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    sábado, 17 de dezembro de 2016

    DRUGSTORE COWBOY (1989) - LANÇAMENTO "OBRAS PRIMAS DO CINEMA"


    Uma longa jornada noite adentro

    Assistindo Drugstore Cowboy, ficamos com a sensação de que é um filme verdadeiro, quase um documentário, como se as pessoas tivessem ali vivendo aquelas situações. Longe da descida ao inferno proporcionada com "Homem do braço de ouro (1955)" ou mesmo da viagem sem volta de "Os viciados (1971)". Não existe tão pouco a sujeira de "Diário de um adolescente (1995)". É uma produção quase "clean".

    O filme é baseado na autobiografia de James Fogle (1936-2012), o "verdadeiro" Bob, que estava preso na época do lançamento do filme e manteve o hábito de roubar farmácias até o fim da vida.

    Gus faz aqui seu segundo trabalho (o primeiro é "Mala Noche - 1986"), sendo o filme mais importante de sua carreira. Carreira esta, ao meu ver, bem regular, cometendo apenas o crime de refilmar "Psicose" quadro a quadro e conseguindo ainda sim fazer um produto fraco. Drugstore conta com nomes como James Remar e Kelly Lynch, mas Matt Dillon está muito bem no papel principal, longe de suas futuras canastrices.  Heather Graham tem aqui seu primeiro papel importante (ela havia feito pontas em Mrs. Soffel e Irmão gêmeos, além de atuar em "Student Exchange" e na comédia "Sem licença para dirigir", mas ainda não havia marcado território).


    O filme segue a trajetória de Dillon, sempre tendo problemas com a polícia (Remar), mas também sempre se safando, até um momento que decide parar (não vou dizer mais nada para não dar spoilers). Sant faz uma espécie de ode à juventude que busca seu lugar, algo que Richard Linklater faz bastante em seus filmes atuais, principalmente em "Jovens, loucos e mais rebeldes (2016)". Inclusive, neste aspecto, a direção de ambos é parecida. Later e Sant assumem o papel de telespectador, e "deixam" a história "seguir seu fluxo".

    Sant não impõe moral, ou que rumo devemos tomar. É um filme imparcial, focando nos personagens somente. Interessante como as reações dos personagens não são dolorosas, e sim uma constatação do resultado referente ao caminho que tomaram. Como o olhar de Dillon no espelho ou da moça caída no quarto.  O desenrolar desta cena, inclusive mostra que eles se preocupam mais com os fins que os meios.

    Tudo é contado em flashback por um personagem que nos causa a sensação de onisciência. E de repente, lá por 1h e 20 min de filme, a produção muda, como se o personagem saísse de um pesadelo para o mundo real, só que nunca desapegando do onírico. Quase surreal, onde o policial perseguidor conversa com seu perseguido como amigo, com um carinho insuspeito até aqui. 

    Conclui-se no final que não era um filme sobre drogas. Ela é apenas o fio condutor entre o antes e o depois do personagem.

    Informações Técnicas e da Coleção:

    Título: Drugstore Cowboy
    Título Original: Drugstore Cowboy
    País de Produção: Estados Unidos
    Ano de Produção: 1989
    Gênero: Drama - Crime
    Direção: Gus Van Sant
    Elenco: Matt Dillon, Kelly Lynch, James Le Gros, Heather Graham, Eric Hull, Max Perlich, James Remar, John Kelly,Grace Zabriskie.
    Idioma: Inglês
    Legendas: Português – Inglês
    Duração Aproximada: 99 minutos
    Região: Aberto para todas as zonas (Livre)
    Áudio: Dolby Digital 2.0
    Vídeo: 1.85:1
    Cor: Colorido


    Extras: Making of do filme Drugstore Cowboy (27 min.); Spot de TV (0,30 seg.).

    TRAILER:

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