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    terça-feira, 11 de outubro de 2016

    ANDRZEJ WAJDA - 10 FILMES ESSENCIAIS


    ANDRZEJ WAJDA.


    Partiu anteontem (09/10/16) o mais seminal realizador polonês, responsável pela liderança da escola polonesa de cinema, reconhecida após 1956 quando a Polônia estabeleceu uma política menos rígida e passou a relacionar-se melhor com a União Soviética. Além disto Wajda é um autêntico cronista comprometido das convulsões sociais que marcaram a recente história europeia.

    Nascido em 6 de Março de 1926 em Suwalki, Polônia, Wajda juntou-se à resistência polonesa na sua adolescência durante a Segunda Guerra Mundial, tendo depois estudado pintura e acabado por ir para Lodz, onde estudou cinema. Foi assistente de realização do veterano Aleksander Ford, e, tendo como principais fontes temáticas do seu cinema as recordações da guerra e o processo político que o seu país viveu logo de seguida, conseguiu afirmar-se como um dos mais importantes realizadores de sempre do leste europeu (mundialmente também, claro).

    Abaixo listei 10 dos seus filmes, para quem não o conhece, assistir. É um cineasta difícil, que realiza filmes longos, porém essenciais.


    Bons filmes:

    Em setembro de 1939, após a invasão da Polônia pelos nazistas, tropas soviéticas ocupam o leste do país. Milhares de oficiais poloneses são mantidos prisioneiros e enviados a campos de concentração. Anna (Maja Ostaszewska) aguarda na companhia da filha o retorno do marido, Andrej (Artur Zmijewski). Quando várias covas coletivas são encontradas os soviéticos informam que os poloneses foram assassinados pelos nazistas na floresta de Katyn. Anna, no entanto, encontra o diário do marido e descobre que a verdade é outra.

    Cerca de 20 mil soldados poloneses foram executados no Massacre de Katyn. O pai do diretor Andrzej Wajda, Jakub Wadja, foi uma das vítimas. Na época Andrzej tinha 13 anos.


    Na primavera de 1794, Danton (Gérard Depardieu) retorna a Paris e constata que o Comitê de Segurança, sob a incitação de Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia várias execuções em massa. O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerado um ato contra-revolucionário. Nem mesmo Danton, um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado. Os mesmos revolucionários que promulgaram a Declaração de Direitos do Homem implantaram agora um regime onde o terror impera. Confiando no apoio popular, Danton entra em choque com Robespierre, seu antigo aliado, que detém o poder. O resultado deste confronto é que Danton acaba sendo levado a julgamento, onde a liberdade, a igualdade e a fraternidade foram facilmente esquecidas.


    Varsóvia, 1980. O Partido Comunista envia Winkel (Marian Opanian), um repórter alcoólatra, a Gdansk para investigar as greves dos trabalhadores portuários. Um dos principais líderes do movimento é o jovem Maciej Tomczyk (Jerzy Radziwiłowicz), cujo pai foi morto durante os protestos de 1970. Infiltrado, Winkel consegue entrevistar os que estão ao redor de Tomczyk, incluindo sua companheira, Agnieszka (Krystyna Janda). O jornalista acaba se deparando com uma realidade diferente da que imaginava, o que muda completamente sua visão do regime comunista e do próprio Tomczyk.

    Lech Walesa, importante líder político polonês e um dos fundadores do movimento Solidariedade, faz uma participação no filme. Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1983.


    Em 1976 a jovem cineasta Agnieszka (Krystyna Janda) está produzindo seu trabalho de conclusão do curso, um documentário sobre Mateusz Birkut (Jerzy Radziwilowicz). Birkut era um pedreiro que na década de 1950 tornou-se herói do proletariado e acabou ganhando uma estátua de mármore em sua homenagem. Com acesso a imagens da época e entrevistas com outros personagens e testemunhas, ela consegue várias novas informações sobre o caso. O conteúdo do filme chama a atenção do governo socialista, que logo passa a ameaçar o desenvolvimento do projeto.

    Teve uma continuação, O Homem de Ferro (1981), que acompanha a trajetória do filho do protagonista de O Homem de Mármore. Jerzy Radziwilowicz interpreta pai e filho nos dois filmes.


    Ambientado em Lódz, centro da indústria têxtil da Polônia, no início do século XX, o filme narra a trajetória de três ambiciosos jovens ex-colegas de escola – um engenheiro polonês, um comerciante judeu e um alemão, filho do proprietário de uma velha tecelagem – que decidem montar uma fábrica de tecidos. 

    Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.


    Definido na época das guerras de Napoleão, mostra como as guerras varreram o país infeliz polonês no início do século XIX. História gira em torno a Legião polonesa sob comando do General Dabrowski, que então lutou ao lado de Napoleão com a esperança de renascimento da Polônia.

    Não entendi porque o filme de 1958 recebeu o título idêntico a este aqui no Brasil (acho que na Alemanha também). Se alguém puder me explicar... 


    Um jovem médico que encontra uma mulher, no momento em que ele não sabia mais o que desejar da vida. O médico é bonito e atraente, o bastante para ter as mulheres o tempo todo aos seus pés, o que parece ser um grande problema para a maioria dos homens, encontrar uma companhia, para ele não era. Entretanto, quando encontra uma bela e inteligente jovem, que a princípio parece diferente de todas as mulheres que havia conhecido. Ela consegue adentrar em seu quarto, onde os dois passam um bom tempo conversando - uma novidade, sem dúvida. Quando o doutor tem que sair para encontrar alguns amigos, sente a necessidade de encontrar esta mulher interessante novamente... mas aparentemente ela desaparece.


    No último dia da Segunda Guerra Mundial, Maciek (Zbigniew Cybulski), um jovem rebelde ligado à frente nacionalista, recebe a missão de assassinar Szczuka (Waclaw Zastrzezynski), um líder comunista. Perturbado pela transformação repentina de aliados em inimigos, ele decide aproveitar a vida por uma noite, quando se apaixona pela garçonete Krystyna (Ewa Krzyzewska) e pensa em desistir da luta.

    Um dos filmes favoritos de Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. Scorsese inclusive o indicou a Leonardo DiCaprio durante a preparação para as filmagens de Os Infiltrados (2006).


    Ao final do levante de Varsóvia, os poucos grupos remanescentes da resistência polonesa estão sendo dizimados pelos alemães. Após sofrer pesadas baixas, os 43 homens e mulheres liderados pelo Tenente Zadra são mandados de volta ao centro da cidade através do único caminho não controlado pelos alemães, os esgotos ...

    O segundo longa de Wajda é um angustiante relato da tragédia, baseado em um conto de Jerzy Stefan Stawinski. O narrador não cria ilusões: as pessoas estão prestes a morrer. O cerne da questão é como isso vai ocorrer.


    Em  1942,  a cidade de Varsóvia sofre a ocupação alemã. Os jovens poloneses começam a participar do movimento de resistência. O herói desta saga entra na luta a pedido da jovem por quem se apaixonara. Junto a esta história de amor Wadja mostra a coragem e o sacrifício dos conterrâneos num dos mais difíceis períodos da história de seu País.

    Esta é a estréia de Andrzej Wadja no cinema e o primeiro filme da Trilogia da Guerra, completada com Kanal e Cinzas e Diamantes. Realizado logo após a saída do diretor da Escola de Cinema de Lodz, o filme reúne os maiores nomes do cinema polonês de então: entre outros o diretor de fotografia Jerzy Lipman, o ator Zbigniew Cybulski e o então jovem ator e diretor Roman Polanski.



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