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    quinta-feira, 8 de junho de 2017

    A MÚMIA (2017) - CRÍTICA


    Difícil pensar num projeto mais inusitado. Na onda Marvel de universos compartilhados, veio uma afoita D.C. que acertou somente no quarto filme, a Mulher Maravilha (leia nossas impressões aqui) e agora os monstros da Universal. E ao que parece, esta mais para D.C. do que Marvel, pois eles não sabem bem para onde vão com esta história ou quais personagens terão lugar ao sol nas telonas. Mas, basicamente, tem a Múmia de Tom Cruise, Dr. Jekyll de Russel Crowe, O homem invisível de Johnny Depp e O Frankenstein de Javier Barden. Falta encaixar na salada a Noiva do Frankenstein e talvez, o Fantasma da ópera.

    E para quem não sabe, o mega fracasso "Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017)" de Guy Ritchie, que custou em torno de 230 milhões de dólares (com a divulgação) e rendeu até agora apenas 130 milhões (37 nos EUA) era o início de um universo compartilhado, com filmes separados dos personagens principais (Merlin, Lancetot e Cia). Seria uma ideia interessante, não fosse o fracasso comercial do longa. (Confiram aqui as adaptações do Rei Arthur).


    Fazendo uma pré-análise desta turma, já são notáveis pequenos problemas. No próprio trailer da Múmia, fica a sensação que estamos diante de Ethan Hunt. A sequência de ação colocada te faz pensar que a escolha de Tom Cruise foi equivocada por conta desta associação. Russel Crowe emana mau humor. Até nos seus ótimos papéis, como em Gladiador e O gângster, ambos de Ridley Scott. Inclusive nas entrevistas. E digamos, num projeto deste porte, não cabe um ator mau humorado. Javier Barden é o único "em forma", que tem condições de entregar um mega vilão, por exemplo. 

    Mas o seu Frankenstein pode estar sob pesada maquiagem ou mesmo máscara. Depp está numa fase tão ruim que até seu mais novo Jack Sparrow não fez um sucesso estrondoso nas bilheterias como os outros 4. Aliás, este é um outro problema da trupe. Analisando os resultados dos filmes protagonizados pelos atores, Crowe fez sucesso apenas em filmes de apelo (Noé, bíblico; Homem de aço, Super heróis; Ou em alguns filmes com o Ridley Scott); Depp não está convencendo mais ninguém nas bilheterias; Javier Barden, talentosíssimo, mas não atrai multidões e Tom Cruise, acreditem, só faz grana nos últimos anos com Missão impossível. E apesar dos nomes de peso envolvidos, é um projeto mais arriscado que certeiro. Mas vamos voltar no tempo, e olhar para a Múmia bem antes do Tom Cruise existir.


    O Começo de tudo

    A múmia, de 1932, conta a história de uma expedição no Egito que descobre a múmia do antigo príncipe Im-Ho-Tep, enterrado vivo e condenado por sacrilégio. Dez anos mais tarde, disfarçado como um Egípcio dos tempos modernos, a múmia procura reencontrar sua princesa que reencarnou em uma bela jovem. O filme teve 3 sequências: A mão da múmia (1940), A Tumba da múmia (1942), A sombra da múmia (1944) e A Praga da múmia (1944). (Leiam sobre os filmes aqui !!!). Depois destes filmes, várias Múmias apareceram no cinema, sendo as mais notórias, com o ator Christopher Lee, pela Hammer films e com Brendan Fraser, em 1999, iniciando uma nova trilogia.

    Universo compartilhado

    Este Crossover pretendido pelos produtores atuais não são novidade. Já nos primeiros filmes, estes "cruzamentos" foram feitos. Em 1943, Frankenstein Encontra o Lobisomem. E depois veio A Casa de Frankenstein (1944), com Frankenstein, Drácula e o Lobisomem dando as caras encerrando a bagunça na "Casa de Drácula" em 1945.

    Na época, estes crossovers foram feitos por conta do esgotamento de ideias e não como finalidade, como são os de hoje. Os filmes principais já tinham sido feitos, bem como suas sequências. E os crossovers foram medidas desesperadas de manter aquela turma na tela. Não deu certo. Nada mais veio. Ai tiveram a ideia de levar um monstro diferente. Surgiu o "último" monstro da Universal: o Monstro da Lagoa Negra, que se tornou um dos mais cultuados (inclusive foi lançado em 3D !!!). Mas como nada é perfeito, vieram as continuações e o esgotamento do monstro nas telas.


