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    sexta-feira, 15 de julho de 2016

    SAULO ADAMI - RESPONDE A 7 PERGUNTAS CAPITAIS


    Saulo Adami tem seu nome associado à produção literária desde 1974 quando aos nove anos de idade, enquanto estudante na Escola Municipal Luiz Silvério Vieira, no Arraial dos Cunhas, interior de Itajaí, Santa Catarina, começou a escrever sua história de sucesso. Sonhava ser escritor com vários livros publicados, se imaginava escrevendo, publicando e autografando livros. Um ano depois, após escrever as primeiras crônicas e os primeiros contos, Saulo Adami montou a primeira das mais de 30 peças teatrais das quais escreveu, dirigiu, produziu ou participou. 

    Aos 17 anos, lançou “Cicatrizes” (1982), primeiro dos 82 livros que escreveu até agora! Tem mais de 100 como editor, adaptador ou preparador de originais, entre novembro de 1982 e julho de 2016. São livros de poesia, conto, crônica, romance, teatro, biografia, história, fotografia e até obras mediúnicas. Hoje, aos 51 anos de idade, casado com a psicóloga Jeanine Wandratsch Adami, como quem escreveu a biografia “Doutor Nica” (2012), mora em Curitiba, onde continua escrevendo livros e roteiros de filmes sob encomenda e sua própria literatura, uma história que segundo o autor ainda vai render muitas outras produções.

    1)Quando surgiu o seu interesse pelo cinema?

    S.A.:Desde criança, quando nossa TV Colorado RQ, mais mobília do que um aparelho de televisão, era em preto e branco, comprada por meus pais em 1970. Nossa casa era no Arraial dos Cunhas, uma comunidade rural do interior de Itajaí, em Santa Catarina, a 20 quilômetros de Brusque, minha cidade natal. Na época da compra da TV, eu tinha cinco anos de idade. Aos 10 anos, assisti naquela TV “O Planeta dos Macacos” (1968), de Franklin J. Schaffner, e comecei a tomar as primeiras notas sobre a sua produção. Em 1978, comecei a escrever os primeiros textos que resultariam em quatro livros sobre os bastidores e segredos destas séries de cinema, TV e quadrinhos. O primeiro livro foi “O único humano bom é aquele que está morto!” (Editora Aleph/S&T Produções, 1996) e o mais recente é “Homem não entende nada! Arquivos secretos do Planeta dos Macacos” (Editora Estronho, 2015), resultado de 40 anos de pesquisas.


    2)Coleciona filmes, CDs ou algo relacionado à Sétima Arte?

    S.A.:Coleção, coleção para valer, apenas relacionada a “O Planeta dos Macacos” em todas as suas formas e formatos, principalmente filmes. Comecei a colecionar em 1975. Tenho outros filmes dos quais gosto e algumas séries de TV que também faço questão de rever em DVD de vez em quando. Sobre algumas delas, estou escrevendo livros para a Editora Estronho, que serão publicados a partir de 2016.


    3)Quando se tornou crítico de cinema? Conte um pouco da sua trajetória na revista “Cinemin”, que marcou a vida de tantos cinéfilos no Brasil.

    S.A.:Atuei como jornalista nas décadas de 1980 e 1990, em Santa Catarina. Nunca gostei do rótulo de crítico de cinema. Na verdade, sempre foi um jornalista/escritor interessado em cinema, o que me levou a escrever para jornais e revistas e ter inclusive uma sessão de rádio sobre cinema (“Bastidores da Sétima Arte”, 1984). Escrevi artigos também para fãzines do Brasil, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Inglaterra... Minha trajetória na revista “Cinemin” começou em 1989 com um telefonema para o editor Fernando Albagli cobrando uma matéria sobre “O Planeta dos Macacos”. Ao saber que eu pesquisava o tema, me convidou para que escrevesse um artigo para a revista. O artigo saiu publicado em duas edições em 1990, e colaborei com a revista até o encerramento de suas atividades na década de 1990. Foi um tempo muito bom! Algumas das amizades daquela época eu cultivo até hoje.


