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    segunda-feira, 10 de abril de 2017

    ROBERT WISE - 10 FILMES ESSENCIAIS

    O mestre dos magos.

    Wise era um gênio. Conseguiu "passear" por diversos gêneros de forma brilhante. Este aspirante a jornalista, começou como editor de som em "O delator", obra prima de John Ford. Depois fez edição em Cidadão Kane, Soberba e outros. Zerou a vida não é? Nada... 3 anos depois, Val Lewton o colocou em "A Maldição do Sangue de Pantera". O resto é história. São tantos clássicos, que uma lista de 10 é absolutamente injusta.

    E não se esqueçam. Respeitando o novo formato do post, são colocados entre os 10 o primeiro e o último, que são filmes essenciais para analisar como começou e terminou a carreira de cada diretor.

    Boa sessão:


    O comerciante Abel Shaddick (Peter Falk) possui um grande ressentimento contra todos os habitantes de Nova York, particularmente contra seu sobrinho Stanley (Andrew McCarthy), que mora atrás de sua loja. Sem dizer nada a seu tio, Stanley decide fazer parte de um programa de caridade iniciado por Gloria (Nastassja Kinski) e se responsabiliza por um menino. Abel desaprova a ideia, mas o menino, Herman Washington (Aaron Meeks), já está a caminho. Ainda que a princípio eles não conseguem se entender, pouco a pouco terão suas vidas transformadas ao começar uma linda amizade.

    Último filme de Robert Wise. Produção feita para a TV com grande elenco. Raramente diretores de alto nível encerram a carreira com bons filmes, mas Wise era fora do comum. Filmes menos conceituados dele entraram para a história, como As duas vidas de Audrey Rose, Jornada nas estrelas e o Dirigível Hidenburg. Gênio.


    Um satélite espacial cai em uma pequena cidade na Terra. Por causa da colisão, uma bactéria fatal que veio do espaço começa a dizimar a população. Enquanto isso, uma equipe de cientistas trabalha em um laboratório no subsolo tentando encontrar a cura. Eles descobrem que entre os infectados, apenas sobreviveram um bêbado e uma criança. A solução precisa ser encontrada antes que toda a humanidade seja exterminada.

    Michael Crichton escreveu o rascunho bruto para o romance que o filme foi adaptado enquanto ele ainda era um estudante de medicina. Ele disse que se sentiu inspirado depois de uma conversa com um dos seus professores sobre o conceito de formas de vida baseadas no cristal.
    Michael Crichton foi convidado para fazer um tour pelos estúdios da Universal durante a produção desse filme. O seu guia era ninguém menos que Steven Spielberg, que depois adaptou sua obra mais famosa, Jurassic Park.


    Em meio à Revolução Chinesa em 1926, o engenheiro Jake Holman (Steve McQueen)chega a bordo do U.S.S. San Pablo para patrulhar um afluente do Yang-Tsé. Logo sente as diferenças culturais e comportamentais. Mesmo com toda a hostilidade sofrida, deve cumprir sua missão de resgatar missionários aprisionados. É quando deverá também ajudar Frenchy (Richard Attenborough), um marinheiro que raptou sua noiva chinesa de um leilão.

    Clássico de guerra que recebeu oito indicações para o Oscar, incluindo melhor filme e melhor ator (McQueen). Em 1966, quando dirigiu O Canhoneiro de Yang-Tsé, Robert Wise já havia ganhado por duas vezes o Oscar de Melhor Filme e Diretor – com Amor, Sublime Amor (1961) e A Noviça Rebelde (1965)


    No final da década de 1930, na Áustria, quando o pesadelo nazista estava prestes a se instaurar no país, uma noviça (Julie Andrews) que vive em um convento mas não consegue seguir as rígidas normas de conduta das religiosas, vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer), que tem sete filhos, viúvo e os educa como se fizessem parte de um regimento. Sua chegada modifica drasticamente o padrão da família, trazendo alegria novamente ao lar da família Von Trapp e conquistando o carinho e o respeito das crianças. Mas ela termina se apaixonando pelo capitão, que está comprometido com uma rica baronesa.

    A Noviça Rebelde seria inicialmente dirigido por William Wyler, que terminou sendo descartado por ter uma visão diferente da dos produtores para o filme.


    O Dr. Markway (Richard Johnson) faz uma pesquisa para provar a existência de fantasmas e com isso se interessa pela Hill House, uma mansão com 90 anos localizada na Nova Inglaterra e que tem em sua história mortes, violência e loucura. Junto com ele estão Luke Sanderson (Russ Tamblyn), um cético que está para herdar a casa, a misteriosa e clarividente Theodora (Claire Bloom) e a insegura e carente Eleanor Lance (Julie Harris), cujos dons psíquicos a transformam no instrumento de ligação com os espíritos da velha mansão. Gradativamente fica óbvio que eles encontraram algo muito maior e aterrorizante do que poderiam imaginar.

    Este filme foi refilmado em 1999, sob o título A Casa Amaldiçoada, em um protejo de refilmar filmes de horror dos anos 60. Nenhum deu certo. Em 2010, o The Guardian classificou como o 13.º melhor filme de todos os tempos, e o diretor Martin Scorsese colocou The Haunting em sua lista como o mais assustador filme de terror de todos os tempos.


    No lado oeste de Nova York, à sombra dos arranha-céus, ficam os guetos de imigrantes e classes menos favorecidas. Duas gangues, os Sharks, de porto-riquenhos, e os Jets, de brancos de origem anglo-saxônica, disputam a área, seguindo um código próprio de guerra e honra. Tony (Richard Beymer), antigo líder dos Jets, se apaixona por Maria (Natalie Wood), irmã do líder dos Sharks, e tem seu amor correspondido. A paixão dos dois fere princípios em ambos os lados, acirrando ainda mais a disputa.

