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    ANDREI TARKOVSKY - 10 FILMES ESSENCIAIS


    O post de hoje é dedicado ao mestre soviético Andrei Tarkovsky. Pelo menos 3 dos 10 filmes abaixo são considerados grandes filmes do cinema. E curiosamente, dois deles estão sendo lançados em um box especial pela Obras primas do cinema (imagem abaixo). 
    Leiam um pouco sobre a vida do diretor e seus 10 filmes essenciais:


    Andrei Tarkovsky nasceu a 4 de abril de 1932 na cidade de Zawrashje, Iwanowo, Rússia. Sua mãe, Maria Ivanovna, era uma talentosa atriz, e seu pai, Arseniy Tarkovsky, um respeitado poeta e tradutor. Ambos figuraram em sua obra -- sua mãe como atriz e seu pai através dos soturnos poemas que Andrei utilizou em vários de seus filmes.

    Quando seus pais separaram-se, Andrei e sua irmã mais nova, Marina, continuaram a viver com sua mãe. Em 1939 sua educação em Moscou foi interrompida, mas ele voltou à cidade em 1943. Além das aulas normais na escola, começou a estudar música e desenho. Em 1951 ingressou no Instituto de Línguas Orientais de Moscou, mas não pôde completar o curso devido a enfermidades. Em 1954, sua solicitação de entrada no prestigiado Instituto de Cinematografia do Estado (VGIK), em Moscou, sucedeu. Lá, Mikhail Ilych Romm tornou-se seu mais influente professor. Sua amizade com Andrei Mikhalkov-Konchalovsky capitaneou-o a uma parceria no roteiro de O Rolo Compressor e O Violinista (1960), a estréia cinematográfica de Tarkovsky, que rendeu-lhe o diploma no VGIK e que já revelava significativos elementos típicos de seu trabalho posterior.


    Nos filmes de Andrei Tarkovsky, algumas perguntas parecem tão importantes quanto suas respostas. Sua obra se apresenta como um meio de assimilação do mundo, um instrumento que busca compreendê-lo. A expressão artística seria uma experiência subjetiva, através da qual o homem procura apreender a realidade. Para Tarkovsky, uma das grandes particularidades da arte, é sua intenção de persuadir as pessoas não através de argumentos racionais, mas sim a partir do impacto emocional. A arte tem de ser sentida, pois o artista a impregnou como uma energia que transcende a razão de um diálogo meramente jornalístico. Desta forma um espírito de comunhão entre o artista e o público é essencial, pois o criador não busca a comunicação através do científico. Filmes são feitos para que os homens tentem se comunicar, partilhar informações e assimilar experiências.

    O primeiro grande filme do diretor foi exibido em Moscou, em abril de 1962. A Infância de Ivan (1962), baseado em uma história de Vladimir Bogomolov (quem também se envolveu com a filmagem), ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza, no mesmo ano. O reconhecimento internacional que seguiu este sucesso desencadeou uma considerável preocupação ideológica em seu país, que ulteriormente -- no final de 1966, após a estréia de Andrei Rublev (1966), que foi exibido paralelamente no festival de Cannes de 1969, onde ganhou um prêmio -- o liberaria para exportação através do Departamento de Filmes Soviéticos apenas em 1973. O tempo que levou para chegar ao público certamente infringiu no diretor um profundo desgosto, condição que ironicamente podemos relacionar com o personagem do próprio filme. A temática de Andrei Rublev certamente retrata a posição de Tarkovsky com relação aos problemas enfrentados pelos artistas soviéticos de sua época. Da mesma maneira, O Espelho (1974), um filme autobiográfico que foi finalizado em 1974 sob uma forte resistência burocrática, alcançou as salas de cinema da Europa ocidental somente alguns anos depois.


    Com Solaris (1971/72), baseado em um romance de ficção científica de Stanislaw Lem, Tarkovsky tocou em um assunto ainda relativamente inócuo na União Soviética na época -- o homem conquistando o espaço --, mas, mesmo assim, sua abordagem gerou uma longa lista de críticas e objeções. Stalker (1979), o último filme de Tarkovsky na União Soviética, é baseado em Roadside Picnic, uma história dos irmãos Strugatsky, e lida com temas que açulam a visão de mundo do diretor: a oposição entre ciência natural e crença, o futuro da raça humana em vista da ameaça atômica presente e, por fim, a minguante esperança que ainda resta ao homem.

    Após uma produção teatral de Hamlet em Moscou, Tarkovsky viajou à Itália em 1982 para filmar Nostalgia (1982). Co-produção ítalo-soviética, baseia-se em um roteiro escrito junto ao poeta Tonino Gurerra. O tema é, entretanto, típico do dilema russo: um artista no estrangeiro, castigado pela saudade de casa, impossibilitado de viver em seu país ou longe dele -- um destino que foi reservado ao próprio Tarkovsky nos últimos anos de sua vida.

    No outono de 1983 encenou Boris Godunov com grande êxito no Covent Garden Opera, em Londres. Um ano e meio depois, em 1986, seu largamente aclamado livro Esculpir o Tempo foi publicado. Ao mesmo tempo, conduzia as preparações para seu último filme, em Berlim, onde estava morando em 1985 com uma bolsa de estudo do Serviço de Intercâmbio Acadêmico Alemão: O Sacrifício (1986), freqüentemente referido como o grande legado de Tarkovsky.

    No final de 1985, após finalizar a filmagem de O Sacrifício na Suécia, Andrei Tarkovsky retornou a Roma, já aflito pela enfermidade a que iria sucumbir um ano depois, em 29 de dezembro de 1986 [algumas fontes catalogam sua morte em 28 de dezembro], em uma clínica parisiense de câncer. É enterrado em um cemitério para refugiados russos na cidade de Saint-Genviève-du-Bois, França.


