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    EU, TONYA (2017) - FILM REVIEW


    Diretor: Craig Gillespie
    Produtores: Bryan Unkeless, Steven Rogers, Margot Robbie, Tom Ackerley
    Produtores executivos: Len Blavatnik, Aviv Giladi, Vince Holden, Toby Hill, Craig Gillespie, Zanne Devine, Rosanne Korenberg
    Roteiro: Steven Rogers
    Fotografia: Nicolas Karakatsanis
    Elenco: Margot Robbie, Sebastian Stan, Allison Janney, Paul Walter Hauser, Julianne Nicholson, Bobby Cannavale, Mckenna Grace
    Duração: 121 minutos.


    Tonya Harding dominava o gelo com perícia sem rivais. Ela conseguiu superar sua infância pobre e ser campeã do Campeonato de Patinação no gelo do Reino Unido e segunda colocada no campeonato mundial. Porém, ela dominou as manchetes por algo totalmente diferente, depois que seu marido tentou incapacitar uma de suas concorrentes quebrando a perna dela durante as Olimpíadas de 1994. “Eu, Tonya”, é uma visão, às vezes, absurda, trágica e hilária de uma mulher no centro do maior escândalo na história do esporte nos Estados Unidos.


    Outrora, associava-se beleza à falta de talento. E observava-se que as não tão belas eram super tantelosas. Uma bobagem. Desde sempre, o talento está ai para ser visto, porém sempre rotulam para facilitar a inútil separação de grupos.

    Preconceitos à parte, Robbie é talentosa e bela na mesma medida. Seus trabalhos que exigem mostra disto são provas registradas que a moça veio para ficar. Até no fraco "Esquadrão suicida" ela é a única estrela a brilhar. Em "Eu, Tonya", ela consegue se destacar no meio de figuras inspiradas, como Allison Janney, que faz sua sádica mãe.

    O tom do filme é sério, frio, quase documental. E com alguns pitadas de humor por conta dos divertidos e atrapalhados "comparsas" do marido no mitológico ataque à sua rival, Sufjan Stevens.
    Em um mundo perfeito, Robbie e Janney sairiam da cerimônia do Oscar posando para a tradicional foto dos vencedores. Mas como sabem, nosso mundo passa longe da perfeição.

    Confiram abaixo entrevistas com o elenco, diretor, produtores e a biografia dos principais membros envolvidos na produção.



    O que o atraiu para esse filme?

    Eu recebi o roteiro sabendo que Margot Robbie estava dentro. A combinação de Tonya Harding e Margot Robbie era uma ideia imediatamente animadora para mim. Depois de ler o roteiro de Steven Rogers, fui conquistado. A história é magnificamente contada, com um maravilhoso equilíbrio entre emoção e humor, e uma estrutura completamente fora do convencional que era tanto intimidante quanto empolgante. Eu não poderia estar mais empolgado. Tinha um tom bem difícil, mas era incrivelmente perfeita para Margot. A dança entre humor, vulnerabilidade e força que a vi fazer anteriormente era um atributo que eu achei que personificaria o mundo de Tonya perfeitamente. 

    Pode nos dizer sobre a evolução do filme desde quando você entrou nas filmagens?

    O roteiro estava em um formato ótimo. A minha prioridade foi capturar o espírito de Tonya e honrar o roteiro. Tonya tem uma coragem desafiadora. Ela tem um espírito e uma energia que eu queria capturar no filme. E isso significa muitas cenas com movimento de câmera, cortes e música que ajuda a recriar o caos e a euforia de sua vida na época.


    O que saiba sobre Tonya Harding antes de fazer o filme – e depois?

    Eu sabia muito sobre o incidente. Estava trabalhando com publicidade na época, e tinha acabado de fazer um comercial para a Sopa Campbell com Nancy Kerrigan 3 meses antes do incidente! Ainda assim não sabia de todos os detalhes. Assumi que fosse algo com Tony e Jeff Gillooly
    Descobrir um mundo de onde Tonya veio e seu foco e perseverança para chegar a duas olimpíadas, junto com todo o caos de sua vida me fez ter uma perspectiva completamente diferente dela.

    O que quer que o mundo saiba sobre Tonya após assistir a esse filme?

    Ela sempre é retratada como vilã pela mídia, e sua vida é muito mais complicada e trágica do que isso. Não querendo minimizar o que aconteceu com Nancy Kerrigan. O que aconteceu com ela é terrível, mas acho que tem uma história muito mais complexa de Tonya para se contar. Eu queria humaniza-la, e possivelmente ter empatia por ela.

    Você se encontrou com Tonya? Como foi?

