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    sexta-feira, 12 de maio de 2017

    ANDRÉ LUIZ MAZZAROPI - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS


    Nossa vítima de hoje é o filho do Jeca, André Luiz Mazzaropi.

    Nascido na cidade de Taubaté, em 21 de junho de 1957 no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, sob o nome de '''André Luiz de Toledo''', filho de família tradicional da cidade, aos 11 anos de idade conheceu '''Amácio Mazzaropi''', quando este filmava no Convento Santa Clara, em Taubaté–SP o filme "No Paraíso das Solteironas, em 1968". Ali nascia uma amizade que duraria por toda a vida, ali nascia '''O Filho do Jeca'''. Entre 1968 e 1974 foram muitas idas e vindas, mas em 1975, Mazzaropi adoecido encontra em André alguém pra lhe cuidar, dois anos a beira de sua cama, que valeu uma vida. Recuperado, Mazzaropi o leva para o Cinema para interpretar justamente seu filho, o ‘Filho do Jeca’, em '''Jecão... Um Fofoqueiro no Céu''', depois '''Jeca e Seu Filho Preto''', '''A Banda das Velhas Virgens''' e '''O Jeca e a Égua Milagrosa''. Transformou-o em seu “Clown” (apresentador de seus shows), entre 1976 e 1981 foram 901 Shows, do Primeiro Show em Ourinhos – SP – 1976 ao ultimo show em Leme-SP -1981, e ai o Mazza se foi, 13 de Junho de 1981. 

    Vamos às perguntas:

    1) - Quando surgiu o seu interesse  pelo cinema e pela arte como um todo? 

    A.L.M.: Desde meus 11 anos quando assisti a dois filmes no Cine Metrópole em Taubaté 1966 - Volta ao Mundo em 80 dias e A travessia de Cassandra. E Claro JECA TATU de Mazzaropi.



    2) - Coleciona filmes, cds ou algo relacionado à 7ª arte ?

    A.L.M.: Sim tenho em arquivo de imagem centenas de filmes, porém nos últimos anos tenho ido pouco ao cinema. Assisto nossos filmes (Mazzaropi) quase todos os dias por dever de oficio; Tenho meus projetos de exibição de filmes de rua na Mostra de Cinema Mazzaropi e exposição Amácio Mazzaropi , além do meu Show: André Luiz Mazzaropi - O Filho do Jeca. 




    3) - Conte-me alguma história marcante com Mazzaropi? E como nasceu André Luiz Mazzaropi - O Filho do Jeca ?

    A.L.M.: Impossível contar uma só historia sobre Mazzaropi, mais aqui vai; Íamos pela estrada sentido á Presidente Prudente, já próximo de lá, Mazza, como chamávamos Mazzaropi, meu pai, decidiu fazer uma brincadeira com um caipira que ia a beira da estrada puxando um burrico; Mazza mandou eu parar ao lado do caipira e ele baixou o vidro do carro e perguntou ao caipira: "- Por Favor, poderia me dizer se já estamos perto de chegar a Aparecida do Norte?". O Caipira num susto e muito assustado, disse a ele: Meu Deus, Seu Mazzaropi, o senhor deixou Aparecida do Norte para trás há uns três dias de viagem.






    4) -  Qual sua experiência dentro deste universo artístico que mais te marcou?

    A.L.M.: Conhecer Mazzaropi aos 11 anos de idade em Taubaté, Minha terra natal quando ele produzia o filme "No Paraíso das Solteironas - 1968", perto de minha casa, fui até ele e disse a ele que eu queria ser artista e ele me disse cresça e apareça; porem dali em diante nasceu uma amizade que me faria tornar me André Luiz Mazzaropi - O Filho do Jeca.
    Além de fazer os 901 shows de Circo que com meu pai, Amácio Mazzaropi, e também 04 filmes; 


    Mais na lembrança ficou muitas marcas profundas, de saudade e gratidão, de lembranças, das filmagens, das viagens, dos shows, Ourinhos-SP, (O PRIMEIRO SHOW COM O MAZZAROPI), Londrina-PR, Governador Valadares-MG, Guaratinguetá-SP e tantos outros, do Circo do Palhaço Vitrolinha e do Jeferson, do Circo do Chu-Chu – pai do meu amigo Luiz Ricardo, do Circo do Bira Loco, do Gigantesco Circo Romano do Rolando Garcia, e do que mais faz falta, a conversa de baixo do pé de Eucalipto no Estúdio novo em Taubaté-SP; onde é hoje o Hotel Fazenda Mazzaropi. Ficou a lembrança de gratidão, dos conselhos e das severas repreensões e do nome Mazzaropi. 

    Mazzaropi não teve filhos naturais nem adotivos, mais ao longo de sua vida acabou meio que por criar 05 (cinco) pessoas que viviam com ele e que as quais tratava como se fossem filhos, João Batista de Souza ( o Joãozinho do Filme Casinha Pequenina) Péricles Moreira (O afilhado), Pedro Francelino de Souza (O filho preto), Carlos Garcia (O galã de seus muitos filmes) e eu André Luiz de Toledo (hoje André Luiz Mazzaropi - O Filho do Jeca). Em verdade quem adotou Amácio Mazzaropi como pai fui eu. 

    Após dois anos sem o Mazzaropi, decidi me arriscar, a relembrar no palco o Mazzaropi, e no dia 10 de Setembro de 1983, num bar da cidade de Leme-SP, fiz pela primeira vez, eu vestido de Jeca, chapéu de palha, camisa xadrez, calça caqui e botina, o ''O Filho do Jeca  André Luiz Mazzaropi.''.


    Adaptei o texto original de Mazzaropi e passei a contá-lo, meio que sem graça, mas o respeito que todos tinham pelo Mazzaropi, os fizeram compreender que ali não estava um novo Mazzaropi e sim seu filho, ‘O Filho do Jeca' daquele dia em adiante me tornei.


    5) - Existe uma lista (pelo menos uns 10 filmes) que marcaram sua vida?

    A.L.M.: Volta ao Mundo em 80 dias ,  A travessia de Cassandra ,  Jecão... Um Fofoqueiro no Céu,      Jeca e seu Filho Preto,   A Banda das Velhas Virgens,  O Jeca e a Égua Milagrosa, O filho do Jeca e Os Dez mandamentos.




    6) - Fale um pouco dos seus projetos para este ano. Tanto os que estão acontecendo quanto os previstos para começar.

    A.L.M.: Continuarei a realizar meus shows Brasil afora, vou produzir mais dois filmes ; Piá.O Menino Caipira e Afonso, Obreiro do Carcere; Vou voltar a apresentar meu programa de Televisão , o Rancho do Jeca...



    7) -  E se pudesse deixar uma lição desta vida dedicada à arte , qual seria?

    A.L.M.: Amar nossa arte (já realizei 1625 espetáculos e contando...);  manter o principal mandamento de DEUS - Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Já deu certo.
    A.L.M.: Valeu amigo. Sucesso




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