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    10 FILMES QUE NUNCA SAÍRAM (OU QUASE) - PARTE 1


    No momento que eu concebia esta matéria, era lançado nos cinemas um dos filmes abaixo, dos mais lendários: Silêncio. E curiosamente, no momento que estou preparando para publicar, Terry Gilliam anunciou que teria acabado de realizar seu projeto de quase 20 anos: Don Quixote.
    Mas a ideia aqui é reunir produções lendárias, como no caso do Homem aranha de James Cameron, que cresci escutando notícias sobre o possível filme.
    E como sei que são mais de 10, resolvi separar a lista e discutir cada filme. Confiram então abaixo, as produções que assombraram corredores dos estúdios por anos:


    Martin Scorsese e o roteirista Jay Cocks escreveram um tratamento inicial para o livro de Shusaku Endo ainda na década de 1990. A ideia inicial era que o diretor rodasse o longa-metragem logo após concluir Gangues de Nova York (2002). Entretanto, dificuldades para obter a aprovação do orçamento junto a alguma produtora fizeram com que o projeto fosse adiado por cerca de 15 anos.
    É o segundo filme baseado no romance homônimo do reverendo Paul Moore. A primeira produção foi feita no japonesa e lançada em 1971, cerca de 5 anos após a publicação do livro.


    Paul Verhoeven tentou voltar aos filmes históricos com um projeto gigantesco, desenvolvido em 1995 e  apresentado ao estúdio 2 anos depois, com a intenção de concretizar a super-produção sobre a Guerra Santa das cruzadas medievais, intitulada precisamente, " Cruzada".
    Chamou Arnold Schwarzenegger para interpretar o papel principal, Hagen, e entregou a responsabilidade do argumento a Walon Green, o responsável "Meu ódio será tua herança" de Sam Peckinpah.
    Em 1998 tudo parecia estar preparado para o início do filme. Paul Verhoeven calculava que precisaria entre duzentos e trezentos milhões de dólares de orçamento para levar a cabo o projeto. Quando os produtores foram confrontados com esta colossal exigência financeira, a "cruzada" do realizador terminou aí.
    Ainda assim, em 2001 o projeto teve novos financiadores que poderiam impulsionar o início das filmagens, mas em Setembro daquele ano, ocorreu o atentado contra as Torres Gêmeas e o termo "Guerra Santa" passou a não ser conveniente. O filme foi para o limbo.


    Terry Gilliam também fracassou em uma tentativa de levar o clássico de Cervantes às telas. O filme teria Johnny Depp no papel de um executivo de marketing que viaja no tempo e encontra Don Quixote, vivido pelo ator Jean Rochefort. Quixote acredita que o executivo é Sancho Panza e os dois partem para viver suas aventuras. Mas Rochefort ficou doente em 2000 e as dificuldades de obter um seguro de vida para o ator completar o filme impediram a realização do projeto. O material filmado faz parte do documentário "Lost in La Mancha". Em 2010, Gilliam tentou ressuscitar o filme com Robert Duvall e Ewan McGregor - mas fracassou novamente.
    O filme que talvez fosse o mais improvável a chegar às audiências está mais próximo do que nunca. ‘The Man Who Killed Don Quixote‘, dirigido por Terry Gilliam, finalmente encerrou suas filmagens. O anúncio foi feito pelo próprio cineasta em sua conta de Facebook. 
    Esta novela rendeu um documentário sobre as filmagens, com Johnny Depp.


    Jodorowsky pretendia adaptar o esquisito romance futurista de Frank Hebert. O diretor chegou a iniciar o projeto, e passou dois anos escrevendo roteiros, conversando com possíveis atores e idealizando o visual do filme ao lado de uma equipe de poderosos artistas visuais.
    A ideia era lançar Duna em 1975, mas o projeto nunca viu a luz do dia. Quase dez anos depois, foi parar nas mãos de Lynch, que enfim realizou a obra – até hoje vista como um dos filmes mais estranhos de todos os tempos.
    Na visão de Jodorowsky, no entanto, o filme seria ainda mais estranho. Ele pretendia escalar para o elenco figuras como Mick Jagger, Orson Welles, Salvador Dali e David Carradine. 


    Orson Welles era tido como um garoto prodígio do rádio e do teatro no começo dos anos 1940. A RKO Pictures se propôs a bancar os dois primeiros filmes dirigido por Welles sem interferência na edição, desde que ele não ultrapassasse o orçamento. Seu primeiro projeto era adaptar o livro "Coração das Trevas", de Joseph Conrad. Welles seria o narrador do filme, Marlow, que só apareceria nas cenas iniciais em um jogo de sombras e espelhos. A câmera seria sempre focada no ponto de vista de Marlow. Mas Welles não obedeceu o orçamento, e o projeto fracassou. Em seu lugar, Welles trabalhou em "Cidadão Kane".


    Depois de completar "Era Uma Vez na América", em 1984, Sergio Leone queria fazer um épico de guerra. Ele havia devorado o livro "Os 900 dias: O Cerco de Leningrado", do historiador Harrison Salisbury, sobre a Segunda Guerra. No filme, Robert De Niro seria um fotógrafo americano em Leningrado nos dias do cerco alemão. Leone já tinha conseguido um financiamento de US$ 100 milhões da União Soviética e assegurado a participação do compositor Ennio Morricone para a trilha. Mas o projeto acabou com a morte súbita de Leone em 1989, aos 60 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.