    Margot e eu tivemos a oportunidade de conhece-la. Ela nos recebeu bem e se abriu. Foi incrivelmente útil ver a pessoa por trás de um nome tão conhecido. Ver como ela foi tocada e superou uma época tão infame.


    Como foi o processo de escolha do elenco?

    Tive sorte de ter Margot Robbie e Allison Janney já a bordo quando embarquei no projeto. Não poderia imaginar um elenco melhor! Paul Walter Hauser entrou e me impressionou no papel de Shawn Eckhart. Ele foi incrivelmente engraçado, mas sempre vindo de um ponto sincero, genuíno. Exatamente o que eu esperava. O papel de Jeff Gillooly foi o mais difícil para mim. Ar relação entre Tonya e Jeff é muito volátil. Precisava de alguém que podia equilibrar humor e violência, mas ainda assim parecer ser simpático. Testamos vários atores, e foi multo difícil acertar o tom. Sebastian fez o teste e acertou na mosca. A química entre Margot e ele era inegável. Eles fizeram um trabalho maravilhoso de manter a humanidade na performance enquanto tocando o humor quando necessário. 

    Como você lidou com a parte da patinação no filme? Foi difícil achar alguém para fazer o que Tonya sabia fazer?

    Bem no início me encontrei com nossa coreógrafa de patinação, Sarah Kawahara, para discutir o que Margot poderia fazer, e o que precisaríamos de dublês para fazer. Margot treinou por 4 meses e fez um trabalho incrível, mas é óbvio que patinar em um nível Olímpico iria requerer dublês. Sarah imediatamente nos disse que não iríamos encontrar alguém capaz de fazer o salto com giro triplo, somente 6 mulheres o fizeram na história. Existem no momento duas, mas elas estão treinando para competir nas olimpíadas, e não podiam arriscar alguma lesão. Fiquei impressionado com a dificuldade do movimento, e com o que Tonya alcançou 25 anos atrás, e que tão poucas conseguiram fazer desde então. Tivemos que fazer com efeitos especiais!


    Conte-nos sobre o filme Eu, TONYA.

    Margot: O começo do filme resume tudo: é um filme “baseado em entrevistas sem ironia, muito contraditórias e totalmente reais com Tonya Harding e Jeff Gillooly”. Explica a estrutura dessa história – não é um filme convencionalmente estruturado, isso por que é baseado nessas duas entrevistas completamente contraditórias entre Tonya e Jeff. E é assim que Steven desenhou o roteiro – ao redor dessas intensas entrevistas.

    Como esse projeto apareceu e virou um roteiro?

    Steven: Tem esse ótimo documentário no 30 for 30 que Nanette Burstein fez sobre Tonya Harding, que assisti com minha sobrinha que nunca tinha ouvido falar em Tonya Harding. Algumas ideias do documentário mal foram abordadas, o que fez crescer meu interesse sobre a história de Tonya. Principalmente, foi a ideia de que a mídia e as pessoas mudam a narrativa para controlar as histórias que ouvimos e lemos sobre ela. Então, fui até o site de Tonya Harding e percebi que os direitos sobre sua história estavam disponíveis. Pensei comigo ‘onde quer que isso me leve, eu vou’. Voei até Portland e entrevistei Tonya, então entrevistei Jeff Gillooly. Suas versões eram incrivelmente contraditórias... Percebi que esse ângulo era minha deixa – poderia apresentar todos os lados da história e deixar a audiência decidir.


    Qual o significado por trás do título Eu, TONYA?

    Steven: Foi sobre três coisas – primeiro, estava brincando com o título do famoso livro I, CLAUDIUS, de Robert Graves. Depois, sobre aquela frase do tribunal “Eu, Tonya, juro dizer a verdade...”, terceiro, tem algo sobre o título que eu gostei, por que quando se está sendo entrevistado, você assume uma aura de boa pessoa, e isso é o que vários dos personagens fazem quando contam sua versão.

    Nos fale sobre o diretor, Craig Gillespie. Por que o escolheu para dirigir o filme e como trabalharam juntos para atingir sua visão?

    Bryan: Todos gostamos do trabalho de Craig. Nos demos ao luxo de nos encontrar com vários diretores talentosos. Isso nos permitiu fazer uma escolha estudada, porque pudemos ouvir muitas perspectivas sobre o roteiro. Craig se destacou por seu claro entendimento do tom, que é tão importante nesse filme. Em uma página do roteiro de Steven, você fica horrorizado pela violência, então fica triste, e depois pode estar rindo. Se Craig não tivesse o toque para essas nuances, iria separar todas as coisas. Craig é muito bom em fazer essas emoções conversarem entre si, enquanto fazem parte de um todo. Tematicamente, Craig foi o primeiro a apontar que Tonya era essa garota ainda na sua juventude, no máximo 20 e poucos anos, enquanto isso tudo aconteceu. Imagine o mundo todo te julgando. Na cena onde Tonya está em Lillehammer reclamando de seus patins, parecia absurdo para todo mundo. Mas, do ponto de vista de Tonya, era amedrontador e horrível. Você realmente sente por ela. Craig se ligou nesse senso de empatia por Tonya. E fez isso por todos os personagens, sem transformá-los em meras falas, mas sim em pessoas. Confiamos nessa experiência para fazer desse filme uma realidade.