    O acerto original dos produtores com os diretores Jerome Robbins e Robert Wise era que Robbins fosse o responsável por rodar as cenas com canções e dança e Wise rodasse todas as demais cenas do filme. Jerome Robbins tinha a tendência de rodar as cenas diversas vezes, em busca da tomada perfeita. O preciosismo do diretor fez com que o orçamento do filme e a agenda de filmagens fossem ultrapassados. Quando o filme já estava com 60% de suas cenas já rodadas os produtores decidiram por demitir Robbins e passar para Robert Wise a responsabilidade de concluir o restante do filme.


    Um crime acontece: uma senhora viúva é morta. Dois homens são presos acusados de serem os responsáveis pelo crime. Para eles, foi Barbara Graham quem os denunciou. Ela é uma mulher socialmente mal vista por ser boemia e por já ter cometido alguns pequenos crimes. Eles, por vingança, culpam-na pelo assassinato. Barbara é condenada à pena de morte e agora está desesperada tentando salvar a sua vida.

    Susan Hayward está extraordinária como a ex-prostituta e delinquente injustamente acusada de assassinato e por isso assassinada na câmara de gás em San Quentin. A história, real, aparentemente foi um daqueles casos que marcaram profundamente a época, como o de Caryl Chessman. Tem um mérito especial: a defesa veemente de uma mulher “errada”, “de vida fácil”, segundo os padrões morais da época – uma mulher “totalmente aética”, como diz o psicólogo que a examina, e de comportamento rebelde o tempo todo, inclusive no julgamento e depois, já condenada. No final, o diretor Robert Wise quase abandona a história que está contando para se concentrar em mostrar os detalhes do ritual cruel, selvagem, estúpido, que é o assassinato patrocinado pelo Estado; é um dos filmes mais virulentamente anti pena de morte já feitos.


    Klaatu é um ser que vem do espaço trazendo uma mensagem para o povo da Terra. Depois de ser recebido de forma nada amigável, ele tenta reunir todos os líderes das nações para uma reunião, mas sem sucesso. Enquanto isso deixa sua nave sob os cuidados de seu robô Gort e se infiltra no meio dos americanos, para tentar entender melhor o povo da Terra. Sob o pseudônimo de Sr. Carpenter, faz amizade com um garoto da pensão em que se hospeda, e também com sua mãe, Helen. Agora sua esperança é poder reunir os líderes científicos do planeta através do Professor Barnhardt, já que os políticos não parecem colaborar. É claro que ele não contava com a curiosidade e ignorância dos terráqueos.

    A mensagem que Klaatu traz muitas reflexões sobre a nossa condição humana, e também sobre a época: ele vem avisar aos povos da Terra dos perigos da energia nuclear, e do seu uso indevido na criação de armas de destruição.


    Bill "Stoker" Thompson é um boxeador que, apesar das relutâncias de sua esposa (Audrey Totter), está se preparando para a luta que ele acredita que será a reviravolta de sua carreira. O seu ambicioso agente, Tiny (George Tobias), aceitou uma proposta de um grupo de gângsters contra Stoker, grupo esse liderado por Little Boy (Alan Baxter), que investiu muita grana na vitória do oponente.

    Bill Thompson é um lutador de boxe de 35 anos de idade, cujos dias de glória ficaram no passado.  Embora não pretenda mais ser um campeão, ele insiste em continuar lutando.  Sua mulher, Julie, de tanto vê-lo perder ultimamente, faz de tudo para que ele abandone a carreira. Seu agente, Tiny, acerta uma luta contra Tiger Nelson, um lutador mais jovem e mais forte, a ser travada no Clube Atlético de Paradise City.  Stoker viaja para a tal cidade, onde se hospeda com Julie no Hotel Cozy. Certo de que Stoker perderá a luta, Tiny fecha um negócio com Danny, capanga de Little Boy, um famoso gângster que investiu pesado no seu adversário.  Em troca de uma boa quantia em dinheiro, Tiny garante aos criminosos que Stoker abandonará a luta no 3º round.  Sua certeza em relação às condições físicas de Stoker, faz com que ele nem toque no assunto.  Até Red, o treinador de Stoker se envolve no negócio.

    Embora "Punhos de Campeão" tenha sido produzido com um baixo orçamento, o trabalho de Wise o eleva à qualidade de um filme categoria "A".  A fotografia de Milton R. Krasner é um outro ponto alto desse filme-noir. No elenco, Robert Ryan está magnífico no papel principal.  Incontestavelmente, não se pode imaginar um outro ator para o papel de Stoker.  De origem irlandesa, Ryan dividiu sua juventude entre suas duas paixões: o teatro e o boxe.


    Amy Reed (Ann Carter) é a solitária filha de 6 anos de Oliver (Kent Smith) e Alice (Jane Randolph). Ela deixa o pai sempre preocupado, pois é uma menina com uma imaginação muito fértil e não sabe diferenciar fantasia da realidade, o que acaba fazendo com que não tenha amigos de sua faixa etária. Oliver se preocupa porque a filha começa a exibir tendências psicopatas semelhantes às de Irena (Simone Simon), a falecida esposa de Oliver. Alice e a Srta. Callahan (Eve March), a professora de Amy, tentam ajudar, mas ela prefere a companhia da idosa Julia Farren (Julia Dean), uma ex-atriz louca que vive em uma mansão com Barbara (Elizabeth Russell), sua filha neurótica que sente um ciúme doentio de Amy, ao ponto de planejar machucar a menina.

    Também disponível em uma versão colorizada por computador.  Precedido por Sangue de Pantera (1942).



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