em 1919, o Prof. Schoepp oferece aulas de música para os moradores de um conjunto habitacional de Chicago, na Hull House, e embora o jovem Benny Goodman não goste inicialmente do instrumento, ele se torna uma excelente clarinetista aos 14 anos. Benny aprecia as obras de Mozart, mas quando surge a oportunidade de tocar em uma banda de ragtime, ele junta-se ao sindicato dos músicos e começa sua carreira como profissional. Durante uma pausa, Benny escuta com admiração a banda de jazz de Nova Orleans de Kid Ory, que o aconselha a tocar da forma como ele sente a música. Mais tarde, Benny, dois anos antes de terminar seu ensino médio, junta-se à banda de Ben Pollack e começa a tocar em bailes em todo o país.


    O famoso artista Glenn Miller (James Stewart) começa cedo a escrever sua história. Nos anos 30, ele entra nos negócios musicais e enfrenta algumas dificuldades iniciais como o fracasso de sua primeira banda de estrada. No entanto, ele não desiste e mais tarde casa-se com Helen Burger (June Allyson), que o acompanhará na sua trilha para o sucesso.

    • June Allyson declarou que este filme está na lista dos seus três melhores como atriz.
    • É o segundo filme dos três nos quais os atores James Stewart e June Allyson atuaram como marido e esposa.
    • Entre as pessoas que assistiram ao lançamento do filme, estava a mãe do homenageado Glenn Miller, que achou o filme bom o suficiente mas declarou que seu filho era mais bonito do que seu intérprete no longa, o ator James Stewart.
    • Devido ao término da relação profissional desde 1950, o cantor e saxofonista Tex Beneke não aparece no filme. Suas participações musicais em diversos clássicos do compositor Glenn Miller não aparecem na trilha sonora.

    Rick (Kirk Douglas) era um jovem sem rumo na vida que, ao descobrir seu talento para a música, é apoiado pelo ícone Art Hazzard (Juano Hernandez), um velho mestre do trompete que decide ser seu mentor. Rick se mostra um excelente trompetista, mas logo fica entediado por trabalhar sempre em orquestras onde não pode mostrar seu grande talento. Ajudado por amigos e pela bela cantora Jo Jordan (Doris Day), Rick logo consegue vencer no mundo da música e se torna uma verdadeira estrela. No entanto, a relação com sua perturbada esposa Amy ( Lauren Bacall) se deteriora, e ele logo descobrirá que na vida nem tudo se resume a sucesso.

    • Doris Day declarou que estava infeliz fazendo este filme, pois trouxe de volta memórias estressantes de sua carreira inicial como cantora de banda. Ela também disse que Kirk Douglas e Lauren Bacall não a deixavam confortável.
    • O filme foi um reencontro de Lauren Bacall e Hoagy Carmichael, que co-estrelou, seis anos antes, seu primeiro filme, Uma Aventura na Martinica (1944).

    O rico Nick Duquesne (Arturo de Cordova) é o proprietário de um característico bar negro, onde as noites são regadas a muito bourbon e jazz com Billle Holiday e Louis Armstrong e sua banda até o amanhecer - e onde os brancos da sociedade sulista americana definitivamente não gostam de estar.Quando ele se apaixona pela cantora e socialite Miralle Smith (Dorothy Patrick), também uma nova admiradora da cultura negra, Nick percebe que a única maneira de ganhar o amor e admiração da jovem moça é enfrentar o preconceito da sociedade e lançar o jazz como uma música para todas as raças e palcos.


    Kit Latimer (Bonita Granville) é uma jovem sonhadora que se mudou de Nova Orleans para Chicago, onde ela conhece e se apaixona por Johnny Schumacher (Jackie Cooper), um músico recém-viúvo. O romance, cheio de ideais musicais, se passa em meio ao jazz e blues, a depressão econômica e o tenso clima entre duas guerras mundiais.


    Jakie Rabinowitz (Al Jolson) nasceu em uma tradicional família judaica. Os homens da casa tem o costume de cantar nas sinagogas há cinco gerações e esse o destino que o pai de Jakie separou para ele. Porém, o jovem gosta de cantar jazz e por isso foge de casa. À medida que começa a fazer sucesso no cenário musical, Jackie passa a viver um conflito entre suas ambições e sua herança cultural familiar.

    • Primeiro filme de longa-metragem com o diálogo audível.
    • Sam Warner, o Irmão Warner, que foi apelidado de "Pai dos Falados", porque insistiu que o discurso de Al Jolson fosse incluído no filme, morreu na quarta-feira, 5 de outubro de 1927, apenas um dia antes que filme estreasse para o elenco remanescente e a equipe.
    • George Jessel, estrela da versão teatral, foi convidado para interpretar o mesmo papel no filme, mas recusou devido a uma disputa salarial. Eddie Cantor também foi convidado, e também recusou o papel.
    • A famosa fala de Al Jolson (como Jack Robin) "Você não ouviu nada ainda." foi um improviso. A intenção era de que o filme só sincronizasse a música, não a fala, mas Jolson soltou essa fala após a música "Dirty Hands, Dirty Face" e o diretor sabiamente a deixou dentro.


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