    Onde fizeram as filmagens?

    Margot: Em Atlanta. Tonya morava em Portland, então obviamente visitamos locais lá, mas Atlanta era a melhor escolha. Nos proveu o que precisávamos, e, com a indústria crescendo lá, tivemos acesso a uma ótima equipe.

    Bryan: Atlanta tem uma ótima infraestrutura. No começo, estávamos preocupados pois queríamos filmar no nordeste do pacífico, nos preocupamos se conseguiríamos fazer Atlanta parecer com Portland. Por sorte, encontramos ótimos locais – a cidade tem ótimos ringues de patinação, e, para melhorar, o time lá é ótimo e a cidade apoia muito a indústria do cinema. Gostamos muito da Geórgia.

    Conte-nos sobre o processo de escolher o elenco

    Tom: Tivemos sorte de ter Allison Janney já escolhida para LaVona, já que Steven escreveu o papel especialmente para ela. Na verdade, ninguém poderia ser melhor, ela é fenomenal. Entrevistamos inúmeros atores para o papel de Jeff Gillooly. Foi o papel mais difícil de elencar. Sebastian foi tão imprevisível... toda decisão que ele toma surpreende a todos e acho que isso é um dos maiores talentos que o ator pode ter. Ele abraçou o papel de Jeff de uma maneira que realmente o humanizou. Sebastian trouxe uma sensibilidade autêntica para a interpretação que achamos ser crítico. 

    Steven: Ele entendeu o tom em sua apresentação. Assim como Paul Walter, que interpreta Shawn Eckhart, o guarda-costas. Nenhuma das performances foi caricata – ambos foram completamente honestos no que fizeram. Tanto Sebastian quanto Paul fizeram um trabalho tão excepcional mostrando de onde esses dois caras vieram e como acabaram nessa situação surreal.



    Margot: O que Julianne Nicholson fez foi incrível com a personagem Diane Rawlinson, treinadora de Tonya, foi interpretar o que todos estavam assistindo. Quantas vezes paramos e assistimos a algo ruim acontecer e ficamos pensando se devemos fazer algo? Diane estava em uma posição complicada, pelo menos a Diane que retratamos no filme. Ela é como uma figura maternal para Tonya, mas Tonya não é sua filha. Precisávamos de uma atriz excepcional para fazer o que Julianne fez.

    Foi uma filmagem difícil. Qualquer um que já fez um filme Indie lhe dirá que é uma batalha. E especialmente para esse projeto, tínhamos pouco tempo para filmar muitas cenas e uma quantidade limitada de dinheiro. Todos – elenco e equipe – tiveram de sofrer pelo filme para fazer acontecer. E eles fizeram. Não só tivemos atores excepcionais, mas eles foram além do que vemos os atores fazendo... o mesmo para a equipe. Esse é o tipo de filme que não daria certo sem esse nível de paixão e comprometimento.

    Quais os desafios enfrentaram ao fazer esse filme?

    Tom: A natureza do filme – é um roteiro de 256 cenas, que inclui 4 campeonatos de patinação, com duas Olimpíadas. Sobre a filmagem, a escala disso significa um desafio por si só. Você pode assistir as cenas de patinação e se sentir vendo uma cena de ação em um filme de ação. A mecânica de como filmamos a patinação é vista da mesma maneira, como cenas de ação, com efeitos visuais e todos os outros elementos que precisam ser combinados para cenas como essa serem alcançadas. Então você adiciona o fato de que tudo isso deve ser feito no gelo! É um processo incrivelmente complexo. Também se consideramos a linha do tempo, que corre muito rápido – o filme mostra a vida de Tonya dos 4 aos 44 – então maquiagem, figurino e todo o resto para mostrar cada período complica ainda mais as filmagens. Fazer tudo isso, em uma escala de filme Indie, com restrição de orçamento, foi um projeto incrivelmente desafiador.


    Já que Eu, TONYA é baseado em fatos reais, como vocês trabalharam para casar a história real com o filme?

