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    10 MULHERES LIGADAS AO MEIO ARTÍSTICO QUE FORAM POUCAS VEZES RETRATADAS NO CINEMA


    Muito esta sendo falado sobre movimentos feministas na atualidade, discussões sobre igualdades salariais em Hollywood bem como as intermináveis denúncias de assédio. 
    Mas no fundo, a maioria de nós não tem a dimensão de como as mulheres são deixadas de lado na história, como se fossem menos importantes.
    No post de hoje, vou citar absurdos 10 exemplos de mulheres que deveriam ser bastante retratadas no cinema, tanto pelos seus feitos nas artes (como escritoras, poetisas, pintoras ou escultoras) quanto nos perrengues que passaram em suas duras vidas, suas lutas e os exemplos que deixaram.
    Mas ao contrário disto, quando se fala em arte, imediatamente vem a cabeça vários filmes sobre Van Gogh ou Picasso. Uma Frida Kahlo por exemplo, ultra famosa, há apenas um filme sobre sua vida (e alguns documentários).
    Acham mesmo que isto é fruto do fato de que suas vidas são menos interessantes? Ou é o machismo e a desigualdade que impera desde sempre?
    Confiram abaixo um pouco da história de cada artista e as fotos e informações sobre os filmes que retratam suas vidas. 


    Maud Lewis
    • Maud Lewis nasceu em 7 de março de 1903.
    • Viveu na probreza completa com seu marido em uma pequena casa em Marshalltown, Nova Scotia, durante a maior parte da sua vida.
    • Ela conseguiu reconhecimento nacional à partir de 1964.
    • No último ano de sua vida, Maud estava num canto externo de sua casa, pintando com sempre, mas ela caiu no chão (cheio de gelo, na época). E por causa da sua dificuldade de locomoção, ela não se levantou de imediato, pegando uma forte gripe, que se tornou uma pnenumonia, vindo a falecer dia 30 de julho de 1970.
    • Seu marido  Everett foi morto em 1979 durante uma tentativa de assalto, na própria casinha em que moravam.
    • Lewis é uma das mais conhecidas artistas do Canada.
    • Seus trabalhos e a sua casinha restaurada estão postas para visitação na Galeria de Arte da  Nova Scotia.


    Emily Dickinson
    • Emily Dickinson nasceu em Amherst, Massachusetts, Estados Unidos, no dia 10 de dezembro de 1830.
    • Iniciou seus estudos na Amherst College, e com 17 anos ingressou no Mount Holyoke Seminary, um colégio de moças, em Sout Hadley, onde permaneceu durante um ano, quando abandonou o curso após se recusar a declarar sua fé.
    • Em uma viagem à Filadélfia, Emily conheceu o reverendo Charles Wadsworth, de 41 anos, por quem se apaixonou, mas nunca foi correspondida. Essa paixão pelo reverendo passou a exercer grande influência em sua inspiração poética. A natureza também é uma constante na poesia de Emily.
    • Emily Dickinson era uma jovem tímida, que se tornou reclusa e dedicada a escrever poesias. Tanto que a denominavam de a “Grande Reclusa”. 
    • Dos mais de 1 700 poemas que escreveu, menos de uma dezena foi publicada em vida. 
    • Emily morreu de nefrite, tendo sido enterrada no West Cemetery, em Amherst, com a sua irmã Lavinia, pais e avós paternos, em sua cidade natal, no dia 15 de maio de 1886.
    • Quase tudo que se sabe sobre a vida de Emily Dickinson tem como fonte as correspondências que ela manteve com algumas pessoas. Entre elas: Susan Dickinson, que era sua cunhada e vizinha, colegas de escola, familiares e alguns intelectuais como Samuel Bowles, o Dr. e a Mrs. J. G. Holland, T. W. Higginson e Helen Hunt Jackson. Nestas cartas, além de tecer comentários sobre o seu cotidiano, havia também alguns poemas.