    A lista dos 10 filmes essenciais tem como finalidade destacar 10 produções importantes de um diretor (a) ou ator (atriz). A lista SEMPRE será formada por 8 filmes que consideramos imperdíveis, escolhidos com base na popularidade, prêmios, opiniões de leitores, de críticos e sites importantes, somados ao primeiro e último filme da carreira do escolhido. 

    O motivo é simples - fornecer um parâmetro de como foi sua carreira, mostrando o ponto inicial e final. Assim saberemos se a pessoa encerrou bem ou em decadência e se o início foi comum ou genial.

    E os filmes essenciais não significam que estamos excluindo os demais. Se fosse assim, a publicação se chamaria "Os 10 filmes essenciais", que não é o caso.



    Intelectual aposentado e ateu, Alexander vive confinado em sua casa de campo com a mulher, o filho pequeno e seus dilemas existenciais. Durante seu aniversário, na companhia de amigos, a televisão anuncia uma tragédia nuclear que poderá causar a extinção da humanidade. O medo do fim leva todos ao desespero e provoca reações inesperadas nos convidados. Movido pela irracionalidade da fé que sempre desdenhou, o anfitrião busca uma saída espiritual para salvar o planeta.


    Em 1982, o célebre cineasta russo Andrei Tarkovsky atravessou por grandes obstáculos na sua vida. Impossibilitado de finalizar seus filmes na Rússia por causa da censura, se exilou entre França e itália. Neste documentário dirigido por ele e Tonino Guerra, vemos um artista inquieto e de certa forma depressivo, refletindo sobre um futuro incerto. Neste pode ser visto como uma crônica, onde Tarkovsky fala sobre suas influências, inspirações e pensamentos sobre a natureza da arte e do cinema. Ao longo desta conversa, ele e Tonino Guerra passeiam pelos vilarejos medievais italianos.


    Jornada mística do poeta russo Andrei Gorchakov à Itália em busca de um novo modo de vida. Depois de três meses viajando em companhia de Eugenia, uma atriz italiana, chegam a um pequeno vilarejo ao norte da Itália. Frustrado e deprimido por ainda não ter encontrado seu caminho, Gorchakov mergulha em seu passado, isolando-se em impenetrável silêncio. Mas ao encontrar Domenico, um velho lunático, assim chamado por seu estranho e solitário modo de viver, ele consegue compreender sua angústia e o segredo de sua própria nostalgia.


    A história é baseada no livro Roadside Picnic, dos irmãos Strugatsky. Em uma cidade cinzenta e sem nome existe uma “Zona”. Ela é rodeada de guardas e cercada por arames. O governo não quer que ninguém se aproxime dela. Um Stalker (homem que tem conhecimento sobre como sobreviver na Zona, interpretado por Alexander Kaidanovsky) aceita levar um escritor (Anatoli Solonitsyn) e um cientista (Nikolai Grinko) ao misterioso lugar, apesar dos protestos de sua mulher. O objetivo é encontrar “o Quarto”, um local onde todos os desejos são realizados. 


    Um homem na casa dos 40 anos de idade está prestes a morrer e começa a relembrar o passado, os tempo de calmaria e a guerra. Os pensamentos e emoções de Alexei (Ignat Daniltsev), e também suas memórias. Ele relembra sua mãe que sofreu depois de ser abandonada com um filho pelo marido, os horrores da guerra e a sua infância. Momentos pessoais, mas que contam a história de toda a nação russa.


    Um famoso cosmonauta-psiquiatra é enviado para a estação científica que está em órbita do planeta oceânico Solaris com a importante missão de investigar uma série de fatos bizzaros e misteriosos que estão ocorrendo. Lá, um cientista suicidou-se e dois estão a beira da insensatez. Os cientistas acreditam que fenômenos sobrenaturais estejam por trás destes fatos e que estes, sofrem influência do planeta Solaris. 


    A vida de Andrei Rublev, o grande pintor de ícones da Rússia do século XV, um período de intensa turbulência e também de diversas dificuldades pelas quais passavam o povo russo. Na época o país sofria com a pobreza, a rigidez da igreja ortodoxa e também as invasões tártaras. Nesse cenário caótico, estão inseridos os diversos episódios da vida de Andrei, que mais tarde abandonaria seu trabalho como pintor, para se dedicar a Deus.


    Esta obra-prima do cinema russo é vista como incomparável, uma elevação espiritual de senso plástico deslumbrante, que mostrou ao mundo um jovem e promissor cineasta. Andrei Rublev ficou censurado pelas autoridades da ex-União Soviética durante anos, por questionar o enfoque narrativo da História.


    Nas frentes soviéticas da Segunda Guerra Mundial, o garoto órfão Ivan, de 12 anos, trabalha como um espião, podendo atravessar as fronteiras alemãs para coletar informação sem ser visto. Ele vive sob os cuidados de três oficiais russos que, após inúmeras missões desgastantes, eles tiram Ivan das batalhas e o enviam para a escola militar.


    Aplaudido pelo cineasta Ingmar Bergman e pelo escritor Jean-Paul Sartre.


    Sasha é um menino que mora em Moscou e sempre é perseguido pelos outros garotos do prédio, que pretendem destruir o violino dele. Sasha desenvolve uma amizade com Sergei, o motorista de um rolo compressor, que defende o garoto dos ataques dos outros garotos.


    Em uma cidade sem nome, os trabalhadores da construção encontram um velho esconderijo de bombas da Segunda Guerra Mundial. Uma unidade do exército é expedida para alienar as bombas. Pois se as bombas explodissem iriam infligir danos pesados sobre a cidade,o exército é convocado para transportar o aparelho com as bombas em uma arriscada missão manual para um sítio seguro, a cidade é evacuada.


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