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    GIUSEPPE TORNATORE - 10 FILMES ESSENCIAIS


    Nascido em Bagheria perto de Palermo, Tornatore se interessou pelo cinema aos 16 anos. Esteve em obras de Luigi Pirandello e Eduardo De Filippo. Trabalhou como fotógrafo freelancer e depois migrou para o cinema, fazendo sua estréia com Le minoranze etniche na Sicilia (As minorias étnicas na Sicília), um documentário que ganhou o prêmio do Festival de Salerno. Ele então trabalhou para a RAI antes de lançar seu longa-metragem em 1985.Com a resposta positiva do público e crítica, Tornatore foi premiado com o Ribbon de Prata de melhor diretor estreante.

    À seguir veio Cinema Paradiso, Oscar e o resto é história.


    A lista dos 10 filmes essenciais tem como finalidade destacar 10 produções importantes de um diretor (a) ou ator (atriz). A lista SEMPRE será formada por 8 filmes que consideramos imperdíveis, escolhidos com base na popularidade, prêmios, opiniões de leitores, de críticos e sites importantes, somados ao primeiro e último filme da carreira do escolhido. 

    O motivo é simples - fornecer um parâmetro de como foi sua carreira, mostrando o ponto inicial e final. Assim saberemos se a pessoa encerrou bem ou em decadência e se o início foi comum ou genial.

    E os filmes essenciais não significam que estamos excluindo os demais. Se fosse assim, a publicação se chamaria "Os 10 filmes essenciais", que não é o caso.





    Tendo sido preso ainda jovem pelo assassinato de um sujeito que fora grosseiro com sua irmã, o napolitano Raffaele Cutolo é condenado a vinte anos de prisão, durante os quais vai se familiarizando com os meandros do crime e destacando-se por sua inteligência e capacidade de liderança, se tornando conhecido pela alcunha de Professor (Ben Gazara). Isto faz com que ele, mesmo dentro da prisão, consiga assumir o comando da máfia napolitana, controlando a venda ilegal de cigarros e drogas e eliminando aqueles que não se enquadrassem na lei desta "Nova Camorra", contando para isto com o auxílio de sua irmã Rosaria (Laura Del Sol).


    O filme é baseado na historia de Raffaele Cutolo, criminoso italiano que comandou a máfia chamada "Nuova Camorra"... A figura de Frank Titas está ligada a de Francis Turatello, chefe da Máfia milanesa. No filme, o comissário Mimmo Mesilla é sequestrado em uma emboscada na rua, a poucos passos da estação de correios principal, mas na realidade Conselheiro Cirol Cirillo foi pego em uma emboscada em uma garagem perto de sua casa em Torre del Grego .O braço direito do Cutolo no filme é chamado Ciro Parrella, na realidade, o personagem é Vincenzo Casillo.

    Nos anos que antecederam a chegada da televisão (logo depois do final da Segunda Guerra Mundial), em uma pequena cidade da Sicília o garoto Toto (Salvatore Cascio) ficou hipnotizado pelo cinema local e procurou travar amizade com Alfredo (Philippe Noiret), o projecionista que se irritava com certa facilidade, mas parelamente tinha um enorme coração. Todos estes acontecimentos chegam em forma de lembrança, quando agora Toto (Jacques Perrin) cresceu e se tornou um cineasta de sucesso, que recorda-se da sua infância quando recebe a notícia de que Alfredo tinha falecido.


    Giuseppe Tornatore tinha a intenção de que esse filme fosse uma espécie de "obituário" dos cinemas tradicionais e da industria cinematográfica em geral. Porém, após o sucesso do filme, ele nunca mais mencionou isso.


    Desde criança o aposentado Matteo Scuro amava a ópera e sonhava viajar pelo mundo. Agora sua chance de viajar chegou. Sempre no seu aniversário, os filhos de Matteo vêm de todos os cantos da Itália para vê-lo. Neste ano, um a um, eles cancelaram sua viagem anual. Então, com um pequeno sorriso no rosto e uma pequena mala, Matteo atravessa a Itália para visitar a todos. Mas o que no início parece ser uma aventura excitante logo se torna uma jornada de desencontros e surpresas, onde ele descobre como realmente vivem seus filhos que achava que conhecia. 