    Paula Becker
    • Paula Modersohn-Becker nasceu em 8 de fevereiro de 1876 e foi uma pintora alemã, além de uma das representantes mais precoces do movimento expressionista no seu país.
    • Paula Becker comprometeu-se em estudos de pintura e reuniu artistas independentes na povoação de Worpswede, próxima de Bremen, que predicava um retorno à natureza e aos valores simples dos camponeses. 
    • Os quatorze curtos anos durante os quais Paula Modersohn-Becker exerceu a sua arte permitiram-lhe realizar pelo menos setecentos cinquenta quadros, treze estampas e perto de um milhar de desenhos. 
    • O seu estilo, particularmente único e original, é o fruto de múltiplas influências, aos confins da tradição e da modernidade. A sua pintura apresenta aspectos que misturam o impressionismo de Cézanne ou Gauguim, o cubismo de Picasso, o fauvismo, a arte japonesa e o renascimento alemão. 
    • A força expressiva da sua obra resume os principais aspectos da arte nos primórdios do século XX. 
    • Paula Modersohn-Becker faleceu aos trinta e um anos em 21 de novembro de 1907. 
    • Atualmente, a artista é pouco conhecida para além dos países de língua alemã.


    Séraphine Louis
    • Séraphine nasceu numa pequena localidade da França, chamada Arsy em 2 de setembro de 1864. De família humilde, jamais teve aulas de pintura, e nunca participou do meio cultural de sua época, mas tinha uma paixão secreta: sem que ninguém suspeitasse, ela pintava. 
    • A partir de 1901, ela começou a trabalhar como empregada doméstica nas famílias de classe média de Senlis. Enquanto trabalhava ela começa a pintar a vela em grande isolamento e realiza um trabalho considerável.
    • O colecionador de arte alemão Wilhelm Uhde, com base em Senlis, em 1912, descobriu suas pinturas. Mas ele foi forçado a deixar a França em agosto de 1914, e ele se reconecta com Séraphine, em 1927, por ocasião da exposição local de Senlis. Sua ajuda, então, permite que Séraphine pinte grandes telas, inclusive de dois metros. 
    • Em 1929, Uhde organiza uma exposição "Pintores do Sagrado Coração", que permite a Séraphine prosperidade financeira, mas esta ostenta fama e gasta muito dinheiro.
    • Em 1930 Uhde para de comprar suas pinturas por causa da Grande Depressão, que assola também os compradores de obras de arte. Diante da falta de interesse pela sua pintura Séraphine mergulha numa loucura e é internada com "psicose crônica" em 31 de janeiro de 1932 no hospital psiquiátrico de Clermont e, portanto, já não pratica a sua arte.
    • Ela morre de fome aos 78 anos no hospital em Villers-sous-Erquery, na miséria e nas duras condições de asilos durante a ocupação alemã, em  11 de dezembro de 1942
    • Séraphine Louis está enterrada na praça dos indigentes no cemitério de Clermont.


    Sylvia Plath 
    • Sylvia Plath nasceu em Boston, nos Estados Unidos, no dia 27 de outubro de 1932. Filha de Otto Plath, professor da Universidade de Boston, e de Aurélia Schober, 21 anos mais nova que o marido. Com oito anos ficou órfã de pai. Nesse mesmo ano teve seu primeiro poema publicado na sessão infantil do Boston Herald em Winthrop. 
    • Em 1950 matricula-se na Universidade Smith College. Em 1953 teve sua primeira crise de depressão e tenta o suicídio. Após tratamento se recupera e gradua-se com louvor, em 1955. Em 1956 conhece o poeta inglês Ted Hughes com quem se casa no dia 16 de junho do mesmo ano.
    • Em 1957 o casal retorna para os Estados Unidos, onde Plath leciona no Smith College. Em 1960, após descobrir que está grávida volta para a Inglaterra, para a pequena cidade de North Tawton, em Denvon. Publica sua primeira coletânea de poemas chamada “The Colossus”. 
    • Em 1963, Plath publica uma novela semi-autobiográfica “The Bell Jar” (A Redoma de Vidro), com o pseudônimo de Victoria Lucas, onde relata sua luta contra a depressão. No dia 11 de fevereiro desse mesmo ano, comete o suicídio abrindo o gás da cozinha. 
    • Após sua morte, Ted Hughes se encarrega de reunir sua obra em “Poemas Completos”. 


