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    sexta-feira, 19 de agosto de 2016

    BEN-HUR (2016) - POR RUBENS EWALD FILHO


    Ben-Hur (Idem)

    EUA,16. 141 min. Direção de Timur Bekmanbetov. Com Morgan Freeman, Jack Huston, Toby Kebbell, Rodrigo Santoro, Nazanin Boiadi, Ayelet Zurer, Pilou Azbayek.


    Com um orçamento de cerca de 100 milhões de dólares, esta é a refilmagem do clássico campeão de Oscars (vide artigo sobre ele) que sempre teve um teor religioso. Mas é bom avisar que foi produzido por atuais especialistas no assunto, no caso os mesmos liderados por Roma Downey, que tem produzido filmes para o crentes consumidores (como O Filho de Deus). E dirigido por um russo, emigrado para os EUA, que fez nos EUA O Procurado com Angelina Jolie, Guardiões da Noite, Abraham Lincoln Caçador de Vampiros. Sua especialidade é o uso dos efeitos digitais, de forma que a corrida das bigas (na verdade teria outro nome porque são quatro cavalos, não dois!) não é para valer, sem truques como no filme original, mas falseadas. Ou seja, não há comparação nas cenas da corrida (aliás ambas feitas no mesmo estúdio, o Cinecittá perto de Roma), a mais antiga é superior (também mais longa, com mais figurantes). Já outro ponto forte que seria o herói como escravo como remador num barco romano os efeitos já não perturbam tanto. Mas é ali que acontecia a diferença maior entre os dois filmes, já que no original, Ben Hur salva o graduado Romano, interpretado por Jack Hawkins, que por gratidão o leva para lá e lhe dá status. Aqui inventaram que os dois protagonistas o judeu Ben Hur e o romano Messala (seriam irmãos de adoção, já que a família de Ben criou Messala que mesmo assim cresce cheio de ódio e vingança). Por estranho que possa parecer tornando Ben também romano de adoção, o filme anterior ficava mais dramático assim como era melhor a conclusão original, onde Ben vai visitar o moribundo Messala todo machucado e este não apenas o renega como demonstra todo seu ódio. É ele quem denuncia o fato de que a mãe e irmã de Ben estariam com lepra!

    No Ben-Hur de 1959 ainda era considerado ousado mostrar o rosto de Cristo então ele aparece sempre de costas, ou perfil, ou distante. Isso agora mudou e foi assim que o nosso Rodrigo Santoro conseguiu sua chance de fazer o personagem ainda que em três ou quatro cenas, incluindo a morte na Cruz. Mas não são momentos memoráveis nem especialmente bem feitos.

    Na verdade, quem conhece bem o original não tem como esquecer Charlton Heston ou mesmo Stephen Boyd (como Messala) e outra sequência que foi cortada, a visita ao xeique no deserto, uma participação que rendeu ao britânico Hugh Griffith um Oscar de coadjuvante (era famoso também por mostrar um arroto, coisa inédita no cinema de então!). O papel de Grfiffith é de Ilderim e nesta versão há também uma figura parecida, ainda que vivida por um norte-americano negro, no caso o ator mais frequente de todos, que parece estar em tudo que é filme e ainda assim conseguindo se salvar, sem vergonha. É claro que se trata do Morgan Freeman, sempre com seu ar austero e digno de confiança.

    A escolha do elenco aqui é periclitante já que nenhuma das mulheres (em geral israelenses) tem maior chance ou brilho. Não gosto especialmente do ator inglês Toby Kebbell como Messala (que fez Warcraft, O Príncipe da Pérsia, Planeta dos Macacos: o Confronto, Rock n´Rolla, que é uma versão piorada do brasileiro Milhem Cortaz). Assim como a trilha musical original é infinitamente superior a daqui.

    Mas também o que se podia esperar?  Não falo de uma versão em minissérie de 2003, simplesmente porque nunca tinha ouvido falar nela. Falta mencionar o protagonista que é britânico Jack Huston (que esteve em Boardwalk Empire e Eastwick,é bisneto do grande ator Walter Huston, neto do diretor lendário John Huston, sobrinho de Anjelica Huston e filho do ocasional diretor e roteirista Tony Huston e por parte de mãe é aristocrata descende de longa linha de nobres). Tem certo carisma, mas esta longe de convencer como atleta e tipo.



    O FIM DE UM CICLO...

    Há uns dois anos publico críticas do meu caro Rubens. Foi um motivo de orgulho tremendo porque eu cresci lendo seus guias, que me direcionaram para os filmes que assisti ao longo de anos.

    Seus guias sempre foram minha referência, ainda que eu nunca tenha levado em conta a opinião dele sobre os filmes (ou de qualquer outra pessoa), pois cresci com a ideia de que o cinema é individual. Nunca me apoiei em suas críticas ou vida pessoal (que sei muito pouco).
    Mas me chamou a atenção como falam mal de suas críticas (aqui ou no blog dele), às vezes tratando-o de forma desrespeitosa inclusive, A mais polêmica de todas foi a do filme Batman Vs Superman. Mas com o passar do tempo, percebi que o meu site vai por um caminho diferente. Desde sempre...Com isto, vou procura eliminar as críticas do site, pois minha linha é de passar informação sobre cada filme e não apenas falar bem ou mal. Com isto finalizo esta sessão com críticas dele. Foi bom, renderam discussões, mas agora iremos para novos rumos.

    Obrigado a todos...

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