    4)Qual a experiência dentro deste universo artístico que mais lhe marcou?

    S.A.:A maior e melhor de todas foi a oportunidade de passar pela sessão de maquiagem em Los Angeles, Califórnia, em 1999, a convite de Bill Blake. Ele foi aluno de John Chambers, criador do desenho e responsável pela aplicação da maquiagem dos chimpanzés, gorilas, orangotangos e mutantes dos cinco filmes-sequência da saga “O Planeta dos Macacos” (1968-1973), produzida por Arthur P. Jacobs. Chambers recebeu um Oscar honorário por sua criação, em 1969. Conheci e entrevistei pessoalmente os atores Booth Colman (Conselheiro Zaius), Buck Kartalian (o gorila Julius), Don Pedro Colley (o mutante Negro), Natalie Trundy (viúva de Jacobs) e Ron Harper (o astronauta Alan Virdon), além dos maquiadores John Chambers e Bill Blake. Devo estas oportunidades ao meu amigo Jeff Krueger, de Anahein, Califórnia, com quem me correspondo desde a década de 1990.


    5)Existe uma lista de filmes que marcaram sua vida?

    S.A.:Sem listas! Há apenas um filme que marcou a minha vida: “O Planeta dos Macacos” (1968). Ele reuniu meus favoritos: os atores Charlton Heston e Roddy McDowall; a atriz Kim Hunter; o diretor Schaffner; e o músico Jerry Goldsmith. Marcou minha vida por ter inspirado quatro dos 80 livros que escrevi e publiquei até agora, peça de teatro, documentários em vídeo e cinema, fãzines, fã clube, exposições... Por causa deste filme, viajei, conheci centenas de pessoas de outros estados e países que também são fãs colecionadores. Nenhum outro filme mexeu tanto comigo e me inspirou a percorrer tantos caminhos! Sou muito grato ao escritor francês Pierre Boulle, autor da história original, e ao produtor Arthur P. Jacobs, por sua persistência em transformar seu livro em filmes.


    6)Fale um pouco dos seus projetos para este ano. Tanto os que estão acontecendo quanto os previstos para começar.

    S.A.:Este é o ano dos projetos de livros sobre filmes e séries de TV. Entre os livros já iniciados, estão: “Kung Fu”, “Perdidos no Espaço” (em parceria com Carlos Roberto Gomes), “O Elo Perdido”, “Os Imperdoáveis”, “Homem Invisível”, “Paladino do Oeste” (em parceria com Paulo Telles) e “No Mundo de 2020”. Projetos! Não significa que serão publicados hoje! Fora esta área, continuo escrevendo livros sob encomenda: biografias, histórias de cidade e entidades... Também tenho produção de roteiros para documentários e filmes de ficção, projetos que demandam tempo e paciência. Publiquei meu primeiro livro de poesia, conto e crônica em 1982: “Cicatrizes”. De lá para cá, já escrevi e publiquei outros 80 livros nas áreas de literatura (poesia, conto, crônica, novela, romance), história, biografia e cinema.


    7)E se pudesse deixar uma lição desta vida dedicada ao cinema, qual seria?

    S.A.:O livro “Homem não entende nada!” esperou 40 anos para ser publicado. É a obra mais completa sobre “O Planeta dos Macacos” de que se tem notícia no mundo. Produzir esta obra exigiu paciência, dedicação e perseverança. Aprendi que a vida é vivida um dia depois do outro com uma noite de sono – e sonhos! – no meio. Jamais devemos desistir de nós mesmos.
    M.V.:Vou devorar seu livro agora, cedido gentilmente pela Editora Estronho.



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    1 comentários:

    1. Mais uma gratificante entrevista com uma pessoa que fala com gosto sobre o que gosta. E, agora, me incentivou a adquirir este livro também.

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