    O remake de Estamos todos bem é dirigido por Kirk Jones e tem Robert de Niro como protagonista. O filme foi lançado em 2009.




    Um desconhecido (Gérard Depardieu) corre em plena noite chuvosa. Encaminhado à delegacia, não revela sua identidade e tem que aguardar a chegada do delegado (Roman Polanksi). Tudo parece indicar um caso de rotina. O delegado quer saber quem ele é. O desconhecido diz se chamar Onoff e ser um escritor, por coincidência, o favorito do delegado, que sabe tudo a seu respeito e duvida que ele é quem diz ser. O suspeito consegue convencê-lo de que é mesmo Onoff e passa a ser tratado com cordialidade. O escritor seria liberado logo, mas sem razões aparentes, o delegado volta atrás e o detém - por uma simples formalidade.



    A jovem Beata (Tiziana Lodato), que deseja ser uma estrela, apaixona-se pelo fotógrafo Joe Morelli (Sergio Castellitto), que viaja pelas pequenas aldeias da Sicília, num caminhão, fingindo que trabalha para um grande estúdio de cinema, em Roma.


    Morelli é o homem do título, mas sua vocação é mesmo a de iludir a população, ou como ele mesmo diz, a de ser o único a dar-lhes esperança. A população pobre, arrasada pela guerra, desesperançosa de dias melhores, acabam por embarcar na ilusão de se tornarem estrelas de cinema participando dos testes de Morelli, que cobra 1.500 liras. Para Beata, além da esperança de ser descoberta, passa a paixão pelo descobridor.


    Um garoto nasce em pleno alto-mar, ganhando o nome do ano em que nasceu: 1900. A criança cresce num mundo encantado de fortes ventos tempestuosos e cobertas balançando, conhecendo toda a existência disponível a seu toque nos confins do transatlântico em que nasceu. Já crescido, seu talento natural no piano chama a atenção da lenda do jazz Jelly Roll Morton, que sobe a bordo para desafiar 1900 para um duelo. Indiferente com sua súbita notoriedade, 1900 mantém uma fixação pelo mar, sendo sempre seduzido pelos sons do oceano.



    A Lenda do Pianista do Mar é o 1º filme em inglês do diretor Giuseppe Tornatore.




    A história é ambientada na Sicília, sul da Itália, em plena Segunda Guerra Mundial.  Renato tem 13 anos de idade e, apesar do mundo estar em guerra, nada acontece em sua pacata aldeia na Sicília. Até que chega Malèna, uma jovem viúva que com sua beleza avassaladora atrai a atenção de todos, incluindo a de Renato. Por Malèna, o garoto enfrentará perigos e aprenderá novas lições de vida. Uma fábula sobre a imaginação e os riscos do crescimento, a independência e a coragem em meio ao caos e intolerância da guerra.


    A “desconhecida” é Irena. Ela mudou-se da Ucrânia para a Itália há muitos anos e hoje vive entre fantasmas do passado e uma busca pelo presente: duas esferas de tempo que se entrelaçam, se sobrepõem, e criam um quebra-cabeça intrigante, uma narrativa tensa. Quem é Irena, realmente? Pouco a pouco a história se desenvolve. A garota fugiu do leste europeu como várias outras. Depois de sobreviver a uma viagem cruel e dramática, ela virou uma presa fácil de um homem inescrupuloso. Foi submetida e brutalidades e humilhações impronunciáveis, do tipo que chocam permanentemente e jamais saem da memória.



    1930, na província de Palermo. Ciccio (Gaetano Aronica) é um humilde pastor que encontra tempo para se dedicar à sua grande paixão: a leitura. A Itália passava pelo fascismo e, durante a Segunda Guerra Mundial, as pessoas passavam fome. Peppino (Francesco Scianna), filho de Ciccio, testemunhou este acontecimento e logo descobriu uma grande paixão pela política. Ele se torna comunista, indo de encontro ao desejo da família. Após a guerra Peppino encontra o grande amor da sua vida, com quem está disposto a enfrentar todas as dificuldades para viver junto.


