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    domingo, 28 de maio de 2017

    SANGUE DE BÁRBAROS (1956) - O FILME QUE CUSTOU A VIDA DO ELENCO



    Certamente já ouviram falar nas mortes durante a produção do filme "Exorcista" de Friedkin ou "A profecia" de Donner. Mas um dos filmes mais assassinos da história se chama  "Sangue de Bárbaros" (1956). Se não tivesse sido filmado, certamente veríamos mais do elenco principal nas telonas. Mas infelizmente não foi isto que ocorreu. 

    No filme, há cenas de deserto filmadas em St. George, Utah, a cerca de 200 quilômetros do “Nevada Test Site”, local usado pelo governo dos Estados Unidos para realizar seus testes nucleares, como parte da Operação Upshot-Knothole.

    Ao contrário de que se imaginava, todos os envolvidos na produção sabiam dessa proximidade e até um contador geiger, instrumento usado para medir os níveis de radioatividade foi levado para monitorar qualquer anormalidade.  O governo federal havia assegurado aos moradores locais que os testes não representavam riscos à saúde pública.


    O ator, que é mais conhecido nesta área, foi o diretor do filme. Dick atuou em filmes e séries de 1932 até 1963, ano de sua morte. Realizou apenas 6 filmes, porém três são muito conhecidos: Raposa do mar, Raposas do espaço e Sangue de bárbaros. Powell morreu sete anos depois do fatídico filme, em 2 de janeiro de 1963, de linfoma. Ele estava com 58 anos. Ele deixou esposa, 4 filhos (dois adotados) e outras duas ex-esposas.


    O ator mexicano, atuou na Europa e Eua em mais de 120 !! filmes. Armendáriz começou a sofrer dores em seu quadril com o tempo e anos depois foi diagnosticado com  câncer  renal em estágio avançado. Morando em Los Angeles, ele soube de sua condição terminal no UCLA Medical Center, onde estava internado, depois de filmar parte de seu personagem (Kerim Bey)em Moscou contra 007. Não conseguiu terminar e foi substituído em algumas cenas por um dublê. Ele atou sofrendo muitas dores ( ele visivelmente manca em algumas cenas).

    Em 18 de junho de 1963, ao invés de esperar a morte definhando sob fortes sedativos, Armendáriz matou-se com um tiro na cabeça, com uma pistola que tinha levado escondido para o hospital.


    Susan era uma das maiores estrelas do cinema. Venceu um Oscar em 1959 por Quero viver! (58), dirigido por Robert Wise. Obteve outras 4 indicações de melhor atriz nos anos anteriores. Ela foi descoberta por  David O. Selznick, que a colocou em Beau Geste (39) que a lançou ao estrelato.
    Susan Hayward faleceu vítima de um tumor no cérebro aos 57 anos.


    A atriz popularizou-se no mundo todo a partir de 1964, quando viveu a engraçada e malévola Endora no seriado "A Feiticeira". Começou no cinema nos filmes de Orson Welles. Fez Cidadão Kane, Jornada ao Pavor e Soberba, entre 1941 e 42. Foi na rádio que conheceu Orson. Ela concorreu a 4 Oscares, incluindo Soberba,

    Agnes morreu em 1974, vítima de câncer uterino, dois anos após o encerramento de A Feiticeira.


    O ator americano teve uma passagem numerosa no cinema. Entre filmes e séries foram mais de 200. Fez filmes como Spartacus, de Kubrick e Quando explodem as paixões, de John Sturges.

    Morreu de câncer no pulmão, aos 85 anos. Um dos poucos a viver mais tempo, ainda que tenha morrido em função do mesmo mal.


    Apesar do nome, Gomez era americano (mas tinha parentes espanhóis). Trabalhou em 104 produções, entre filmes e séries e venceu um Oscar por Do Lodo Brotou uma Flor (1947), de Robert Montgomery.

    Thomas não morreu de câncer. Mas parece que o destino uniu estes atores nesta malfadada produção, para então dar um fim em todos eles. Thomas sofreu um acidente ao 65 anos, partindo depois de 3 semanas em coma. E pensar que Marlon Brando quase interpretou o papel de John Wayne...


