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    domingo, 29 de janeiro de 2017

    15 DIRETORES QUE REFILMARAM SUA PRÓPRIA OBRA


    Afinal, porque o próprio diretor refilma sua obra anos depois? Parece meio óbvia a resposta: ele não gostou e quer melhorar algo.
    Mas será que a refilmagem ficou melhor?
    Vamos olhar para algumas obras e pontuar qual é o melhor. E no final, somar e ver o quem ganhou.
    Lembrando, são filmes que o próprio diretor fez.
    Vamos a eles.

    1) MICHAEL MANN

    OS TIRAS DE LOS ANGELES (1989)

    Vincent Hanna (Scott Plank) é o detetive que comanda o departamento de roubos e homicídios da polícia de Los Angeles. Sua dedicação ao trabalho é integral, o que acabou por destruir sua família. Patrick McLaren (Alex McArthur) é outro workaholic. Líder de uma gangue de refinados ladrões, ele passa a ter Hanna em seu encalço após um deslize de um de seus comparsas. Disposto a provar sua superioridade perante o detetive, McLaren planeja um roubo histórico.

    FOGO CONTRA FOGO (1995)

    Em Los Angeles é cometido um assalto no qual são roubados US$ 1,6 milhão de títulos ao portador e três policiais são mortos no assalto. Assim, um detetive da Divisão de Roubo e Homicídio (Al Pacino) assume o caso. Apesar de contar com poucas pistas, de estar lidando com ladrões profissionais além de ter problemas em sua vida pessoal, ele tenta impedir que esta quadrilha continue operando.


    QUAL O MELHOR?

    As tramas e subtramas de Heat, aliadas ao elenco primoroso, com duas lendas vivendo seus últimos anos de auge, faz do filme um dos maiores policiais da história. Sim, acredite, Fogo contra Fogo é tudo isto. Da lista abaixo, talvez seja o maior gap entre um filme e outro. Mann acertou em cheio. E o primeiro filme? Confesso que assisti e nem lembro mais.

    1 PONTO PARA A REFILMAGEM


    2) CECIL B. DEMILLE

    DEZ MANDAMENTOS (1956)

    A épica vida de Moisés (Charlton Heston), desde recém-nascido, quando foi colocado nas águas em um cesto e acabou sendo adotado por uma princesa egípcia, até quando descobre sua real condição e decide liderar seu povo que, escravizado pelos egípcios, anseia pela liberdade.

    OS DEZ MANDAMENTOS (1923)

    A primeira parte narra Moisés (Theodore Roberts) liderando os judeus do Egito para a Terra Prometida, a entrega das tábuas contendo os Dez Mandamentos, a adoração do bezerro de ouro e a travessia do Mar Vermelho. A segunda parte mostra a eficácia dos mandamentos em uma história passada em São Francisco.


    QUAL O MELHOR?

    DeMille era um cara que não errava, mas conseguiu, com um orçamento melhor, atores de ponta na época e efeitos assombrosos para época, fazer um épico inesquecível e uma das maiores bilheterias da história, atualizando os números. 
    Curioso é que o diretor Cecil B. DeMille sofreu um ataque cardíaco durante as filmagens de Os Dez Mandamentos. O diretor ficou alguns dias afastados dos sets de filmagens, mas logo retornou ao trabalho, contrariando as ordens dos médicos.

    1 PONTO PARA A REFILMAGEM


    3) SAM RAIMI

    A MORTE DO DEMÔNIO (1981)

    Cinco estudantes da Universidade de Michigan decidem passar um final de semana em uma casa isolada. Lá eles encontram o livro dos mortos, um documento que data da época da Babilônia e que está relacionado ao livro dos mortos egípcio. Enquanto vasculham a casa os amigos gravam em fita alguns encantamentos demoníacos, escritos no livro. A partir de então eles são possuídos por espíritos, um a um. 