    Frida Kahlo
    • Frida Kahlo foi uma pintora mexicana conhecida por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias.
    • Seu nome era Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, e ela nasceu em Coyoacán, no México, no dia 6 de julho de 1907. 
    • Com 18 anos sofreu um acidente de ônibus que lhe deixou um longo período no hospital, e mais tarde se viu obrigada a amputar a perna. Apesar de deprimida e incapacitada de andar, passou a pintar freneticamente a sua imagem, com um espelho pendurado na sua frente. Dizia: “Para que preciso de pés quando tenho asas para voar”. 
    • Entre aos anos de 1922 e 1925 estudou desenho e modelagem na Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México. Em 1928 filiou-se ao Partido Comunista Mexicano. 
    • Em 1930, foi com o marido para os Estados Unidos, onde ele trabalhava e realizava exposições. Frida chamava atenção por exagerar nas roupas, enfeites, risos e gestos.
    • Frida pintava paisagens mortas e cenas imaginárias. Usava cores fortes e vivas, explorando principalmente os autorretratos. Era também aficionada por fotografia, hábito que herdou de seu pai e do seu avô materno, ambos fotógrafos profissionais.
    • Em 1942, Frida Kahlo começou a lecionar artes na Escola Nacional de Pintura e Escultura, escola recém-fundada na cidade do México. Foi uma defensora dos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo. 
    • Frida Kahlo faleceu em Coyoacán, no México, no dia 13 de julho de 1954.


    Jean Iris Murdoch
    • Jean Iris Murdoch, nascida em 15 de julho de 1919 foi uma escritora e filósofa irlandesa.
    • Frequentou escolas progressistas, primeiramente a Froebel Demonstration School e depois a Badminton School, em Bristol. Estudou Literaturas Clássicas, História Antiga e Filosofia na Sommerville College, tendo efetuado uma pós-graduação também em Filosofia. Foi membro do Partido Comunista até se distanciar da ideologia.
    • A primeira obra que publicou foi o estudo crítico Sartre, Romantic Rationalist (1953)
    • sobre o existencialismo francês. 
    • A partir de 1963 dedicou-se à escrita, tendo produzido 26 romances em 40 anos, os últimos escritos já enquanto sofria de Alzheimer.
    • Costumava indicar como escritores preferidos os nomes de Shakespeare, Henry James, Leão Tolstoi e T. S. Eliot.
    • A obra de Iris Murdoch aborda questões éticas e morais e a forma como elas se entrelaçam naquilo a que ela gostava de chamar  "singular estranheza" dos seres humanos. 
    • Faleceu a 8 de Fevereiro de 1999 em Oxford.
    • Em 2008, o The Times nomeou-a na sua lista dos "50 maiores escritores britânicos desde 1945.