    E por falar nele, nem o mito escapou da maldição. Wayne foi diagnosticado em 1964 com câncer de pulmão, tendo passado por uma cirurgia para remoção de todo o pulmão esquerdo, além de quatro costelas. Apesar dos esforços de seus agentes para evitar que ele tornasse a doença pública, o ator anunciou seu estado à imprensa e apelou para que a população fizesse mais exames preventivos. Cinco anos depois, determinou-se que ele estava livre da doença. Porém, partiu depois de tanta luta, de um câncer de estômago.

    Ele foi, provavelmente, o mais famosos e emblemático cowboy do cinema. Venceu inclusive um Oscar em um western, além de um dos seus filmes (Rastros de ódio, de Ford) ser considerado por muitos o maior western do cinema.

    Seu filme-testamento foi O Último Pistoleiro (1976), de Don Siegel, onde faz um pistoleiro morrendo de câncer, o que viria a acontecer com ele próprio, 3 anos depois.


    John Wayne praticava o nepotismo abertamente. Seus dois filhos participavam de suas produções, além de parentes, gatos e periquitos. E dando margem para pensar que existe mesmo uma maldição ao redor da produção, não só John Wayne morreu de câncer, como citado acima, como seu filho teve um grave problema de saúde. Ele esteve por um tempo no set de filmagem do filme fatídico.

    Morreu de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos. Ele teve o segundo caso. Partiu aos 68.


    O eterno "mal" do filme de Leone também deu as caras na produção. E assim como outros membros, partiu de certa forma precoce, aos 64 anos. Morreu de infarto.

    Atuou em mais de 160 filmes e séries, fazendo basicamente vilões e que tinham breve passagem pela tela. O ator também foi alcoólatra.


    O ator começou carreira com Robert Siodmak em Os assassinos (64). De lá para cá foram mais de 100 filmes, entre produções para a tv e cinema. Mas quem mandou ele trabalhar em "Sangue de bárbaros"? Acabou aqui, integrando a lista de óbitos pós filme. Morreu de ataque do coração, aos 73 anos.


    Este ator americano também começou carreira em um filme de Welles, A Dama de Shanghai (1947). Atuou em quase 200 filmes (workholic, não?) e geralmente em papéis de vilões.
    Morreu de trombose cerebral aos 67 anos.


    Mais uma vítima que se foi no início dos anos 70 e com idade na casa dos 60 (66, para se exato).
    Revirei a internet, mas não consta o motivo de sua morte, de certa forma precoce. Mas não duvido que tenha sido câncer.

    A lista é imensa: Howard Hughes e Richard Sokolove nos anos 70 (produtores); Victor Young, aos 56, no ano do filme; os 4 diretores de fotografia, sendo dois no início dos anos 60; o editor Robert Ford, também no início dos anos 60; Carroll Clark e Albert S. D'Agostino, responsáveis pela direção de arte, entre 60 e 70; Al Orenbach , também da arte, no ano do filme; os 3 maquiadores creditados, entre 70 e 80; diretor de segunda unidade e diretor assistente, também entre 70 e 80, assim como o pessoal do departamento de som.

    Na verdade, depois de uma árdua consulta, me deparei com uma curiosidade: o único sobrevivente de todos, entre atores e produção, é Patrick Wayne, filho de John Wayne. Acho que ele tem motivos para se preocupar (li que ele ficou doente, mas não foi grave, porém não consegui confirmar!!!).


    91 das 220 pessoas envolvidas no filme contraíram câncer num período de 25 anos após as filmagens e 46 morreram em consequência da doença
    Muitos moradores da região sofreram de vários tipos de câncer nos anos seguintes, em proporções muito acima do normal.
     Um médico e professor  de biologia da Universidade de Utah, afirmou que "com esses números, o caso poderia ser qualificado como epidêmico. A conexão entre radiação atmosférica e câncer em casos individuais é praticamente impossível de se provar conclusivamente. Mas em um grupo desta proporção... acredito que a ligação à exposição no set de filmagem de "Sangue de bárbaros" seria suficiente para levar o caso aos tribunais".
    O filme não foi sucesso de bilheteria, como esperava o produtor Hughes. Também não foi bem recebido pela crítica e chegou a figurar na lista das piores produções da década de 1950.

    Valeu a pena? Acho que não...



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