    UMA NOITE ALUCINANTE 2 (1987)

    Ash (Bruce Campbell) leva sua namorada Linda (Denise Bixler) até uma casa abandonada, onde encontra uma fita de áudio abandonada por um professor. Ash coloca a fita para tocar, ouvindo citações do livro dos mortos. Os encantamentos despertam as forças do mal na floresta ao lado, que transformam Linda em um monstruoso Deadite. O objetivo é fazer o mesmo com Ash, mas ele recebe a ajuda da filha do professor, de um mecânico que trabalhava com ele e sua namorada.


    QUAL O MELHOR?

    Acho que é o único diretor da lista que esculhambou a refilmagem propositalmente, mudou de gênero e ainda ficou divertido. Mas Evil Dead é um dos filmes de horror mais completos. Raimi optou pela comédia no segundo, e assim foi em Uma noite alucinante 3 e anos depois na série Ash vs Evil Dead. Mas o primeiro continua intocável.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


     4) MICHAEL HANEKE

    JOGOS PERIGOSOS (1997)

    Uma família de classe média alta vai passar as férias em sua casa à beira de um lago. Chegando lá, um garoto gordinho e educado bate à porta para pedir um ovo. Logo se junta a ele um rapaz magrelo e que aparenta ser ainda mais polido com as palavras e gestos. Sem se preocupar, a esposa e mãe Anna (Susanne Lothar) deixa os dois adolescentes entrarem na casa, acreditando que são amigos da família ao lado. Uma vez lá dentro, eles começam a praticar violência gratuita com Anna, o marido e também com o filho do casal.

    VIOLÊNCIA GRATUITA (2007)

    Uma família em férias recebe a inesperada visita de dois jovens profundamente perturbados em sua casa de campo, aparentemente calma e tranquila. A partir de então suas férias de sonhos se transformam em pesadelo.


    QUAL O MELHOR?

    Até agora, vimos diretores que refizeram seus filmes. Mas Hanake refez cena a cena, usando os mesmos enquadramentos e até a mesma casa. Talvez um dia dê certo, mas não foi desta vez (me lembrei de Gus Van Sant com Psicose !!!), ainda que o filme não seja ruim, mas se dilue quando assistido depois do original.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    5) TAKASHI SHIMIZU

    O GRITO (2002)

    No Japão, a assistente social Rika Nishina recebe a tarefa de visitar uma família. Chegando lá, a jovem é amaldiçoada e perseguida por duas crianças: o pequeno Toshio e sua mãe, Kayako, uma mulher assassinada pelo marido. A partir deste momento, todos que ousam entrar na casa desaparecem, ou sofrem uma morte violenta.

    O GRITO (2004)

    Em Tóquio uma casa comum oculta o pavor que nela há, pois quando alguém morre em um momento de terror nasce uma maldição, que não perdoa nem esquece e faz as pessoas morrerem vitimadas por uma poderosa ira. Neste contexto surge a estudante americana Karen Davis, que, desconhecendo a maldição, está no Japão em um intercâmbio cultural. Karen, é voluntária do Centro Social de Apoio, pois isto conta crédito para sua formatura na faculdade. Ela inocentemente concorda em substituir uma assistente social que não foi trabalhar, sem saber que ela na verdade foi vítima da maldição.


    QUAL O MELHOR?

    Na onda de refilmarem sucessos do japão, chamaram o diretor do original para comandar o remake, com mais grana e atores conhecidos para dar credibilidade e bilheteria. O filme obteve um resultado expressivo, pois custou 10 milhões e rendeu quase 190. Mas foi atraído pela curiosidade e não pela qualidade. O primeiro é totalmente superior.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    6) ROGER VADIM

    E DEUS CRIOU A MULHER (1988)

    Robin Shay é uma bela mulher que está na prisão e convence o carpinteiro Billy Moran a casar-se com ela, conseguindo assim sua liberdade condicional. Entretanto a moça logo descobre que a liberdade tem seu preço: um marido e sua família. Para se manter livre, ela cria suas próprias regras. Somente para quebrá-las a seguir.