    Steven: O roteiro foi baseado nas entrevistas com Tonya e Jeff. Suas versões dos eventos foram muito diferentes entre si. Eu sabia que tinha um filme. O que é interessante é que Jeff nunca contou a ninguém seu ponto de vista do que aconteceu. Ele comentou algo para Hard Copy e A Current Affair, mas ele nunca contou seu lado da história. Não sei por que ele me contou, mas estou feliz que ele o fez. Fora as entrevistas, pesquisamos muito e encontramos diálogos de Shawn, o guarda costas, e Diane. Não é fácil pegar a vida de alguém e reduzir para duas horas, mas trabalhamos duro para balancear e casar a história real com o filme.

    Tom: No sentido físico da coisa, é divertido ter uma história real para se trabalhar. Nosso time figurinistas e maquiadores fizeram um trabalho fenomenal, replicando os visuais das filmagens que encontramos. Foi um desafio, mas foi ótimo trazer esse filme à vida da maneira mais exata possível. Eu acredito que nossos times criativos acertaram na mosca ao fazer a representação dessas pessoas no nosso filme.

    Como sua pesquisa a respeito de Tonya Harding acrescentou ao filme?

    Margot: Existem muitos ótimos vídeos de Tonya online. Não só de quando ela foi condenada – tem um documentário feito sobre ela quando ela tinha 15, é claro, tem o programa 30 for 30 sobre ela quando adulta e todo o resto. Da perspectiva de interpretação, as filmagens tiveram muito valor para pegar o sotaque e maneirismos dela. Passei muito tempo assistindo a esses vídeos. Algumas frases dela acabaram chegando no filme, mesmo não estando escritas no roteiro. Então, o filme inclui pequenas coisas que Tonya especificamente disse aqui e ali. A pesquisa também ajudou quando estávamos filmando a coreografia de patinação – conseguimos replicar a rotina exata de Tonya. Eu estava no YouTube quase a cada segundo dessa filmagem.


    Bryan:  Foi impressionante – Margot mergulhou fundo nos vídeos que encontrou no YouTube. Aliás, ela conseguiu achar a cena de Lillehammer, onde podemos ouvir palavra a palavra o que o técnico dizia a Tonya antes dela entrar no ringue. Os gestos, a emoção, a intensidade. Quase tudo foi replicado de maneira autêntica.

    Margot: Eu lembro de Julianne dizer “O que Diane diria a Tonya logo antes da apresentação nas Olimpíadas?”. E em grande parte dos vídeos podemos ouvir o que Diane estava dizendo, mas lembrei de um clipe do qual um site de notícias qualquer conseguiu o áudio. Então pudemos saber exatamente o que Diane disse a Tonya logo antes dela ir par ao gelo. Temos muitos momentos como esse, dos quais pudemos replicar o diálogo palavra a palavra, momento a momento. Também encontramos online muitas imagens de Tonya, o que inspirou a visão de Craig e a estética de muitos momentos.

    Bryan: O que Craig geralmente tentava era pegar imagens que eram familiares para a história como pontos de partida, e então mostra-las de um ponto de vista diferente. Ele trouxe mais energia para o contar da história. A impressão é que estamos sempre nos movendo. Nos acostumamos a ver a patinação do ângulo distante proporcionado pelas lentes, mas ele nos coloca bem ali e podemos sentir a energia. As vezes até parece que os patins de Tonya vão acertar a câmera. É um divertido novo olhar sobre as coisas que já tínhamos visto antes.

    Tom: Não acredito que alguém tenha feito filmagens de patinação da maneira que fizemos. Craig realmente queria estar com Tonya no gelo, e isso foi um desafio. Não dá para trazer todo esse equipamento grande para o gelo. Então, ter Dana Morris, o cameraman que pode patinar e tem uma relação com muita sinergia com Margot foi muita sorte.


    O que Tonya achou do filme?

    Não sabíamos o que esperar quando mostramos o filme à Tonya. Deve ser estranho assistir a uma versão de sua vida retratada bem ali na telona. Mas ficamos felizes quando ela abraçou o filme de coração. Ela foi às lágrimas e foi divertido vê-la assistir todas os movimentos de patinação reencenados com tanta atenção ao detalhe. Ela especialmente gostou da performance dos atores – ela achou que Margot realmente captou o sentimento de sua vida naquela época. E ela riu das piadas também!


    Margot Robbie é uma talentosa atriz que cativou audiências no mundo todo com incríveis performances ao lado de notáveis nomes no cinema. Continuamente evoluindo sua experiência, Robbie traz envolventes narrativas para a vida em desejados papéis que dialogam com sua poderosa presença nas telas.

    Seu próximo trabalho será Goodbye Christopher Robin, de Simon Curtis, ao lado de Domhall Gleeson. O filme conta a história do criador do “Ursinho Puff” (Winnie the Pooh), A.A. Milne (Gleeson) e sua esposa, Daphne (Robbie). 

