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    CONTÁGIO / EM BUSCA DA VINGANÇA - FILM REVIEW


    Arnold

    Sua carreira como ator teve início em 1969, quando foi convidado para interpretar Hércules, no filme “Hércules in New York”. Com um sotaque carregado teve sua voz dublada. A segunda atuação foi em “The Long Goodbye” (1973), onde interpretou um surdo mudo, sendo premiado com o “Globo de Ouro – Nova Estrela Masculina do Ano”. 

    Antes de se firmar na carreira de ator em Hollywood, em 1979, Arnold Schwarzenegger formou-se em Negócios e Economia, em um curso por correspondência da Universidade de Wisconsin. Iniciou então uma série de bem sucedidos investimentos empresariais e imobiliários. Posteriormente, ele e sua esposa abriram um restaurante em Santa Mônica, investiu em um shopping-center em Columbus, Ohio, e fez investimentos no restaurante Planet Hollywood. 

    Foi na década de 80 que Schwarzenegger se destacou no cinema. Sua fama veio com uma série de filmes de ação que começou com “Conan, o Bárbaro” (1982), e seguiu com “Conan, o Destruidor” (1984), “O Exterminador do Futuro” (1984, 1991, 2003 e 2009), “Comando Para Matar” (1985), “O Predador” (1987), entre outros.

    A Flashstar e a A2Filmes disponibilizaram no mercado o filme Contágio - epidemia mortal, que anteriormente foi chamado de Maggie - A Transformação. Resolvi falar um pouco sobre a produção e traçar um pequeno paralelo com outro filme que Arnold fez à seguir.

    Confiram abaixo sobre:

    A dor da perda...

    Perder um ente querido é, de maneira geral, um drama.  Quando a perda está relacionada à idade, é de certa forma, aceitável (como se houvesse idade certa para morrer...). Mas quando vem jovem e abrupta, choca. 

    O drama vivido pelo pai  (Arnold Schwarzenegger) com a filha (Abigail Breslin) esta relacionado ao fato citado acima. Sua filha foi  mordida por um zumbi, mas sua transformação demora para acontecer. Como Wade é muito respeitado na comunidade local, lhe é permitido levar a filha para casa, para o convívio com a madrasta Caroline (Joely Richardson) e seus dois meio-irmãos, até que a doença, que leva algumas semanas para se desenvolver completamente, se consuma.  


    Perda também é o tema do  filme "Em busca da vingança" (título infeliz para variar) onde Arnold faz  Roman, um cara traumatizado após ter perdido a esposa e o filho em um acidente de avião causado por negligência de Jake  (Scoot McNairy),  controlador de tráfego aéreo.

    Ambos os filmes tratam de formas diferentes de se lidar com a perda, ligados por um ponto comum: Arnold Schwarzenegger. Os filmes mostram uma perda já consumada, porém  no segundo filme, o personagem tem a chance de confrontar (dai o título original: Aftermath ) o personagem de Scoot McNairy (que trabalhou nos recentes "Batman vs Superman: A Origem da Justiça " e "Garota Exemplar" ), o causador da sua perda. 

    Os dois filmes mostram situações reais, que ocorrem todos os dias. Claro que o pano de fundo do primeiro  não é real (zumbis), mas é uma representação do que realmente acontece (sofrimento pela morte iminente). Enquanto  Wade Vogel (Arnold) tem a chance de se despedir da filha, fatalmente doente, Roman (Arnold) vê no drama a oportunidade de acertar as contas com Jake (Scoot). 


    Em busca da vingança

    O filme tem como base verídica o acidente aéreo de Überlingen, cuja maioria dos passageiros era formada por crianças. Partindo do ocorrido em julho de 2002, o filme acompanha os eventos ficcionais que acontecem 478 dias depois do acidente.  A produção é dirigida por Elliott Lester, que é praticamente um iniciante (este é o seu quinto filme e o segundo com expressão. O primeiro foi Blitz, com Jason Stathan).  Já "Contágio" foi dirigido por Henry Hobson (estreante no ofício), um ano antes. 

    "Em busca da vingança" é produzido por ninguém menos que Darren Aronofsky e o próprio Arnold (que inclusive produz os dois filmes do texto). Arnold não produzia nada desde o 6º dia (2000).


    A atuação do astro septuagenário é bem semelhante  nos dois filmes (e surpreende), mostrando com eficácia as dores de um pai de família que tem que lidar com a perda e o luto de forma repentina e chocante. É na verdade, louvável que Arnold saia da sua zona de conforto, já que ficou marcado pelos filmes de ação dos anos 80 em diante. Corajoso atuar em filmes lentos, pessimistas e depressivos, com tons frios e trilha minimalista.

    Os filmes são assim. Sem muito o que dizer. Não acontecem reviravoltas...Ou tem grandes cenas para destaque. Apenas isto. Dor. Perda. Fatalismo.



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