    E DEUS CRIOU A MULHER (1956)

    Década de 50, Saint Tropez. Juliete Christiane Hardy (Brigitte Bardot) é uma jovem orfã com um comportamento bem liberal, que é marginalizada pela sociedade local. Ela é desejada por um milionário, Eric Carradine (Curd Jürgens), mas se sente atraída por um homem da região, Antoine Tardieu (Georges Poujouly). Entretanto, ela acaba se casando com o irmão deste, Michel André Tardieu (Jean-Louis Trintignant).


    QUAL O MELHOR?

    Este é um caso curioso. E Deus criou a mulher é um filme famoso de Vadim, mas não é um dos seus melhores filmes. E refilmar quase 30 anos depois foi uma péssima ideia.  O filme foi mal recebido por público e crítica. Na minha opinião, são dois filmes esquecíveis, porém o primeiro vale a pena ser conhecido.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    7) ALFRED HITCHCOCK

    HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1934)

    Bob (Leslie Banks) e Jill Lawrence (Edna Best), juntamente com a filha Betty (Nova Pilbeam), estão passando as férias praticando esportes de inverno. Tudo corria bem, até o momento em que Louis Bernard (Pierre Fresnay), um amigo deles, é atingido por um disparo enquanto dançava com Betty. Antes de morrer, Louis conta para Bob de um assassinato político que deverá acontecer em Londres. Temendo que sua trama seja revelada, os assassinos sequestram Betty para manter Bob calado. Diante deste quadro, o casal retorna para Londres e tenta salvar sua filha e, se possível, resolver este grave problema.

    HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956)

    Durante suas férias no Marrocos, Ben McKenna (James Stewart), um médico, e sua família se envolvem acidentalmente em uma trama internacional de assassinato, quando um moribundo fala ao ouvido de Ben algumas palavras. Para impedi-lo de denunciar a trama à polícia, os conspiradores resolvem então sequestrar seu filho.


    QUAL O MELHOR?

    Não preciso ficar aqui enaltecendo Hitch, porque já sabemos que ele é o cara. E como tal, era um experimentador. Fez filmes de várias formas (até em 3D, que era raro na época) e fazer um remake de suas própria obra faz sentido neste contexto. Mas o fato é que, se por um lado ele fez do primeiro um filmaço, no segundo ele melhora certas situações, fazendo assim, um conjunto da obra melhor.

    1 PONTO PARA A REFILMAGEM


    8) GEORGE SLUIZER

    SILÊNCIO DO LAGO (1988)

    Rex Hofman (Gene Bervoets) e a namorada Saskia Wagter (Johanna ter Steege) viajam pela França em férias. Saskia desaparece misteriosamente num posto de gasolina e a partir de então ele dedica sua vida a encontrá-la, ainda muito atormentado pelo acontecido. Anos mais tarde, após a polícia já ter encerrado o caso, Rex é abordado por Raymond Lemorne (Bernard-Pierre Donnadieu), o suposto sequestrador, que lhe faz uma intrigante proposta.

    O SILÊNCIO DO LAGO (1992)

    Jeff (Kiefer Sutherland) e Diane (Sandra Bullock) são um casal de namorados que decidem passar as férias juntos, mas repentinamente ela desaparece em um posto de gasolina. Jeff a procura por três anos, a ponto de ficar obcecado. Após este período Rita (Nancy Travis), a atual namorada de Jeff, decide ajudá-lo a descobrir o que aconteceu, pois deste jeito a relação deles está ficando insustentável. É quando surgem indícios do paradeiro de Diane.


    QUAL O MELHOR?