    Este é o 2º filme em que o diretor Giuseppe Tornatore e a atriz Monica Bellucci trabalham juntos. O anterior foi Malena (2000); Foram necessários 12 meses para a construção dos sets de filmagens;As filmagens ocorreram entre 1º de outubro de 2007 e 7 de agosto de 2008; Ocorreram quatro interrupções nas filmagens, devido a problemas de tempo e necessidades organizacionais; Foram usadas 122 locações e 2.800 trajes durante as filmagens;  Foram gastos cerca de 300 mil metros de película; A cidade siciliana vista em cena foi toda construída em um set de filmagens na Tunísia; Mais de 35 mil extras foram contratados durante as filmagens; Foi o filme de abertura do Festival de Veneza 2009; Foi o representante italiano ao Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro; 


    No mundo dos leilões de arte e antiguidades de alta qualidade, Virgil Oldman (Geoffrey Rush) é um conhecido e apreciado especialista em arte. Ele é contratado por uma jovem herdeira, Claire Ibbetson (Sylvia Hoeks), para leiloar a grande coleção de obras de arte deixada por seus pais. Mas, por alguma razão, Claire sempre se recusa a ser vista pessoalmente. Robert (Jim Sturgess), que ajuda Virgil a restaurar e montar algumas peças mecânicas antigas que encontra na casa da moça, também lhe dá conselhos sobre como ganhar sua confiança e lidar com os sentimentos que tem em relação a ela.



    O diretor Giuseppe Tornatore rodou um final diferente para este filme, sendo a locação um restaurante em Roma. O mesmo local é usado num momento anterior, mas a cena final, filmada no mesmo set na Itália, saiu do corte final, sendo substituída por algo mais elaborado, com diálogos ligeiramente modificados, e rodado em uma locação internacional diferente.

    Diversas obras de arte reais são mostradas durante o filme. A pintura que é restaurada é o "Retrato de uma Jovem Mulher" (ap. 1470), de Petrus Christus. Entre as obras de arte analisadas pelo protagonista, há também "O Nascimento de Vênus" (1879), de William-Adolphe Bouguereau. Entre os retratos femininos de sua coleção, Among the female portraits in his collection, pode-se identificar: "O Retrato de uma Mulher (La Fornarina)" (ap. 1519) e "O Retrato de Mulher (La Muta)" (1507), de Raphael; "Violante" (ap. 1515), "La Bella" (1536) e "O Retrato de Eleonora Gonzaga Della Rovere" (ap. 1538), de Tiziano Vecellio (Titian); "Retrato de Eleaonor de Toledo e Seu Filho" (1545) e "Retrato de Lucrezia Panciatichi" (1541), de Bronzino; "Retrato de Caterina Sforza" (ap. 1490), de Lorenzo di Credi; "Zingarella" (1505), de Boccaccio Boccaccino; "Retrato de Lucretia Borgia" (ap. 1510), de Bartolomeo Veneziano; "Retrato de Lucina Brembati" (1518), de Lorenzo Lotto; "Dama com um Livro de Rimas de Petrarca" (ap. 1528), de Andrea del Sarto; "Retrato de Bianca Cappello" (ap. 1572), de Alessandro Allori; "Retrato de Elspeth Tucher" (1499), de Albrecht Dürer; "Salomè" (1510), de Lucas Cranach the Elder; "Retrato de Minerva Anguissola" (ap. 1570), de Sofonisba Anguissola; "Autorretrato" (1580), de Marietta Robusti; "Girl with a Burning Candle" (ap. 1706), de Gottfried Schalken; "Retrato de Beatrice Cenci" (1599) e "Retrato da Mãe" (ap. 1620), de Guido Reni; "Autorretrato" e "Retrato da Velha Dama", de Rosalba Carriera; "Autorretrato com Harp" (1750), de Rose-Adelaide Ducreux; "Retrato de Delphine Ingres-Ramel" (1859) e "Retrato de Madame Aymon" (1806), de Jean-Auguste-Dominique Ingres; "Joli Coeur" (1867) e "Janela da Mulher", de Dante Gabriel Rossetti e "Jeanne Samary em um Vestido Decotado (La Rêverie)" (1877), de Pierre-Auguste Renoir. Há também obras de arte de de Pieter Paul Rubens, Francisco Goya, Élisabeth Vigée-Le Brun, Amedeo Modigliani e Morgan Weistling.


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