• ÚLTIMAS...

    A FILHA AMERICANA (1995) - FILM REVIEW


    A difícil arte de amar

    O filme em questão hoje se chama "Filha americana". É uma produção lançada pela CPC Umes filmes e pode ser adquirida no link abaixo. A produção conta a história de um músico que é abandonado pela mulher e vai viver nos EUA com um homem rico. A história começa quando ele decide ir para a América encontrar a filha e tentar estabelecer algum laço.

    Com meia hora de filme,  as peças estão estabelecidas no tabuleiro: Pai (russo) quer ter mais contato com a filha que está sendo criada nos EUA pela ex, que é casada com um cara rico. Mas ao menor sinal de aproximação do pai, o casal tenta "comprar" o pai verdadeiro, pagando-lhe 3 mil dólares para ficar bem longe (mas com direito de ver a filha uma vez por ano).

    Mas porque o pai resolveu procurar a filha somente agora, depois de vários anos? Porque a mãe disse à filha que ele estava morto? 

    Neste ponto do filme, ele vira uma espécie de Paris Texas. Enquanto pai e filha se descobrem, a produção vira um road movie, onde a dupla vai para o México com objetivo de voltar para a Rússia e a menina conheçer sua vó.

    Acima, a menina Allison Whitbeck em dois momentos.

    A jornada passa por diversos percalços. Não só por se tornarem procurados pela polícia, como também pelo fato de não se compreenderem, afinal, ele só fala russo e ela, inglês. Difícil imaginar um caminho mais tortuoso. Porém, vamos descobrindo que o amor os une de uma forma tão pura, que estão dispostos a tudo, principalmente a menina.

    Mas logo no final, tem inclusive uma cena muito semelhante a Paris, Texas (enquanto os pais conversam por telefone por um vidro).

    O diretor Karen Shakhnazarov, de o Tigre branco (também lançado pela Umes Filmes) faz um retrato sensível e sincero do súbito encontro, bem como as implicações e consequências dos atos tomados até que somos levados à emblemática cena final, do helicóptero, que mostra de forma indireta, o porque da menina aceitar tão facilmente ir embora com o pai. Sua vida infantil foi provavelmente ceifada, em prol de um amadurecimento precoce, talvez para estudar numa Harvard, com claro distanciamento de carinho (que viria do pai verdadeiro). O filme mostra isto em outros momentos, como na fuga, que ela mesmo arquitetou, tomando total inciativa e demonstrando percepção do que acontece ao redor.

    Ela, possivelmente, era tratada como a princesa de um castelo que ela não queria governar um dia. Sua intenção era apenas ser criança, queria ser amada pelo pai e respeitar as complexas fases da vida.


    A menina (Allison Whitbeck) é uma graça. Ela foi posteriormente dirigida por Francis Ford Coppola em Jack (1996) ao lado de Robin Williams e só. Sua carreira foi até ai, com dois únicos filmes. Uma pena, pois demonstrou enorme talento.






    COMENTE USANDO SEU FACEBOOK:

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário

    Scroll to Top