    Geroge fez um filme interessante e perturbador. "Americanizar" filmes europeus não é uma boa ideia definitivamente. Mas a refilmagem encontra seu público nas locadoras de vhs, principalmente por conta do seu elenco bem atrativo. Não é ruim, mas o primeiro é bem superior.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    9) WILLIAM WYLER

    INFÂMIA (1936)

    Adaptação da peça de Lillian Hellman. Karen Wright e Martha Dobie, colegas da faculdade, graduadas, encaram o futuro sem lar e sem dinheiro. Karen, no entanto, herdou uma fazenda de sua avó e acredita que pode transformá-la em uma escola para meninas com a ajuda de Martha. Com a ajuda do Dr. Joe Cardin, que lhes diz para não desistirem, tomam um empréstimo e arrumam a casa da fazenda. Tudo parece ir de acordo, até que uma aluna elabora um plano de vingança por ter sido punida pelas professoras.

    INFÂMIA (1961)

    Karen Wright (Audrey Hepburn) e Martha Dobie (Shirley MacLaine) são amigas há muitos anos e, juntas, administram um colégio interno só para meninas. Depois de ser punida pelas professoras por contar mentiras, uma aluna reclama com sua avó e inventa que Martha tem ciúmes de Karen, que é noiva do médico Joe Cardin (James Garner). A senhora fica horrorizada e tira a menina da escola, além de espalhar o boato. As duas mulheres começam um batalha contra essas acusações, e suas consequências. 


    QUAL O MELHOR?

    Este é um dos poucos casos que o diretor acertou nos dois. O atrativo do segundo está por conta do renomado elenco. 
    O diretor William Wyler cortou várias cenas que insinuavam a homossexualidade de Martha, por medo de não receber o sela de aprovação para a exibição. Na época, qualquer história sobre homossexualismo era proibida.

    AMBOS MARCARAM UM PONTO


    10) OLE BORNEDAL

    PRINCIPAL SUSPEITO (1997)

    Estudante de direito (Ewan McGregor), em seu último semestre, consegue um emprego de vigia noturno em um necrotério. Pouco tempo depois surgem pistas que o incriminam como o principal suspeito de ser um serial killer que mata prostitutas, pratica necrofilia e "assina" os crimes arrancando os olhos das vítimas.

    PERIGO NA NOITE (1994)

    Martin arranja trabalho como vigia de necrotério, para poder dedicar-se aos estudos. Mas ao aceitar uma brincadeira de seu amigo Jens, para um novo e perigoso jogo, ele acaba se tornando suspeito de série de crimes que estão ocorrendo na cidade.


    QUAL O MELHOR?

    Nightwatch é um suspense de primeira, de um diretor com filmografia pouco expressiva. E transpor uma história da Europa para as Américas não tem sido uma função gloriosa. O segundo filme conta com um elenco super reconhecido, mas é um filme de poucas surpresas. Mas vale o confere.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    11) FRANK CAPRA

    DAMA POR UM DIA (1933)

    Apple Annie é uma vendedora de rua que precisa se fazer passar por dama da sociedade quando recebe a visita da filha, a quem não via há tempos, porque ela está noiva de um rico rapaz. O amigo Dave (Warren William), um homem refinado e bem sucedido, faz de tudo para ajudar Apple. O próprio Capra refilmou a história em 1961, sendo este seu último trabalho na direção.

    DAMA POR UM DIA (1961)

    Apple Annie (Bette Davis) é uma vendedora de rua que começa a viver um drama ao saber que a filha Louise, desde criança educada longe de sua presença, está vindo visitá-la acompanhada de seu noivo, um rico e belo rapaz. O problema é que Louise acredita que sua mãe é uma alta dama da sociedade. E para ajudar Apple a sair dessa confusão, Dude, um cavalheiro bem sucedido - de maneira duvidosa - busca encontrar uma solução para que Louise e o seu príncipe sejam felizes para sempre! 


    QUAL O MELHOR?

