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    A MULHER E O ATIRADOR DE FACAS (1999) - FILM REVIEW


    A mulher e o atirador de facas é sobre fusão. Do ponto inicial (na ponte) ao final (na mesma ponte), vemos que se trata de um filme que mostra dois mundos distintos, aparentemente, se fundindo. 

    A trama gira em torno do atirador de facas Gabor (Daniel Auteuil) e Adèle (Vanessa Paradis), que pretendia se matar pulando de uma ponte. Gabor a salvou e a convenceu a se tornar seu "alvo" no seu espetáculo de atirar facas. O filme então segue a relação dos dois enquanto eles viajam pela Europa com seu show. Eles experimentam muita sorte juntos, mas uma vez que se separam, suas vidas se tornam mais uma vez, sem caminho.

    O filme é dirigido pelo francês Patrice Leconte, que recentemente fez aquele genial e melancólico desenho A Pequena Loja de Suicídios (2012). O filme é estrelado por Vanessa Paradis, que se tornou uma das cantoras mais conhecidas de sua geração aos 14 anos com seu primeiro single, "Joe le taxi" (que originou depois a música "Vou de Táxi", da cantora Angélica), e desde então leva uma carreira consistente na música e no cinema. A atriz também foi casada com Johnny Depp, com quem tem dois filhos. Eles se separaram em 2012.


    Curiosamente, pouco antes de começar a rodar o filme, ela sofreu um acidente quando andava em uma moto de neve no Quebeque, Canadá. Ela sofreu múltiplas fraturas no joelho direito, sendo imediatamente levada para Paris, onde foi internada no Hospital Pitié-Salpêtrière, sofrendo uma intervenção cirúrgica no dia 20 de janeiro (1998). 

    A atriz faz dupla com experiente ator Daniel Auteuil, que trabalhou em produções como Jean de Florette (1986), A Raínha Margot (1994) e O Oitavo Dia (1996). Ele também começou a dirigir filmes à partir de 2011.

    O filme concorreu a prêmios como Globo de ouro e Bafta além de ter vencido o César de Melhor filme, diretor, ator e atriz.


    Voltando ao filme...

    A produção enfoca dois perdidos, buscando seus respectivos encontros. Eles finalmente conseguem nos seus momentos máximos de desespero, quando o suicídio parece a única opção frente às dificuldades que a vida trouxe a eles até aquele momento de suas vidas. Neste ponto, o filme constrói quase uma fábula, como se fosse um sonho de ambos que virou um pesadelo e que o suicídio os acordasse. Mais "Origem" de Christopher Nolan, impossível.

    Para nós, telespectadores, o que importa é o corpo do filme. Para os personagens, o início e o final da história. Durante aquele tempo, eles descobrem que são necessários na vida um do outro, e a ausência de algum deles, provoca uma ruptura emocional catastrófica, mostrando que ali, realmente estão pessoas no limite. A confiança e empatia dos dois funciona quase como se fosse uma lua de mel tardia, mas sem casamento de fato. Uma fábula de horror, diria. Quase um Tim Burton, sem a atmosfera dark.

    A fuga  da realidade aproxima o telespectador dos personagens e é base para a genial criação de dois personagens que se completam. 

    É um filme essencial para ver que a vida é muito mais que um momento, mas uma decisão errada, num momento, pode redefinir inteiramente sua vida ou mesmo, cessá-la.


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