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    domingo, 4 de setembro de 2016

    STAR TREK - SEM FRONTEIRAS (2016) - POR RUBENS EWALD FILHO


    Star Trek - Sem Fronteiras (Star Trek Beyond)

    EUA, 16. 124 min. Direção de Justin Lin. Com Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, Idris Elba, John Cho, Anton Yelchin, Sofia Butella.

    Não sei se foi uma boa ideia atrasar o lançamento desta nova aventura de Star Trek (talvez sim, já que as Olimpíadas acabaram por atrair um grande público para a televisão). O filme teria custado 185 milhões de dólares, e até quando escrevo não ultrapassou 150 milhões de renda nos EUA e mais 84 milhões no exterior. Num primeiro momento teve boa reação da crítica que o achou uma despretensiosa aventura a moda antiga da série, mas sua renda mediana parece indicar um detalhe, ele não teve fãs o assistindo mais de uma vez de como era costume, em parte porque eles estão brigando com a CBS, dona da série, porque estes não estão ajudando na produção de um filme e propalado por fãs.


    Houve também um acontecimento trágico que merecia ter tido maior repercussão que foi o acidente poucos dias antes da estreia do jovem russo Anton Yelchin (1989-2016), que era muito talentoso e fazia o personagem de Chekov de 2009 e morreu num atropelamento bizarro no quintal de sua própria casa em 19 de junho atingido por um Jeep Cherokee, que estava em ponto morto. O moço era muito competente mas mesmo assim não foi cultuado na imprensa como merecia (teve 65 créditos profissionais) e também não chega a se destacar no filme. Uma pena.

    Na verdade, esta aventura é fácil de assistir, prende a atenção, mas é menos memorável que a anterior (Além da Escuridão, 13). Acho que já me acostumei com o galãzinho Chris Pine, que tem se esforçado em fazer tudo que é personagem para demonstrar sua versatilidade (até canta com Barbra Streisand em seu novo disco) e consegue ser casual e discreto mas ativo como o Capitão James Kirk, que junto com o Comandante Spock (Quinto, aliás o filme faz uma homenagem ao falecido Spock anterior, o lendário Leonard Nimoy). Enfim a trama é tradicional, quando a nave é atacada por um bandido de região distante, o Krall (apesar da maquiagem pesada, dá para perceber a qualidade do grande ator Idris Elba, que sustenta todo o drama e perseguição). Infelizmente Quinto está ficando cada vez menos expressivo e marcante.

    Não há dúvida que há muita perseguição, explosões, efeitos especiais e a nave passa por mal bocados, até mesmo a total destruição. Não achei nenhum momento memorável, mas se assiste sem problemas. Importante: a direção deixou de ser do super valorizado J J Abrams, que fez um trabalho tão bom que foi chamado para assumir a saga Star Wars e foi substituído pelo também competente Justin Lin (chinês de Taiwan, famoso pela série Velozes e Furiosos de 3 a 6).


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