    Frank Capra era um diretor de "mão cheia". Ele fez o filme quase 30 anos depois, mudou o nome (no Brasil mantiveram), colocou Bette Davis, mas ainda sim não superou o de 33. Mas ainda sim é um filmão.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    12) YASUJIRO OZU

    ERVAS FLUTUANTES (1959)

    Companhia japonesa de teatro kabuki aporta numa pequena ilha de pescadores. Komajuro (Ganjirô Nakamura), um dos fundadores do grupo, passa a frequentar todos os dias a casa de sua antiga amante, Oyoshi (Haruko Sugimura), dona de um bar e mãe de Kiyoshi (Hiroshi Kawaguchi).

    UMA HISTÓRIA DE ERVAS FLUTUANTES (1934)

    Um ator mambembe viaja com seu grupo até a cidade onde mora seu filho, que, na verdade, pensa ser o pai apenas um tio. Com o tempo, o jovem se apaixona por uma das atrizes da companhia, categoria que não é bem vista na sociedade japonesa daquela época. Para deixar o filho longe de qualquer problema, o pai resolve se afastar. 


    QUAL O MELHOR?

    Ozu sempre quis refazer seu longa, que é um dos seus clássicos adorados, mas era mudo e ele queria dar voz e cor ao filme.E a oportunidade veio quando um estúdio pediu que ele fizesse um filme. 
    Se alguém tiver uma resposta coerente, manda nos comentários que publico, pois não sei dizer. Ambos filmes são incríveis.Não consigo dizer o que há de menos interessante em um deles.

    AMBOS MARCARAM UM PONTO


    13) HOWARD HAWKS

    EL DORADO (1967)

    O pistoleiro Cole Thornton (John Wayne) retorna a El Dorado para ajudar um velho amigo, o xerife J.P. Harrah (Robert Mitchum). Harrah, incansável na luta contra os arruaceiros do velho oeste, está na mira de Bart Jason (Edward Asner), mas contará com a ajuda de Thornton e do jovem Mississipi (James Caan) na defesa da ordem.

    ONDE COMEÇA O INFERNO (1959)

    O xerife John T. Chance prende o irmão de um poderoso proprietário de terras depois que este mata um homem. A família do preso, os Burdettes, contratam 40 pistoleiros profissionais para retirá-lo da cadeia. Para evitar isso, Chance tem ajuda de um alcoólatra, um velho aleijado, um jovem músico e sua namorada.


    QUAL O MELHOR?

    Tal como Sam Raimi em Evil Dead, Hawks refilmou o primeiro filme do que seria uma trilogia.  A terceira parte é Rio Lobo.
    El Dorado foi filmado em 1965, exibido para os donos de cinemas em 1966, mas só foi lançado em junho de 1967, por isto encontrarão divergências em sites quanto à data de lançamento.
    Curiosamente, Hawks, que já refilmou obras suas antes, negou que esta seja, mesmo sendo filmes absolutamente similares. John Wayne inclusive queria interpretar o papel de Mitchum, mas Hawks não deixou.
    Mas, respondendo a pergunta, El Dorado é um filmaço, mas Rio Bravo está em qualquer lista dos melhores do cinema. Ele acertou nos dois, mas o primeiro é mais reconhecido.

    1 PONTO PARA O ORIGINAL


    14) LEO MACCAREY

    DUAS VIDAS (1939)

    Sofisticado europeu e bela novaiorquina se apaixonam durante cruzeiro em transatlântico. Mas a história de amor será interrompida por uma série de percalços. Belíssimo filme, que recebeu seis indicações ao "Oscar": melhor filme, atriz protagonista/Dunne, atriz coadjuvante/Ouspenskaya, argumento, cenário, música.

    TARDE DEMAIS PARA ESQUECER (1957)

    Nesta intensa e bem-humorada história de amor, indicada para quatro prêmios Oscar®, duas pessoas se conhecem em um transatlântico e apaixonam-se perdidamente. Apesar de ambos estarem comprometidos com outra pessoa, eles concordam em encontrar-se seis meses depois no Empire State Building, caso continuem sentindo o mesmo um pelo outro. Mas um trágico acidente impede tal encontro e seu futuro toma um rumo emocionante e incerto.