    Robbie também estrela em I, Tonya, como personagem título, Tonya Harding. Ela também foi produtora do filme com sua empresa de produção LuckyChap Entertainment. O filme conta a controversa história da patinadora olímpica Tonya Harding, que conspirou de maneira infame contra sua competidora Nancy Kerrygan, ferida antes das Olimpíadas de Inverno de 1994. Craig Gillespie dirige o filme, que tem roteiro de Steven Rodgers. O filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2017.


    Robbie também produzirá o Queen of Scots, de Josie Rourke, no qual irá interpretar a Rainha Elizabeth, ao lado de Saoirse Ronan como Mary Stuart. O projeto da Focus Features irá mostrar a rivalidade histórica entre as primas Elizabeth e Mary, quando Mary tentou tomar o assento de Elizabeth no Trono da Inglaterra. Margot também emprestará sua voz para a animação da Sony Pictures, Peter Rabbit.

    Robbie tem numerosos projetos em desenvolvimento no cinema e televisão, sob sua organização LuckyChap Entertainment, todos com o objetivo de contar histórias com fortes personagens femininos, os mais importantes sendo Bad Monkeys, Fierce Kingdom, Marian e Dreamland.

    Bad Monkeys, baseado no romance de mesmo nome de Matt Ruff, gira em torno de Jane Charlotte, que acaba no Centro de Detenção do Condado de Clark County, em Las Vegas, após ser presa por homicídio. Jane alega que trabalha para uma organização secreta, o Departamento de Destino Final de Pessoas Irredimíveis, também conhecido como “Bad Monkeys”. A Universal detém os direitos desse thriller psicológico, que será adaptado por Dylan Clark, com Robbie como produtora e Josey McNamara como produtor executivo.

    LuckyChap também está produzindo Fierce Kingdom, junto da Warner e Di Novi Pictures.  O filme, baseado no thriller de Gin Phillips, Beautiful Things, foca em uma mãe e seu filho, presos em um zoológico com um homem armado à solta.


    A produtora também irá trabalhar em Marian, ao lado de Donald De Line e Amy Pascal. Robbie está escalada para estrelar como “Maid Marian”, que assume a causa para liderar o povo à uma guerra, depois que o amor de sua vida, Robin Hood, morre.

    E por último, a LuckyChap se aliou a Automatik para produzir o drama dos anos 1930 Dreamland. Robbie deve estrelar o filme, que segue um garoto de 15 anos que desbanca o FBI e a polícia local ao encontrar e capturar uma ladra de bancos fugitiva (Robbie), para descobrir que ela é muito mais do que as autoridades alegam. A direção será de Miles Joris-Peyafitte, e roteiro de Nicolaas Zwart. 

    No ano passado, Robbie apareceu no filme da Warner Esquadrão Suicida, interpretado o interessante papel de “Harlequina”, contracenando com Jared Leto, Will Smith e Viola Davis. A interpretação de Robbie da Harlequina é a primeira aparição nas telonas de uma das vilãs preferidas dos fãs dos quadrinhos. O filme, dirigido por David Ayer, foi a 9ª maior arrecadação de 2016, com cerca de 745 milhões de dólares. Robbie também interpretou a lendária Jane Porter, no filme A Lenda de Tarzan, contracenando com Alexander Skarsgard, Samuel L. Jackson e Christoph Waltz. O filme faturou mais de 356 milhões de dólares no mundo todo.


    Robbie talvez seja mais conhecida pelo seu papel no filme de Martin Scorsese O Lobo de Wall Street, no qual ela estrela no papel feminino principal, contracenando com Leonardo DiCaprio. Baseado nas memórias de mesmo nome de Jordan Belfort, o filme conta a história de um negociante da Bolsa de Valores (DiCaprio), que ficou preso por 20 meses por se recusar a cooperar com uma investigação sobre uma grande fraude nos negócios em Wall Street, o mundo corporativo banqueiro e até uma infiltração da máfia. Estrelando como esposa de DiCaprio no filme, Robbie contracena com um elenco estrelado, incluindo Matthew McConaughey, Jonah Hill, Rob Reiner, Jean Dujardin, Jon Favreau e Kyle Chandler.

    Outros créditos incluem Uma Repórter em Apuros, ao lado de Tina Fey, Roadside Attractions Z, com Chiwetel Ejiofor e Chris Pine, Golpe Duplo, ao lado de Will Smith, Suite Francesa, com Michelle Williams, Kristen Scott Thomas e Matthias Schoenaerts e Questão de Tempo, com Rachel McAddams e Domhall Gleeson.