    O filme

    Algumas pessoas, quando leem uma crítica, buscam quantas estrelas o site dá ou se ele repete palavras como "maravilhoso" ou "chato", típico de pseudo críticos do you tube. Se for seu caso, não encontrará isto aqui. Todo comentário meu sobre um filme vem com um texto que tento torná-lo interessante, mesmo se o filme for ruim.

    No caso da Múmia, já nos trailers, percebia-se um certo tom de Missão impossível. O Ethan Hunt no Egito.  A direção é de Alex Kurtzman, que foi roteirista de Missão impossível 3 e  Christopher McQuarrie, um dos roteiristas do filme, dirigiu Tom Cruise em Missão: Impossível - Nação Secreta. Ou seja, o filme tinha tudo para ter uma cara de Missão impossível mesmo...


    E a inserção de Russel Crowe como Dr. Jekyll, submeteu o longa a uma certa urgência. A necessidade primordial de unir mundos. Diferentemente do que ocorreu na Marvel e semelhante ao que ocorreu na DC. Este atropelo, tira o foco da história, que já não é um primor.

    Nela, Tom Cruise faz Nick, um canalha, aproveitador, que dorme com uma moça (Alex Kurtzman) e rouba-lhe um mapa que o leva a Múmia do título. Alías, o personagem é totalmente irresponsável. Depois deste episódio, segue a cena (que está no trailer) do aviando caindo e Nick acordando no necrotério. À partir daí, um corre corre de múmias. O ator Russel Crowe descreveu o filme como apavorante. Frase típica de quem quer vender o produto.

    De apavorante, só o resultado do filme, que aliás, emula tudo da Marvel. Do Nick Fury às piadinhas e discussões de relacionamento nos momentos de tensão. Até um pretenso e desnecessário embate entre Nick e Mr. Hyde tem, já causando certo "pavor" no que será o filme solo do personagem. Aliás, o filme emula de tudo. Até "Um lobisomem americano em Londres", com Nick conversando com o amigo morto, que lhe dá dicas do que fazer.

    O filme tem sequências que, francamente, são empurradas goela a baixo do expectador. Tipo: Nick entra no buraco onde está a Múmia, e vira o "escolhido" (Detalhe: ele não entra sozinho). Em outro momento,  A múmia  (Sofia Boutella) quer enfiar uma adaga nele com a finalidade de libertar um demônio. Mas Nick, sabiamente o que faz? Se enfia. Hã?? Ele vira o tal demônio? Não. Mas vira...um super herói que precisa descobrir seus poderes (Quem diz isto é o Dr. Jekyll).


    O ótimo ator Courtney B. Vance faz uma ponta desnecessária. Annabelle Wallis mostra que está sendo pé fria em 2017 (seu outro filme é o fracasso comercial "Rei Arthur").

    Confesso que o melhor do filme está...fora dele. O brinde do UCI é uma lanterna com tecnologia diferenciada e que não precisa de fontes de alimentação. Ou seja, sem pilhas ou baterias. Confiram a foto abaixo.

    Conclusão

    A série tem como fim um modelo fracassado executado pela própria Universal, como dito acima. O fundo do poço dos monstros do passado é o objetivo principal dos monstros de hoje. Será que esta estratégia suicida dará certo? O tempo dirá...Mas, começou mal. 


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    7 comentários:

    1. Pior filme que já assisti. Muito confuso, a história não chega a lugar nenhum. Só perdi tempo assitindo.

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      1. Pior filme que já assisti achei que ia ser a múmia aí derrepente eu tava vendo os vingadores.
        No final ele aprisiona o espírito de sete(Deus que controla a vida e a morte segundo a crença egípcia). Seria o diabo na crença cristã.
        Depois ele tenta aprender a controlar os poderes e vai viver grandes aventuras com o seu amigo que morreu mais continuava falando com ele no modo zumbi imaginário. Que no fim foi ressuscitado.wtf

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    2. Pelo o que entendi do filme, Nick virou escolhido depois de libertar a múmia. E não por ter apenas entrado no buraco, e por isso, os outros dois que entraram com ele não foram os escolhidos também. Já o final, em que ele se atinge com a adaga também me gerou um "?".

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      1. Ele começa a ter visões antes de libertá-la, sugerindo que a Múmia (que estava presa e morta ainda) escolheu ele por ser o Tom Cruise. Múmia espertinha esta...

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    3. Vocês poderiam dizer qual a frase que aparece no início que fala sobre a morte que é de autoria : O príncipe do Egito.

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