DO MUNDO NADA SE LEVA (1938) - LANÇAMENTO CLASSIC LINE


DO MUNDO NADA SE LEVA, DE ACORDO COM FRANK CAPRA.


Capra disse certa vez que a "televisão tornara o cinema desnecessário". Ainda bem que ele nos deixou grandes obras primas antes que isto ocorresse (na cabeça dele pelo menos). 


Em “Do mundo nada se leva”, lançamento da Classic line ( num digistack maravilhoso diga-se de passagem),  somos convidados a conhecer a família Vanderhof e o seu cotidiano. Não só nós, como também os Kirby, ainda que Anthony (e sua esposa) , tenham uma opinião dispare da do seu filho sobre os Vanderhof.

Tony Kirby (James Stewart) é um rapaz rico e de família difícil. Alice Sycamore (Jean Arthur) é sua secretária, de família mais humilde. Ambos estão apaixonados e pretendendo se casar. Quando as famílias resolvem se conhecerem, Anthony P. Kirby (Edward Arnold), o pai de Tony, descobre que o pai de Alice é dono de um pequeno terreno em uma área comercial que era de seu interesse, e não a vende de jeito nenhum. No meio de muita confusão, todos percebem os verdadeiros valores da vida antes que seja tarde demais.

A produção contém os elementos mais importantes na filmografia do diretor: O poder do dinheiro (criticado de forma amena nessa obra – notem que Tony boceja quando seu pai fala de sua grande jogada financeira); uma vida natural e simples em oposição aquela superior e sofisticada( materialmente falando); a família numerosa e unida (a placa de Lar, doce lar toda vez vai ao chão com a explosão das bombas no porão); o patriotismo (o diálogo sobre os “ismos” com o agente da Receita); os amores puros e a beleza feminina que exerce seu poder sobre o homem não corrompido; o espírito de quem descobriu a “fonte da juventude” e a carrega dentro de si, mesmo idoso (Vanderhof mesmo com a perna quebrada, transmite a energia de um menino a quem assiste o filme); a possibilidade de recomeço, não importa qual sua idade ( Poppins um homem já maduro, deixa sua rotina sem significado e mergulha na filosofia de vida dos Vanderhof, isso posto no início da película, já nos coloca a par do que a obra trará); a fé na assistência de Deus (Martin sempre agradece a Deus pela saúde que possui, quanto ao resto, fica pela “vontade divina”); a profissão de fé na solidariedade (a seqüência da mobilização dos “ vizinhos” para pagarem a fiança da família, quando a mesma é presa por obra de Anthony P. Kirby – ainda que ele desconhecesse) e a necessidade de amar e compreender seu próximo ainda que ele pense diferente de você (Vanderhof se desculpa por ter se exasperado e doa sua gaita a Kirby).


Capra conseguiu realizar um filme fantástico. Uma verdadeira aula de cinema.

FICHA TÉCNICA

Título Original: You Can't Take It With You
Ano de Produção: 1938
Audio: 2.0 Dolby Digital
Cor: P&B
Elenco: Jean Arthur, James Stewart, Lionel Barrymore.
Direção: Frank Capra
Direção de Arte: Stephen Goosson
Fotografia: Joseph Walker
Duração: 126 min.
Extras: Trailer, Galeria de fotos e Cartazes originais.
Formato de tela: Fullscreen
Idioma: Inglês - Português
Legendas: Português e Espanhol


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