    Robbie fez sua estreia nos EUA na série aclamada pela crítica Pan Am, em 2011. O drama de época mostrava a vida dos pilotos e comissárias de bordo que fizeram da Pan Am a maneira mais glamorosa de voar. Robbie estrelou como “Laura”, uma noiva que fugiu da chatice da vida doméstica para ir para os céus. A série foi criada por Jack Orman (O mesmo de ER e Man of a Certain Age}, e também foi estrelada por Christina Ricci.

    Na Austrália, Robbie é mais reconhecida por seu papel como “Donna Freedman”, na novela Neighbours, que mostrava a vida dos residentes da rua Ramsay, nos imaginários subúrbios da cidade de Erinsborough. Esse papel lhe rendeu duas indicações ao prêmio Logie Award, de Talento Feminino mais Popular e Atriz Mais Popular. Nascida na Austrália, Robbie cresceu na Gold Coast e eventualmente se mudou para Melborne, onde começou a atuar profissionalmente aos 17 anos. Ela atualmente mora em Los Angeles.


    O talento e versatilidade do ator Sebastian Stan o tornou notável entre seus pares em Hollywood. Ele interpreta Jeff Gillooly em I, TONYA.

    Stan pode ser visto repetindo seu papel como “Bucky Barnes, o Soldado Invernal”, no hit da Marvel Capitão América – Guerra Civil. Ele também está em Medalha de Bronze e no ganhador do Globo de Ouro Perdido em Marte, com direção de Ridley Scott e contracenando com Matt Damon e Jessica Chastain. Também aparece em Ricki and the Flash – De Volta Para Casa, contracenando com Meryl Streep e interpreta “Bucky Barnes, o Soldado Invernal” em Capital América: O Soldado Invernal, sequência de Capitão América.


    Próximos trabalhos incluem I´m Not Here, ao lado de Mandy Moore e Max Greenfield. Também aparece em We Have Always Lived in the Castle, com direção de Stacie Passon, e Logan Lucky – Roubo em Família, ao lado Adam Driver e Daniel Craig, com direção de Steven Soderbergh. Stan contracenou com Natalie Portman e Mila Kunis no filme Cisne Negro, de Darren Aronofsky. 

    Outros créditos incluem O Casamento de Rachel, com Anne Hathaway, Jogando com Prazer, com Ashton Kutcher, A Aparição, 12 Horas, com Amanda Seyfried, A Ressaca, com John Cusack e Chevy Chase, The Education of Charlie Banks, O Arquiteto, com Anthony LaPaglia, Isabella Rossellini e Hayden Panettiere e O Pacto.

    Na televisão, Stan é conhecido por seu papel recorrente como “Carter Baizen” no sucesso Gossip Girl. Ele também estrelou como “TJ Hammond”, contracenando com Sigourney Weaver em Political Animals e como “Príncipe Jack Benjamin”, no drama da NBC Kings, ao lado de Ian McShane. Stan também apareceu na primeira temporada do hit da ABC Once Upon a Time, como o favorito do público “The Mad Hatter”. 

    Em 2007, Stan fez sua estreia na Broadway, contracenando com Liev Schreiber na peça Talk Radio, de Eric Bogosian. Na temporada de 2013 do Roundabout Theater Company, Stan retornou para os palcos da Broadway em Picnic, com direção de Sam Gold.
    Stan atualmente vive em Nova Iorque.


    A incrivelmente versátil Allison Janney tem seu lugar no seleto grupo de atores que combinam o perfil de atriz principal com a arte da performance de uma atriz. Atualmente contracenando com Anna Faris na comédia da CBS Mom, Janney recebeu intensos reviews por seu papel como “Margaret Scully” no drama da Showtime Masters of Sex. Janney ganhou Emmys por ambos papéis no mesmo ano, um fato raro na história do Emmy. Ela ganhou um segundo Emmy por Mom no ano seguinte, aumentando seu número de estatuetas ATAS para sete. Ela também ganhou uma estrela na Hollywood Walk of Fame.

    Janney também tem vários trabalhos no cinema, feitos em suas pausas das sitcoms. Filmes recentes incluem I, TONYA, com Margot Robbie, Tallulah, com Ellen Page, O Lar das Crianças Peculiares, seu primeiro trabalho com o diretor Tim Burton e Garota no Trem, com direção de seu amigo de longa data Tate Taylor. Janney também apareceu em dois dos maiores hits dos últimos tempos: a adorável animação Minions e A Espiã que Sabia de Menos. Trabalhos anteriores também incluem DUFF: Você conhece, tem ou é, Palavrões, trabalho de estreia na direção de Jason Bateman e a animação As Aventuras de Peabody & Sherman. Também atuou em O Verão da Minha Vida, ao lado de Steve Carell e Toni Collette.


    Janney também coestrelou o esperado filme Histórias Cruzadas, baseado no romance best-seller de mesmo nome. Pela sua extraordinária performance, o elenco ganhou o prêmio Ensemble do Screen Actors Guild, National Board Review e Broadcast Film Critics. O filme também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme.