    Tudo começou após o sucesso de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, quando Kubrick começou a trabalhar em cima do roteiro de um épico sobre o líder militar e posteriormente imperador francês Napoleão Bonaparte. A versão preliminar pode até ser encontrada na internet. “Napoleon” era para ser ao mesmo tempo um estudo de personagem e uma superprodução, repleta de cenas grandiosas de batalhas com milhares de figurantes. 
    Para escrever seu roteiro original, Kubrick embarcou em dois anos de pesquisa intensiva; com a ajuda de dezenas de assistentes e um especialista em Napoleão da Universidade de Oxford, ele acumulou um incrível material de pesquisa e pré-produção, incluindo cerca de 15.000 fotografias de locação e 17.000 slides de imagens napoleônica. O longa teria 180 minutos (3 horas de duração) e a estrutura narrativa seria similar a “Barry Lyndon” (filme que lançaria em 1975), alinhavando uma história de ascensão e queda, e teria narração tanto em primeira pessoa pelo protagonista como por um narrador não-personagem.
    Oskar Werner seria Napoleão e Audrey Hepburn, a esposa Josefine. Mas o estúdio MGM cancelou o caríssimo projeto.


    Quando foi contratado pela Warner Bros. para escrever o roteiro de Superman lives, em 1996, Kevin Smith estava longe de ser o nome reconhecido que é hoje. Havia lançado apenas O balconista e Barrados no shopping. O roteiro completo de Smith, que precisou batalhar muito para excluir as idéias risíveis e infrutíferas do produtor de estimação da Warner, Jon Peters, foi bem recebido pela companhia; e já estava tudo pronto para iniciar a produção no verão de 1997.
    Tim Burton, contratado por conta de seu trabalho bem sucedido em Batman e Batman: o retorno, que deram nova vida aos super-heróis nos cinemas, rejeitou o roteiro de Kevin Smith, acredite, por considerá-lo muito fiel aos quadrinhos. Também achava que o herói não deveria ter a habilidade de voar, pois detestara as cenas de voo nos filmes anteriores, não importando se é esta uma das habilidades mais conhecidas da personagem. Em vez de voar, o Super-Homem teria um Super móvel. Para o papel de Super-Homem, Peters queria Sean Penn, pelos seus olhos de assassino e o carisma de um animal enjaulado!!??
    Depois o papel foi transferido para Nicolas Cage. Embora a escolha de Cage para o papel título do filme cause estranheza e nunca tenha agradado aos fãs do herói, é importante dizer que o ator foi um dos maiores oponentes de Burton nos bastidores, combatendo suas idéias e exigindo o uniforme tradicional e o poder de voo.
    Não deu certo o projeto...ainda bem.


    "1990 - O ano do Homem-Aranha!"
    Carolco de "Rambo 3", "O Vingador do Futuro" e "O Exterminador do Futuro 2" adquiriu os direitos de "Homem aranha". E, graças à mudança de casa, um certo James Cameron acabou se interessando pelo projeto.
    Cameron resolveu escrever o seu próprio filme do Homem-Aranha, e enviou um pré-roteiro com 47 páginas para os executivos da Carolco em 1991. Esse tratamento conta a origem do herói e traz dois vilões de uma só vez, Electro e Homem-Areia (algo que depois viraria moda nos filmes de super-heróis). Mas Cameron não se manteve tão fiel aos gibis, preferindo criar a sua própria versão da origem. O filme terminaria com uma batalha épica no topo do World Trade Center, quando Peter Parker revelaria a Mary Jane que era o Homem-Aranha.
    Embora o argumento tenha sido bastante elogiado à época, os produtores discordavam do tipo de aventura que Cameron pretendia fazer. Eles queriam um filme censura livre e divertido para a garotada, mas o pré-roteiro do diretor tinha violência, um Homem-Aranha que falava palavrões (inclusive xingando os vilões de "filho da puta") e até uma cena de sexo entre Parker e Mary Jane!  Com o andar da carruagem, o projeto começou a ser revisado. A Carolco anunciou nas páginas da Variety a pré-produção de "Spider-Man - A James Cameron Film", e o diretor de "Titanic" chegou até a mexer naquele antigo roteiro de Newsom e Brancato, anunciando que gostaria de ter Arnold Schwarzenegger como Doutor Octopus.
    Mas aí foi a vez da Carolco falir, e com ela o Homem-Aranha acabou perdido nas teias da burocracia, passando de um estúdio a outro, numa trajetória longa e complicada demais para resumir aqui. Parecia até um projeto amaldiçoado, e, como tal, ninguém mais quis gastar dinheiro com ele.


    "Há uma semana a cidade de Curitiba conta com um convidado ilustre, o diretor Francis Ford Coppola (''O Poderoso Chefão''). Ilustre e discreto: apenas agora sua presença foi tornada pública. O cineasta visita o Brasil em pesquisa para o seu novo filme. Acompanhado de seu desenhista de produção Dean Tavoularis, Coppola está captando impressões da capital paranaense para usá-la em seu próximo longa, com o título provisório de ''Megalopolis''. O filme tentará descrever a vida nos grandes centros urbanos do futuro, mas tentando evitar a fantasia utópica das ficções científicas."
    Esta é uma das inúmeras notícias que pipocavam ao longos dos anos sobre um dos grandes projetos que nunca viram a luz do dia.
    Seria uma ampla e cara produção sobre um prefeito e um arquiteto que lutam para construir uma cidade dentro de Nova York. O diretor começou a escrever o roteiro de mais de 200 páginas há quase 30 anos,  enquanto dirigia outros filmes e arrecadava fundos. Trinta horas de material teste foram filmadas e o estúdio United Artists iria bancar o filme, cancelado quando houve o ataque em Nova York, em 11 de setembro de 2001.
    Depois foi retomado (quando veio a Curitiba), depois cancelado. Retomado em 2005 para então desisitir definitivamente um ano depois.


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