    QUAL O MELHOR?

    Pergunta nível "hard". 1939 é conhecido como um dos melhores anos do cinema. Duas Vidas é um dos motivos. Tarde demais é um clássico absoluto. Então, vamos considerar que houve um empate, enaltecendo a competência do diretor.

    AMBOS MARCARAM UM PONTO


    15) TOD BROWNING

    VAMPIROS DA MEIA NOITE (1927)

    Após o aparente suicídio de Lord Roger Balfour (King), o Professor Edward C. Burke (Chaney), passa a comandar uma investigação que não acredita na hipótese de suicídio, afirmando que o principal culpado é justamente o sobrinho de Balfour, Arthur Hibbs (Nagel), atual pretendente da filha de Roger, Lucille (Day). Cinco anos depois, todos se tornam confusos com a aparição de dois “vampiros” em uma casa abandonada próxima.  Edward Burke se compromete em descobrir o verdadeiro culpado, fazendo valer de suas artes de hipnotismo.

    A MARCA DO VAMPIRO (1935)

    Após o misterioso assassinato de Sir Karell, foi sustentada a tese de que um vampiro o matou, pois lhe faltava sangue e marcas haviam em seu pescoço. Com isso o Professor Zelen (Lionel Barrymore) vai até a mansão um ano após, para tentar desvendar o mistério. Logo, se descobre que um castelo próximo foi alugado, e que a assinatura do contrato é a mesma de Sir Karrell (já falecido). Após ataques à Irena, filha de Sir Karrell e única herdeira da fortuna, eles desvendam que o Conde Mora (Bela Lugosi) e sua filha estão no castelo, e Sir Karrell também é um vampiro assim como eles.


    QUAL O MELHOR?

    A resposta é obvia por razões erradas. O primeiro foi dado como perdido até a pouco tempo, eliminando o efeito comparativo. Porém encontraram partes do filme, restauraram e remendaram com frames as partes perdidas. Eu assisti. É genial, porém seria injusto colocá-lo como melhor, já que o filme faltam partes. Mas meu palpite é que seja superior. Quem sabe um dia descobrimos?

    NINGUÉM PONTUOU

    RESULTADO: 8 VEZES O ORIGINAL FOI MELHOR, 3 VEZES O REMAKE E OUTRAS 4 DEU EMPATE.


    Há algumas menções, que não pretenderia dedicar mais linhas por razões diversas:


    • 13: O Jogador (2010), com Jason Statham, é a segunda versão do filme dirigido em 2005 pelo mesmo Géla Babluani.


    • Perigo em Bangkok (2008), dirigido pelos The Pang Brothers,  Danny Pang e Oxide Chun Pang e estrelado por Nicolas Cage, era um remake do filme homônimo, dirigido por eles em 2000.


    • Alan Clarke fez Scum (1977) para a tv, com Ray Winstone e refilmou-o em 1979, com o mesmo ator.


    • Tim Burton refez seu curta Frankenweenie (1984), tornando-o um longa em 2012.


    • Paul Thomas Anderson fez o mesmo, com seu curta The Dirk Diggler Story (1988) e Boogie Nights (1997)


    • John Ford realizou "O céu mandou algúem" em 1948. O que pouca gente sabe é que ele havia dirigido a primeira versão, em 1919, chamada "Homens marcados", que é tido como perdido.  Ford dedicou o filme ao ator Harry Carey, que atuou na primeira versão e  faleceu em 1947.


    • John Woo realizou "Rajadas de fogo" em 1991, com  Chow Yun-Fat e refez em 1996, com mesmo nome, sendo que aqui no Brasil ele recebeu o nome de "Missão secreta".

    Conclusão final: dois dos melhores filmes que já assisti são remakes. Então, continuem fazendo, mesmo que errem na maioria das vezes, mas quando acertam, fazem história.




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