    Janney também deliciou a audiência com ótimas performances no filme vencedor do Oscar Juno e na versão para cinema da peça ganhadora do Tony Hairspray. Por seu papel em Vida durante a Guerra, de Todd Sokondz, ela foi indicada ao prêmio Spirit Award de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela também apareceu no filme Distante nós Vamos, de Sam Mendes, na comédia Strangers with Candy e emprestou a voz para a personagem “Gladys”, na animação da Dreamworks Os Sem Floresta, assim como para “Peach” em Procurando Nemo.

    Ela recebeu outra indicação ao Spirit Award por seu trabalho no filme independente Uma Visita Especial, e contracenou com Meryl Streep em As Horas, que recebeu uma indicação ao SAG Award por Melhor Elenco em um Longa Metragem. Outros créditos incluem o filme ganhador do Oscar Beleza Americana, pelo qual ela ganhou um SAG Award por melhor elenco em um Longa Metragem, também trabalhou em A Enfermeira Betty, Meu Novo Amor, Lindas de Morrer, 10 coisas que Odeio em Você, Segredos do Poder, Tempestade de Gelo, Seis Dias, Sete Noites, A Grande Noite e A Razão de meu Afeto.


    Através de sua carreira, Janney fez diversas memoráveis aparições como convidada na televisão, mas ela é conhecida por seu papel principal na aclamada série da NBC The West Wing, pela qual ganhou notáveis quatro prêmios Emmy e outros quatro prêmios SAG por sua interpretação da secretária de imprensa da Casa Branca “CJ Cregg”

    Na época de caloura, estudando atuação no Kenyon College, em Ohio, Janney fez um teste para a peça que Paul Newman estava na direção e ganhou o papel. Logo após, Newman e sua esposa Joanne Woodward sugeriu que ela fosse estudar na Neighborhood Playhouse em Nova Iorque. Ela seguiu o conselho e fez sua estreia na Broadway na peca de Noel Coward Present Laughter, papel pelo qual ela ganhou os prêmios Outer Critics Circle Award e Clarence Derwent Award. Ela também apareceu na peça de Arthur Miller A View from the Bridge, recebendo sua primeira indicação ao Tony e ganhando o Outer Cricics Circle Award, e também o musical 9 to 5, pelo qual também foi indiciada ao Tony e ganhou o Drama Desk Award. Janney fez seu retorno á Broadway neste ano, no revival da peça de John Guare Six Degrees of Separation, com o papel principal de “Ouisa”, ao lado de John Benjamin Hickey e Corey Hawkins.


    Julianne Nicholson novamente está trabalhando com o roteirista e produtor Dick Wolf, atualmente na produção do seu mais novo projeto, Law & Order True Crime: The Menendez Murders”, baseado no sucesso de crítica norueguês. O programa foi reconhecido com um prêmio GLAAD por Melhor Minissérie. 

    Próximos trabalhos incluem Who We Are Now, reunindo-a com o roteirista e diretor Matthew Newton, de From Nowhere, I, TONYA, com Margot Robbie e Allison Janney e Novitiate, de Maggie Bett, que estreou no Festival de Cinema de Sundance.

    Nicholson também estreou em Aliança do Crime e Álbum de Família. O elenco ganhou o Hollywood Film Award de Melhor Elenco e foi indicado para um SAG e Critics´ Choice Award na mesma categoria.


    Outros créditos na televisão de Nicholson incluem estrelar com Jason Momoa na série de roteiro original The Red Road, para o canal Sundance. Ela também estrelou como convidada em diversas temporadas do Masters of Sex, da Showtime, e no Boardwalk Empire, da HBO. Sem primeiro trabalho com Wells foi no drama médico Presidio Med, o qual ela produziu. Outras séries incluem Conviction e Law and Order – Criminal Intent, o drama paranormal de Steven Spielberg The Others e Ally McBeal, de David E Kelly.

    Seu trabalho nos palcos incluem um papel na peça Heartless, de Sam Shepard, a nova peça de Melissa James Gibson This e na trilogia Hallway, de Adam Rapps e produzida pela Rattlestick.


    Conhecido por sua comédia no ponto e habilidade de inspirar performances honestas, o australiano Craig Gillespie é um diretor aclamado de cinema, televisão e comerciais.

    Se equilibrando entre a comédia e o mundano, Gillespie trás uma tonalidade única para seus projetos através de toda a mídia filmada. Seus filmes faturaram mais de 170 milhões de dólares nas bilheterias, e incluem estrelas como Ryan Gosling, Colin Farrell, Chris Pine, Casey Affleck, Jon Hamm, Toni Collette e Margot Robbie.