    Artemisia Gentileschi
    • Nascida Artemisia Gentileschi-Lomi, em 8 de julho de 1593.
    • Artemisia foi introduzida à pintura no estúdio de seu pai, mostrando ter muito mais talento que seus irmãos, que trabalhavam junto dela. Ela logo aprendeu a desenhar, a misturar as cores e em seguida a pintar, inspirada pelo estilo do pai, bastante centrado no de Caravaggio.
    • Com apenas 17 anos, produziu Susana e os Anciões. Artemisia porem sofreu com a indiferença e a rejeição do mundo artístico de sua época por ser mulher, e passou pela humilhação de ver a autoria de seus quadros atribuída a seu pai e outros artistas masculinos.
    • Em 1611, seu pai trabalhava com Agostino Tassi para decorar os cofres do Casino delle Muse, dentro do Palazzo Pallavicini-Rospigliosi, em Roma. Tassi o contratou para ensinar Artemisia em particular e enquanto lhe dava aulas, a violentou, com Cosimo Quorli como cúmplice.
    • Tassi foi condenado à prisão durante um ano, mas nunca cumpriu a pena. O que passou no julgamento acabou inspirando a visão feminista de Artemisia, que influenciou sua arte.
    • Artemisia é considerada uma artista barroca com fortes influências do Caravagismo.
    • Ela também é reconhecida por, durante o renascimento, realizar um autorretrato em que representava ela mesma como a alegoria da Pintura, algo que os pintores homens não poderiam fazer, já que esta figura sempre foi representada por uma mulher.
    • Acreditava-se que Artemisia teria morrido entre 1652 e 1653 mas evidências recentes mostram que ela ainda aceitava encomendas em 1654, porém muito dependente da ajuda de seu assistente, Onofrio Palumbo. Especula-se que ela tenha morrido na devastadora praga que varreu Nápoles em 1656 e que por consequência aniquilou toda uma geração de grandes artistas.
    • Foi apenas na segunda metade do século 20 que sua arte começou a ser novamente apreciada por alguns críticos e seu nome, desenterrado. Mas sua "ressurreição" mesmo ocorreu com sua conversão em ícone do movimento pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.


    Dorothy Parker 
    • Apelidada pela família como Dot ou Dottie, Dorothy Parker nasceu em Long Branch, estado de Nova Jérsei em 1893.
    • Dorothy cresceu no Upper West Side, frequentando uma escola da Igreja Católica, no Convento da Sagrada Bênção, apesar de ter um pai judeu e uma madrasta protestante.
    • Após a morte do pai, em 1913, Dorothy passou a tocar piano em uma escola de dança para poder ganhar a vida.
    • Seu primeiro poema foi vendido para a revista Vanity Fair em 1914 e alguns meses depois ela foi contratada como editora assistente para a revista Vogue. 
    • Dorothy retornou para Nova York depois de um período em Hollywood, instalando-se no Hotel Volney. Ocasionalmente era possível ouvi-la no rádio, com escritora convidada e crítica regular de literatura.
    • Dorothy retornou para Nova York depois de um período em Hollywood, instalando-se no Hotel Volney. Em seus últimos anos, ela viria denegrir o grupo que lhe trouxera a notoriedade inicial, o Algonquin Round Table. Ocasionalmente era possível ouvi-la no rádio, com escritora convidada e crítica regular de literatura.
    • Dorothy Parker faleceu em 7 de junho de 1967, devido a um infarto, aos 73 anos.


    Janet Frame
    • Romancista e poetisa neo-zelandesa, Janet Paterson Frame nasceu a 28 de agosto de 1924, em Southland, Dunedin, na Nova Zelândia.
    • Janet estudou na escola feminina Waitiki e no Colégio de Professores Dunedin e durante a vida académica passou diversas temporadas em Londres, em Inglaterra, e nos Estado Unidos da América 
    • Após sair da universidade foi professora durante um ano, para nos tempos seguintes tomar conta de pessoas idosas.
    • Aos 23 anos, por engano, diagnosticaram-lhe esquizofrenia e ela própria resolveu internar-se num hospital psiquiátrico. Ao longo de sete anos passou por várias instituições do género, tendo sido submetida a mais de 200 tratamentos de choque. 
    • Lançou o seu primeiro livro, uma coletânea de contos, em 1951 com o título The Lagoon and Other Stories . Frame estava prestes a ser submetida a uma lobotomia nesta altura, o que foi evitado quando se soube que tinha ganho o Prémio Hubert Church Memorial. 
    • Em 1954 e 1955 viveu com Frank Sargeson, que a encorajou a seguir uma carreira literária. 
    • A 6 de fevereiro de 1990 foi nomeada membro da Ordem da Nova Zelândia. Nesse mesmo ano o seu livro An Angel at My Table foi adaptado ao cinema. 
    • Por diversas vezes, nomeadamente em 2003, Frame foi apontada como potencial vencedora do Prémio Nobel da Literatura, embora nunca tenha conseguido ganhar.
    • Morreu a 29 de janeiro de 2004, num hospital de Dunedin, vítima de leucemia. 

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