    O filme mais recente de Gillespie, I, TONYA, uma crônica que mostra a patinadora competitiva que caiu em desgraça Tonya Harding, em sua subida e queda no Campeonato de Patinação dos Estados Unidos de 1994, é estrelado por Margot Robbie, Sebastian Stan e Allison Janney, e estreou no Festival Internacional de Toronto de 2016. Também em 2016, Gillespie dirigiu Horas Decisivas, que foi baseado no livro de Casey Sherman e Michael J. Tougias, detalhando um resgate da Guarda Costeira em 1952, e é estrelado por Chris Pine, Casey Affleck, Bem Foster, Holiday Grainger, John Ortiz e Eric Bana.


    Em 2014, Gillespie dirigiu Arremesso de Ouro, que tem Jon Hamm como um empresário do esporte que recruta talentosos jogadores indianos de críquete para jogar na Major League Ball. Em 2011, Craig dirigiu o remake de A Hora do Espanto, o clássico filme de 1985 de comédia-cult-horror. Estrelado por Anton Yelchin e Colin Farrell, foi sucesso da crítica especializada no gênero e de público.

    Craig Gillespie fez sua incursão no cinema dirigindo o aclamado A Garota Ideal, estrelado o indicado ao Oscar Ryan Gosling. De acordo com o LA Times, “um filme improvável de imaginação sustentada”, e de acordo com o Wall Street Journal, “Um filme quase perfeito com performances impecáveis”. O roteiro de Nancy Oliver foi indicado ao Oscar, enquanto o filme de Gillespie ganhou inúmeros prêmios da crítica e de festivais de cinema.

    Gillespie também trabalhou como produtor e diretor da série da Showtime The United States of Tara, dirigindo o episódio piloto que ajudou a atriz Toni Collete ganhar um Emmy e um Golden Globe. Escrito pelo roteirista do ganhador do Oscar Juno, Diablo Cody, o show mostra a distinta marca de Gillespie de dançar no limite entre comédia e drama, enquanto mantendo sua clara presença na direção.

    Sua forte e única presença em trabalhos comerciais, Gillespie foi honrado com alguns dos mais prestigiosos prêmios, incluindo prêmios Clio, LIAA, D&AD, One Shows, Effies, Addvs, estatuetas em Cannes, o DGA Award e um Emmy.


    Steven Rogers escreveu o roteiro pra I, TONYA, que chegou no Blacklist 2016, e ganhou o Hit List de 2016. Ele também é produtor do filme. Outros créditos incluem Quando o Amor Acontece, Lado a Lado, Kate & Leopold, P. S. Eu Te Amo e O Natal dos Coopers, o qual ele também fez a produção executiva.


    Tom Ackerley fundou a LuckyChap Entertainment com Margot Robbie e Josey McNamara no começo de 2015, cuja ordem é contar histórias com fortes personagens femininas. Nesses dois anos desde que começaram a trabalhar juntos, eles produziram dois longas e tem vários outros em desenvolvimento. O primeiro lançado, I, TONYA, estreou no Festival de Cinema de Toronto. Terminal estreou em 2017 e os filmes em desenvolvimento são Fierce Kingdom e Dangerous Odds, escrito por Andrea Berloff. Dreamland é a próxima produção da empresa.


    Bryan Unkeless fundou a Clubhouse Pictures em 2015. Unkeless está agora na pós-produção do filme de ação Bright, que tem direção de David Ayer (de Esquadrão Suicida e Marcados para Morrer), estrelado por Will Smith e Joel Edgerton. Bright foi vendido para o Netflix, em um negócio de 90 milhões de dólares em 2016. Também trabalhou em I, TONYA, uma biografia não convencional sobre Tonya Harding, estrelando Margot Robbie, e também acaba de produzir First Match, para o Netflix.

    Antes de fundar a Clubhouse Pictures, Unkeless liderou o desenvolvimento e coproduziu o fenômeno recordista Jogos Vorazes, série de filmes dirigida por Gary Ross (de Seabiscuit – Alma de Herói) e Francis Lawrence (de Eu Sou a Lenda), estrelando a vencedora do Oscar Jennifer Lawrence. Ele também ativamente desenvolveu os três primeiros filmes da popular franchise Diário de um Banana, também na adaptação do best seller de David Nicholls Um Dia e na minissérie ganhadora do Emmy The People vs. OJ Simpson. Ele está trabalhando no desenvolvimento de Where´d You Go, Bernadette?, baseado no best seller com o indicado ao Oscar Richard Linklater (de Antes do Amanhecer), Crazy Rich Asians¸com o diretor Jon Chu e o ganhador do Pulitzer The Goldfinch, a ser dirigido por John Crowley (de Brooklin).


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